História After all, I love you - NAMJIN - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Álcool, Bissexualidade, Hobi, Homossexualidade, Hoseok, Jimin, Jin, Jungkook, Lemon, Minseok, Namjin, Namjoon, Problemas, Rapjin, Rapmonster, Seokjin, Sexogay, Suga, Sugahobi, Tae, Taehyung, Taekook, Taetae, Vkook, Xiumin, Yoongi, Yoonseok
Exibições 145
Palavras 3.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem.
Agora todo sábado tem capítulo novo! Se algo der errado até segunda no máximo eu posto.
Desculpem os erros se acontecer, e boa leitura 🤗😍💕

Capítulo 11 - Não chore...


Fanfic / Fanfiction After all, I love you - NAMJIN - Capítulo 11 - Não chore...

– Até. – Desliguei e entrei na sala.
Me sentei ao lado de Kookie e ainda tinha alguns colegas entrando.
– Nem enxergo seus olhos, mas da para perceber que você está mais alegrinho. – Pausa. – Você não se drogou, né? – Cochichou e riu.
Se alguém ouvisse aquilo, eu estava ferrado, completamente ferrado.
– Ah, foi ainda melhor que isso. – Sorri.
– Aaah! Pare com isso, vou vomitar! – Ele me empurrou e riu, se inclinou ao lado da mesa e fingiu vomitar um vômito invisível.
Ri.
– Foi você que perguntou. – Dei de ombros.
– Enfim, tem gente nova na escola. Yoongi e eu estávamos vendo enquanto comíamos. Sabe a Sarah? Ela fez uma amizade nova, acho. Ela estava andando com uma menina bem bonita.
– Hm, já está apaixonado, é?
Ele ficou vermelho e com os olhos esbugalhados, sem dizer uma palavra.
– Vou falar com Sarah. – Eu não iria, só queria o deixar desesperado.
– Hyung! Não brinque com isso! – Sua voz era desesperada.
– Com o quê? Só vou falar com Sarah, perguntar como ela está... E tudo mais... – Eu ria.
– Hyung! – Me repreendeu ele, ao mesmo tempo de um imploro.
– Eu não vou, não vou! Calme Maknae, eu não seria capaz.
– Promete?
– Hm hm. – Assenti.
Ele respirou fundo.
Sorri de leve.
– Só você mesmo... – Murmurou ele e o professor adentrou a sala.

Na saída, o sinal soou e guardei rapidamente meus materiais dentro de minha mochila.
– Hm, onde está Namjoon? – Perguntou o mesmo olhando para os lados, e riu.
– Lá em baixo, com seu carro.
– Sabia. – Disse como se fosse um gênio da lâmpada.
Joguei a mochila nas costas.
– Vamos. – Falei.
Kookie me seguiu e Yoongi estava escorado na parede ao lado de nossa porta, parecia um bad boy.
É, Min Yoongi já foi um bad boy em seus dias ruins, mas depois que começou a andar com nós, algo mudou em algum lugar e ele se ajeitou.
Agora, Min Yoongi, tira notas boas, e sério, não sei como ele não foi expulso.
A diretora gosta de nós, e não sei ao certo o por quê.
– Vamos, meu bad boy que de mal não tem nada? – Sorri.
– Posso ser muito mal. – Disse ele.
Eu sabia que ele podia mesmo, mas de uns tempos para cá, ele tem sido sentimental – de uma forma fechada, só dele, mas sentimental – que não deu para o levar a sério.
Kookie e eu, caímos na gargalhada.
Ele riu sem humor.
– Vamos logo. – Sorri o abraçando.
Esse corredor nunca foi tão longo. Já não havia mais ninguém nele, só nós três.
– Pare de correr, Jin. – Falou Yoongi andando devagar.
Eu estava correndo? As vezes tenho disso, estou como se não visse Namjoon há 30 anos – não temos nem 18 para ter uma noção – e talvez fosse isso.
– Desculpe. – E tentei andar mais devagar.
– Namjoon está lá fora. – Explicou Kookie.
– Corre até lá então, mas eu vou andar. – Disse Yoongi dando de ombros. – Não estou com vontade de correr.
– Não?
Ele balançou a cabeça em negativa.
Olhei malicioso para Kookie e ele sorriu de volta do mesmo jeito. Isso só significa uma coisa.
– Não, não! – Disse Yoongi quando percebeu nossos olhares.
– Sim. – Falei rindo.
Ele negou, mas eu já tinha pego seu punho e Kookie estava atrás dele o empurrando, começamos a correr e fizemos Yoongi fazer o mesmo.
Somos crianças de 1ª série; podemos até ser, mas somos felizes, afinal.
Chegamos ao portão de saída da escola e ainda tinha mais um portão, que sairíamos de fato da escola.
Paramos e todos estávamos rindo e cansados da correria.
– Se fosse outra pessoa eu juro que matava. – Disse Yoongi rindo, apoiado aos joelhos respirando.
– Você não seria capaz. – Disse Kookie respirando fundo. O corredor é longo e corremos muito.
Yoongi olhou para Kookie, fez uma arminha com os dedos e colocou na testa de Kookie.
– Hm, acho que sou. – Ele puxou o gatilho invisível. – Piu. – Ele disparou contra Kookie.
– Que? – Ri.
– Morri. – Disse Kookie de olhos fechados.
– Rá! Eu disse. – Disse Yoongi se gabando.
– Vocês tem problemas. – Falei e saí andando.
– Ah, Hyung, você não vive sem nós! – Disse Kookie andado junto a mim, Yoongi fez o mesmo.
– Não vai negar? – Perguntou Yoongi.
– Mas é verdade, por quê eu negaria?
Ele deu de ombros.
Olhei para frente e lá estava Namjoon.
Parece que o sol da tarde bateu nele, e ele ficou mais lindo ainda, incrivelmente, mais lindo.
Como isso é possível? – Murmurei.
– Hã? – Perguntou Kookie.
– Limpa aqui, está babando. – E Yoongi passou a mão no canto de minha boca.
Dei um tapa na mão dele.
– Para. Você é louco. – Falei para Yoongi, mas ainda olhava para Namjoon, ele olhava para o lado, para alguém.
– Você que é louco, e de amor ainda por cima. – Disse Kookie.
– O quê deu em você para estar defendendo Yoongi?
– Não estou defendendo, apenas estou colocando os fatos na mesa.
Revirei os olhos.
– Você é muito culto quando quer. – Disse Yoongi.
– Eu sou culto, mas vocês me transformaram nisso aí que eu sou.
– Isso é bom ou ruim? – Perguntei, ainda tentando chegar perto de Namjoon para ver o quê ele via.
– Estou tentando descobrir.
Olhei para ele.
– Se abaixa, Yoongi! É tiro!
– Pare de drama, Hyung. Vamos logo que daqui a pouco minha mãe vai pensar que estou me drogando, pela demora. – Disse Kookie.
– Ela ainda não sabe do seu segredo obscuro? – Perguntou Yoongi.
– Parem com isso, mas que droga. – Falei.
Não sei por que eu disse isso.
– O quê foi, Jin? – Perguntou Kookie sério, e olhou para frente, tentando descobrir.
– Apenas vamos logo.
E nos apressamos.
Finalmente, chegamos até o portão.
Primeira coisa que fiz quando passei pelo portão foi olhar para onde Namjoon estava olhando. – Era para a esquerda.
Taehyung.
Taehyung prensando uma garota – bonita por sinal – contra a parede e a beijando. Nem sinal de Hoseok.
Eu não sabia exatamente para onde Namjoon estava olhando. Se era para para a agarração – o que todos estávamos fazendo. –, se era para Taehyung – o quê seria ruim –, ou se era para a garota – o quê me faria sentir raiva e vontade de o bater várias vezes.
Eu nunca saberia a resposta.
Namjoon percebeu nossa presença.
O mesmo sorriu.
Se tinha um jeito de ele fica mais lindo do que antes, foi com certeza com ele abrindo um sorriso e o sol batendo em sua face.
Se concentre, você está puto.
– Oi, Jin. – Ele veio me abraçar.
Fiquei parado.
Ele me abraçou.
– O quê foi, hm?
Neguei.
– Ciúme, quem sabe?
– Cale a boca. – Disse eu.
– Ciúme. – Ele confirmou. – Escute, por que ciúme?
– Não é ciúme, droga!
– É sim. – Tossiu Kookie.
Deus, por que eu não tenho uma arma?
– Ok, fale.
– Para quem você estava olhando?
– Ah. – Ele riu. Isso não tem a droga da graça, vou rir de você também quando tiver ciúme. – Eu estava olhando para a situação em si, e não para alguém em especial.
– Hm.
– Ah, pare, você sabe que amo você.
– Hm hm.
Ele pegou minhas bochechas, inclinando minha cabeça para cima. O mesmo deu um selinho rápido em meus lábios.
– Pare de marra. – E colocou o dedo na ponta de meu nariz.
Não aguentei, sorri.
O mesmo contribuiu o sorriso.
– Oi? Alguém no planeta Terra? – Dizia Yoongi.
Me afastei de Namjoon.
– Não.
– É, imaginei.
Olhei em volta, nenhum conhecido, acho.
Taehyung ainda beijava a garota. Hm, então ele é hétero?
– Querem uma carona? – Perguntou Namjoon aos meninos.
– Sim. – Responderam ao mesmo tempo.
Entramos no carro.
Kookie e Yoongi atrás, Namjoon e eu na frente.
Jogamos conversa fora até sobrar só eu e Namjoon dentro do carro.
– O quê eu faço? Sobre o óculos. – Estávamos na frente da casa de Namjoon.
– Direi que você está mal, e você vai para o quarto, e quando ela for deitar, descemos e você janta. Tudo bem?
Assenti.
Ficamos um tempos nos encarando, sem dizer uma palavra se quer.
Fomos ficando mais perto, até que nos beijamos.
– Amo você. – E me deu uma mordidinha no pescoço.
– Também te amo. – E acariciei seu rosto.
Descemos do carro.
Olhei para baixo, onde ele tinha me mordido e não tinha marcas.
Entramos na casa.
– Olá, senhora Yang Mi. – Tentei parecer enjoado.
– Olá, Jin. Está tudo bem? – Perguntou ela simpática, como sempre.
– Estou enjoado, talvez foi a comida do refeitório que não me caiu bem...
– Ah querido, quer um analgésico? – A mesma se aproximou de mim.
Fiquei tenso. Meus óculos.
Ela colocou a mão em minha testa e nas bochechas.
– Febre você não tem. – Disse ela. – Por que o óculos?
– Ah, o sol.
– Mas dentro de casa?
– Gosto dele.
Ela me observou por alguns instantes.
– O analgésico, mãe. – Disse Namjoon.
– Ah sim, já volto, um momento. – A mesma foi até o segundo andar.
– Se acalme, Jin. – Disse Namjoon, passando a mão por meu braço.
Assenti.
– Seu pai está em casa?
Ele balançou a cabeça em negativa.
– Hm, achei um, ele vai te dar algum sono. – Disse ela descendo as escadas com o analgésico e um copo d'água.
– Ah, por mim, tudo bem.
Olhei para Namjoon, esperando que ele dissesse algo do tipo: o remédio não te fará mal. Mas ele deu de ombros como quem diz eu não sei.
Ela me deu o remédio e o copo com água. Tomei.
– Obrigado, vou subir, tudo bem?
– Sim, vai lá.
Enquanto subia as escadas, ouvi a mãe de Namjoon dizer:
– Me ajude com uma coisa. – E o arrastar para a cozinha.
Tomei meu banho, e fui dormir.
Tirei os óculos e deitei-me.

Acordei e já era tarde, eram 8 pm.
Namjoon passou por aqui? Ah, que droga, não posso descer... O quê eu vou ficar fazendo aqui?
Bom, pelo menos ao que parece, estou bem, acho que o remédio não me fará mal.
Caminhei até minha mochila e tirei de lá um livro que eu estava lendo.

10 pm Namjoon apareceu no quarto.
– Desculpe te deixar sozinho por muito tempo. – Disse ele. – Quer jantar?
– Foi a única coisa que pensei desde que acordei. – Confessei.
Ele abriu um sorriso.
– Vamos. – Indicando com a cabeça.
Coloquei o marca textos onde parei – quase no fim do livro –, larguei-o no criado mudo e peguei meu óculos.
Namjoon selou nossos lábios e fomos até o 1° andar.
– Minha mãe me ajudou a fazer. – Disse ele.
– Não sabia que cozinhava.
Ele pegou um prato e me servia ali.
– Nem eu. – Disse ele.
– Hm, sua primeira vez , é?
– É. Queria fazer algo para você.
– Awn, é?
– É. Espero que você goste.
Assenti.
Ele colocou o prato em minha frente com os Hashi. – Os palitinhos.
Tirei os óculos – tenho bons modos, minha mãe me ensinou a não usar óculos na mesa.
Namjoon se sentou e pegou o Hashi e enrolou a massa ali.
– Abre a boca. – Disse ele.
– Mas Namjoon...
– Shh, apenas abre.
Sorri e abri a boca.
Essa comida é tão... Nossa, ele cozinha bem para uma primeira vez. Hm, a comida dele é tão boa, só não ultrapassa o 1° lugar que é a de minha mãe.
Ele me olhava atento, esperando alguma reação. Será que ele reagiu assim quando a mãe dele experimentou?
– Por que não está servindo mais?! – Exclamei, tentando não gritar.
Ele sorriu.
– Isso significa que está bom? – Disse ele colocando mais comida no Hashi.
– Está divino!
E abri a boca.
Em poucos instantes não havia mais comida.
– Só não peço mais por que seria de olho, pois estou cheio, meu Deus. – Coloquei o óculos.
– Amo você. – Disse Namjoon me observando, como se fosse a última vez que fosse me ver, como se fosse ficar cego e quissese me guardar em sua memória.
– Também amo você. Está tudo bem?
– Está, por que não estaria?
– Sei lá, você está me olhando como se... Sei lá, está me olhando esquisito.
– Eu sou um idiota apaixonado, só isso.
– Pode até ser apaixonado, mas idiota? Idiota também.
– Aaah, é assim, Senhor Seokjin? – Ele se aproximou e comecei a rir baixinho.
Fiz que sim.
Namjoon me encheu de cócegas e eu tentava não berrar.
– Ah, Nam, para, para... – Tinha lágrimas em meus olhos de tanto rir em silêncio.
O mesmo parou e se levantou.
Namjoon beijou o topo de minha cabeça e pegou o prato.
– Deixe, eu vou lavar. – Disse eu.
– Não precisa.
– Precisa.
– Ah, ok, amanhã você lava. – Ele largou o prato dentro da pia.
O mesmo sabia que não adiantaria o que ele dissesse, eu iria lavar o prato e fim, por isso não insistiu.
Subimos para o quarto.
– Agora, para o meu dia ser perfeito, só falta uma coisinha mínima. – Disse eu.
– Hm? – Ele esperava eu falar.
– Dormir agarradinho em você.
Lembrei de Kookie vomitando vômito invisível hoje mais cedo, e se ele estivesse aqui, ele o faria de novo.
– E não precisa de muito para isso acontecer. – Nos beijamos.
Depois, Namjoon desligou a luz e nos deitamos em forma de conchinha, eu estava atrás, eu o protegia, apesar de ele me proteger como se eu fosse frágil.
Eu o amo.

Meu celular começou a tocar.
Já era tarde, e eu ainda nem sei meu nome, mas sei que ainda é tarde, pois ainda está escuro.
– Hã? – Falei igual um velho resmungão.
Era alguém chorando, eu ouvia a respiração de alguém chorando.
Me sentei de imediato.
Namjoon se virou para mim.
– Alô?
– Jin, me desculpe... Desculpe...
– Yoongi, o quê houve? O quê está acontecendo?
– Pode vir aqui? – Ele fungava o nariz. – Sem Namjoon...
– Claro, claro. Estou aí em cinco minutos. – Yoongi desligou e levantei-me as pressas.
Caminhei até o banheiro e lavei o rosto.
– O quê foi, Jin? – Era Namjoon sentado na cama. – Onde você vai?
– Yoongi me ligou chorando, vou ir lá, ele me chamou. Provavelmente eu vou dormir lá. – Abri minha mochila para pegar uma peça de roupa, as pressas.
– Deixe isso aí, amanhã cedo levo para você, pode deixar.
– Tudo bem. Amo você, vê se dorme, mando uma mensagem quando chegar lá. – O beijei.
– Levo você. – Ele ia se levantar.
– Não, deixe. Fui. – E saí pela porta do quarto.

A casa de Min Yoongi é um pouco longe, e estou praticamente correndo pelas ruas.
Min Yoongi é aquele tipo durão de coração mole; que sente mas não fala. Já o pressionei para se abrir mais, mas isso só acaba o deixando mais fechado ainda em seu casulo, então deixo ele me chamar quando quiser desabafar.
O que diabos aconteceu para Yoongi estar chorando? Eu com certeza mato quem o deixou assim.
Yoongi é forte, ele aguenta várias coisas e sempre está com um sorriso estampado no rosto, por que agora seria diferente?
Esses pensamentos só me deixam ainda mais preocupados.
Estou na esquina de sua casa e começo a correr igual um ladrão de bolsas.
Chego a sua porta e giro a maçaneta. A porta está aberta e do lado de dentro as chaves. A tranco, mando uma mensagem a Namjoon e subo as escadas correndo, tentando não fazer barulho.
Abro a porta de seu quarto.
– Oh, meu açúcar... – Disse eu vendo o estado deplorável em que Yoongi se encontrava.
Yoongi está deitado, em posição fetal, só de cueca numa cama toda bagunçada.
Fecho a porta atrás de mim e me aproximo do mesmo.
– O quê aconteceu, hã? – Sentei-me à sua frente. Passei a mão sobre seus fios. – Fale comigo...
Ele soluçava muito, e também chorava ao longo dos soluços. O mesmo estava com os olhos nos joelhos.
– Hyung...
– Oi?
– M-me... A-abrace... – Disse choroso e com a voz abafada.
O abracei forte, como se pudesse passar tudo o que tinha de ruim nele, para mim.
– Não chore... – Sussurei.
Mas ele continuou a chorar, obviamente.
Não faço ideia do que seja.
– Açúcar... – Foi um apelido irônico que dei a ele. É irônico, mas que só uso quando quero o consolar, ou coisas assim. – Por que me chamou aqui?... O que aconteceu?
O mesmo balançou a cabeça em negativa, como se brigasse consigo mesmo. O soltei.
– Açúcar, olhe para mim. – Levantei sua cabeça dos joelhos.
O mesmo abriu os olhos marejados e me fitou por alguns instantes até que voltar a chorar.
O abracei novamente. Não aguento o ver assim, dói meu peito.
– Foi... Foi o Hobi... – Disse Yoongi.
– Quem? – Não sei quem é "Hobi". Espera, Hobi? Ele é o...?
– Hoseok. – Respondeu Yoongi.
Afroxei o abraço.
O quê o Hoseok fez agora? E que intimidade é essa?
Solto Yoongi e ele chora mais ainda.
– Me desculpe! – Falou ele chorando.
Mas desculpe pelo que? Ok, Seokjin, pense. Hoseok bateu em Yoongi? Mas ele não está com marcas de agressão, e por que Hoseok bateria nele? Espera, isso é um chupão?
– Desculpe... – Ele me olhava e as lágrimas escorriam como cachoeiras.
Olhei a cama, em uma pequena parte dela, tem uma marca duvidosa.
– Conte o quê está havendo, Yoongi. Agora.
– Não fique bravo, eu não escolhi o amar... – Yoongi se sentou para me encarar de frente, ele tinha os olhos cheios de lágrimas que insistiam em cair.
– Yoongi. – Foi num tom de conte logo.
– Você é a última pessoa que eu quero bravo comigo. Eu conto, mas não fique bravo, por favor...
– Tudo bem. – Respirei fundo.
– Hoseok sabe que gosto dele... Ele vem aqui... Me usa... E vai embora... Depois... Ele não olha no meu rosto... Ele não quer que ninguém saiba...
– Continue.
– Isso acontece desde o ano passado... – quer dizer que você esconde isso desde o ano passado? Respire fundo Seokjin e não mate Min Yoongi. Lembre que você já fez loucuras. – Eu queria tanto te contar, mas eu tinha tanto medo...
– Medo?
– De minha mãe ficar sabendo... Eu não acho que você fosse contar – A mãe dele é durona, confesso que não sei como ela reagiria. –, mas quando você conta esse segredo a alguém, ele não é mais segredo, e acaba espalhando. Mesmo sem querer... – Yoongi olhava para o colchão, como se ele fosse extremamente importante.
Enxergo dor nos olhos do meu açúcar, e não consigo ficar com raiva dele, eu o entendo. Me sinto traído pela sua mentira, mas eu o entendo e a raiva chega a ser mínima.
Yoongi precisa nesse momento de alguém que o apóie, e não ao contrário.
O abracei.
O mesmo voltou a chorar descontrolado.
– Amo você. – Eu acariciava seus fios. – Não chore, está bem? Ele fez algo a você?
Yoongi assentiu.
Meu coração disparou.
– O quê?
– Despedaçou meu coração... – Ele soluçava.
Senti vontade chorar.
Abracei Yoongi forte contra meu peito, essa dor que ele está sentido, sem dúvida, é a pior.
Yoongi ficou um bom tempo chorando e me falando "desculpe" vez por outra, e eu dizia que estava tudo bem.
– Dor de cabeça... – Disse ele.
Quando choro muito, me dá dores de cabeça, que remédio nenhum resolve.
Quando Min Yoongi me ligou, ele já estava chorando, ele chorou por muito tempo.
– Yoongi.
– Hm?
– Há quanto tempo você chora por isso e nunca pediu ajuda?
Ele deitou a cabeça em meu ombro e suspirou fazendo um soluço.
– Há bastante tempo...
– E por quê hoje foi diferente?
Àquela altura ele já havia se acalmado um pouco.
– Hoje foi a saideira. – Ele sorriu. – Não vou mais chorar pelo Jung.
– Como assim?
– Não vou mais chorar por ele. – Yoongi falou como se fosse óbvio. Ele deu de ombros e aconteceu uma pausa. – Ele já me machucou muito fingindo que não me conhece e xingando você. Cansei. – Suspirou ele.
Sorri e passei a mão por seus fios.
– Açúcar, pode contar comigo. Vou te apoiar, não importa o quê for.
– Amo você, Jin.
– Certo, agora vamos dormir. Quer um remédio?
– É, acho que pode ser. – Ele se afastou.
Peguei meu celular no bolso. São 1:52 am e 3 mensagens de Namjoon.
– Tome um banho que eu troco a roupa de cama e pego um remédio para você na cozinha.
Ele assentiu. Levantou-se, pegou uma toalha e foi rumo ao banheiro.
Troquei a roupa de cama e olhei as mensagens.

Namjoon 1:12.
Jin, se acalme, você deve estar tremendo. Vai ficar tudo bem.
Namjoon 1:30.
Jin? Como você está? Resolveu as coisas com Yoongi? E como ele está? Me dê notícias, estou preocupado.
Namjoon 1:50
Jin??????? Silêncio ensurdecedor! O quê está acontecendo? Está tudo bem? Não estou conseguindo dormir!

Olhei a mensagem que eu enviei e estava escrito "axsbei dw cjeagr depoid msndi mensagwm" confesso que eu também ficaria preocupado.

Eu 1:55.
Está tudo bem, eu estava consolando Yoongi, ele está mal por causa de uma desilusão amorosa, agora está tomado um banho, amanhã conto direitinho o que foi. Vou pegar um remédio para ele e vamos dormir, vá dormir também. Beijos, amo você.

Namjoon 1:57
Yoongi deve ter chorado muito... Diga à ele que se ele precisar de alguém para conversar sobre, ele pode falar comigo, se quiser.
Tudo bem, amanhã então.
Ok, beijos, também amo você, até amanhã cedo.

Desci as escadas e peguei o remédio de Yoongi e um copo d'água.
Voltei para o quarto e Yoongi já estava de pijama sentado.
Ele tomou o remédio, e deitamos.
Cobri nós dois com os lençóis e abracei Yoongi, eu o protegia, igual o meu irmão mais novo, que o próprio é.


Notas Finais


Bye 🤗😍💕😘


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