História After all this time - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Exibições 570
Palavras 3.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


It's been seven hours and fifteen days, since you took your love away♪ Cês tão cantado essa música pra mim né? MAS EU VOLTEEEEEEEI! Finalmente né?
Primeiro. Oláaa
Segundo. 310 favoritos, vamo dançaaaaaaaaar.
Terceiro. Toma esse capítulo aê

Capítulo 29 - E eu corro dos lobos


- Lexa... aaaah. Isso! – Clarke balbuciava entre um suspiro e outro, segurava as costas de Lexa enquanto esta fazia movimentos chocando suas intimidades.

O sol estava se pondo e as duas estavam no quarto de Clarke. Três dias se passaram desde a última reconciliação. Estavam novamente em perfeita sintonia. Fora das portas do quarto eram duas fortes líderes, mas dentro do cômodo eram duas amantes, duas mulheres que se entregavam da mais pura forma. De dia decidiam sobre mantimentos, armas, balas, exércitos, estratégias de batalha... sobre a guerra! À noite decidiam se iam de forma mais forte ou mais branda, mais rápido ou devagar, decidam sobre o futuro que tinham, decidiam sobre o amor.

Ali, sob as luzes de lâmpadas fluorescentes tubulares e com uma janela de vidro que mostrava as cenas do quarto para as montanhas, Lexa e Clarke mais uma vez esqueciam-se nos braços uma da outra dos perigos que as rodeavam, dos estresses que compartilhavam durante o dia, das inúmeras ameaças que lhes assomavam. Buscavam freneticamente uma entrega conjunta, um ápice glorioso que as deixaria encolhidas sobre os lençóis molhados. Lexa apertava a cintura de Clarke enquanto ondulava a sua friccionando seu sexo com o da mulher, as coxas compartilhavam um atrito tão grande que, caso fosse humanamente possível, poderiam gerar fogo. As cabeças pendiam para trás e os suspiros eram dados a olhos fechados e sobrancelhas juntas. Uma mão de Clarke – copiando os gestos da comandante – estava na cintura da outra mulher, trazendo-a para si, a outra estava apoiada na cama, sustentando o seu peso, dando-a equilíbrio para permanecer nivelada com Lexa, para não cair suas costas no colchão macio e ficar observando a outra daquela posição, vendo os pequenos seios balançando com a movimentação. Não! Ela queria ver tudo àquilo em um mesmo nível, queria que Lexa da mesma forma a visse. Clarke queria ficar ali sentada e com Lexa rebolando em seu colo, pois essa posição lhe dava liberdade de ir um pouco mais para frente e beijar os lábios rosados da comandante, mordendo-os ao final. Dava-lhe liberdade de passar as mãos nos seios, de passar a boca, de encostar a língua e os chupar. Ela queria ficar sentada e sentir a respiração da comandante se misturando com a sua.

Lexa tira a mão da cintura de Clarke e a leva até seu pescoço, trazendo-a para si.  Os lábios se chocavam e se perdiam. As línguas se tocavam e exploravam cada canto, iam até os limites e voltavam. Era como uma descoberta do espaço, sempre parecia haver algo a mais a desbravar. A mão de Lexa vai passeando pelo rosto branco e para no queixo, onde põe uma força para que os lábios se desgrudassem. Um som ecoa quando elas se separam, Clarke abre os olhos e vê os verdes lá, encarando-a, Lexa tinha uma expressão de foco, parecia concentrada nos movimentos que fazia, parecia concentrada no prazer que sentia e infligia. Dizem que o amor vem dos olhos. Que é onde mostramos tudo o que sentimos, tudo o que somos... Talvez ali as duas confessassem seu amor assim. Lexa segurava forte o queixo de Clarke, ordenando-a que a olhasse. Ela queria vê-la! Queria ver Clarke se contorcendo de prazer. Abrindo e fechando os olhos, focalizando-os em sua boca ou olhando para lugar nenhum. Queria ver seus dentes à mostra sempre que abria a boca para suspirar mais forte. E assim o fazia. Os olhos verdes como folhas na primavera, como grama depois de chuva absorviam cada mínimo detalhe das feições de Clarke. Seja quando ela levantava um pouco a sobrancelha ou quando suspirava seu nome:

- Lexa aaah – falava baixinho, quase que para si mesma, talvez se estivessem um pouco mais distantes a comandante não poderia a ouvir – devido seus próprios gemidos – mas ela ouvia e lia os lábios de Clarke, que insistiam em chamar seu nome da hora do prazer.

Suas peles escorregavam uma na outra, banhadas de suor e excitação encontravam-se mergulhando em um só entendimento, o branco e o moreno misturavam-se, azul e verde embaralhavam-se, céu e Terra se amavam entre altos suspiros, gemidos incontidos e gritados. As bocas – inchadas – mais uma vez se encontravam. Os lábios delineavam-se, chupavam tudo o que podiam, elas tinham fome uma da outra, se amavam como se não se vissem há épocas e estivessem ali para acabar com qualquer resquício de saudade. Uma linha fina de suor que escorria pelo rosto de Clarke atraiu a atenção de Lexa fazendo-a lamber o rosto da mulher, apreciando o gosto salgado. A loira geme com a sensação da língua quente da comandante passeando por sua face. Clarke leva sua mão até um dos seios de Lexa e começa a os massagear, apertava a carne e passava o bico rijo entre os dedos, excitando a outra mulher. Os gemidos que escapavam vez ou outra da garganta da comandante a arrepiavam fazia uma linha imaginária de excitação crescer em sua lombar e morrer em seu último fio de cabelo e sempre que uma acabava outra começava, seu prazer vinha em ondas, preenchia seu corpo como um tanque vazio que rapidamente se enche de água.

Continuaram seus movimentos por minutos a mais, nunca parecia ser o bastante, iam rápido demais e nem isso era suficiente, diminuíam a velocidade e era uma tortura prazerosa sem fim, tardavam suas explosões ou as tinham sem cerimônias, o fato é que, não importa o quão rápido ou devagar iam, nunca era saciável, sempre caíam na cama e buscavam o corpo uma da outra mais uma vez. E sem surpresa foi o que fizeram. Lexa sentiu um calor começando em seu baixo ventre e aumentou a velocidade, os sons de seu corpo se chocando com o de Clarke ecoavam no quarto, ela se perdia nos olhos azuis que lhes encaravam, abriu a boca não conseguindo conter os gemidos que cresciam em seu íntimo, sentiu seu sexo pulsando, buscando um fim para as sensações que lhe preenchiam. A comandante segurou a cintura de Clarke e continuou se movimentando, só parou quando seu corpo todo começou a tremer e seu prazer escorrer e pintar o sexo da Chanceler. Clarke – buscando a mesma entrega de Lexa – empurra a mulher para que ela deite na cama, sobe por cima de seu corpo e começa a movimentar seu quadril, arrastando-o no da comandante. Os seios se tocavam e as bocas perdiam-se uma na outra, Lexa tinha uma das mãos no quadril de Clarke e a outra segurando a outra mão da mulher. A loira movimentava-se com violência, tentava alcançar o ápice da sensação que tomava seu corpo. Descargas elétricas lhe preenchiam como em uma noite tempestuosa, com raios clareando o céu e trovões ecoando ao longe. Clarke rebolava em cima de Lexa, a boca agora se alinhava nos ombros nus da mulher, mordendo-a. Sabia que provavelmente isso a marcaria, que ela lhe causava algum tipo de dor, mas não parou, primeiro porque a comandante em momento algum reclamara, segundo porque não conseguiria, precisava calar seus gemidos de alguma forma, mordia os lábios, mas rapidamente os gritos ocos rompiam entre eles, então encontrou seu “silêncio” com os dentes fincados no ombro suado de Lexa.

E quando Clarke finalmente encontrou sua libertação, ela jogou a cabeça para trás, uma mão apertava os lençóis que cobriam a cama e a outra espremia os dedos da comandante que a olhava com adoração, captava toda e qualquer expressão da loira; desde as sobrancelhas juntas até o “aah” final suspirado de forma cadenciada e sôfrega. Os braços de Lexa foram ávidos em abraçar as costas nuas de Clarke, que jogou seu corpo mole no da mulher, descansando. Sua respiração fazia cócegas no pescoço magro da comandante, mas ela de forma alguma se esquivara da proximidade. Clarke agora tinha seus dedos na cabeça de Lexa, mexendo nos fios escuros, fazendo um carinho tímido, da mesma forma que esta última passeava os dedos pelas curvas de suas costas. As unhas curtas arranhavam de leve a pele branca, e quando chegavam às costelas Clarke soltava um gemido baixinho sentindo cócegas.

- Você está pronta para voltar? – Lexa pergunta enquanto ainda fazia carinho nas costas nuas da mulher em cima de si.

- Sim. – Clarke se limita a responder.

- Não vai ficar com saudades?

As duas haviam decidido voltar para Polis no dia seguinte. Quando chegasse à cidade Lexa reuniria o exército dos 12 clãs e lideraria um ataque contra o inimigo. Agora sua maior estratégia de defesa seria atacar. Estavam certas de que não mais poderiam esperar as investidas surpresas dos inimigos. Era provável enfraquecerem todo o reino com essa estratégia, mas precisaram tomar tais medidas.

- Você sente que Polis é seu lugar? – Clarke questiona ignorando a pergunta de Lexa.

- O quê?!

- Polis é seu lugar? Você acha que lá é o lugar em que você está destinada a pertencer para sempre?

 - Oh! – Lexa exclama finalmente entendendo. – Bom, por um tempo eu achei que sim. Hoje não mais.

- Eu nunca me senti totalmente parte de um lugar. Nem em Arkadia, nem em Polis, nem a esmo na floresta... Exceto quando você me mostrou aquela construção e me convidou para morar ali – Clarke confidencia. – É claro que eu vou sentir saudades. Isso aqui sempre vai ser parte de quem eu sou, mas eu também sou mais do que apenas a garota que caiu do céu. Eu sou mais do que Clarke Griffin, filha de Abby e Jake Griffin. Sou mais do que a “princesa”. Sou mais do que eu era há cinco anos. E essa pessoa não se encaixa aqui... nem em Polis. Eu pertenço a um lugar em que eu possa ser as duas coisas. Um lugar novo.

O silêncio pairou no cômodo por alguns minutos até Clarke voltar a falar:

- Você acha que vai dar certo?

- O quê? – Lexa pergunta.

- Nós... juntas...

- Eu acho que vai ser difícil. – A comandante responde agora com as mãos brincando com os fios loiros.  

- Por quê? – A resposta deixa Clarke curiosa.

- Porque nós somos diferentes. Fomos criadas de maneiras diferentes. Aprendemos coisas diferentes. – Lexa declara e olha para Clarke que agora repousava a cabeça no colchão para ter uma melhor visão do rosto da comandante. – Porque você é Skykru e eu Trikru. Porque você é sol e eu sou Terra. Porque eu te deixei em Mounth Weather e você me deixou por cinco anos. Porque você perdoou Finn e eu perdoei Titus. Porque eu aprendi que sangue se paga com sangue e você aprendeu sobre misericórdia. Por eu ser comandante e você ser chanceler. Por eu ser Heda e você Wanheda... Por milhões de motivos, Clarke. Nós parecemos vir de épocas diferentes. Então sim, vai ser muito difícil. Nós vamos brigar, um dia por eu matar uma criança, em outro por você querer preservar alguém de seu povo, por ciúmes, por ódio, por amor, por ofensas, pelo seu povo, pelo meu, por Trirku, por Skykru... O fato é que nós vamos brigar muito Clarke! Você vai me estapear, eu vou te estapear, nós vamos nos xingar... Mas no fim do dia a vontade de estarmos juntas superará qualquer desentendimento que tivermos. Eu vou te magoar e você vai me magoar, mas nós também seremos as pessoas que estarão presentes para se desculpar e amparar uma a outra. É o que eu sinto. Entendeu?

- Sim! – Clarke fala com um sorriso no rosto. Lexa era uma das pessoas mais sábias e realistas que ela conhecia. Ela adorava a sensação de saber que era a única pessoa que podia ver aquele lado da comandante, de vê-la ser tão romântica, de vê-la se abrindo daquela forma, de ser o motivo por uma parte dela tão escondida vir à tona. Amava o fato de para todo o mundo Lexa ser a comandante dos 13 clãs, mas para ela a mulher era alguém com quem planejava um futuro juntas. – Entendi sim.

Agora se via o céu negro além da janela. A quietude das montanhas exalava uma aura de terror e paz. A escuridão e o silêncio preenchiam o vazio eufórico da paz e, ao mesmo tempo, transmitiam os ardores do que era tê-la. As duas mulheres olhavam através daquele vidro e sentiam medo e também se sentiam bem. O negro da floresta parecia esconder os inimigos tão afoitos em lhes exterminar, talvez se continuassem a olhar por muito tempo podiam os ver, por isso, vez ou outra, elas desviavam os olhares. O vazio entre aquelas árvores, o silêncio e a inércia também passavam uma sensação de plenitude, abriam possibilidades, lhes dava um sentimento de que nada poderia as tocar ali, nada as atingiria. E tendo a chuva como companhia os minutos começaram a passar. Pingavam como uma goteira irritante, o barulho do relógio na parede era a confirmação de que mesmo estando juntas elas ainda assim não poderiam controlar o tempo. Uma constatação triste para quem ama.

E o tempo continuou passando. Passou quando se levantaram e se vestiram. Passou quando chegaram juntas no refeitório e lhes serviram carne de veado. Passou quando Clarke lembrou do primeiro animal que viu na Terra, o que ocasionalmente fez sua mente viajar até as criaturas dos inimigos. O tempo continuou passando quando ela começou a conversar com Lexa e seus amigos sobre os renegados. Passou quando o ambiente foi ficando vazio restando apenas algumas almas aflitas no recinto. Passou quando conversaram por mais umas duas horas. Passou quando se despediram indo para seus quartos, preparando-se para o dia que se seguiria. Passou quando Clarke e Lexa deitaram nuas na cama, os corpos grudados como sempre faziam, Clarke de costas e Lexa abraçando-a por trás numa conchinha perfeitamente simétrica. Passou quando ao longo da noite mudaram de posição – mesmo sem perceberem – e a Chanceler passar a abraçar a outra mulher por trás.  Mas a sensação de que haviam congelado no tempo novamente se fez presente quando Clarke acorda no meio da noite e passa a chupar os seios de uma Lexa adormecida.

A comandante, ainda dormindo, sentia carícias molhadas no bico de seu seio esquerdo. Sua mente sonolenta enviava ondas de prazer direto para seu sexo e os sons quase mudos de sua garganta saíam sem que ela percebesse, fazendo Clarke sorrir com a boca grudada em sua pele. 

- Clarke? – Ela pergunta assim que finalmente desperta com o susto do surto de prazer. Levanta a cabeça apenas para captar os olhos azuis lhe encarando com desejo. “Clarke quer de novo”. Foi tudo o que pensou antes de se entregar totalmente à boca que lhe chupava.

Pela manhã teriam que ir embora, pela manhã teriam que deixar de ser apenas Clarke e Lexa e quando chegassem à Polis talvez fossem raros momentos assim, em que poderiam se entregar de corpo, alma e coração. Clarke não se limitou a apenas dormir grudada com Lexa, ela queria mais beijos, mais abraços, mais suspiros, mais gemidos. Ela queria mais do calor da outra mulher, queria mais daquela sensação de estar caindo de um precipício assim que Lexa lhe provocava um orgasmo, queria mais do gosto de Lexa, queria se sentir banhada de suor depois de minutos e mais minutos se amando com a comandante, Clarke queria que a mulher gritasse o seu nome mais uma vez aquela noite. Sua língua trabalhava avidamente em todos os pontos do corpo moreno abaixo de si, chupava seios, pescoço, boca, clavícula, dorso, barriga, coxas... Mas nunca dava para Lexa o que ela estava desesperada em ter.  

- Fica de bruços para mim. – Clarke sussurra no ouvido de Lexa, arrepiando-a ao mesmo tempo em que a deixava confusa. E assim como foi ordenado a mulher deita de barriga na cama. A loira sobe em cima de Lexa, sua intimidade tocando e molhando a bunda proeminente da mulher, suas mãos enlaçaram o cabelo escuro, dando duas voltas nele e fazendo com que a cabeça da comandante pendesse para trás. E com uma perna de cada lado, montada em Lexa, Clarke começa a rebolar espalhando seu líquido pela bunda abaixo de si. Uma vai e vem gradual, às vezes lento, às vezes rápido demais. Sua mão segurava com firmeza o cabelo da comandante, puxava-a para si e a via entregue, Lexa não fazia força nenhuma para tomar o controle, aquilo era tão prazeroso para ela quanto estava sendo para Clarke. Os lábios da loira trabalhavam avidamente em chupar os ombros nus da outra mulher, passava a língua pela marca da mordida que havia deixado mais cedo aquela noite e mordia levemente outras partes.

 A comandante gemia com o que Clarke fazia. Era apenas um contato corpo a corpo, mas estava deixando-a maluca, irremediavelmente molhada entre o meio das pernas e, bem, onde Clarke se esfregava também. A Chanceler segurou mais forte o cabelo de Lexa e o puxou para o lado, fazendo com que seu rosto virasse para o lado e assim ela pudesse tomar seus lábios. Clarke os castigava, mordia e beijava Lexa tão forte que esta última gemia com o misto de dor e prazer. Ao mesmo tempo em que as duas queriam desesperadamente alcançar o ápice, elas buscavam, também, prolongar aquilo. A manhã chegaria e levaria esses momentos como boas lembranças de tempos dourados, então desfrutariam desse átimo o mais lentamente possível.

Lexa mesmo sem ser tocada em seu nervo sensível e pulsante correspondia aos estímulos de Clarke. A pele rubra se arrepiava com a fricção que recebia, o lençol abaixo de si encontrava-se inundado, pelo seu prazer, pelo seu calor, pelo seu suor. Ela levantava a bunda se oferecendo para a mulher, e os gemidos saíam entrecortados, pois vez ou outra escapavam dos lábios que mordia para calá-los. E sempre que Clarke suspirava ou confessava algo no seu ouvido seu estômago revirava de prazer, um milhão de borboletas giravam ali, batiam asas e causavam um tufão interno dentro de um cubículo em seu interior. Os seios de Clarke roçavam nas costas de Lexa ao mesmo tempo em que remexia seu quadril para lá e para cá, banhando a outra mulher com sua excitação, e quando não mais pôde se segurar ela começou a rebolar com mais força, as pernas se prendiam nas ancas da comandante e ela se impulsionava cada vez mais forte, apertando Lexa contra o colchão. Ela continuou o vai e vem incessante até achar sua libertação num grito agoniado com a força que pareceu se esvair de si junto com o gozo que escorria por suas pernas e deslizava na bunda de Lexa. Clarke não disse nada, apenas soltou o cabelo da outra mulher e a virou, deitando-a de costas na cama novamente, foi direto para o meio das pernas dela e a chupou até Lexa também encontrar seu ápice – o que não foi difícil, visto que ela já estava em um alto nível de excitação devido os últimos movimentos da mulher.

Lexa e Clarke dormiram pouco aquela madrugada. E de manhã eram novamente as duas líderes, o que compartilharam no quarto sendo novamente lembranças de tempos dourados, partiram cedo junto com um comboio de carros e cavalos. Clarke, Bellamy, Raven, Octavia, Monty e Jasper olharam para trás, a imagem de Arkadia abandonada inundara seus olhos, uma pequena centelha de melancolia os preencheu, partiam sem saber se voltariam ali alguma outra vez, talvez fosse isso o mais difícil em dizer tchau para o local.

Existe um sentimento de que as coisas estão prestes a dar errado, é como um sexto sentido. Poucas pessoas os têm, é quase como um dom, às vezes é apenas um pressentimento, às vezes é um arrepio na espinha, às vezes é um cheiro diferente... não importa como, mas ele sempre antecede algo ruim. Lexa passava os olhos pela floresta “alguma coisa está errada”, pensava. E não era apenas ela, era perceptível o desconforto de seu cavalo, do de Clarke e de todas as outras pessoas que estavam montadas. Até o clima parecia ter mudado, estava pesado, como se preparasse uma luta fria para todos ali. Cada chacoalhar das folhas atraía sua atenção, cada galho seco quebrado pelos cascos dos animais que montavam a deixava em alerta. E a confirmação do perigo veio através de um grito no fim do comboio.

- AAAAAAAAAAAAAAH! – Imediatamente os olhos se voltaram assustados para a origem do escândalo. Foi quando viram um dos Skykru sendo atacado por um lobo gigante. O animal fora certeiro e arrastava sua vítima para ainda mais dentro da floresta, tirando-o do caminho delineado pela grama, suas presas enfincadas no pescoço alvo. Tudo o que restara fora uma trilha de sangue. Foi tudo tão rápido, não tiveram tempo para ir atrás do homem, em um piscar de olhos uma alcateia os rodeava. Os lobos eram brancos, alguns cinzas, outros negros, outros tinham uma pelugem meio vermelha... eram diferentes em mil maneiras físicas, mas além de serem todos extremamente grandes tinham outra coisa m comum: os grandes dentes afiados à mostra, rosnando em fúria para suas próximas vítimas. Não havia chance de se pensar no que fazer, “movimento é vida”, a frase girou na cabeça de Lexa, por isso não se tardou em gritar:

- CORRAAAAAAAAAAM! 


Notas Finais


Mais uma vez dedicando capítulos, dessa vez é pra uma das sofredoras que me explicou os motivos para que eu dedicasse um capítulo pra ela, e pra aniversariante do mês que vem. As duas são do grupo. Um bjo procês. Surprise!
Perdoem os errinhos, é aquele velho assunto de sempre: tá tarde, eu tô meio que dormindo acordada... Vocês estão há muito tempo comigo, então cês já sabem.
CADÊ AS OPINIÕES AQUI EM BAIXO NOS COMENTÁRIOS? Quero saber tuuuuuuudo!
Mais uma vez cês terão que esperar. Semana que vem infelizmente não terá capítulo, vou viajar, daí não vou ter tempo para escrever, então não fiquem brabas ♥ esperem só um pouquinho a mais.
Pra entrar no grupo cês já sabem né?
playlist: https://open.spotify.com/user/valooliveira/playlist/2nhLxu3rg3VUea4Z0eqUDq
Beijos mil. Obrigada pela paciência. May we meet again.
P.s: não desejem flopar minha viagem, é uma viagem muito importante pra mim, então espero apenas pensamentos positivos de vocês ♥


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