História After all this time - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Exibições 269
Palavras 3.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeeei galero, não estou morta.
Primeiro: desculpa. Eu disse que ia TENTAR postar toda semana, maaaaaas não estou em casa, tô em São Paulo, então fica bem complicado de escrever.
Segundo: Esse capítulo está uma loucura, sugiro lerem tudo pelo bem mental de vocês.
Terceiro: Tô usando um note para escrever e o teclado é em inglês, então se tiver problema com acentuação, alguma palavra errada, já peço perdão de antemão.
Quarto: Esse capítulo foi escrito sobre muita pressão, então se tiver uma droga… Culpem as pessoas do grupo da fic.
BOM CAPÍTULO PROCÊS!
P.s: pode haver algum erro na formatação, é por causa do editor de texto. Tentei arrumar aqui, não sei se ficou 100%

Capítulo 32 - O diabo me disse seu nome


Lexa acorda espantada. Ao seu redor uma plateia.

Antes de sequer observar o cenário em que estava, ela pensou em como é singular um simples abrir de olhos. Você está no mundo dos sonhos e de repente não está mais. Você está num mundo onde flores coloridas, objetos falantes e felizes para sempre são possíveis. Abre os olhos e pluf plaft! Não existe mais felizes para sempre, não existe mais flores sorridentes e nuvens de algodão. Você abre os olhos e o peso das obrigações te esmaga, as criaturas das profundezas vem para te lembrar que nunca se está seguro, que a vida é aleatória... curta e a maldade é infinita. A comandante sentiu-se inerte quando finalmente levantou a cabeça e pôde observar as pessoas que lotavam o local.

Cabeças que olhavam de um lado ao outro. Alguns cochichavam e apontavam, mas rapidamente desviavam o olhar quando ela os encarava. O cenário era uma peça macabra: gritarias e gemidos de dor e agonia, alguns vinham dela mesma. Abaixo de si pingos de sangue seco misturados com uma lama suja e grudenta. Seus joelhos – assim como seu ombro – latejavam de dor ao pressionarem o concreto lamacento e quebrado. Ela não sabia a quanto tempo estava ajoelhada, a mercê, não sabia por quanto tempo havia dormido e servido de bobo da corte para os espectadores daquele show de horrores.

– Heda… - Lexa escutou um gemido vindo do alto, uma voz fraca, mas bastante conhecida.

– Indra? – Perguntou focalizando seus olhos na mulher crucificada mais a frente. Ploc… Ploc… O sangue vermelho pingava torrencialmente saindo das feridas da guerreira, estacas grudadas em seus pés e em suas mãos. Lexa tentou correr até ela e então se deu conta de que estava amarrada.

De joelhos, com os pés e as mãos em volta de um tronco Lexa sentia-se derrotada, era a protagonista daquela peça vergonhosa onde o único objetivo era expor sua fraqueza, sua derrota, suas dores e acima de tudo seu perecer. A posição perfeita para o cansaço. A posição perfeita para simbolizar que ela havia perdido, que ela – assim como um pássaro – fora abatida, presa, usada para satisfazer alguma vontade de seus inimigos, de seus predadores. Ela conhecia a praça onde estava. Era Polis. Não existia alguém que conhecesse mais aquele lugar do que ela mesma, morara ali basicamente sua vida inteira, como uma espada fora moldada e lapidada sob aquelas pedras, dentro da torre à sua frente ela pôde reinar, tomar decisões por seu povo – aqueles mesmos que a encaravam agora -, se olhasse para o lado poderia ver o mercado onde conheceu Costia, a floresta, onde tanto caçou e se embrenhou estava à sua esquerda, e ali no centro ela costumava fazer assembleias, discursar para seu povo. Seus inimigos montaram um espetáculo para evidenciar sua ruína. A grande Heda, a comandante dos 13 clãs fora facilmente derrotada. Bastara um lobo. Um erro. Um equívoco. Um momento para pensar no que era certo e no que deveria ter feito e então tudo fora abaixo. Ela perdeu. Clarke perdeu. Trikru perder. Skykru perdeu. Os 13 clãs perderam.

Para um líder aquilo era uma posição de entrega. Estar de joelhos mostrava sua inferioridade diante de seus inimigos.

Ela continuava olhando para as pessoas, seus súditos, aqueles à quem ela jurara proteger, o povo por quem ela, muitas vezes, sacrificara sua própria chance de ser realmente feliz com alguém por quem era verdadeiramente apaixonada, o povo por quem ela sangrava agora cochichava e balbuciava, verborragias sem nexo saiam das bocas miúdas, apontavam e desviavam os olhares, estavam tão constrangidos quanto ela mesma. Um povo entregue, derrotado… Eles sabiam que ela ao menos fora abatida lutando. Não se entregou. Diferente dos que se ajoelharam para ter misericórdia, por medo.

A sua frente ela não só viu Indra como também as pessoas mais próximas de si, seus guardas e soldados mais fiéis, todos gemiam o seu nome, estavam dispostos numa linha reta de cruzes espalhadas ao longo da praça. E em uma das pontas Titus perecia. Vê-lo tão fraco e ainda assim tão resistente fez a comandante pensar que – apesar de tudo o que fizera para atrapalhar seu relacionamento com Clarke – o homem era de longe uma das pessoas mais fiéis a ela. Titus respirava Lexa. Tudo o que fazia era pelos interesses da comandante, era por achar que seria o melhor para ela, e isso foi um de seus erros. Mas ali, entre uma das pessoas que se recusaram a se entregar, a se ajoelhar e aceitar a derrota da comandante, ela não podia enxergar nada além de um fiel guerreiro. “Ser um líder significa que você deve olhar nos olhos dos seus guerreiros e dizer: vá morrer por mim!”, fora o que dissera à Clarke uma vez, olhando a cena bíblica à sua frente ela sabia que estava certa, mas não tinha ideia de que doeria tanto vê-los sofrendo no processo.

Sua mente, a todo instante, viajava para momentos com Clarke, era quando ela sabia que sonhava, era quando seu coração se aquietava e parava de doer, quando as imaginava entre os lençóis, dormindo em paz, sem preocupações, sem guerra, sem sangue e sem mortes. Dessa vez ela lembrava de um em particular. As duas estavam na tenda, decidiam sobre deixar uma vila inteira ser morta para que todo o povo fosse salvo. Era um dia de fazer sacrifícios, de escolher entre salvar centenas ou milhares. A comandante lembrava de, naquele dia, ter pensado sobre o que os seus antepassados chamavam de computador. Segundo os livros, o primeiro computador surgiu de uma guerra, um homem, Alan Turing conseguiu quebrar um código alemão através da máquina de metal, mas ele constantemente tinha que decidir quem morria e quem viveria par que os inimigos nunca pudessem descobrir que eles estavam com a vantagem... Esse homem, Turing, fora visto como um herói de guerra, mas mais tarde o seu povo – aquela nação que ele havia salvo – o traiu... e isso o levou à morte. Era como ela se sentia agora: traída e à beira da morte. De heroína à uma pária, uma mártir, um pedaço de carne que logo será descartado.

Lexa não sabia a quanto estava ali. Quanto tempo havia se passado desde a luta da campina. Parecia haver um buraco no tempo, ela nem ao menos se lembrava do episódio em que seus guerreiros foram parar crucificados à sua frente, morrendo aos poucos. Aquela era sua punição? Vê-los perecer e ser motivo de chacota entre seu povo. Aquilo era algum tipo de tortura? Talvez o pior de tudo era estar perdida. Não saber por quanto tempo dormiu, quem dos seus havia perdido, se Clarke havia conseguido escapar… tudo o que passava em sua cabeça era: quando esse pesadelo vai acabar?

Com tanto para processar ela tinha se dado conta agora de que era manhã, pouco mais de meio-dia. Uma garoa fina começara a cair trazendo um vento gelado consigo. Lexa pensou que as pessoas logo se dispersariam, mas elas continuavam paradas. Podia jurar a si mesma que nem trocavam de posição, eram manequins fofoqueiros e sem vida. A mulher fechou os olhos e se concentrou em toda sua situação: sentiu as amarras do braço e das pernas e junto com elas feridas em carne viva. As cordas eram grossas demais para serem cortadas e apertadas demais para serem afrouxadas. Tentou focalizar em alguém na multidão, alguma alma viva disposta a lhe ajudar, mas não encontrou ninguém e tornou a fechar os olhos. O seu corpo era a projeção viva do sofrimento físico: os joelhos estavam calejados e latejantes, seu ombro queimava em brasa até mesmo com a singela garoa que insistia em molhar a praça, um fio de sangue insistia em pingar em suas pálpebras evidenciando um corte em sua testa. Ela sentia a cabeça pesada e zonza, não sabia quando fora sua ultima refeição, que dia era, quanto tempo estava ali amarrada, se passara por alguma sessão de tortura ou se tudo isso era por simplesmente ter perdido muito sangue na luta da campina.

Suas últimas lembranças se resumiam àquela luta. Ela se lembrava de ter visto crianças, de ter pensado em liquidá-las e no mesmo instante captar o olhar suplicante de Clarke. Lembra-se de sentir uma dor forte em seu ombro e ouvir um rugido. Fora pega por um dos lobos. Lembra-se de, naquele momento, só se importar com a mulher que ama:

– Clarke?... Continue lutando. – Era a única coisa que precisava dizer. Não existia eu te amo que dissesse mais do que a simples mensagem de: viva! Viva por mim. Viva por nós. Viva pelo nosso povo. Salve-se, salve-os!

Lexa lembra-se de cair. De pegar sua espada e no último segundo enfia-la na garganta daquele animal tremendo. E então rolou e rolou. Suas mãos encheram-se de feridas por tentar se segurar em alguma pedra, mas o declive era íngreme demais, ela caía como se aquilo fosse um precipício, a gravidade lhe puxava e ela tentava se segurar em alguma coisa: uma pedra, um galho, uma árvore...  Lembra-se de ter tentado usar sua espada como suporte, de finca-la entre as pedras e se segurar no cabo, mas a lâmina começara a rasgar entre as pedras como se fossem papel e então Lexa continuou caindo, sua melhor estratégia seria diminuir a velocidade de sua queda, retardando-a assim, com esse pensamento em mente ela usara tudo de si, mãos, pés, espada, braços e pernas... No fim chegara ao solo com as vestes rasgadas e banhadas em sangue, os membros arranhados e perfurados. Sua carne latejava e queimava, mas ela – caída entre as árvores – olhou para cima e viu uma chuva caindo, viu a campina, viu um lobo morto no meio do declive e abrira um sorriso. “Eu estou bem”. Fora a constatação de alívio. Fechou os olhos na esperança de descansar alguns minutos para tentar procurar Clarke depois, mas a violência infligida em seu corpo lhe tirou de órbita. Acordara com vozes ao seu redor:

– Ela está viva? – Perguntou uma voz masculina.

– Sim! – Respondeu outra que aparentava ser mais jovem. – Eu vi ela se mexendo.

Parecia um sonho distante. Lexa tinha a sensação de estar presa em algum universo onde aquelas vozes lhe chamavam para o descobrimento. A quietude era tão boa. Ela sabia que deveria temer, mas não se lembrava do motivo. Sabia que deveria encontrar alguém, mas não se lembrava de quem, sabia que deveria matar pessoas, mas não se recordava do porquê. Tudo o que sua mente anuviada captava era aquele sono sem sonhos, sem pesadelos, apenas um descanso calmo e sereno.

– Hora de acordar princesa. – Dissera a primeira voz chegando mais perto, ela conseguia ouvir os passos, e quando o dono da voz estava à sua frente um barulho forte e uma queimação em sua bochecha esquerda se fez presente.
Eu sei, o tapa foi um pouco exagerado. – Disse o homem com a voz mais jovial. – Mas precisamos que você acorde. Tem alguém MUUUUUITO ansioso para te conhecer!

Depois daquilo ela se lembrava de pouca coisa: de ter se recordado do motivo para temer, de quem deveria procurar e do porquê precisava matar aquelas pessoas. Lexa se levantou para lutar, mas não durou muito, seu corpo a traiu e bastara apenas um forte golpe em sua cabeça para derrubá-la novamente.

Talvez a luta na campina havia acontecido a pouco tempo, talvez esse branco na memória fosse apenas um indicativo de que não havia nada do que se lembrar, pois o momento seguinte era o que estava vivendo. Mas não… alguma coisa estava errada, tudo era indistinto demais, algo estava faltando, as coisas estavam… distorcidas. E antes que pudesse forçar mais um pouco suas lembranças o clima muda. As pessoas começam a ficar mais ariscas, mais desconfiadas. Tambores começam a tamborilar e cornetas a soar. Alguém estava chegando. A confirmação veio numa figura alta, um homem robusto, careca, cheio de cicatrizes pelo rosto, com uma barba grossa e grande. O peito rasgava as vestes negras que usava, os olhos castanhos observavam cada rosto que o olhava timidamente. Usava uma capa grande que se arrastava pelo chão. A peça era de um vermelho forte e vibrante, quase como a cor de um vinho, fazia um contraste perfeito com o preto que vestia seu corpo. Ao seu lado guardas desconfiados demais possuidores de olhos rápidos que procuravam a todo instante alguma ameaça iminente. O homem tinha um caminhar autoritário, com certeza era alguém importante, Lexa pensou. Sendo uma líder ela sabia distinguir os tipos de atenções que as pessoas davam. Ele era um peixe grande, o leão da selva, o lobo que liderava a matilha... O homem se aproximou até parar em sua frente. A olhou de cima à baixo com um semblante de nojo e desinteresse. Parecia entediado em estar ali, até mesmo... decepcionado.

– Olá Lexa. – Dissera mudando drasticamente sua postura. Em um instante tornou-se quase agradável, como um anfitrião bem receptivo. Era como se em um piscar de olhos duas pessoas houvessem trocado de lugar. O entediado e desinteressado fora substituído pelo agradável e cordial – Não acho que fomos devidamente apresentados. Eu me chamo Kraus. – Disse com um sorriso no rosto. – Mas as pessoas gostam de me chamar de Rei Hades... Sabe?! Como nas histórias dos nossos antepassados. O deus do submundo, das profundezas do tártaro, o próprio diabo… Você já deve ter lido algo sobre... não? – Perguntou quando Lexa nada respondeu e manteve uma expressão confusa. – Talvez eles associem o nome ao lugar onde moramos... o subsolo, foi isso o que nos restou, certo? Os confins. O mundo abaixo da superfície! Vivendo escondidos como ratos, saindo somente à noite e voltando acuados para nossas tocas em qualquer sinal de movimento desconhecido.  – falou virando-se e aumentando o tom de voz, começando seu discurso para a plateia que assistia à cena – O meu povo esqueceu que tem o poder, eles esqueceram que nós somos os donos dessas terras, nós somos os merecedores de tudo isso aqui, nós somos os mercenários da morte, a lei e a ordem, o furor de justiça, os cavaleiros do apocalipse, os demônios, os dominadores das bestas... Como vocês nos chamam? – Perguntou virando-se para Lexa. Ela manteve-se calada, o olhar antes confuso fora substituído por um de ódio e ameaça. – Huum... Renegados? É isso? – Voltou-se para a plateia. – Você! – Apontou o dedo para uma menininha. – Vem cá. Vem... Não precisa ter medo. – Disse quando a criança continuou parada. – Vamos. – Estendeu a mão quando a menina deu alguns passos à frente. – O que eu sou? – Pergunta para ela.

– Ãn...? Hum... Você é um... renegado?

– Não! Eu sou apenas um homem egoísta. – Tirou uma faca da cintura e continuou falando: - Eu apenas cansei de viver debaixo da terra e fiz o meu povo enxergar que deveríamos tomar o que é nosso. É aceitável, certo? Se eu tivesse o mundo todo provavelmente daria a mim mesmo. Porque eu posso. Porque eu consigo. – Fez um pausa e continuou: - De qual clã você é?
           – Trikru.
          – Trikru? O clã do povo das árvores. – Sorriu como se estivesse feito uma descoberta secreta. – Bom, nós éramos como as árvores que dão nome ao seu povo. Antes éramos sementes... carocinhos minúsculos jogados na terra, lutando contra tudo para que pudéssemos vingar. Nos adaptamos, fomos fincados debaixo do chão e nossas raízes começaram a aparecer. E agora finalmente rompemos a superfície, criamos grossos troncos, milhões de galhos e frutas suculentas... – Deu uma risada com suas últimas palavras. – NÓS SOMOS AS ÁRVORES! – Tirou o sorriso do rosto colocando uma carranca no lugar. – NÓS... NÃO... SOMOS... RENEGADOS! – Grita de forma entrecortada, a cada palavra que soltava enfiava sua faca na garganta da criança à sua frente. Os gritos das pessoas começaram a se fazer presente.

Lexa olhou a cena assustada. Nunca tinha visto alguém matando tão sem misericórdia, nem em guerra, nem em uma luta por vida ou morte. Mesmo que você quisesse matar alguém sempre havia uma parte de si que sentia pena pela vida que se acabara ali. Não foi o que aconteceu. O corpinho pequeno caiu lívido no chão, o sangue saía de forma intensa de seu pescoço, a atenção sobre sua morte fora logo dissipada quando cabelos loiros apareceram no campo de visão de Lexa

– Clarke? – Lexa piscou os olhos algumas vezes, tentando focalizar direito na mulher acorrentada que era guiada à forcas em cima de um palco à frente, pertinho dos guerreiros crucificados. – CLARKE! CLARKE! CLARKE! – Lexa gritava desesperada tentando se desamarrar.
LEXA?! – Clarke gritou já entre lágrimas quando viu a mulher.

– Não, Lexa! – Fala estridentemente tentando alcançar a comandante, mas logo é impedida por braços fortes que a puxam de volta para o caminho. Então Clarke entra em um embate tentando se soltar do guarda que a levava para poder ir até Lexa. – ME SOLTA! ME SOLTA! – Gritava à medida que lutava contra os braços do homem. E num ímpeto ele a derruba.

Clarke cai com o rosto no chão e fecha os olhos quando a dor lhe atinge. As mãos – acorrentadas – foram afoitas em tentar se levantar, mas antes que pudesse, o guarda a gira, lhe deixando de costas, agarra seus fios loiros e começa a arrasta-la pelo caminho. As pernas da mulher tentavam a todo custo coloca-la de pé, contudo, seus esforços eram em vão. Ele só parou quando chegou ao palco, fez a mulher subir as escadas e lá em cima pôs uma das forcas em seu pescoço.

– Lexa. – Chama Kraus. – Hoje é um dia de restituição. Um dia de pagar o que se deve. Um dia de escolhas. – Fala enquanto a comandante começa a se debulhar em lágrimas. – Oh! Eu sei que é difícil. – O homem fala em falsa compaixão. – Vocês estão juntas certo? – faz uma pausa apenas para captar o olhar de desespero que as duas compartilhavam – Aaaah... como é doce um jovem amor! Vocês tem uma história e tanto! Heda e Wanheda. Comandante e Chanceler. Lexa e Clarke! O começo? Um beijo enquanto planejavam destruir a montanha. Um término? Uma traição... da própria comandante. Escolheu seu povo ao invés de seu amor. Uma volta? Lexa torna os Skykru o 13º clã. Um momento difícil? A comandante quase morre. Titus... Sim, nosso amiguinho crucificado ali – fala apontando para o homem já inconsciente -, atirou em sua própria Heda numa tentativa frustrada de acertar a nossa querida Clarke. E a história continua. Clarke vai embora, por cinco anos. SIM! Cinco anos! Mas então um dos seus morre. Nós deixamos um bilhetinho. Daí Wanheda volta para sua Heda. – Enquanto o homem continuava com seu discurso, crianças eram levadas ao palco e, assim como Clarke, forcas eram colocadas em seus finos pescoços. – Aaah! Como eu adoro uma boa história de amor. Se pararmos para pensar... Eu uni vocês de volta. Mandei que matassem um Skykru e deixassem um simples recadinho. Pronto. Clarke precisa de Lexa e logo estão juntas novamente. É justo que eu as separe, certo? – Dá um sorriso cínico e continua: - Lexa, Lexa, Lexa... Vamos brincar de “quem é mais importante?“. É simples: você terá que escolher entre enforcar Clarke ou enforcar aquelas cinco crianças. Se você não se decidir os 6 morrem. Quem é mais importante? Clarke? – Aponta para a Chanceler – Ou cinco criancinhas inocentes?

– Eu... Não... – Lexa falava entre soluços. – Me mata... por favor, escolha a mim.

– Nã-na-ni-na-não! – Kraus fala enquanto gesticula com os dedos. – Eu quero que você escolha. Se eu a quisesse morta você já estaria. Escolha Lexa, ou eu vou começar a matar. O que vai ser uma pena, pois eu adoro brincar!

Lexa olhava desesperada para Clarke. O grito das mães das crianças ecoavam em seu ouvido. Por que ainda era tão difícil? Ela tinha que salvar Clarke! Aquele povo todo a traiu. Eles se ajoelharam na primeira ameaça enquanto que todos ali, os que realmente sofriam, lutaram antes de cair. Mas era o seu povo, eram suas crianças, era o futuro do seu clã. Aquela escolha seria uma marca em seu reinado. Ela olhou para Titus, sua ideologia agora fazia sentido, agora era posta em prática. “Amor é fraqueza“. Desviou seus olhos para Clarke, que chorava. Aquela imensidão azul não demonstrou medo, só tristeza. Clarke sabia, Clarke entendia. Ela não podia ser a escolhida. Ela não podia ser salva. Ela não escolheria Lexa.

– Estou ficando sem paciência, Lexa!

A comandante olha uma última vez para a loira, que por sua vez meneia a cabeça uma única vez em entendimento. O último balançar de cabeças. A última decisão tomada apenas com olhares. Dos lábios da mulher não saiu som algum, mas Lexa pôde ler o que eles diziam: Que nos encontremos novamente.

– Eu escolho Clarke.

E então o soldado que a levou até lá puxa uma alavanca, tirando o sustento de seus pés. Clarke cai, e seu corpo é suspenso apenas pela corda no pescoço. Os olhos quase saindo de órbita, a cabeça vermelha pelo sangue acumulado e o corpo tremia, tentando se soltar. Lexa chorava estridentemente. Suas lágrimas escorriam por toda a face e paravam direto no chão. Quando Clarke parou de balançar ela soube que tinha acabado. Que acabara de matar o seu amor. Fechou os olhos forte querendo desaparecer. Querendo esquecer.

– Heda. Heda. Heda. – Indra a chamava lá de cima. Parecia mais forte, mais viril. – Heda. Abra os olhos. – Mas eles estão abertos, Lexa pensou. – Abra os olhos! Heda!

E num ímpeto a comandante desperta. Abra os olhos. Foi o que Indra dissera. Em um instante a imagem à sua frente começa a derreter, sair de foco e virar um borrão. O rosto de Indra toma conta de seus olhos agora. Lexa olha ao redor. Estava num quarto escuro. Seu peito subia e descia com a respiração ofegante. Foi um pesadelo. Foi um pesadelo. Foi um pesadelo. Repetia inúmeras vezes em sua cabeça para conseguir se acalmar. Agora ela lembrava de tudo. De chegar ali, de seus soldados chegarem ali, de Indra e até mesmo de Titus chegarem ali. Lembrava-se da apresentação do inimigo e o mais importante de tudo, lembrava-se de que Clarke ficara na campina. Foi um pesadelo.

– Nós temos que sair daqui. – Disse olhando para Indra.


Notas Finais


Quiseram me matar?! Eu sei… Eu sei! LOUCURA!
Então gente, não vai dar pra postar toda semana, porque não tenho sossego aqui em SP. Mas não desistam, pois sempre irei atualizar, a cada duas semanas igual agora.
Não tô tendo tempo para responder os comentários, mas eles serão respondidos eventualmente.
COMENTEM! Nada dessa putaria de greve de comentários. Quaisquer dúvidas sobre o cap entrem em contato.
Quem quiser participar do grupo da fic já sabe né? Nome, número e DDD.
GENTE, VISITEM ESSE CANAL AQUI: STELA KINGMA. Ela é uma fofa, faz covers lindos, tem uma voz maravilhosa, é super fofa e engraçada. Uma leitora maravilhosa dessa fic. Vejam os vídeos dela, recomendem pras migas, ela tá solteira também. Tem um sotaque mineiro lindo. STELA KINGMA. Não se esqueçam!
AAAAAAH. FUI AMEAÇADA E TIVE QUE POSTAR A FIC NO WATTPAD. Se vocês conhecerem pessoas que só leem por lá deem uma indicada marota.
O que acharam do nosso inimigo number 1?
LEXA IS ALIVE!
SHIT JUST GOT BE SERIOUS!
Beeeeeeeijos, may we meet again <3
P.s: se tiver algum erro, perdão.


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