História AFTER / Depois da Verdade • Camren - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Depois Da Verdade, Lauren Jauregui
Visualizações 346
Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoinhas!
Desculpem pela demora, foi aniversário do meu pai e não tive tempo de postar mais nada, desculpe hahahaha
Tentarei postar mais para que me perdoem, então, boa leitura!

Capítulo 24 - Vinte e Três


CAMILA


Quando a mãe de Lauren me abraça pela quarta vez, ela enfim resolve dizer num murmúrio: "Mãe, pega leve. Ela é meio tímida". 

"Tem razão, desculpa, Mila. Estou tão feliz por finalmente nos conhecermos. Lauren mefalou muito de você", diz ela, calorosamente. Então dá um passo para trás, acenando com acabeça, e eu sinto meu rosto ficar vermelho. Estou surpresa que ela saiba que eu existo— achei que Lauren tinha guardado segredo, como de costume.

"Tudo bem", consigo dizer em meio ao susto.

Clara sorri animada e olha para a filha, que diz: "Mãe, por que você não bebe um copo d'água lá na cozinha um minuto?" Quando ela sai, Lauren se aproxima lentamente. "Posso... hã... posso falar com você lá no quarto um instante?", gagueja. 

Faço que sim com a cabeça e olho de relance para a cozinha, antes de segui-la até o quarto
que um dia dividimos. 

"O que foi isso?", pergunto baixinho ao fechar a porta.

Lauren estremece e senta na beirada da cama. 

"Eu sei... Desculpa. Não consegui contar a ela o que aconteceu. Não podia dizer o que fiz." E então pergunta com mais esperança na voz do que posso suportar. "Você voltou... para ficar?" 

"Não..." 

"Ah." Suspiro e passo as mãos pelo cabelo, um hábito que suspeito ter pegado de Lauren. "Bom, o que eu faço?", pergunto a ela. 

"Não sei...", ela responde com um longo suspiro. "Não estou pedindo para você aceitar participar de uma farsa... Só preciso de um pouco mais de tempo para contar." 

"Não sabia que você ia estar aqui, achei que tinha ido para Londres."

"Mudei de ideia, não queria ir sem..." Ela interrompe a frase, e a dor em seus olhos é evidente. 

"E por que você não disse a ela que não estamos mais juntas?" Não sei se quero ouvir a
resposta. 

"Ela estava tão feliz que eu tinha encontrado alguém... Não queria estragar isso." Lembro-me de Mike dizer que nunca pensou que Lauren fosse capaz de namorar alguém, e ele estava certo. No entanto, não quero estragar a visita da mãe de Lauren. 

O que digo a seguir sem dúvida não é por causa de Lauren: "Tudo bem. Pode contar a ela quando estiver pronta. Só não fale sobre a aposta". Olho para baixo, imaginando como sua mãe ficaria magoada ao saber dos detalhes de como a filha arruinou seu primeiro e único amor. 

"Sério? Tudo bem se ela pensar que estamos juntas?" Lauren parece mais surpresa do que deveria. Quando faço que sim com a cabeça, ela solta um suspiro profundo. "Obrigado. Achei que você ia me dedurar bem na frente dela." 

"Jamais faria isso", digo, e é verdade. Não importa a raiva que já senti de Lauren, não iria estragar seu relacionamento com a mãe. "Só vou terminar de lavar minha roupa e vou embora. Achei que você não estaria aqui, então pensei em vir para cá, em vez de ficar no motel." Encolho os ombros, sem jeito. Já ficamos sozinhas no quarto por tempo demais. 

"Você não tem para onde ir?" 

"Posso ir para a casa da minha mãe. Só não quero", admito. "O motel não é ruim, só um pouco caro." É a conversa mais civilizada que Lauren e eu tivemos em uma semana. 

"Sei que você não vai concordar em ficar aqui, mas será que posso colaborar com algum dinheiro?" É evidente que Lauren está com medo da minha reação à sua oferta. 

"Não preciso do seu dinheiro." 

"Eu sei, só estou oferecendo." Ela olha para o chão. 

"É melhor a gente voltar para a sala." Suspiro e abro a porta. 

"Já vou", diz ela em voz baixa. 

Não gosto da ideia de enfrentar sua mãe sozinha, mas não posso ficar naquele quartopequeno com Lauren. Respiro fundo e saio. 

Quando entro na cozinha, Clara está de pé ao lado da pia, me olhando. "Ela não está chateada comigo, está? Não quis sufocar você." Sua voz é tão doce. Um total contraste com a filha. 

"Ah, não, claro que não. É que ela... teve uma semana difícil", minto. Eu nunca soubementir direito, por isso é algo que evito a todo custo. 

"Ah bom. Sei que ela pode ser mal-humorada às vezes." Seu sorriso é tão afetuoso que não posso deixar de sorrir de volta. 

Pego um copo d'água para me acalmar, e ela começa a falar assim que dou o primeiro gole. 

"Ainda não não consigo acreditar no quanto você é bonita. Ela me disse que você era a garota mais linda que já tinha visto, mas achei que fosse exagero." Com muito menos graciosidade que a garota mais bonita que a filha dela já viu faria, cuspo a água de volta no copo. Lauren disse o quê? 

Quero perguntar a ela, para ter certeza de que é isso mesmo, mas acabo só bebendo mais um gole para disfarçar a minha reação vergonhosa. Ela ri. 

"Estou falando sério, achei que você teria um monte de tatuagens e o cabelo verde ou coisa do tipo." 

"Não, tatuagem não é comigo. Nem cabelo verde." Eu dou risada e sinto meus ombros começando a relaxar. 

"Você está cursando inglês, como Lauren, não é isso?"

"Sim, senhora." 

"Senhora? Pode me chamar de Clara."

"Na verdade, estou fazendo estágio na Vance, por isso meu horário de aulas é meio confuso. E agora estamos no recesso de fim de ano." 

"Vance? Do Christian Vance?", pergunta ela, e faço que sim com a cabeça. "Ah, deve fazer pelo menos uns dez anos que não vejo Christian." Ela olha para o copo d'água em minhasmãos. 

"Na verdade, Lauren e eu moramos com ele por um ano depois que o Mike... Bom, não importa, Lauren não gosta quando dou com a língua nos dentes." Ela ri nervosamente. 

Não sabia que Lauren e a mãe tinham morado com o sr. Vance, mas sabia que eles erammuito próximos, mais do que seriam se Christian fosse só amigo de seu pai. 

"Eu sei sobre Mike", digo a Clara numa tentativa de aliviar seu desconforto, mas na mesma hora fico apreensiva por ter deixado subentendido que sei também sobre o que aconteceu com ela, e fico com medo de ter tocado em um assunto doloroso. 

"Você sabe?", pergunta Clara. 

Tento contornar a situação e começo a falar: "Sei, Lauren me contou...".  Quando Lauren aparece na cozinha, porém, paro de falar — e tenho que admitir que fico feliz com a interrupção. 

Ela ergue uma sobrancelha, curiosa. "Lauren contou o quê?" 

Minha tensão dispara, mas, para minha surpresa, sua mãe resolve a situação, dizendo: "Nada, minha filha, é conversa de "mulherzinha"". Em seguida, caminha até ela e a envolve pela cintura. Lauren se afasta um pouco, como que por instinto. Clara franze a testa, mas tenho a sensação de que se trata de uma interação habitual entre elas. 

A secadora apita, e eu interpreto isso como a minha deixa para recolher minhas roupas e sair dali, bem rápido. 

Pego as roupas quentes e sento no chão na pequena lavanderia para dobrá-las. A mãe de Lauren é muito gentil, gostaria de tê-la conhecido em circunstâncias diferentes. Não estou mais com raiva de Lauren; já guardei ressentimentos por tempo demais. Estou triste, lamentando a perda do que poderíamos ter vivido. 

Quando termino de arrumar minhas roupas, vou para o quarto para colocá-las nas malas. Queria não ter pendurado nada no closet nem guardado comida na cozinha.

"Precisa de ajuda, querida?", pergunta Clara.

"Hã, estava só arrumando minhas coisas para ir para a casa da minha mãe, vou passar asemana lá", respondo, imaginando que vai ser melhor assim, já que o motel custa caro demais. 

"Você vai embora hoje? Agora?" Ela franze a testa.

"Vou... Prometi a ela passar o Natal lá." Pela primeira vez, desejo que Lauren apareça para me tirar dessa. 

"Ah, estava torcendo para que você ficasse pelo menos uma noite. Quem sabe quando vou poder ver você de novo? E eu queria muito conhecer a jovem por quem minha filha se apaixonou." 

De repente, algo dentro de mim sente vontade fazer essa mulher feliz. Não sei se é porqueeu disse que sabia sobre Mike, ou por causa do jeito como ela contornou o assunto na frente de Lauren. Mas sei que não quero pensar demais nisso, então calo a minha voz interior e simplesmente faço que sim com a cabeça, dizendo: "Tudo bem". 

"Sério? Você vai ficar? Pelo menos uma noite, e aí você pode ir para a casa da sua mãe. E é melhor não pegar a estrada com toda essa neve." Em seguida me envolve no quinto abraço do dia. 

Pelo menos ela pode servir como um amortecedor entre mim e Lauren. Com ela aqui, não podemos brigar. Bom, pelo menos eu não posso brigar. Sei que, provavelmente... certamente, essa é a pior ideia possível, mas é difícil dizer não a Clara. Assim como a sua filha. 

"Bom, vou tomar um banho rápido. A viagem foi bem longa!" Ela abre um sorriso largo e sai do quarto. 

Afundo na cama e fecho os olhos. Vão ser as vinte e quatro horas mais difíceis e dolorosasda minha vida. Não importa o que eu faça, parece que estou sempre voltando à estaca zerocom Lauren. 

Depois de alguns minutos, abro os olhos e vejo Lauren de pé na frente do closet, de costas para mim. "Desculpa, não queria incomodar", diz ela, se virando para mim. Sento na cama. 

Ela está tão estranha, se desculpando por tudo o que diz. "Vi que você limpou o apartamento",
comenta em voz baixa. 

"É... Não consegui me conter." Abro um sorriso, e ela sorri em resposta. "Lauren, eu disse à sua mãe que iria passar a noite aqui. Só hoje, mas, se quiser, vou embora. Só me senti mal, porque ela é tão gentil, e não consegui dizer não. Mas se você não estiver à vontade com isso..." 

"Camz, tudo bem", diz ela depressa. Em seguida, no entanto, sua voz treme quando ela acrescenta: "Quero que você fique". 

Não sei o que dizer, não entendo essa estranha reviravolta dos acontecimentos. Quero agradecer pelo presente, mas tem coisas demais acontecendo na minha cabeça. 

"E o dia do aniversário, foi bom?", pergunta ela. 

"Ah, sim. Ally veio me visitar."

"Ah..." Ouvimos Clara na sala, e Lauren faz menção de sair do quarto. Antes de passar pela porta, porém, ela para e olha para mim. "Não sei o que fazer." 

Solto um suspiro. "Nem eu."

Ela balança a cabeça, e nós duas saímos do quarto para nos juntar à sua mãe.


Notas Finais


Quem acha que a Camila está se metendo em mais uma furada levanta a mão 🙋


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