História AFTER 2 • Depois da Verdade ∞ CAMREN - Capítulo 26


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Depois Da Verdade, Lauren Jauregui
Visualizações 929
Palavras 919
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Vinte e Cinco


CAMILA


Embrulhada no edredom, não consigo deixar de pensar que nunca — nunca na vida — achei que fosse ver Lauren daquele jeito. Tão exposta, tão vulnerável, o corpo convulsionado pelas lágrimas. Parece que a dinâmica entre nós está sempre mudando, em cada momento uma de nós assume uma posição de vantagem em relação a outra.

No momento, sou eu quem está no
controle.

Mas não quero estar. Não gosto dessa dinâmica. O amor não deveria ser uma batalha. Além do mais, não confio em mim para assumir as rédeas do que acontece entre nós duas. Poucas horas atrás eu tinha tudo planejado, mas agora, depois de vê-la tão abalada, minha mente está confusa, e meus pensamentos, anuviados.

Mesmo no escuro, posso sentir os olhos de Lauren sobre mim. Quando enfim solto a respiração que não tinha percebido que estava segurando, ela pergunta: “Quer que eu ligue a televisão?”.

“Não. Se quiser pode ligar, mas estou bem”, respondo.

Queria ter trazido meu e-reader para a cama, para ler até dormir. Talvez participar da ruína da vida de Catherine e de Heathcliff fizesse a minha parecer mais fácil, menos traumática.

Catherine passou a vida tentando conter o amor que sentia por aquele homem, até o dia em que implorou por seu perdão e admitiu que não podia viver sem ele — apenas para morrer horas depois. Eu seria capaz de viver sem Lauren, não?

Não vou passar a vida lutando contra isso. Essa sensação é apenas temporária… Não é? Não vamos destruir nossa vida e a das pessoas ao redor por causa da nossa teimosia, né? A incerteza dessa analogia me incomoda, sobretudo porque significa que vou começar a comparar Trevor com Edgar. E não sei o que pensar disso.

É estranho.

“Camz?”, minha Heathcliff chama, me afastando de meus pensamentos.

“O quê?”, pergunto, numa voz rouca.

“Não comi a… quer dizer, não dormi com a Alexandra”, conta ela, como se moderar a boca suja pudesse tornar a declaração menos chocante. É a primeira vez que Lauren não diz Alexa.

Fico em silêncio, em parte atordoada por ela ter tocado no assunto, em parte porque quero acreditar no que diz. Mas não posso esquecer que Lauren é um gênio da mentira.

“Eu juro”, acrescenta ela. Ah, bem, se ela “jura”…

“Por que falou aquilo, então?”, pergunto secamente.

“Para magoar você. Fiquei com muita raiva quando você falou que beijou um cara, então disse a coisa que sabia que ia doer mais.”

Não consigo vê-la, mas, de alguma forma, sei que está deitada de costas, com os braços cruzados sob a cabeça, com os olhos virados para o teto.

“Você beijou um cara qualquer mesmo?”, ela pergunta antes que eu possa me manifestar.

“Beijei”, admito. Mas, quando ouço sua respiração profunda, tento suavizar o golpe, acrescentando: “Só uma vez”.

“Por quê?” A voz dela é ao mesmo tempo fria e carregada. É um som estranho.

“Para falar a verdade, não tenho a menor ideia… Fiquei com raiva do jeito como você estava se comportando no telefone, e tinha bebido demais. Então dancei com um cara, e ele me beijou.”

“Você dançou com ele? Dançou como?” Reviro os olhos diante de sua necessidade de saber cada detalhe do que faço, mesmo quando não estamos juntas.

“Você não vai querer que eu responda isso.” Suas palavras fazem o ar entre nós duas ficar pesado novamente.

“Quero, sim.”

“Lauren, dancei do jeito que as pessoas dançam numa balada. Então ele me beijou e tentou me convencer a ir para a casa dele.” Vejo as pás do ventilador de teto. Sei que, se
continuarmos a falar disso, elas vão parar de funcionar, incapazes de cortar a tensão do ar.

Tento mudar de assunto. “Obrigada pelo e-reader. Foi um presente muito bem pensado.”

“Ele tentou levar você para a casa dele? E o que você fez?” Posso ouvi-la se mexendo, o que me diz que agora está sentada.

Permaneço deitada. “E precisa perguntar? Você sabe que eu nunca faria isso”, retruco.

“Bom, nunca imaginei você dançando e beijando uns caras na balada”, ela rosna.

Depois de alguns momentos de silêncio, comento: “Acho que você não quer começar a discutir o inesperado”.

Ouço o barulho da manta novamente e posso senti-la ao meu lado. Sua voz está bem perto de mim. “Por favor, me diz que você não foi com ele.”

Lauren está sentada na cama ao meu lado, e eu me afasto dela. “Você sabe que não fui. Fiquei com você naquela noite.”

“Preciso ouvir da sua boca.” Sua voz é dura, mas suplicante. “Me diz que só beijou o cara uma vez e nunca mais falou com ele.”

“Só beijei uma vez e nunca mais falei com ele”, repito, só porque sei que ela precisa desesperadamente ouvir essas palavras.

Mantenho os olhos fixos na tatuagem em espiral que se insinua sob a gola cavada de sua camiseta. Estar na cama com ela me acalma e me inflama ao mesmo tempo. Não suporto a batalha interna na qual estou presa.

“Tem mais alguma coisa que eu preciso saber?”, pergunta baixinho.

“Não”, minto. Não conto do jantar com Trevor. Não aconteceu nada, e isso não é da conta dela. Gosto de Trevor e quero mantê-lo a salvo da bomba-relógio que é Lauren.

“Tem certeza?”

“Lauren… Acho que você não tem mais o direito de ficar me enchendo o saco”, digo e olho em seus olhos. Não consigo evitar.

“Eu sei.” Ela me surpreende com a resposta.

Quando sai da cama, tento ignorar o vazio que toma conta de mim.


Notas Finais


Se eu sofro escrevendo, imagino vocês lendo..


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