História AFTER 2 • Depois da Verdade ∞ CAMREN - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Depois Da Verdade, Lauren Jauregui
Visualizações 849
Palavras 1.039
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, criaturinhas! Tudo bem com vocês? Queria me desculpar pela ausência de capítulos.
Bem, vocês devem saber que abriu a venda para ingressos do Rock In Rio, e bem, eu nunca fui em nenhum show na minha vida, porque todo o dinheiro do meu trabalho vai para a faculdade, porém nesse eu queria muito ir.
Mas não consegui comprar, e todos que eu avisei sim, mas o motivo de eu estar chateada é uma história meio longa envolvendo família, então.. deixa quieto.
Se alguém souber de venda de ingresso pro dia 24, eu ficaria estupidamente feliz!
Desculpa mesmo pela demora, não era a intenção me ausentar tanto, só precisava de um tempo quietinha.

Boa leitura! ❤️

Capítulo 29 - Vinte e Oito


LAUREN


Abraçá-la pela primeira vez em uma eternidade é melhor do que eu poderia tentar descrever. No instante em que ela correu para os meus braços, fui invadida por um alívio físico — nunca achei que isso fosse acontecer. Ela tem andado tão distante, tão fria ultimamente. Não que seja culpa dela, mas dói pra cacete.

“Você está bem?”, pergunto junto ao seu cabelo.

Ela move a cabeça para cima e para baixo contra o meu peito, mas continua a chorar. Sei que não está. Sua mãe provavelmente disse alguma merda. Sabia que isso ia acontecer e, para falar a verdade, meu lado mais egoísta está feliz que tenha acontecido. Não por ela ter magoado Camila, mas porque isso significa que a minha menina correu para mim em busca de conforto.

“Vamos entrar”, digo.

Ela faz que sim com a cabeça, mas não me solta, então me esforço para tirar seus braços de mim e caminhamos juntas para dentro. Seu belo rosto está marcado com trilhas negras, e os olhos e lábios estão inchados. Espero que não tenha chorado a viagem toda.

Assim que entramos no saguão, pego o cachecol com o qual desci e o enrolo em sua cabeça, cobrindo as orelhas e fazendo um pacotinho roxo e macio em torno de seu belo rosto. Ela deve estar com frio, só com esse vestido.

Esse vestido… Normalmente eu elaboraria longas fantasias sobre despir o tecido fino de seu corpo. Mas hoje não, não com ela desse jeito.

Camila solta o soluço mais lindo do mundo e cobre a cabeça com o cachecol. Seu cabelo castanho está todo para o lado, fazendo-a parecer ainda mais jovem do que o habitual.

Quando saímos do elevador e caminhamos até o nosso… até o apartamento, aproveito a pequena chance que tenho para perguntar: “Quer conversar?”.

Ela faz que sim, e eu abro a porta.

Minha mãe está sentada no sofá, e a preocupação se espalha por seu rosto assim que repara na aparência de Camila. Lanço um olhar de advertência, torcendo para que ela se lembre da promessa que fez de não bombardear Camila com perguntas
sobre sua volta. Minha mãe desvia os olhos de Camila e os fixa na televisão, fingindo indiferença.

“Vamos ficar um pouco lá no quarto”, comunico, e minha mãe faz um gesto silencioso concordando. Sei que está louca para falar, mas não vou deixar sua curiosidade piorar ainda mais o estado de Camila.

Ao passarmos pelo corredor, paro junto do termostato para aumentar a temperatura, pois sei que ela está congelando. Quando entro no quarto, Camz já está sentada na beirada da cama.

Sem saber se posso me aproximar, espero que ela diga alguma coisa.

“Lauren?”, começa ela, baixinho. A rouquidão em sua voz me diz que Camz chorou a viagem toda, o que me abala ainda mais.

Fico de pé na frente dela, e Camila me surpreende mais uma vez, me agarrando pela camiseta e me puxando entre suas pernas.

Aconteceu alguma coisa mais grave do que simples grosserias vindas da sua mãe.

“Camz… o que foi que ela fez?”, pergunto quando ela começa a chorar de novo, manchando a barra da minha camiseta branca com sua maquiagem. Não ligo a mínima para a sujeira, no mínimo vai me deixar algo como lembrança quando ela for embora de novo.

“Meu pai…”, ela choraminga, e eu fico imóvel.

“Seu pai?” Se ele estava lá… “Camila, ele estava lá? Ele fez alguma coisa com você?”, pergunto por entre os dentes.

Ela faz que não com a cabeça, e eu ergo seu queixo com uma das mãos, forçando-a a olhar para mim. Camila nunca fica tão quieta, mesmo quando está chateada. Em geral, fala ainda mais nessas horas.

“Ele voltou para cá… Eu nem sabia que ele tinha ido embora. Quer dizer, acho que sabia, mas nunca pensei a respeito. Nunca penso nele.”

“Você falou com ele hoje?”, pergunto, e minha voz não soa tão calma quanto eu gostaria.

“Não. Mas ela falou. Disse que ele não vai entrar em contato comigo, mas não quero que ela decida isso por mim.”

“Você quer vê-lo?” Camila só me disse coisas ruins sobre esse cara. Ele era violento, muitas vezes batia na mulher na frente dela. Por que iria querer vê-lo?

“Não… quer dizer, não sei. Mas eu quero decidir.” Ela enxuga os olhos com as costas da mão. “Não que ele queira me ver…”

A vontade de ir atrás do sujeito e impedir que ele se aproxime dela me invade, e preciso me acalmar antes de fazer alguma coisa estúpida e impetuosa.

“Não consigo parar de pensar, e se ele for que nem o seu pai?”

“Como assim?”

“E se ele tiver mudado? Se não estiver bebendo mais?” A esperança em sua voz é de partir o coração… bom, o que restou dele.

“Não sei… nem sempre isso acontece”, digo com franqueza. Vejo como seus lábios se curvam para baixo nos cantos, por isso acrescento: “Mas é possível. Talvez ele tenha mudado…”. Não acredito nisso, mas quem sou eu para destruir sua esperança? “Não sabia que você tinha algum interesse nele.”

“Não tenho… quer dizer, não tinha. Só estou com raiva porque minha mãe escondeu isso de mim…”, ela explica, e em seguida, entre uma parada e outra para limpar o nariz e o rosto na minha camiseta, me conta o que aconteceu.

A mãe de Camz é a única mulher que contaria para a filha que seu ex-marido alcoólatra voltou e em seguida anunciaria casualmente que ia às compras. Não comento sobre a presença de Nico, apesar de isso me irritar. O cara não larga o osso.

Por fim, ela me olha com uma expressão um pouco mais calma. Parece muito melhor do que quando me abraçou lá na garagem, e gostaria de pensar que é porque está comigo.

“Tudo bem eu ficar aqui?”, pergunta.

“Tudo… claro. Pode ficar o tempo que precisar. O apartamento é seu, afinal de contas.”

Tento sorrir e, surpreendentemente, ela retribui o gesto antes de limpar o nariz mais uma vez na minha camiseta.

“Semana que vem já devo ter um quarto no alojamento.”

Faço que sim com a cabeça; se falar alguma coisa, vou acabar implorando pateticamente para ela não me abandonar de novo.



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