História AFTER / Depois da Verdade • Camren - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Depois Da Verdade, Lauren Jauregui
Visualizações 299
Palavras 1.901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Vinte e Nove


CAMILA


Vou ao banheiro para tirar a maquiagem e me recompor. A água quente lava todas as evidências da minha manhã agitada, e fico realmente satisfeita por estar aqui.

Apesar de tudo que Lauren e eu passamos, fico feliz em saber que ainda tenho um lugar seguro ao seu
lado. Lauren é a única coisa constante na minha vida. Lembro dela dizendo o mesmo para mim uma vez. Estava falando sério?

Mesmo que não estivesse, acho que hoje ela pensa assim. Só queria que me falasse mais sobre seus sentimentos. Vê-la perder o controle ontem foi o máximo de emoção que já a vi expressar desde que nos conhecemos. Queria poder ouvir as palavras por trás das lágrimas.

Volto para o quarto e vejo Lauren colocando minhas malas no chão. “Fui lá embaixo buscar suas coisas”, ela explica.

“Obrigada, espero não estar incomodando”, digo e me abaixo para pegar uma calça de moletom e uma camiseta. Preciso tirar este vestido.

“Quero você aqui. Você sabe disso, né?”, ela diz em voz baixa. Dou de ombros, e ela franze a testa. “Você devia saber a esta altura, Camz.”

“Eu sei… É que a sua mãe está aqui, e eu com todo esse drama e essa choradeira”, argumento.

“Minha mãe está feliz que você esteja aqui, e eu também.” Sinto meu peito se inflamar, mas mudo de assunto.

“Vocês têm algum plano para hoje?”

“Acho que ela queria fazer compras ou coisa do tipo, mas podemos ir amanhã.”

“Podem ir, eu me entretenho sozinha.” Não quero que ela cancele os planos com sua mãe, que não vê há mais de um ano.

“Não, sem problema. Você não precisa ficar sozinha.”

“Estou bem.”

“Camz, o que eu acabei de dizer?”, ela rosna, e eu a encaro. Lauren parece ter esquecido que não decide mais as coisas por mim. Ninguém mais pode fazer isso. Ela suaviza o tom e se corrige. “Desculpa… pode ficar. Vou fazer compras com ela.”

“Assim é bem melhor”, digo e tento conter um sorriso.

Lauren tem sido tão gentil, tão… medrosa nos últimos dias. Mesmo que estivesse errada em me pressionar a sair com elas, não deixa de ser bom saber que ela ainda é a mesma.

Vou até o closet para trocar de roupa e, assim que tiro o vestido pela cabeça, ela bate na porta. “Camz?”

“O quê?”, digo.

Depois de um instante, ela pergunta: “Você vai estar aqui quando a gente voltar?”.

Solto um suspiro impaciente.

“Vou. Nem tenho outro lugar para ir.”

“Certo. Se precisar de alguma coisa, me liga”, ela pede, e a tristeza em sua voz é nítida.

Poucos minutos depois, ouço a porta da frente bater e saio do quarto.

Talvez fosse melhor ter ido com elas, para não ficar aqui sozinha com meus pensamentos. Já me sinto solitária.

Depois de ver TV por uma hora, estou mais que entediada. Meu telefone vibra de tempos em tempos, e o nome da minha mãe aparece na tela. Ignoro por completo e torço para que Lauren volte logo. Pego o e-reader e começo a ler para passar o tempo, mas não consigo parar de olhar para o relógio.

Quero mandar uma mensagem para Lauren e perguntar quanto elas ainda vão demorar, mas em vez disso resolvo preparar o jantar para passar o tempo. Vou até a cozinha para pensar no que fazer, algo bem demorado, mas fácil. Me decido por uma lasanha.

Logo são oito da noite, oito e meia e lá pelas nove já estou pensando de novo em mandar uma mensagem.

O que eu tenho na cabeça? Basta uma briga com a minha mãe e volto a ser dependente de Lauren? Para ser sincera, sei que nunca deixei de depender dela. Mesmo que não queira admitir, sei que não estou pronta para uma vida sem Lauren. Não vou fazer as pazes de uma hora para outra, mas estou cansada de brigar o tempo todo.

Por mais terrível que ela tenha sido para mim, fiquei muito mais triste sem ela do que quando fiquei sabendo da aposta. Parte de mim está irritada comigo mesma pela fraqueza, mas uma outra parte não consegue negar que me senti bem quando voltei para cá. Ainda preciso de um pouco de tempo para pensar, ver como as coisas ficam entre nós duas. Ainda estou confusa.

Nove e quinze. São apenas nove e quinze quando termino de arrumar a mesa e limpar a bagunça que fiz na cozinha. Vou mandar uma mensagem, só uma: E aí, como estão as coisas? 

Está nevando, então só estou escrevendo para saber se está tudo bem. Razões de segurança, esse tipo de coisa.

Assim que pego o telefone, a porta da frente se abre. Escondo o celular depressa, enquanto Lauren e Clara entram em casa.

“Então, como foram as compras?”, pergunto no mesmo instante em que Lauren diz: “Você fez o jantar?”

“Você primeiro”, dizemos ao mesmo tempo e rimos.

Ergo a mão e digo: “Preparei um jantar. Se vocês já tiverem comido, tudo bem, não tem problema”.

“O cheiro está bom!”, comenta sua mãe, avaliando a mesa cheia de comida. Na mesma hora, ela coloca as sacolas no chão e senta à mesa. “Obrigada, Camila, querida. Aquele shopping estava uma loucura, um monte de gente fazendo compras de Natal de última hora. Quem espera até dois dias antes do Natal para comprar presentes?”

“Hã, você”, responde Lauren e pega um copo d’água.

“Ah, não enche”, repreende ela, pondo uma torrada na boca.

Lauren senta ao lado da mãe, e eu escolho o lugar em fente ao dela. Durante o jantar, Clara conta as confusões que viram no shopping, como a de um homem que foi derrubado pelos seguranças ao tentar roubar um vestido da Macy’s. Lauren jura que o vestido era para o próprio sujeito, mas Clara revira os olhos e continua a história. Percebo que a comida que fiz até que está bem gostosa — melhor do que o habitual —, e quando terminamos vejo que demos conta de quase toda a travessa de lasanha. Eu mesma comi e repeti — é a última vez que fico o dia inteiro sem comer.

“Ah, compramos uma árvore”, informa sua mãe, de repente. “É pequena, mas vocês precisam de uma árvore em casa, principalmente no seu primeiro Natal juntas!” Ela bate palmas, e eu dou risada.

Mesmo antes de tudo ir por água abaixo, Lauren e eu nunca cogitamos comprar uma árvore de Natal. Eu estava tão distraída com a mudança e com Lauren, que quase esqueci completamente o período de festas.

Nenhuma de nós liga para o dia de Ação de Graças — ela por ser estrangeira, e eu porque não queria passar o feriado na igreja da minha mãe. Por isso pedimos pizza e passamos o dia no meu quarto no alojamento.

“Você não se importa, né?”, pergunta Clara, me fazendo perceber que não respondi.

“Claro que não”, digo a ela e olho para Lauren, que está encarando o prato vazio.

Clara retoma a conversa, e eu fico feliz. Depois de mais alguns minutos, ela anuncia: “Bom, por mais que adore ficar acordada com vocês, criaturas da noite, preciso garantir meu sono de beleza”.

Agradecendo mais uma vez e levando o prato até a pia, ela nos dá boa-noite antes de beijar Lauren na bochecha. Lauren resmunga e se afasta, e seus lábios mal roçam a pele dela, mas Clara parece satisfeita com o breve contato. Ela me envolve pelos ombros, dando um beijo no alto da minha cabeça. Lauren revira os olhos, e eu a chuto por baixo da mesa. Depois que ela sai, levanto e começo a guardar as poucas sobras de comida.

“Obrigado por fazer o jantar. Não precisava”, diz Lauren. Eu balanço a cabeça, e nós seguimos para o quarto.

“Posso dormir no chão hoje, você já fez isso na noite passada”, ofereço, embora saiba que ela nunca vai deixar.

“Não, tudo bem. Na verdade não é tão ruim”, diz.

Sento na cama, e Lauren pega a manta no closet e a estende no chão. Jogo dois travesseiros, e ela abre um sorrisinho antes de desabotoar a calça jeans. Ai, é melhor olhar para o outro lado. Não quero desviar o olhar, mas sei que deveria. Ela baixa a calça jeans preta e tira uma perna. A forma como seus músculos se contraem em sua barriga tatuada quando ela se abaixa me impede de desviar os olhos, me fazendo lembrar da atração que sinto por ela, apesar da raiva. Sua calcinha preta se agarra à pele. E ela ergue os olhos para me olhar. Seu olhar, duro e concentrado no meu, só faz aumentar meu transe. Sua boca é tão proeminente, tão intrigante. Ela ainda está olhando.

“Desculpa”, digo e viro o rosto, queimando de vergonha.

“Não, eu que peço desculpas. Força do hábito, acho.” Ela encolhe os ombros e pega uma calça de algodão na cômoda.

Mantenho os olhos fixos na parede até ela dizer: “Boa noite, Camz” e apagar a luz. Consigo praticamente ouvir o sorriso em sua voz.

Sou acordada por um ruído agudo e olho para o teto, mal posso ver as pás do ventilador em movimento na escuridão.

Então ouço novamente a voz de Lauren. “Não! Por favor!”, ela choraminga.

Merda, está tendo um pesadelo de novo. Pulo para fora da cama e me ajoelho ao lado de seu corpo, que está se debatendo.

“Não!”, repete ela, muito mais alto dessa vez.

“Lauren! Lauren, acorda!”, digo em seu ouvido, sacudindo seus ombros.

A camisa está encharcada de suor, e o rosto se contorceu na mesma hora em que ela abriu os olhos e sentou. “Camz…” Ela respira e me puxa para seus braços.

Passo os dedos por seu cabelo e desço a mão pelas suas costas, acariciando-as de leve, minhas unhas mal tocando a pele.

“Está tudo bem”, digo várias vezes, e ela me abraça apertado. “Venha, vamos para a cama”, digo e me levanto.

Agarrando-se à minha camiseta, ela sobe na cama comigo.

“Você está bem?”, pergunto quando ela se deita.

Ela faz que sim com a cabeça, e a puxo para perto de mim. “Pode trazer um copo d’água?”, pergunta.

“Claro. Já volto.”

Ligo o abajur antes de sair da cama e tento caminhar no maior silêncio possível, para não acordar Clara. Mas, quando chego à cozinha, ela já está lá.

“Ela está bem?”, pergunta.

“Agora está. Só vim buscar um pouco d’água”, digo e encho um copo na pia. Quando me viro, ela me puxa num abraço e beija minha bochecha.

“A gente pode conversar amanhã?”, pergunta.

De repente, fico nervosa demais para falar, portanto apenas concordo com a cabeça, o que a faz sorrir. Mas, enquanto deixo a cozinha, ouço-a fungar.

De volta ao quarto, Lauren parece um pouco aliviada de me ver e agradece ao pegar o copo da minha mão. Ela bebe tudo num único gole, e eu volto para a cama. Sei que está inquieta, provavelmente por causa do pesadelo, mas também sei que em parte é por minha causa.

“Vem aqui”, digo a ela, e vejo o alívio em seus olhos enquanto arrasta o corpo para perto de mim. Envolvo-a num abraço e apoio a cabeça em seu peito. A sensação é tão reconfortante para mim como imagino que seja para ela. Apesar de tudo que fez, me sinto em casa quando estou em seus braços.

“Não desiste de mim, Camz”, ela sussurra e fecha os olhos.



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