História After High School - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Descendentes
Personagens Carlos de Vil, Chad, Doug, Evie, Jane, Jay, Lorrie, Mal, Personagens Originais, Princesa Audrey, Príncipe Ben
Exibições 27
Palavras 2.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Okay, olá pessoal.

Essa é uma história curta. Talvez tenha uns dez capítulos.
Nunca escrevi nada relacionado a magia e contos de fada, então tudo está mais voltado para conflitos que não envolvem nada do tipo.

Eu realmente espero que gostem.
:3

Capítulo 1 - Capítulo 1 - O Pascal Inteiro


A abelha chocava-se contra o vidro da janela, suas asas zumbindo de maneira irritante.

— Mal? Está me escutando? - A fada madrinha segurou os ombros da garota, obrigando-a a parar de olhar para o inseto.

— Estou, claro. - Apertou os lábios e tentou mostrar um sorriso logo depois. - Exportação e, hã, produto interno bruto.

A mulher mais velha suspirou e voltou a sua mesa, juntando alguns papéis.

— Eu falei sobre isso vinte minutos atrás, antes da aula acabar.

Mal olhou ao redor e franziu o cenho ao notar que a sala já estava vazia, exceto por elas duas. Tentou parecer menos surpresa para a fada, mas ela geralmente não deixava as coisas passarem.

— Qual é problema? Parece que está em dois lugares ao mesmo tempo. E isso é impossível, considerando suas habilidades atuais com magia.

— Só preciso de um copo gigantesco de café pra melhorar meus reflexos. Estou meio lenta esta manhã, acho que também tenho direito a ter um dia ruim. - O tom irônico em sua voz era bem perceptível e Mal se arrependeu um pouco pela forma como expressou as coisas. Mas a verdade é que aquele traço irônico maldoso sempre estaria em sua personalidade.

A fada empilhou os papéis perfeitamente em cima de sua pilha de livros, reprimindo um suspiro cansado.

— Eu sei que tem estado sobre muita pressão, querida, mas é um pequeno preço a se pagar. - Sorriu ternamente. - Escute, tudo sempre converge para o melhor. Não quero que você desanime, tudo bem?

A garota assentiu com o melhor sorriso que pode - estava se esforçando pra valer para parecer simpática - e a fada pegou os livros, deixando-a sozinha na sala.

Mal enterrou a cabeça nas mãos por um instante.

Sobre muita pressão? O Pascal inteiro estava sobre ela, que não pedira por nada daquilo. As consequências da sua partida da ilha dos perdidos, pareciam estar aflorando apenas agora. Justamente agora, quando ela já teria coisas suficientes para se preocupar além ter que manter o brilho em seus cabelo roxo, conseguir sobreviver aqueles semestres, que pareciam infinitos, da faculdade e lidar com as pressões de todo um reino para que se casasse e assumisse um título que, ao seu ver, estava muito além de suas capacidades.

Reuniu disposição para levantar da cadeira e encarou a paisagem do outro lado da janela por um instante. O gramado verde brilhava a luz do sol de primavera no reino Auradon. Quase três anos, e Mal ainda não conseguia entender como tudo ali conseguia ser tão perfeito. Os pássaros estavam sempre cantando nos galhos? O sol estava sempre agraciando a todos com seu brilho magnífico? Não que ela sentisse falta, mas onde estavam os dias extrapoladamente quentes e secos, ou as tempestades com relâmpagos?

Talvez a bondade faça isso com o mundo, pensou, enquanto repassava o conceito de bondade mais uma vez em sua mente. Abriu uma fresta da janela e abelha foi embora.

— Seja boazinha e não pique ninguém. - Murmurou, apoiando-se no batente.

— Amiga nova? - A voz de Ben tomou o ambiente e sua risada fez Mal sorrir. Ela se virou para vê-lo, encostado no batente da porta, com aquele sorriso irritantemente otimista de sempre. Calça, camisa social e um blazer preto, as perfeitas roupas de um rei com dezenove anos.

— Olá, majestade. A que devo a honra? - Ela ergueu uma sobracelha, debochada.

— Eu estava surtando dentro daquele gabinete. - Ele caminhou em sua direção e tomou sua mão. - Achei que você estaria surtando dentro de uma sala de aula, então eu vim até aqui para que surtemos juntos. - Beijou as costas da mão dela. - Quer almoçar?

— Adoraria, mas não vai dar. - Mal fez um ruido de desaprovação com a boca. - Prometi a sua mãe que almoçaria com ela e com os idealizadores da maratona beneficente contra a discriminação das bru... - Limpou a graganta - senhoras que cultivam maçãs.

Ben a encarou, analisando cada traço de sua expressão.

— Jura? E eu nem precisei te subornar dessa vez? - Riu e a abraçou, sentindo o cheiro de seu perfume. - Vai se comportar? - Falou, a voz abafada por sua cabeça estar enterrada no pescoço dela.

— Ha ha ha. - Mal o empurrou, mas riu. - Vou fazer o possível, alteza. - Começou a andar até a porta.

— Então, nos vemos só a noite? - O tom de decepção em sua voz era gritante.

— As oito, Benjamim.

[...]

Jane foi a última dos idealizadores a deixar a sala e Mal agradeceu por poder finalmente parar de sorrir.

Olhou para Bella, cheia de espectativa, esperando que as pequenas piadas implícitas que havia soltado sem querer no meio da refeição não tivessem estragado tudo.

— Isso foi bom. - A mulher disse, com um pequeno sorriso.

Mal engasgou e a olhou confusa.

— Sério? - Ela geralmente tentava demonstrar nais confiança do que realmente tinha, mas Bella havia dito quase um elogio.

— Sim. Jane está realmente envolvida com esse projeto de integração. Acho que não a vejo empolgada assim com nada relacionado a humanos desde que voltou da África. - Soltou uma pequena risada e se sentou em um das poltronas estofadas da sala de jantar do palácio. Fitou algum ponto entre o chão e a parede. - Também acho que ela gostou de você.

A garota conteve sua absoluta surpresa mordendo o lábio.

— Isso é bom. - Limitou-se a dizer. - Quer dizer, Ben está bem empenhado nesse projeto, acho que todo o reino está, então... - Parou de falar, se martirizando pelo jeito que enrolava as palavras para falar com alguém como o rei ou a rainha.

Em sua cabeça, ela só podia ver a decepção dos dois.

— Sim, é ótimo.

Ela também detestava o jeito como as suas conversas com eles eram mecânicas e pensadas. Ela estava relamente tentando ser o modelo de princesa que os ex-rei e rainha queriam que seu filho namorasse, mas lá no fundo, Mal sabia que não era uma princesa e sabia que todos sabiam disso também.

— Tenho que voltar pra faculdade agora.

As duas se levantaram, mas a mulher apoiou-se no braço da poltrona, fechando os olhos por alguns segundos.

— Tudo bem? - Mal preocupou-se, olhando-a desconfiada. Não gostava nem um pouco de presenciar aqueles momentos em que Bella perdia sua aura inabalável. Ela parecia nauseada.

— Claro, apenas levantei rápido demais. Vou pedir que Sebastian te leve. - Fez um gesto com a mão, chamando um dos empregados.

Mal fez uma pequena reverência. Embora Bella não fosse mais a rainha, aquele era um hábito difícil de perder. Horloge, o mordomo, abriu a porta pesada da sala de jantar.

— Ah e, Mal, está se lembrando do jantar com o comitê de recepção dos Perdidos, hoje a noite, certo?

Bella lembrou e Mal piscou com força. Havia esquecido completamente.

— Claro. As oito, não é? - Não se virou.

— Sim. Não se atrase.

— Não vou. - Murmurou, atravassendo o corredor infinito do palácio e tentando visualizar o rosto de Ben quando ela lhe contasse que teriam que remarcar o encontro pela décima sexta vez no mês.

No jardim, entrou no carro avisando a Sebastian que precisava estar em Auradon United University em dois minutos.

Ele falou alguma coisa a respeito de ser fisicamente impossível fazer uma viagem de meia hora em dois minutos, mas Mal não prestou muita atenção. Encontrou sua bolsa, no banco traseiro ao seu lado e pegou um livro de incisos da Constituição de Auradon. Tinha uma prova em dois minutos.

Vinte e cinco minutos depois, estava atravessando o portão principal da universidade, torcendo para que o Sr. Porter a deixasse fazer a prova, mesmo com seu atraso.

A sala de ciências políticas ficava no segundo andar, a penúltima porta a esquerda do corredor. Ela abriu a porta e os alunos desviaram a atenção de suas provas para olhá-la. Sorriu sem graça.

— Sr. Porter, sei que estou atrasada, mas... - Começou, mas o velho homem, sentado atrás da mesa de carvalho, na frente de todos, suspirou.

— Sim, atrasada pela terceira vez seguida essa semana. - Lançou um olhar para a turma, que dizia “Cuidem da vida de vocês, primatas”, o que os fez voltar a encarar as folhas de papel em suas mesas, e depois arrumou a gravata borboleta vermelha, olhando-a. - Qual a desculpa dessa vez?

— Eu estava almoçando, com a rainha e Jane. Jane, sabe, sua filha. - Cruzou os braços, esforçando-se para relaxar. - E, bem, o senhor mais do que ninguém deveria saber o quanto ela conversa.

Archimedes Porter soltou uma pequena risada, alisando o bigode grisalho que enfeitava seu rosto bondoso. Ele era um exelente professor, embora suas observações sociológicas geralmente envolvessem exemplos da organização familiar dos gorilas e seu genro metade macaco, Tarzan.

— Tudo bem, posso abrir uma pequena exceção dessa vez, já que estava resolvendo assuntos referentes a política do país.

Ela suspirou aliviada.

— Obrigada.

— Mas terá até o final da aula para entregar a prova, como todos os outros, o que lhe dá... - Olhou o relógio, preso a parede, em cima do quadro verde da sala de aula. - Extatos vinte minutos.

Mal pegou uma prova em cima da mesa e se sentou, rabiscando seu nome na folha rapidamente antes de começar a ler as questões como se sua vida dependesse disso. E em alguns parâmetros, dependia mesmo.

O sinal soou, como se tivesse passado dois minutos, mas o relógio marcava três da tarde, o que significava que ela deixaria duas questões sem resposta.

Sr. Porter recolheu as folhas e Mal seguiu os alunos que espalhavam-se pelo corredor. Ela se apoiou no armário de troféus, parando para respirar com calma pela primeira vez desde que tinha aberto os olhos pela manhã.

Evie chegou, saltitando, com aquele sorriso de arcada dentária perfeita no rosto. Sua empolgação fez Mal ficar significativamente mais cansada.

Seus cabelos azuis estavam presos em um rabo de cavalo, mas alguns cachos desprendiam-se, caindo sobre seu rosto. O uniforme de líder de torcida lhe caía muito bem. Um short-saia azul claro elegante, mas confortável, que lhe permitia fazer aqueles movimentos sincronizados nos jogos, e uma regata azul e branca com o brasão dos Knight University, estampado.

— Como foi a prova? Arrasou? - Falou rápido, sem esperar resposta. - Eu sabia que sim. Você não dorme a uns três dias por causa dela.

— É, foi mais ou menos. - Limitou-se a responder, caminhando em direção as escadas.

Evie a seguiu, olhando-a desconfiada, mas não perguntou nada.

— Ótimo. O pessoal do time vai para o lago depois do treino hoje. - As duas cumprimentaram um aluno que subia as escadas. - Achei que você e o Rei gostariam de ir.

Mal detestava aquela regra implícita e idiota de todos chamarem Ben de rei. Claro, respeito ao monarca líder, mas, ele ainda era um deles. O capitão do time, agora do time da faculdade, e o cara mais popular de... bom, de todo o lugar, precisava mesmo de toda aquela frescura?

Sim, claro. Pensou, Frescura é outro nome para esse país.

Bastou um olhar para que Evie entendesse que ela não ia.

— Mal, qual é! Faz semanas que está dando bolo em todo mundo! - Choramingou, enquanto as duas atravessavam o jardim do campus até o campo de tourney. - Sabe, trabalhar tanto vai acabar te matando.

— Diga isso para Bella. Ou melhor, diga isso para o resto da população inteira. - Sorriu, irônica. - Eles não querem saber se eu estou me matando. Só querem ter certeza de que a namorada do rei está bem preparada. Sabe, sem nenhum resquício de maldade e com os incisos da constituição gravados no cérebro.

Evie não sabia ao certo o que dizer em seguida.

— Vai desmarcar com ele de novo? - Perguntou e a amiga assentiu. A essa altura elas já estavam perto das arquibancadas e Evie viu Ben largar o capacete e correr para encontrá-las. - Boa sorte, então. Vai ser como estapear um cãozinho fofo. - Virou as costas, saindo.

— Espera aí! - Mal ia puxá-la de volta, mas ela já tinha ido e Ben já havia chegado, sorrindo. Sim, o mesmo sorriso irritantemente otimista de sempre.

Ele estava suado, os cabelos castanhos grudados na testa, o uniforme do time levemente sujo de terra e grama.

— Nem pense em me abraçar. - Ela colocou a mão em seu peito, empedindo que ele se aproximasse.

Ben gargalhou.

— Oh, claro. Desculpe-me, docinho, achei que nós, nativos, fossemos os frescos. - Brincou e robou-lhe um selinho. Mal riu. - Então, tudo certo pra hoje a noite, não é? Comprei duas caixas de morangos pra você. Nem estamos na época, eu tive que dirigir por quilômetros para encont... - Sua voz foi sumindo aos poucos, quando ele notou a expressão dela. - Nós não vamos sair mais, certo?

Ela assentiu, com a melhor expressão de “a culpa não é minha, juro” que pode demonstrar.

Ele fitou o chão por um segundo ou dois, frustrado.

— Tudo bem, esquece. Eu nem sei por que nós ainda nos programamos. Ao menos não fui eu quem cancelou dessa vez. - Sorriu, mas não com seu sorriso irritantemente otimista, e sim aquele sorriso que dizia “sei que não foi culpa sua” e aquela expressão de decepção que Mal detestava ver em seu rosto.

— Sinto muito, Florian. - Não, é claro que ela não o chamava de rei. Ao menos não sem seu usual tom irônico. - Mas, aproveite que tem a noite livre e vá com o pessoal para o lago.

— Ei, pombinhos! - A voz de Jay soou, do campo. - Temos um treino acontecendo aqui, caso não tenham reparado! - Gritou e riu, sendo acompanhado pelo resto das pessoas no gramado. - Anda logo, Majestade!

Ben suspirou.

— Eu tenho que ir, desculpe.

— Tudo bem, eu tenho aula de relações públicas agora.

Ele lhe deu um beijo rápido, murmurando um “te amo”, antes e correr de volta para o campo.

— Pois é. - Ela falou ao vento, se perguntando como aquele garoto havia conseguido virar a vida dela de cabeça pra baixo.


Notas Finais


Então, o que acharam?
Alguém leu, ao menos?
Me digam o que acharam. Devo continuar?
:3


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