História After I Met You - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Personagens Originais
Tags Jihope, Romance
Exibições 21
Palavras 2.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteeeeei!!
Sentiram falta? Eu senti *3*
Talvez eu poste mais rápido agora que estou de férias!

Capítulo 5 - Vou proteger você


Fanfic / Fanfiction After I Met You - Capítulo 5 - Vou proteger você

Jimin POV

“Sangue, dor, medo, desprezo. Um completo desprezo é o que eu sinto por mim mesmo exatamente por não reagir, sou um fraco...

Me encolho de dor ficando em posição fetal, meus olhos estão pesados, devem estar mais do que inchados e vermelhos. Gostaria de pensar que ficaria tudo bem, mas eu sei a verdade nada vai ficar bem! Sei que a qualquer momento aquela porta vai ser aberta e o meu pesadelo irá continuar. E é exatamente o que acontece.

Ouço a porta abrir e fechar em um baque, ele me chama de maneira arrastada, suas falas tinham um ar de ironia, assim como seu sorriso. Não consigo me mexer e nem gritar, sinto muita dor para tal coisa. Ele sabe muito bem o quão indefeso eu estou nesse momento e vai se aproveitar disso mais uma vez. A cada investida um sentimento diferente.

Nojo, repulsa, culpa... Minha entrada sangra ainda mais, minha coxa roxa pelos tapas, gemia perto do meu ouvido, estocava cada vez mas forte. Ele queria que eu fizesse o mesmo, mas como quer que eu fique gemendo por um prazer que não sinto? Quando o que eu tenho é nojo? Aquele inferno acaba e sou deixado como um lixo naquela cama suja pelo seu gozo e pelo sangue.

Agora é assim, todo mundo finge que nada aconteceu, caí da escada, fui assaltado ou seja lá qual for a desculpa que ele me manda contar... Já era uma rotina.”

Sou tirado de lembranças como essa por J-Hope dizendo que havíamos chegado. Olho pela janela do carro e o que eu vejo não é a portaria do prédio mas sim uma casa enorme! Olho para J-Hope que tinha uma expressão estranha.

— Onde estamos? Pensei que me levaria para onde eu moro.

— Estamos na minha casa, sinto muito informar mas você pensou errado. Não sou louco de te deixar sozinho Jimin!

— O que tem de mais nisso? Já estou bem. – Não estou bem, apenas não quero envolver ele nisso.

— Saia logo do carro e vamos entrar, você precisa comer e dormir, seus olhos estão vermelhos de tanto que chorou não sei como não ficou roxo!

Saímos do carro e não demorou muito pra ele me dar permissão para entrar.

— Sabe Jimin, você já pode se considerar de casa por isso não espere por permissão.

Ele sobe as escadas que não ficava muito longe da porta e some de vista. Não sei se sigo então aproveito para observar o lugar. Era lindo! Bem decorado e grande, primeiro era a sala e logo atrás a cozinha que continha uma mesa de jantar grande. Era estranho afinal que eu me lembre ele mora sozinho... Certo?

Deixo de pensar nisso e paro de reparar em cada canto da casa quando vejo Hope descer já trocado, um short preto e camisa em preto e branco um estilo “zebra”, estava descalço. Parou na minha frente com uma expressão serena.

— A segunda porta à esquerda é o meu quarto, deixei umas roupas pra você vestir em cima da cama e toalha, tome um banho pra relaxar enquanto eu faço o jantar.

— Hope eu sinto que estou abusando de você, me leve pra casa!

— Não e não! Sem mas ok? Suba logo.

Antes que eu contestasse mais uma vez ele me deu as costas indo pra cozinha. Estou cansado, não quero insistir mais então obedeço. Subo as escadas e logo entro em no seu quarto que era espaçoso e bonito! Preciso dar um jeito de pagar uma faculdade logo. A cama é de casal e como o Hope disse lá estão as roupas e a toalha.

Tinha um short preto e uma camisa branca lisa, ele deixou uma boxer também branca que ainda estava com etiqueta. Levo tudo para o banheiro.

A banheira já está cheia, tiro a minha roupa colocando ela no cesto. Isso é muito relaxante, a água morna me deixa mais calmo, já não estou mais tenso. Antes que eu durma nisso já me levanto pra me secar e vestir as roupas que serviram. Vou descendo descalço como o Hope indo para a cozinha procurando o mesmo.

A cena é uma das mais fofas que já vi, J-Hope parecia uma dona de casa, uma graça cozinhando! Fico escorado na parede apenas observando e não demora muito para ele me notar. Assim que me vê dá um pequeno sorriso e volta sua atenção para o que estava fazendo. Aquele sorriso foi forçado, sei disso! No carro quando respondi quem era aquele homem Hoseok não disse mais nada. Ficou em completo silêncio.

Eu sabia que ele queria perguntar, queria saber mais. O seu silêncio não era por nada, ele tinha medo de fazer isso. Ele termina o jantar e fica apoiado no balcão, não gosto de ver ele assim! Vou andando devagar o abraçando por trás lhe dando um pequeno susto.

— Tudo bem Jimin?

— Sim Hope, está tudo bem.

— Mesmo?

— Mesmo! Estou com você agora, não preciso sentir medo.

Ele se vira e me abraça, não deixo de retribuir, sentir seu perfume, seu abraço, estar com ele me deixava muito melhor, com ele eu sei que estou protegido.

— Tem razão, não vou deixar que nada te aconteça! Vamos comer agora?

— Vamos sim.

Hope cozinhava maravilhosamente bem, ele sozinho é melhor que muitos restaurantes por aí. Fomos para o quarto quando terminamos, Hope estava saindo do banheiro.

— Você quer dormir comigo? Se não se sentir confortável eu posso ficar no quarto de hospedes sem nenhum problema!

— O que? Não! Eu prefiro ficar junto de você.

Ele pareceu se sentir bem com a minha decisão, enquanto eu ajeitava as cobertas ele trancava a casa. Ele voltou para o quarto e logo nos deitamos, ficamos bem perto um do outro se olhando. Aproveito para conversar com ele agora que já estamos mais tranquilos.

— Você não precisa sentir medo em perguntar, eu sei que isso está sendo difícil que quer saber mais. Pergunte!

— Não posso por mais curioso que eu esteja eu não posso Jiminnie... Não é um bom momento pra isso eu sei bem!

— Ele é um homem que me fez muito mal quando eu era mais novo, ver ele depois de alguns anos foi um impacto em tanto. Desculpe por chorar tanto, acabei te deixando sem jeito.

— Não peça desculpas! E não foi exatamente por curiosidade, foi mais por não saber o que dizer afinal não estou completamente ciente do que aconteceu. Amanhã se quiser conversar eu serei o melhor ouvinte do mundo, caso queira desabafar sobre.

— Aceito!

Ah como ele me acalmava, único! Dei um pequeno selar em seus lábios desejando um “boa noite”. Hope me abraçou e assim peguei no sono, no colo daquele que amava.

J-Hope POV

Acordo sentindo a respiração quente do Jimin no meu pescoço, isso me fazia cócegas. Tento sair da cama sem acordar ele e felizmente deu certo, parecia um anjo dormindo! A boca rosada entreaberta, o cabelo cobrindo os olhos... Não posso sair sem antes tirar uma foto disso.

Preparo um café da manhã, pretendo levar na cama assim que ele acordar e acho que isso não vai demorar muito então devo me apressar. Tinha algumas rosas de decoração na sala que usei pra enfeitar a bandeja. Até que estava fofo, me superei mesmo!

Volto para o quarto segurando a bandeja, ele ainda não está acordado então sento na beirada da cama pra esperar. Com o silêncio posso ouvir meu celular tocar na sala, sem fazer muito barulho vou busca-lo pra ver o que é. Número não registrado, três mensagens, era só o que me faltava.

“Que coisa feia! Roubar o que é dos outros tsc”

“Para o seu bem e pelo bem do pequeno Jimin eu sugiro que se afaste.”

“Ele é uma delicia não é mesmo?”

Vou mata-lo! Com toda certeza do mundo eu vou matar esse cara. Se ele fizer alguma coisa com o Jimin me sentirei culpado, prometi proteger ele, não posso quebrar essa promessa.

— J-HOPE!!

Era ele gritando, entro em completo desespero, subo as escadas correndo me deparo com ele sentado na cama com uma cara de assustado.

— Você está bem? O que aconteceu?

— Por que não me acordou? Eu tenho que ir trabalhar!! Onde está meu celular?

— Meu Deus Jimin!! Aigoo que susto!

Coloco uma mão no coração e ele parecia querer rir disso e ao mesmo tempo culpado por ter me assustado.

— Bem, hoje você não vai trabalhar docinho! Depois eu ligo para o seu serviço avisando. Agora você vai é comer alguma coisa.- Falo entregando a bandeja pra ele.

— Que fofo J-Hope, obrigado! É... tá tudo bem? Você parece meio avoado.

Estou um pouco nervoso com a mensagem que recebi , não posso contar nada para o Jimin se ele souber vai chorar.

— Estou bem, juro!

— Hum... Ok então. Pode pegar meu celular, por favor? Vou mandar uma mensagem pra noona antes que ela entre em desespero.

Vou até a penteadeira pegando o seu celular, ele também tinha algumas mensagens e eram recentes. Como não tinha senha pude ler as mensagens e acalmei a respiração assim que vi que não era de Jongsuk e sim da noona.

Melhor prevenir, bloqueio o número das mensagens, assim ficarei mais tranquilo. Entrego o celular pro Jiminnie que comia as panquecas doces.

— Ah Jimin, nem te dei um beijo de bom dia né?

Me aproximo dele dando um selinho. Não seguro a risada ao ver ele todo vermelho, muito fofo não consigo imaginar alguém fazendo mal para esse garoto.

— Assim a gente até parece que namora...

— Gostaria que a gente fosse definitivamente um casal?

— Eu... gostaria sim mas se você também quiser é claro, não estou apressando nada J-Hope...

— Ei se acalma! Você ainda dúvida que eu queira isso? Eu te amo Park Jimin! Mas se for pra fazer um pedido que seja direito não acha? Ideias eu já tenho.

Passamos a manhã conversando e abraçados. Liguei para o Sweet Smell falando que Jimin não iria hoje e a noona dele disse que iria conseguir mais um dia livre pra ele, ela iria o substituir até que estivesse se sentindo seguro e totalmente bem.

Assistia TV com Jimin no meu colo, ele parecia meio desconfortável, se mexia sem parar algo o incomodava.

— Qual o problema?

— Não tem problema...

— Quer conversar?

— Não.

— Certeza?

— Não...

— Pode começar!

— E se ele voltar? Aliás, qual o motivo por ter voltado? Eu mesmo? Por quê? Hope ele me dá medo, eu fiquei de contar o que aconteceu, quer mesmo ouvir?

— Quero sim.

— Bom, eu tinha nove anos quando meus pais morreram em um acidente de carro, não tinha com quem eu ficar somente minha avó só que ela estava doente e não conseguiria tomar conta de mim, já gastava muito com remédios uma criança daria problemas e ela não ficaria comigo para sempre não é? A única opção era um orfanato... o pior de todos. Fui deixado naquele lugar que de começo não parecia ser ruim, mas depois de um tempo mostrou ser o inferno.

O dono do lugar, Choi Daniel, era um homem sério e rígido. Exigia demais dos jovens que moravam lá, a comida era horrível e todos tinham seu papel no orfanato. Novatos lavavam roupas e o banheiro, mais velhos cuidavam do resto, quem não fazia seu dever apanhava sem dó algum. Depois de um tempo passei a ver alguns garotos com manchas roxas nos braços, pescoço e perna. Me perguntava o que acontecia com elas e um dia eu descobri, da pior maneira possível.

Algumas meninas de lá me ajudavam a estudar até o dono do orfanato aparecer com as compras do mês. Ele ficou um tempo parado me olhando até perguntar como me chamava e quanto tempo estava naquele lugar, deu um sorriso assim que o respondi e disse que estava surpreso pois nunca tinha reparado em mim. No dia seguinte depois do jantar eu fui chamado pra ir à sala dele, um erro!

Choi dizia que eu era lindo, ficava me elogiando até que uma hora ele agarrou meu braço e me beijou. Eu tentei afastar ele porém eu não era tão forte, Choi tirou minha roupa e passou a mão pelo meu corpo todo, eu chorava por não conseguir sair dos braços dele. Ele me batia e me estuprava, era uma tortura, eu sentia muita dor mas ele não se importava com isso.

O importante era o prazer de Choi, nada mais. No fim ele me jogou no chão da sala como se eu fosse uma coisa qualquer. Passei a ficar trancado em um quarto onde toda vez que ele chegava de uma viajem, depois de sumir por alguns dias, ia me encontrar. Após alguns meses eu descobri que ele tinha um filho, pois ele passou a morar no orfanato com Choi.

O filho é idêntico ao pai! Jongsuk é nove anos mais velho que eu, no começo ele agia como se quisesse ser meu amigo mas não caí na dele. Passei muito tempo sendo abusado Hoseok, eu morro de medo de passar por tudo de novo, achei que estava livre deles mas pelo visto me enganei.

— Meu Deus Jimin! Como alguém pôde fazer essas coisas com você? Por que não denunciou? Pediu ajuda para alguém de fora do orfanato?

— Eu pedi, assim que fiz dezessete anos a Alexa, a noona, conversou com a mãe dela que me adotou, afinal só podia ter vida própria a partir dos dezoito.

— Eu juro que vou proteger você, ninguém vai te fazer mal meu pequeno! Estarei sempre do seu lado, pode ter certeza disso.

— Acredito em você! Me sinto bem melhor agora, contar isso pra outra pessoa tira um pouco do peso que eu sinto.

— Ainda bem que funcionou! O que acha de um filme agora?

— Melhor haha assim não fico pensando no desagradável.

— Vou fazer pipoca e pegar algo pra beber, volto já.

— Ok eu vou escolhendo o filme então.

Definitivamente eu vou protege-lo. Jimin sofreu muito no passado, quero fazer ele feliz e esquecer tudo isso. Coloco a pipoca no micro-ondas e vou pegando copos quando ouço a campainha.

— EU ATENDO. — Jimin gritou da sala. Deixo os copos na pia e corro para ver ele que já tinha abrido a porta e pelo pequeno sorriso que deu não era quem eu imaginava.

— Oi!

— Olá, você é?

— Park Jimin, e você?

— Taehyung, é um prazer conhece-lo Jimin!

Não consigo acreditar! V abre um largo sorriso e os dois se cumprimentam com um aperto de mão. Não tenho um bom pressentimento sobre isso!


Notas Finais




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