História After Midnight - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Romance, Selena Gomez
Exibições 221
Palavras 1.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Queria dizer que muitas coisas estão diferentes, pois esse capítulo foi reescrito. Na verdade, até o capítulo seis, algumas coisas serão modificadas. Alguns acontecimentos serão retirados e outros colocados. Não por opção.

Boa leitura (;

Capítulo 1 - 01: Janeiro.


Fanfic / Fanfiction After Midnight - Capítulo 1 - 01: Janeiro.

Esfrego a sobrancelha direita com dois dedos. Minha cabeça lateja cada vez mais.

— Senhor? — a atendente repete. — Aqui está o seu café. 

Meus olhos circulam pelo pequeno perímetro acima do caderno em minhas mãos, noto a pouca movimentação que há no estabelecimento em que me encontro desde às quatro. Existe, a poucos centímetros afastado dos meus braços, um pacote embrulhado num saco de papel pardo, este fechado com durex.

— Depois da meia noite. — sinto um calafrio só de pensar.

— Desculpe, não entendi. — ao ouvir a voz da pequena senhora, faço um gesto com a cabeça.

— Obrigado!

Pego o copo de café que fora trazido e olho para a ultima folha do caderno, o mesmo que eu deixara de lado.

Tomo um gole da cafeína, que agora parece morna e difícil de engolir. Talvez seja melhor passar o dia sonâmbulo. É a única maneira de aguentar até o fim.

Deveria ter pedido algo como recordação, mas acredito não querer ter mais lembranças, esta já me parece o suficiente. 

E antes do meu corpo se aprontar, vistorio novamente o pequeno pacote embrulhado, próximo à mochila velha que achei jogada em meu armário.

Desde a última madrugada, tento arranjar coragem para enviá-lo a alguém. Seria como tirar um peso das minhas costas.

Pego minhas coisas. O copo de café, o fardo amarronzado e o pequeno rascunho que fiz na última madrugada, motivo pelo qual meus olhos não param em pé. 

Quando chegar em casa na semana que vem, ou talvez depois, ela encontrará um pacote na porta da frente, ou talvez em cima da cama. Eu não sei. Mas agora, ele é jogado num carrinho e afastado de mim enquanto a máquina registradora cospe um minúsculo recibo.

Aquilo já não está mais em minhas mãos, está a caminho. Eu ainda consigo sentir minha cabeça latejando, minha boca possui um gosto azedo. E quanto mais me afasto daquele lugar, o único correio da cidade, mais perto estou de ter um surto.

Quando chego em casa, ignoro as correspondências espalhadas pelo chão, certamente atravessaram o mínimo espaço entre o pavimento e a porta. Passo por cima de cada impresso amarelado, ainda com meu caderno numa mão e o copo de café em outra. A mochila permanece apoiada em um de meus ombros até que alcanço a varanda e a largo num canto qualquer, deixando meu corpo ser amolecido no pequeno assento de frente para o mar. 

A vista é ótima e o dia está ensolarado.

 

"Depois da meia noite... Eu olhava para ela e pensava: eu ainda me casarei com aquela garota.

Tudo aconteceu tão depressa e supostamente fora algo inevitável. Sentia imensidões. Ela se assemelhava a um personagem de desenho animado. Eu a tive tantas vezes que fui incapaz de contar. Mas percebi que em nenhuma delas eu mereci integralmente.

Sábado era sempre sábado. Mas, naquele dia, foi diferente. Eu me lembro que recebi um baque sobre o corpo e, pela primeira vez, olhei em seus absurdos olhos pardos. Sua face circular e bochechas ruborizadas entregavam a pequena garotinha com a qual eu estava lidando.

Ela era louca. Completamente maluca, mas única. Eu conseguia ver através de seu jeito o quanto aquilo me soava singular. Incontáveis vezes tentei me convencer de que não era amor. Eu insistia em chamar de carinho, afeto, afinidade. Eu não a amava, eu não estava apaixonado, eu não queria passar o resto da minha vida com ela.

Eu era feliz. Antes disso, eu eu estava bem. Sexo duas vezes por semana, às vezes três. Sem compromissos, nada de relacionamentos. Era uma rotina e eu gostava... Até conhecê-la.

Ainda tenho aquela maldita blusa com uma grande mancha roxa causada pelo pior vinho da redondeza. E toda vez que eu olho para isso, penso no dia em que ela me beijou.

Era virada de ano. Odiei ter aceitado viajar com Derek e seus amigos. Nos conhecemos na faculdade, mas nunca fomos tão próximos. Detestava que me tirassem da minha zona de conforto, que invadissem o meu espaço.

Em primeiro lugar, estavam meus objetivos. Por fim, outras pessoas. Mas aceitei passar um fim-de-semana inteiro longe de Seattle.

No momento, me sentia estranho. Pior do que estar num lugar em que você não quer estar, é estar num lugar que você não quer estar com pessoas que você não conhece. Aceitar os termos fora fácil, difícil era lidar com um tumulto que nunca fui acostumado.

Eram dez horas quando pensei em andar pela praia. Atravessei a sala de estar com um copo de vodca na mão e pensando em como a música estava alta. Contudo, meu corpo sofreu um impulso brusco ao se colidir com algo, tornando a situação inferior ao notar minha pele congelar aos poucos.

Meu rosto se ergueu e o dela refez esse mesmo movimento. Consegui me enxergar através de seus olhos escuros, que dilatavam-se enquanto os segundos eram percorridos.

— Você por um acaso não olha por onde anda? — percebi que a tonalidade que usei não era compreensível.

Aquela garota deitou os lábios um no outro, envolvendo-os num gesto semelhante à expressão fechada.

— Foi mal. — foi o que sua voz soltou enquanto minhas mãos escorriam sobre a blusa numa falha tentativa de limpá-la às pressas.

— Você manchou minha camiseta, garota. — me lembro que voltei a encará-la, mas de um modo irritado, pois bati um dos pés sobre o pavimento de madeira.

— Eu já pedi desculpas. — ela insistiu, porém um pouco mais abatida quanto da primeira vez.

— Desculpas não farão com que isso saia.  E não que seja da sua conta, mas essa é a minha camiseta favorita.

— Se quer saber, nem é tão bonita assim. — injuriado, juntei as sobrancelhas como se estivesse percorrendo uma maratona.

— Ah, claro. Porque você é uma expert no assunto. — cruzei minha atenção por todo o seu corpo magro, há poucos centímetros longe do meu.

Ela era linda, inteiramente.

— Ouça, você é um grosso, um mala, tem um péssimo estilo e eu não gostei de você.

Furiosa, aquela garota bateu seus pés e girou o corpo, ignorando as imensuráveis vezes em que gritei resmungando em irritação devido à mancha purpúrea em minha camiseta formal. Hoje em dia, ela está jogada num canto qualquer do meu armário.

Eu não estava me divertindo, tudo estava cinza. O ano acabando e eu ainda assim preferia o silêncio.

Olhei para os lados. O tempo havia se passado e eu estive encucado e preocupado em me distrair. Os minutos para o ano seguinte eram poucos. Meus pés deslizavam-se pela areia da praia enquanto caminhavam por si só. Carregava comigo, a mesma garrafa de vodca de horas anteriores, mas, naquele momento, com menos da metade.

Então, percebi que encarava a mesma garota. Ela estava sentada de modo qualquer, bebia algo. Se afogava no álcool, totalmente desequilibrada à beira do mar.

Sendo claro, Selena tinha problemas consigo mesma. Seus olhos eram lindos porque eram tristes. Carregavam estrelas e uma galáxia inteirinha.

Ela estava lá e eu estava ali. Estava me segurando sobre a superfície, mas átomos em meu corpo me despertavam interesse. Foi por isso que me aproximei.

— Por que você está chorando? — notei isso no momento em que me concentrei o bastante para olhá-la. 

Sua risada fora quase imperceptível. Eu não teria notado se não estivesse atento ao seu rosto abatido.

— Por que se importa, afinal?

— Eu não me importo. Apenas estou curioso. — pela primeira vez, vi seus lábios se curvarem num sorriso calmo.

— Pelo menos você é sincero. — continuei olhando-a, e passaram-se minutos até que aquela garota olhou para mim e viu através do que eu realmente era. — Eu não estou muito feliz.

— Por que não está com seus amigos?

— Aqueles não são os meus amigos. — ela explicou. — Quero dizer, vim com o Ryan, mas ele está com a namorada e eu só atrapalharia tudo.

Aquilo era uma viagem anual. Eles se reuniam e partiam no final do inverno. Ryan fazia parte desse círculo de amigos. Eu o conheci em Otario, mas devido ao tempo passado e aos objetivos diferentes, fomos nos afastamos. Eu não o via há bastante tempo. Porém, por ironia do destino, ele trabalhava com o pai de Selena, razão pela qual eram, assim digamos, amigos.

— Você quer se sentar? — sua pequena mão chocou-se contra a areia úmida. A onda do mar se aproximava de segundo em segundo, conseguindo tocar as pernas esticadas da morena.

— Seus pais sabem que você está bebendo?

— Por quê? Pretende contar isso a eles? — sua risada misturou-se com a minha, uma coisa que deixara o clima melhor depois da pequena discussão que tivemos às dez. — Me chamo Selena.

— Selena? — pensei durante um tempo. Era um nome lindo. — Eu sou Justin.

— Prazer, Justin. — ela esticou sua mão direita e apertou a minha quando fiz o mesmo, negando com a cabeça ao percebê-la pouco sóbria.

— Então, por que estava chorando? Levou um fora?

— Como? — Selena parecia perplexa. — Olhe para mim. Meus seios são reais. Eu não levo fora.

— Tudo bem, me desculpe. É que é virada de ano e eu não achei comum vê-la largada na praia. Você parece ser uma aventureira.

— Aventureira? — me lembro que ri, pois ao repetir, pareceu algo tão absurdo em voz alta. — Eu estou triste. Eu choro quando estou triste.

Selena sorriu de maneira natural, suas bochechas ganharam uma tonalidade vermelha.

No entanto, ela subiu seu rosto e encarou o céu.

— Você sabia que aquela estrela pode nem estar mais lá? Mas sua luz segue percorrendo pelo contínuo espaço-tempo. 

Passei uma noite inteirinha com ela. Vimos os fogos juntos e conversamos sobre tudo. Ela me fez sorrir mais do que qualquer outra pessoa. Era uma garota incrível e singular. Diferente de qualquer outra.

Passei noites pensando nela, falando com ela e sobre ela. Me sentia um adolescente quando estávamos juntos. Até adotamos uma tartaruga. Selena a chamou de Dorate. Morreu alguns meses depois, e houve um velório. Quem no mundo todo faz isso? Ela! 

Eu não via o quão sortudo era por ser a pessoa que ela mais amava.

Mas depois da meia noite, nós nos beijamos. Eu a abracei e a fiz sentir-se única, sem pensar no dia seguinte. Foi igual quando é verão. Uma brisa bate e chove por dois dias seguidos. Então, o céu brilha e surge um arco-íris.

E toda vez que eu a olho, penso na mesma coisa: eu quero me casar com essa garota.


Notas Finais


Eu sei que disse que postaria na quarta-feira, mas isso porque iria começar a escrever um dia antes, só que eu acabei adiantando as coisas e aqui estou. Bem feliz, na verdade. O capítulo ficou pequeno, mas será assim agora. Infelizmente.
Espero que gostem, eu provavelmente volto ainda essa semana. As postagens não serão tão demoradas, espero.
Não respondi os comentários do capítulo passado, pois tive que apagar a postagem. Logo daria na mesma. Eu amei todos, vocês são demais.
Obrigada, baes.
Beijos 🌻


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