História After The Darkness - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Chenmin, Drama, Hunhan, Kaisoo, Monster, Plotei Sem Quere, Sulay
Exibições 172
Palavras 4.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha só quem tá aqui nessa caralha!
Eu! E porra! Puta que pariu! Imaginem a minha felicidade quando ATD atingiu 200fav. Aí gente... O coração não aguenta! Vocês são os melhores!!!!

Agora, boa leitura.

Capítulo 10 - Lembranças


Assim que Baekhyun abriu os olhos ele respirou fundo sentindo o ar invadir seus pulmões, ele sentia uma falta de ar imensa e só fazia tossir mais e mais.


Chanyeol, por sua vez, continuava parado encarando o menor respirar cada vez mais rápido tentando recuperar o ar perdido. Ele tinha certeza. Ele vira. Baekhyun havia morrido. Chanyeol ficava mais confuso a cada momento que se passava. Tudo girava e ele olhou estranho para o namorado.


Apenas uma pessoa reviera da morte... E ela jamais fora a mesma novamente.


Baekhyun se sentou na cama e encarou Chanyeol.


O menor nunca havia ficado tão feliz por vê-lo, ele por outro lado, não parecia tão animado em ver Baekhyun acordado.


- V-você... Você morreu... Você está vivo... O-o que? - Chanyeol estava muito confuso, sua cabeça trabalhava a mil por hora tentando encontrar uma solução, mas nada parecia logico.


- Eu morri? Mas ele... - Baekhyn parou de falar. Não sabia como explicaria a situação. "Ah, eu entrei no meu coração e falei com um coroa super legal!" Não. Como não tinha nada para dizer apenas ficou calado antes que dissesse algo errado.


- Ele? Ele quem? - Chanyeol segurou os ombros do namorado e os balançou. - Com quem você conversou Baekhyun?!


O olhar desesperado de Chanyeol assustou Baekhyun que tentou escapar de sue toque.


- Ninguém...


- Não mente para mim! - berrou. Baekhyun arregalou os olhos assustado e por um segundo pensou ter visto medo nos olhos de Chanyeol.


Mas medo de que? Se perguntou. Medo de que Baekhyun morresse? Medo de com quem Baekhyun conversara? Ou será... Chanyeol estava com medo do próprio Baekhyun?


- E-eu... Eu não estou mentindo... Eu apenas tive uma conversa comigo mesmo... Eu...


- Como assim com você mesmo?


Não era mentira, de acordo com Luximus, ele era parte de Baekhyun, então eles eram uma só pessoa.


- Eu, Chanyeol!Tive um momento terapia, ta bom!? Oush! - Baekhyun já estava estressado. Como se as duvidas e perguntas que rondavam dentro de si já não fosse o suficiente, ainda vinham mais perguntas. Perguntas que Baekhyun não sabia responder.


Chanyeol se afastou de Baekhyun e permaneceu calado. Nenhum dos dois disse nada, Baekhyun estava perdido em seus próprios pensamentos sobre o que ocorrera no seu... Seja lá onde.


Dizer "no meu coração" era ridículo demais para Baekhyun. Ele se sentia vivendo um filme, uma historia narrada, qualquer coisa, mas que ele não tinha controle sobre seus atos. Era como se todos pudessem adiantar a historia e ver o que acontecia no final, menos ele. Ele era obrigado a ficar e viver cada momento agoniante e duvidoso...


Ele só queria que tudo...


"Pare com esses pensamentos egoístas."


Lembrou-se.


Era realmente tão egoista querer acabar com a própria dor sem se importar com as pessoas ao seu redor?


Sim, era.


Mas Baekhyun simplesmente não conseguia controlar seus próprios pensamentos e sentimentos. Verdadeiramente, sua vida estava no controle automático, ele sentia que podia sentar e simplesmente esperar tudo acantocerco, sem o minimo esforço.


Alguém entrou no quarto e Baekhuyn levantou seu olhar para ver de quem se tratava. Era Yixing.


O mais velho sorriu ao ver o amigo acordado e correu ao seu encontro, abraçando-o forte.


- Que bom que você está bem. - falou sorridente. Chanyeol por sua vez apenas tocou no amigo e fez um gesto para que eles fossem lá para fora. Yixing sorriu antes de sair, mas Chanyeol nem se quer olhara na cara de Baekhyun.


Baekhyun sentiu-se extremamente desconfortável e furioso, o que eles estavam falando que não podia ser na sua frente?


Algo que ele não entenderia? Algo que ele não sabia? O algo sobre ele mesmo que eles não queriam que ele soubesse?


Já chega!


Se ninguém iria lhe contar ele encontraria as respostas para suas perguntas sozinho. Não importava mais nada, se ele não soubesse de nada, nada faria.


Baekhyun saiu da cama e foi até a porta, a abrindo com força, assustando os dois que estavam do outro lado do corredor.


Yixing encarou Baekhyun entranho e depois olhou para Chanyeol.


- Você realmente acha... Não. Ele parece bem para mim.


- O Kris também. E você sabe no que deu.


- Mas eles são completamente antônimos, Chanyeol. O Kris era fraco, o Baekhyun é...


- Ele não é o mesmo Baekhyun, não sabemos o que se passa dentro dele... Ele...


- Cala a boca, Chanyeol. Você não sabe o que está dizendo. Pessoas mudam, o Baek mudou. Isso não mudou quem ele é, não mudou o coração dele. Você sabe disso. Pensei que entendesse...


- Eu entendo... Juro que entendo... Mas eu estou com medo...


- Temos que confiar no Baek...


- Eu confio, se não confiasse não estaria aqui. Eu só tenho medo. Você sabe que tudo depende dele e de como ele se sente...


- Você não precisaria temer isso se todos me ouvissem. Eu já disse mil vezes para contar toda a verdade para ele.


- PAREM! - gritou. - Parem de falar de mim como se eu não estivesse ouvindo. E querem saber? Eu não preciso que me contem nada, eu mesmo vou encontrar as respostas. Eu só quero que vocês parem de decidir a minha vida, e de tomar as decisões por mim. O antigo Baekhyun jamais aceitaria isso, e eu também não. Então... Calem. A. Boca.


Dito isso Baekhyun saiu da frente dos dois e foi para o canto de trás da casa, a procura de sossego.


Baekhyn já sabia muito mais do que antes, se Luximus estivesse falando a verdade, ele não podia mais simplesmente espera a verdade aparecer. Ele iria atrás dela e a traria a tona. 


Ele só descansaria depois de encontrar todas as respostas. Se recuperar a memoria só dependia dele, bom, nunca estivera tão determinado como naquele momento.


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Baekhyun, Jongin e Sehun voltaram para o castelo naquela noite, por mais que Sehun tivesse chorado e implorado para que o deixassem com Luhan, ele aceitara voltar no final.


Assim que eles entraram Sehun se escondeu atras de Baekhyun.


- Baek... Eu quero voltar.


- Eu já disse Hun, voltamos depois...


- Não... Não é por isso... Os ventos. Eu estou assustado... Eles estão agitados demais.


- Como na noite em que o Chanyeol chegou? - o menor negou com a cabeça.


- Naquela noite eles estavam agitados, mas me diziam que tudo acabaria bem... Agora eles me pedem para voltar... Estou assustado, eles nunca disseram para que ficasse fora do palácio... Sempre disseram que aqui é o lugar mais seguro para mim... Mas agora...


- Sr. Baekhyun, o que faz fora da cama tão tarde? - perguntou uma das empregadas. - Oh, Sr. Sehun, Sr. Jongin... Falta algo nos aposentos de vocês?


- Não... Mas o que a senhora faz de pé tão tarde? - perguntou Baekhyun curioso.


- Ah, o Sr. Kris, do Circulo do Dragão, chegou agora a pouco. Algumas empregadas estão preparando seus aposentos, e eu fui encarregada de guia-lo até o local onde repousará durante sua estadia no castelo.


Baekhyun sentiu um arrepio ao ouvir o nome Kris, era inescapável para Baekhyun o motivo de se sentir tão desconfortável com a simples menção ao nome do mais velho.


Wu Yifan, ou Kris, como gostava de ser chamado, era conhecido por sua inveja e ambição descontrolada. Dentre todas as famílias descendentes, a família Wu sempre fora a pior delas. Claro, todos tinham seus defeitos e divergências, mas nenhuma delas era como a família Wu. Desde os primórdios eles tentam governar EXO, eles só precisavam de uma oportunidade.


A escuridão sempre se fez presente... E na família Wu ela era a mais presente.


O decimo primeiro circulo, diferente do decimo segundo que era marcado pela miséria, era marcado pela opressão. Baekhyun simplesmente não suportava aquela família. Sempre que era obrigado a vê-los em festas ele corria, a simples presença deles era o suficiente para Baekhyn querer se afastar.


Baekhyn não gostava da forma de como seu pai governava EXO, de uma maneira geral. Os maiores tiranos daquela geração eram sem duvida Byun Jungmin, pai do Baekhyun, e Wu Lingwan, pai de Kris. A pior parte era que eles se davam super bem... Baekhyun sentia nojo só de ver a forma como ambos falavam de seus habitantes.


- Ele chegou... - comentou mais para si do que para a senhora que estava em sua presença.


O plano de Baekhyun era quase perfeito, só havia uma falha. E ela era Kris.


Ele sabia que o mais velho não moveria um dedo se não fosse para proveito próprio e a cada segundo Baekhyun sentia que seu objetivo estava mais distante. Ele precisava de todos. Somente unidos eles poderiam resolver tudo. Afinal, eles eram a Ordem dos Doze.


A Ordem dos Doze era composta pelas doze famílias descendentes e tinha mesmo objetivo proteger o planeta e é claro, o descendente da estrela. Por isso eles iam para o castelo, para treinar e aprender como defender seus patrimônios. Baekhyun não entendia o porquê de todos treinarem suas habilidades físicas e somente ele precisar ler dezenas de livros. Seu próprio pai passara por treinamentos, mas Baekhyun nunca havia pego em uma espada. 


Eles recebiam suas honrarias quando o descendente do primeiro circulo completasse vinte e cinco anos. Somente ai eles governariam EXO, eles seriam a nova geração. Mas Baekhyun temia que não tivesse planeta para herdar até lá.


Se aos dezoito anos o governante atual do primeiro circulo renunciasse, seu filho já teria uma idade adequada para assumir o poder. E era exatamente isso que Baekhyun faria. Um golpe de estado. Ele tiraria seu pai do poder, não por almeja-lo. Não. Baekhyun jamais quisera ser um governante, mas ele nascera com esse cargo e se somente ele podia tomar as rédias e resolver a situação, assim seria.


Esse era o plano de Baekhyun, mas ele precisava de todos, pois não faria isso sozinho. Precisava do apoio de todos os onze, e ele sabia que o apoio de Kris seria o último a ser conquistado.


Baekhyun nunca contara de seu plano para ninguém, nem mesmo para Jongdae. Então ele se perguntou, como o monge sabia...


Baekhyun saiu de seus pensamentos quando Sehun apertou seu braço e se escondeu atrás de si. O mais velho levou o olhar até Jongin que também parecia assustado, olhando para frente Baekhyn encontrou Kris caminhando em sua direção, calmamente, com um sorriso de desdem no rosto. Atrás de si havia um menino, quase que inofensivo.


Baekhyun o reconheceu de imediato.


Tao.


Quando se aproximaram, Tao sorriu tímido para Baekhyun, que levou seu olhar para Kris.


- Olá, Byun, faz muito tempo, não é mesmo? Acho que você já conhece o Tao, meu novo brinquedinho.


Baekhyun arregalou os olhos e encarou Tao que se encolheu envergonhado.


Tao sempre fora um tanto problemático, mas Baekhyun achara que era apenas um problema de autoconfiança e que seria resolvido com o tempo, mas ele estava se submetendo à Kris. Isso era demais.


- Não fale assim, amor, eles vão...


- Eu não mandei você falar. - cortou Kris grosso.


Baekhyun sentiu uma raiva tomar conta de si e cerrou os punhos. O mais novo nunca fora de brigar, mas Kris o tirava do serio de uma forma que Baekhyun não reconhecia os próprios pensamentos. 


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Baekhyun estava sentado debaixo daquela árvore havia horas, o sol já não mais brilhava no céu e as estrelas se faziam presentes. O menor suspirou derrotado. 


Por mais que tentasse era impossível. Ele não conseguia... Baekhyun se sentiu um merda. Se dependia apenas dele, então por que ele não conseguia lembrar?


- Já está tarde... - Baekhyun se assustou e olhou para Chanyeol, que agora estava sentado ao seu lado.


O menor encarou  Chanyeol e procurou vestígios do medo que se fazia presente horas antes. Não o encontrara. Ele encontrara algo bem diferente. Arrependimento. 


- O que você está fazendo aqui?


- Eu quero me desculpar.


Baekhyun apenas concordou. O menor viajou na própria mente, buscando as lembranças que construíra com Chanyeol. Era tão peculiar... Diferente dos outros, Chanyeol, era o mais presente. Toda vez que ficava com Chanyeol ele sentia uma sensação boa, uma sensação como casa.


Sim, Baekhyun não podia negar sua insegurança a respeito de Chanyeol. Seus sentimentos cresciam a cada dia e a cada momento que passava ao lado do maior, mas ele não o amava. Ele amava um outro Baekhyun. Apenas uma sombra do Baekhyun atual. Alguém que vivia dentro dele, mas não era ele. Alguém distante.


Seus próprios demônios.... Quais seriam os demônios de Baekhyun?


Sua insegurança? O medo de não ser suficiente e decepcionar os outros?


Baekhyun só queria ser aceito e amado como ele mesmo, não como a sombra de alguém do passado. Mas antes, ele precisava aceitar que essa sombra era presente e que apenas ele poderia se livrar dela.


Ele precisava ser ele mesmo e deixar de tentar ser quem não era para agradar os outros.


Talvez, só talvez, eu seja suficiente.


Pensou. Olhou para Chanyeol que sorriu para si. Seus olhos vasculharam a alma de Baekhyun e ele estava assustado, com medo e inseguro. Mas ele viu as mesmas coisas nos olhos de Chanyeol.


Lembrou-se das vezes em que trocara contato físico com Chanyeol... Na ultima vez ele quase...


Era isso. Apenas com Chanyeol as lembranças voltavam sem esforço. Diferente das outras vezes, Baekhyun não sentia a angustia, nem nada do tipo. Era como se estivesse vivendo cada momento novamente.


- Chanyeol, - chamou o maior. - posso fazer uma coisa?


O maior concordou e sem avisar Baekhyun se ajeitou sentando no colo de Chanyeol. O olhar de confusão era presente, mas Baekhyun não se importou, se fosse para ser, seria.


Unindo seus lábios com delicadeza, Baekhyun sentiu um choque percorrer seu corpo. Ele sentira falta do beijo do maior. Sem duvidas.


Chanyeol levou suas mãos, timidamente, até a cintura do menor, o segurando ali. Queria mais contato, precisava de mais contato.


Quando a língua de Chanyeol pediu passagem, Baekhyun não negou, abriu a boca e deixou que a língua do mais novo bailasse com a sua.


A pele de Baekhyun queimava em contato com a roupa. Ele se sentia preso e agoniado. Sem pensar, se afastou e tirou a própria blusa. Chanyeol surpreso com tal ato apenas ficou olhando para a pele branca do menor iluminada pela lua.


Ele era perfeito.


Chanyeol tocou o braço do menor e passou seu olhar por todo seu corpo, querendo guardar cada pedacinho de Baekhyun para si. Não importava quantas vezes eles tivesse aquele momento, sempre era novo para Chanyeol. Baekhyun era um mistério que Chanyeol tinha o prazer de desvendar a cada beijo e caricia trocada.


Quando seus olhares se cruzaram Chanyeol percebeu o desejo nos olhos de Baekhyun, que, de maneira calma, levou a mão até a barra da blusa de Chanyeol, mas se surpreendeu quando o maior o parou.


- Para... Você... Você tem-


- Você está me perguntando se eu tenho certeza? Não, eu não tenho certeza de nada desde que vocês apareceram, mas eu quero.


Baekhyun voltou a subir a barra da camisa do maior, que, dessa vez, não o interrompeu.


Eles tinham a respiração ofegante e o coração de Baekhyun parecia que ia pular pela boca. Quando livrou Chanyeol da peça de roupa, imagens deles deitados em uma cama, trocando beijos e caricias, seus olhares apaixonados, a forma como eles se amavam... Baekhyun queria aquilo.


Ele podia sentir que era bom... Era com se Baekhyun estivesse naquele exato lugar, naquele exato momento.


Fechando os olhos de prazer, Baekhyun, sem querer, ao se ajeitar rebolou de maneira desajeitada no colo do maior. O menor apertou o ombro de Chanyeol com força enquanto continuava sentindo o prazer de suas lembranças.


Chanyeol encarava a expressão de prazer de Baekhyun, anestesiado... Aquilo era loucura. Ele queria toca-lo, beija-lo, faze-lo gritar de prazer, da-lhe mais prazer do que ele parecia estar sentindo naquele exato momento, mas ele não o fez. Deixou que Baekhyun saísse de seu pequeno mundo, e quando o menor abriu os olhos Chanyeol encontrou tal desejo que quase não se controlou.


Tirando o menor de seu colo e o deitando na grama, Chanyeol se livrou do resto de roupa que tinha no coro de Baekhyun, percebendo o quando o menor estava exitado, seu membro ereto implorava por alivio, e foi o que o Park fez ao tocar-lhe de maneira calma.


Baekhyun sentia a grama em contato com sua pele delicada, a escuridão da noite iluminada pela luz da lua e das estrelas, estava tudo perfeito. Ele se contorcia nas mãos do mais novo e soltando vários gemidos de prazer ele implorava para que o alivio chegasse logo.


Enquanto era tocado a mente de Baekhyun era invadida por milhares de cenas que pareciam incompreensíveis, todas chegavam muito rápido, deixando Baekhyun zonzo e exausto. Tudo só piorou quando ele foi invadido pelo orgasmo.


O menor demorou para abrir os olhos, mas quando os abriu percebeu que Chanyeol tirava o resto de suas roupas. Quando sentiu o peso do maior sobre si lembrou-se que aquela não seria apenas a primeira vez deles juntos, mas a primeira vez de Baekhyun desde que conseguia se lembrar.


Mas ele não temeu, sabia que Chanyeol cuidaria de si. Ele podia não ser o Baekhyun que ele amava, mas ele esperava que um dia ele voltasse.


Chanyeol encarou Baekhyun e o mesmo se sentiu amado, idolatrado, desejado. Era impossível não invejar o receptor daquele olhar, mas ele não sentia que fosse para si... Era pra alguém que Chanyeol procurava dentro de Baekhyun, e até ele mesmo procurava dentro de si.


- Eu te amo. - falou com um tom rouco.


Baekhyun também o amava, mas não sabia se era o certo a se dizer.


- Não importa, Baekhyun. Não me importo se você perdeu a memoria, se mudou... Eu te conheço, e eu sei que quem você realmente é ainda está ai. Ele faz parte de você. E eu sei que essa parte insegura que você mostra agora, sempre esteve ai dentro, mas ele não se dava o luxo de demostrar. Ainda é você, mas apenas uma parte a qual não conhecíamos. Obrigado, eu conheci mais uma face da grande pessoa que você é.


Ao unir seus lábios novamente Baekhyun se entregou completamente ao beijo, e a Chanyeol. Não importava mais.


As duvidas de Baekhyun em relação a Chanyeol, e a todo o resto, desapareceram com aquelas palavras. Ele sentiu que realmente não importava se ele lembrava ou não, o fato de ele estar bem e ali já era o suficiente.


O Baekhyun do presente era suficiente. 


Sentiu o membro do maior penetra-lhe e a dor da invasão fora tanta que ele precisou  apertar as costas de Chanyeol para que não gritasse, lagrimas se formaram no canto dos olhos de Baekhyun e ele apenas  conteve o grito na garganta enquanto o maior se movimentava devagar.


- Eu sei que está doendo, amor... Vai melhorar...


Chanyeol passou um bom tempo se movimentando lentamente e a cada estocada lenta, ou a dor diminuíra ou as lembranças haviam feito Baekhyun desacordar... Ele ainda sentia Chanyeol dentro de si, mas estava diferente, ele estava alheio a tudo que ocorria ali.


Baekhyun estava no campo novamente e dessa Luximus sorria para si, sentado em um banco debaixo de uma arvore.


- Parabéns, Baekhyun. Você conseguiu. Você venceu sua maior insegurança... Você achou a luz dentro de si.


E do mesmo jeito que Baekhyun chegara lá ele fora embora.


Voltando a sua realidade Baekhyun abriu os olhos e um sorriso brotou em seus lábios. O prazer lhe invadira de maneira súbita, mas seu coração estava feliz por outra razão.


Chanyeol relaxou o corpo, após ter gozado, e Baekhyun o abraçou forte.


O menor chorava, mas seu sorriso ainda era vivo. O Park confuso tentou se levantar e ao ver o namorado limpou as lagrimas preocupado.


- O-o que foi, Baekhyun? Voc- Foi ruim? Você não gostou?


Baekhyun negou com a cabeça, ainda chorhavi e uniu seus lábios com os de Chanyeol, ao se separarem Baekhyun o abraçou novamente.


- Chan... Eu lembrei... Eu lembro, Chan. Eu lembro de tudo!


Chanyeol sorriu e o abraçou de volta.


Os corações de ambos estavam tão felizes que por um segundo esqueceram da realidade que os rodeava.


Mas apenas por um segundo.


Baekhyun lembrava de tudo, e isso não era uma coisa totalmente boa.


A culpa invadiu o coração do menor, que antes chorava de felicidade, agora chorava de tristeza.


Chanyeol se afastou e ao perceber a expressão do namorado se preocupou.


- O que foi?


- Foi minha culpa... - disse em um sussurro. - Foi nossa culpa... 


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Baekhyun andava de um lado par ao outro, agoniado.


 Já haviam se passado dois meses desde seu aniversario de dezoito anos e agora chegara a hora de contar seu plano para todos. Pensou que pudesse esperar, mas não.


Seu pai tinha um plano que podia destruir o planeta. Ele queria destruir todos os círculos, transformando todos em um só, sendo assim ele seria o único governante.


Se nem mesmo a estrela, que dera vida a tudo, conseguira governar sozinha, não seria diferente com seu pai.


Ele precisava agir.


Ele havia chamado todos para uma reunião, estava na hora.


Já haviam se passado cinco anos desde a chegada de todos, Baekhyun esperou para poder deixar todos a vontade, e ver se conseguia converter sua situação com Kris.


Errado.


Ele mal conseguia falar com o mais velho, e a cada vez que ele se aproximava de Tao Baekhyun sentia mais raiva. Ficou ainda mais possesso quando Chanyeol veio para si dizendo que Kris havia tentando algo consigo. Se Baekhyun não odiasse Kris, ele estava muito perto disso.


Todos chegaram e cumprimentaram Baekhyun, se sentando cada um em uma cadeira, Baekhyun esperou que todos chegassem até se sentar em seu lugar.


Passando o olhar por todos na sala, Baekhyun respirou fundo e começou.


- Eu os chamei aqui por uma unica razão. Temos que tomar providencias sobre o destino de EXO. O meu pai... Digo - corrigiu-se. - Byun Jugmin, quer destruir tudo que conhecemos. - todos ficaram confusos e Baekhyun enxugou as mãos suadas na calça. - Ele pretende dar um golpe de estado, assim, poderá destruir todos os círculos e se tornar o único governante.


- Ele não pode fazer isso. Nem mesmo Luximus, o exoriano mais poderoso de todos, conseguiu. Como ele pretende fazer essa proeza? - observou Kris com desdem.


- Exatamente. Não pretende. Ele não vai conseguir, mas ele está tão obcecado com o poder que não percebe isso. E no final ele vai destruir todos nós.


- O que você pretende fazer, Baekhyun? - perguntou Jongdae.


- Eu, não. Nós. Se meu pai sair do poder eu assumirei, e assim a nova geração assumirá.


- E como você pretende tirar seu pai do poder? Ele parece muito são para sair por sua livre e espontânea vontade.


- Ele não vai. Por isso vamos tira-lo.


Todos pareciam perplexos, nunca esperaram isso de Baekhyun. Nem ele mesmo esperava isso de si mesmo, mas na falta de ideia melhor e sem tempo para pensar em outra. Foi a unica alternativa.


- Baekhyun, isso é traição. - adivertiu Minseok.


- Eu sei. Mas eu não posso provar os planos de meu pai, e ainda assim ele é capaz de matar todos que se intrometam em seu caminho.


- Você vai mata-lo? - perguntou Kyungsoo.


- Não. Eu seria incapaz de mata-lo, eu o amo, apensar de tudo. E ainda tem algo que eu quero dele. - explicou. - Vamos tira-lo da vista de todos. Ele vai renunciar, deixará uma carta dizendo que não aguentava mais os afazeres e eu assumirei. Dai por diante tudo estará por nossa conta. Ele ficará bem, vou mante-lo em uma casa subterrânea... Eu pretendo tira-lo de lá depois de um tempo, depois que a situação estiver estabilizada...


- Ele vai contar tudo.


- Eu sei, mas ele desaparecerá durante algum tempo, acharão que ele está doido. E uma vez que uma nova geração é iniciada a anterior não pode retornar.


Baekhyun fora interrompido pelo som de uma cadeira sendo arrastada e aplausos. Kris aplaudia a cena com um sorriso desdenhoso no rosto e Baekhyun se manteve imparcial a sua reação.


- Eu nunca esperei isso de você, mas sabe; você não deveria confiar em todos... O que aconteceria se seu papai soubesse desse seu complô?


- Eu não acredito que alguém nessa sala seja burro o suficiente para isso. Se o meu pai concretizar seus planos ele não aguentará mais de um mês. Um mês e todos estaremos mortos.


- Se eu contar tudo seu pai confiará em mim, eu governarei ao seu lado enquanto todos vocês agonizam na podridão. Viverão pior do que os ratos do decimo segundo circulo. - Baekhyun percebeu que Chanyeol se abalara com o que o mais velho havia dito. Não ficaria assim, Baekhyun jamais permitiria que humilhassem alguém na sua frente. Principalmente o Chanyeol.

 

- Eu não acho isso, Kris. Devo lembra-lo que você é do decimo primeiro, e isso não lhe deixa em situações melhores. Se tudo der certo, nós, juntos, vamos dar um jeito de melhorar a vida de todos. E, Kris, se o meu pai tomar o poder não terá mundo para governar. Então, sente a sua bunda na cadeira e escute, ou saia por aquela porta gritando o que ouviu aqui para os quatro ventos. Mas eu garanto, faça isso e você será o primeiro a morrer. Meu pai não encara traidores com bons olhos. E se você me traiu nada garante que não vá trai-lo. Ele não vive de duvidas, meu pai não conhece o que é gratidão. E então? Mas alguém discorda? - silencio, logo quando nem mesmo Tao se levantou, Kris voltou a se sentar. - Ótimo, vamos fazer isso no próximo mês.


Notas Finais


E então? Foi só isso mesmo.
Só quero dizer que eu estou escrevendo o capítulo 11... Que pra vocês é o 12. Só vou postar depois que acaba-lo. E o final já está plotado e organizado. Agora é só escrever.

Até logo, obrigada de novo,
EXO EXO


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