História After the Darkness - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Psicológico, Romance
Exibições 2
Palavras 1.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Ficção, Josei, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente, essa é minha primeira história, espero que gostem. :3
PS: As imagens de capa são desenhos feitos por mim, à mão, por isso estão um pouco desfocados.

Capítulo 1 - With Open Eyes


Fanfic / Fanfiction After the Darkness - Capítulo 1 - With Open Eyes

Fecho meus olhos, e lá está ela, em meio à escuridão da minha mente, de costas para mim, sua pele acobreada destacando seus cabelos encaracolados da cor rosa cintilante que ela tanto amava. Gostaria de tocá-la mais uma vez, mas ouço uma voz, uma voz que não é dela e sou puxada para a realidade.

— (...) Laila? Laila você está dormindo? — Gritou minha mãe da porta do meu quarto.

Levantei rapidamente e abri a porta, minha mãe me olhou irritada. — Hora do almoço, venha comer depressa! — disse ela indo em direção a cozinha, apenas a segui com cara de desdém.

Me sentei e me servi da marmiteira sobre a mesa, eu e minha mãe não somos boas cozinhando então sempre comprávamos marmita de restaurantes, por vezes enjoamos e comemos lanches nada saudáveis.

— Acho que você deveria começar a ir na Drª. Paula de novo, você anda muito aérea depois do… que aconteceu… — interrompeu o silêncio enquanto sentava. Percebendo minha falta de resposta, corrigiu: — bom se você quiser, lógico, ou podemos procurar outro lugar também, enfim você que sabe. — E me lançou um olhar apreensivo, apenas resmunguei um “tá bom” e voltei a comer.

Eu e minha mãe costumávamos a ter um bom relacionamento, sempre nós duas sozinhas, mas nunca senti falta de ter um pai. Porém as coisas mudaram depois de Marcela, na verdade separo minha vida em antes, com e sem Marcela, com certeza sem ela é o momento mais escuro da minha vida. Mas às vezes ela aparece na minha cabeça, talvez para me punir ou talvez para me acalmar.

Minha mãe se despede e vai trabalhar, e eu volto para o meu quarto bagunçado, troco de roupa, e saio de casa para ouvir música e andar um pouco, já que fazia pelo menos 3 dias que eu não colocava os pés para fora de casa, mas o que posso fazer se meu ânimo não é dos melhores.

Ao andar por aquelas ruas, lembrei dos bons momentos em que passei com amigos, as brincadeiras, as piadas, como eu queria reviver tudo aquilo de novo, hoje todos seguiram seus caminhos, e eu ainda me sinto presa na escuridão, remoendo o passado.

Paro em uma padaria e compro uns pães doces, quando dou de cara com Renan, meu melhor amigo na época de escola, mas após o ensino médio fomos nos distanciando cada dia mais. Ele me olha surpreso, os mesmo olhos puxados revelando claramente sua descendência asiática, porém percebo que ele parece mais alto já que preciso levantar ainda mais a cabeça para encará-lo.

— Heey baixinha, quanto tempo! — ele diz, e eu sorrio, concordo com a cabeça e falo: pois é, você até cresceu! — ele abre um grande sorriso e esfrega uma mão no cabelo — você deveria ir me visitar, estou morando no mesmo lugar de antes agora.

— Qualquer dia eu vou. — respondo desviando o olhar, Renan se referia ao segundo andar da academia que herdou de seu pai à três anos, quando seus pais morreram num acidente de carro, não é fácil para ele, e a academia não é muito grande, o ideal seria vender o lugar, mas ele nunca cogitou isso, já que aquele lugar era precioso demais para ser desfeito assim. Depois da perda dos seus pais, ele se mudou para a casa de uns parentes em outra cidade, por isso perdemos contato, e nem sequer sabia que ele havia retornado, até agora.

— Que tal agora? Podemos comer isso aí que está na sua sacola haha, vou comprar mais algumas coisas também. — disse ele e já foi indo em direção ao balcão pedir por uns salgados.

— Não sabia que você tinha voltado, nunca mais falou comigo... — falei enquanto o observava pagar a conta.

— Bom, muitas coisas aconteceram, você sabe. Não só comigo, pelo que eu soube. — retrucou, sem olhar para mim.

— É, bom, você ainda mantém contato com os outros meninos? — continuei, fingindo não ter percebido a indireta.  — Com alguns, o Leandro e o Ícaro nos encontramos com uma certa frequência, já que eles estão sempre voltando pra cá, já o Matheus e o Sávio não os vejo já faz um tempo. Mas e você, tem tido contato com alguém da nossa antiga escola? Queria saber como aquele povo riquinho tem andado.  — respondeu dando risada.  — É, as coisas mudaram, engordaram, alguns já possuem filhos, as notícias de casamentos são cada vez mais frequentes, ficamos para trás em miojo! — caçoei enquanto cotovelava Renan, ele apenas riu fingindo ter doido.

Continuamos conversando durante todo o caminho sobre as novidades, nossas e de outras pessoas, admito que conversar com ele realmente melhora o meu humor, até porque, somos muito parecidos e sabemos tudo um do outro, e enquanto conversávamos parecia que esses últimos anos sem contato, simplesmente não haviam existido.

A academia estava lá, um pouco gasta com o tempo, depois de alguns anos fechada de quando Renan se mudou, ela ficou parada, sem manutenção, porém parece que ele deu uma arrumada em tudo, já que aparentava muito mais nova que da última vez em que passei pela frente.

— Sabe, você poderia me ajudar aqui, vou abrir umas aulas de kickboxing, e você poderia me ajudar a treiná-los, em? Bom, eu não posso pagar muito, muito menos agora, mas seria um grande favor que você estaria fazendo pra mim, o que acha? — ele pediu piscando os olhos para parecer fofo, coitado. Não querendo me gabar mas eu lutava muito bem, eu era faixa preta em kickboxing, além de ser muito boa em outras artes marciais, mas fazia algum tempo que eu não treinava, estava fora de forma, e eu tinha prometido a mim mesma parar de lutar.

— Não luto mais miojo, estou fora de forma. — respondi. — Que isso anãzinha, você era uma das melhores, não é o tipo de coisa que se esquece, e você pode voltar a treinar aqui, principalmente se você me ajudar com os pirralhos de graça. — retrucou com aquele famoso sorriso de lado, que eu tanto costumava ouvir de outras garotas o quão sexy era, mas para mim sempre pareceu um sinal de deboche. Pensando bem, Renan era um garotinho baixinho e gordinho sempre mal visto pelas garotas, e eu era sua única amiga, mas como começou a treinar com seu pai, ele se desenvolveu bem rápido, foi ficando cada vez mais alto e musculoso, e o fato de ter descendência coreana com certeza trazia um charme a mais, mas pra mim ele ainda era aquele pivete gordinho.

— Sei lá cara, perdi o interesse sabe. — falei enquanto me jogava em um dos sofás da academia e pegava um pãozinho. Ele sentou ao meu lado e pegou um pãozinho também. — Que pena, era legal ver você dando umas porradas nos caras que eram o dobro do seu tamanho. — disse ele dando risada.

— Você fala como se eu fosse super baixa, mas tenho 1,65 de altura, e até onde eu sei é mais ou menos a média das mulheres no país, sem contar que não faz muito tempo em que eu era mais alta que você. — retruquei. — Você é mais baixa que eu agora, então vai ser sempre anãzinha para mim, aceite! — Renan respondeu sorrindo, e continuou: — ei, você tá fazendo faculdade ainda?

— Bom, eu estava, mas as coisas estavam ficando insuportáveis, engenharia não é curso pra mim, nem sei porque escolhi fazer essa porra, me matando de estudar todos os dias e sabendo que não é aquilo que eu gosto... Então vamos dizer que estou esfriando a cabeça sozinha, por enquanto, sem fazer nada… — Respondi sem jeito, sempre fui muito boa na escola, uma das melhores da sala, porém quando entrei na faculdade as coisas mudaram drasticamente, o foco era manter a média, mas as vezes nem isso eu conseguia, e depois com a enxurrada de problemas, se tornou impossível para eu continuar, então tranquei o curso, mesmo estando perto do final, o que me fazia me sentir aliviada por não estar mais frequentando a faculdade, porém, com um grande sentimento de inutilidade, já que todas as pessoas que eu conhecia pareciam ter encontrado um caminho para seguir, e eu ainda estava parada, sem rumo.

— Entendo, entendo, eu fiz educação física sabe, por isso voltei e reabri a academia, vou arriscar um pouco, se não der, o jeito é vender o lugar, mas prefiro não pensar nisso por hora. Você deveria arrumar um emprego enquanto ficar por aí sozinha, não fazer nada é até bom, mas existe um limite.

— É sim, pretendo arrumar um logo.

Passamos os resto da tarde e parte da noite conversando, até que resolvi ir para casa, tenho que dizer que me diverti muito, estou surpresa, depois de tanto tempo de solidão. Quando cheguei em casa minha mãe estava lá fora sentada, e quando me viu, me olhou com espanto.

— Onde você se meteu? A tempos que não volta tarde pra casa! — Ela disse preocupada. — Eu tava no Renan. — Respondi calmamente já sabendo o que ela iria dizer.

— Sério? Nossa que bom! Renan é um bom garoto, depois daquela tragédia com seus pais, coitadinho! — Minha mãe sempre gostou muito do Renan, e por isso nunca ligou em eu chegar tarde em casa ou até mesmo passar a noite na casa dele, o que ocorria com certa frequência nos finais de semana, já que gostávamos de jogar vídeo game e falar bobeiras a noite toda.

Conversei um pouco com a minha mãe, comi umas bobeiras que encontrei na geladeira e fui para a cama, eu estava feliz e logo dormi, porém lá estava ela novamente, sentada no meio da escuridão me chamando...

 


Notas Finais


Se você leu até aqui, meus parabéns! hahaha


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