História After the Storm - Interativa - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Maxine Caulfield, Personagens Originais
Tags Interativa
Visualizações 48
Palavras 1.876
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi oi oi oi galero, meus batatinhas, viajantes temporais!

Primeiramente, eu quero me desculpar pela demora mas né, eu tenho alguns motivos que não sei se todos vão querer saber, então vou deixar eles lá no final dessas notas iniciais.

E assim como eu disse a vocês no capítulo anterior, cada título terá um significado e o do passado é o como uma reunião. Quando se pensa em sair com amigos, conhecer pessoas e etc, é normal associar esses encontros com bebida. Então "tcharam", tá ai o significado.

Esse capítulo, em especial, eu tive MUITA empolgação pra fazer, especialmente no final. E eu adorei ele, pois é.

E os motivos da minha demora, quem não quer saber, não precisa ler.
1. Tem um grupo no WhatsApp sobre o LIS, quem tá no grupo do LIS Brasil no fb, vai encontrar ele lá, e eu virei uma administradora. E eu inclui alguns jogos pra todo mundo poder aproveitar o grupo sem panelinhas e tudo mais, então até organizar e blábláblá, ai eu acabei esquecendo a fic. Esquecendo, pois é. Me desculpem </3
2. Quarta e sexta eu fiquei doente, tipo, de ficar o dia todo na cama e não querer nem jogar - uma coisa que eu dou até o pulmão pra fazer - e acabei fazendo nadica de nada.
3. Minha falta de criatividade. Eu perdi a criatividade por dois dias, o que resultou em só pequenos trechos da história e nada mais, até que PAW. Ontem, eu me vi inspirada a escrever e escrevi o capítulo todo em um dia só.
4. Eu encontrei um resto de cachorro abandonado na rua, então né, como tenho o coração mole, não pude deixar essa filhote na rua e trouxe para casa (PS: Eu já tenho 3!) o que gerou muita discussão por aqui mas não demorou nem uma hora, e todo mundo já pegou amor por essa criaturinha pequenina e o único que ainda é contra ela, é meu pai. But, né. Aqui está ela, jogada nos meus pés dormindo. Coisinha fofa

Capítulo 4 - Leave


No meio da floresta, Chloe seguia a ruiva a sua frente que segurava sua lanterna e gritava pela criança que correu para longe de ambas. Com os braços cruzados, a azulada estava prestes a roubar – mas se o objeto fosse seu, roubar era a palavra certa? – a lanterna quando o cachorro latiu a sua esquerda, chamando a atenção de ambas. Como se aquilo dependesse da sua vida, a garota apontou a lanterna em sua direção vendo o cachorro com um galho abanando o rabo querendo brincar.

 

— Uau, que belo cachorro. Ele por acaso é da polícia? — O sarcasmo em sua voz irritou a ruiva a sua frente.

 

— Que tal parar de reclamar e me ajudar?!

 

— Eu só quero a minha lanterna, beleza? — A jovem Price estendeu a mão direita solicitando a lanterna e a ruiva ignorou-a voltando a busca — Foda-se

 

Chloe reclamou, avançando em direção a ruiva e tentando pegar o objeto mas com o susto, acabou dando um passo para trás e tropeçando em algo levando ambas ao chão. A lanterna caiu, mirando a luz onde ela tropeçou revelando a criança escondida que observava a azulada abaixo da ruiva. Ela iria fugir novamente, se, o cachorro não pulasse acima de si.

 

— Brooke! — A ruiva chamou, saindo de cima da Price sem sequer se desculpar e abraçou a pequena, a soltando logo depois e iniciando um sermão.

 

— Me desculpe, Chloe. Eu não queria roubar sua lanterna e te derrubar no chão. — A punk encenou em voz alta, se levantando e pegando a lanterna. Virou-se pronta para seguir seu rumo quando a mulher segura seu ombro, impedindo-a de continuar.

 

— Chloe, é isso? — A azulada se virou, vendo que dessa vez ela segurava o pulso da criança que manteve o rosto virado. — Eu.. sinto muito, Brooke me deixa um pouco alterada quando tenho que cuidar dela.

 

“Eu também ficaria, cuidando de um traste desses..”

 

— Mas, podemos recomeçar? — A ruiva sorriu levemente estendendo a mão livre para a Price.

 

“Por que não?”

 

A punk apertou a mão da outra, em uma trégua, mas não pode deixar de pensar na sua caminhonete no meio da estrada. Será que ela poderia ajudar?

 

[ ... ]

 

— Onde estamos indo? — Max questionou, tentando manter o ritmo do homem a sua frente. Ele era alto e magro, cada passo seu era o dobro de Max.

 

“Para um coito satânico” Pensou ele, ironicamente.

 

— Arrumar seu celular — Poderia jurar que era a décima vez que repetia isso a menor e já estava se perguntando se ela tinha algum problema na memória mas não queria ser inconveniente em perguntar, por isso, manteve a boca fechada.

 

Como estavam em uma área comercial, a fotógrafa não se preocupava tanto assim com sua segurança. Estava lotado, apesar do horário, e esperava que ele não fizesse nada em meio a tantas pessoas. Ou ela teria que chutar sua bunda pálida, como Chloe diria. Ele parou repentinamente, atravessando a rua e entrando numa loja de jóias. Jóias? Maxine arqueou a sobrancelha levemente e o seguiu, desconfiada. No balcão, ele falava com uma jovem loira que olhou diretamente para a menor como se estivessem falando dela e entregou um molho de chaves a ele. Com a cabeça, ele a chamou para segui-lo e subiu as escadas no canto esquerdo da loja. Suas dúvidas sobre ele apenas aumentavam a cada segundo, mas já estava ali... Respirou fundo e o subiu as escadas devagar, vendo aonde aquilo ia dar.. que foi em uma porta aberta, mas onde aquele cara estava? Um estrondo soou quando passou pela porta e sentiu dedos passarem pelo seu cabelo, arrepiando-a.

 

— Bu! — Ela se virou rapidamente, vendo ele sorrir gentilmente. — Não? — Como ela poderia ficar com medo de um cara desses? Que apesar de toda suas peculiaridades, não parecia tão mal..

 

— Quase — Respondeu a menor, abrindo um sorriso curto e ele andou pelo cômodo cheio de caixas, se dirigindo ao fundo.

 

— Isso pode demorar um pouco, você tem pressa?

 

“Pra invadir a estação de trem e dormir no banheiro? Nem um pouco.”

 

— Não.

 

— Ótimo — Ele se sentou em uma caixa de madeira ali e Max começou a olhar ao redor. Aquilo parecia mais o depósito da loja, como ele tinha acesso?

 

— Você trabalha aqui? — O garoto olhou para ela por um momento, sabendo que não poderia dizer que na verdade, já tinha dormido com metade das funcionárias.

 

— Não, eu sou... amigo da dona.

 

A fotógrafa não se atreveu a tocar em nada, não era como se pudesse pagar qualquer dano nas jóias dali, e também não se via usando nada daquilo. Não sabia definir, mas com certeza não era seu estilo.

 

— Pode pegar o carregador lá embaixo, por favor? — Ele perguntou, chamando sua atenção. — A loira do balcão, é só pedir para ela. Ela sabe que você está comigo, não vai ter problemas. Obrigado.

 

Ele nem sequer esperou uma resposta dela pra voltar a mexer no aparelho eletrônico e Max se virou, abrindo a porta e descendo as escadas. Não saberia dizer se ela tinha muita sorte em ter sido assaltada, ou não. E seus pais estariam loucos atrás de si, o que ela iria dizer para eles?

 

“Oi mãe, oi pai! Vocês se lembram da Chloe? Eu vi ela ser baleada e descobri que posso voltar no tempo! Ah, e isso causou o tornado que destruiu Arcadia Bay, legal, não é? Mas não se preocupem, eu estou bem.”

 

Ridículo.

 

— Sim? — A loira perguntou só ao ver a garota descer as escadas.

 

— A bateria está zerada, pode me emprestar o carregador? — Ela se abaixou, retirando o carregador da tomada e o estendeu para Maxine.

 

— De nada. — Respondeu antes mesmo dela agradecer, saindo de perto da Caulfield e indo atender uma cliente que acabara de entrar.

 

— Obrigada.. — Sussurrou Maxine para o nada, balançando o carregador em mãos e voltou para cima, vendo ele assoprar a tela do celular.

 

— Pegou? — Como resposta, ela lhe entregou e ele sorriu em agradecimento, já colocando o aparelho para carregar.

 

A tela exibe um brilho mesmo com a tela escura e logo aparece o símbolo da carga. 1%. Estava carregando, pelo menos.

 

[ ... ]

 

Família perfeita.

 

Era a única coisa que Chloe conseguia imaginar observando aquele porta-retrato. Um homem com os cabelos já grisalhos, claramente o chefe da família, uma mulher loira por volta de seus quarenta anos abraçando uma criança de quatro anos, que assim como ela, era loira. Ao lado de ambas e a frente ao pai, dois garotos — um garoto de cabelos castanhos de olhos azuis e outro loiro de olhos castanhos — que poderia jurar que eram gêmeos, sorrindo e fazendo “chifres” um no outro. Mas também, não era tão perfeita assim por ter criado esse demônio loiro. Imagine esses dois, devem ser piores. Dê certo modo, já teve dó dos parentes dessa família e até de quem morava por perto. Saiu de frente da estante, vendo de relance o animal no quintal mordendo uma bolinha e ouviu a ruiva descer as escadas, ao dirigir o olhar a ela, viu ela parada no batente da porta a fitando com um sorriso no rosto.

 

— Você pode se sentar, sabia?

 

— Eu poderia roubar essa casa, sabia? — Retrucou ironicamente, fazendo a garota rir levemente e ela se sentou no sofá de três lugares, colocando-se acima do seu o pé esquerdo.

 

— Eu confio em você. — Aquela frase a deixou desnorteada. Ela nem sequer a conhecia, e já confiava?

 

— Qual o seu problema? — Não conseguiu conter a pergunta e se sentou ao seu lado, de um jeito mais folgado.

 

— Você não adivinharia.

 

— Está duvidando de mim?

 

— Eu nunca disse isso.

 

— Insinuou — A jovem Price esboçou um leve sorriso com a troca de palavras e em algum lugar em sua mente, a ruiva se lembrou desse sorriso e acabou com uma expressão de dúvida no rosto. — O quê?

 

— Eu conheço você?

 

— Ahn... — Chloe estranhou a pergunta — Não?

 

— Eu acho que já te vi em algum lugar.. — Ela estreitou os olhos, analisando a azulada melhor.

 

— Tá chapada? — Era impossível, ela sequer sairá de Arcadia Bay. Era a primeira vez, mesmo que não seja nas circunstâncias que ela mais queria. Tipo, com a cidade viva.

 

— Não, eu juro... Eu acho que te conheço.. — Um flash se passou pela sua cabeça ao se lembrar de uma garota com quem já conversará, três ou quatro vezes, enquanto esteve em outra cidade. — Você era amiga daquela garota!

 

— Max? — Chutou instantaneamente, sendo a única pessoa com quem esteve durante todo esse tempo após o tornado.

 

— Quem? Não. — A ruiva começou a estralar os dedos, tentando se lembrar do nome da garota. — Rachel! É, Rachel. Você a conhece, não?

 

“Rachel?!”

 

Então, ela conhecia a Rachel? Chloe não se lembrava dela, e antes, podia jurar que conhecia tudo sobre Rachel, seus segredos, seus problemas, suas saídas e amizades. Mas depois de Frank, não sabia se podia pensar da mesma forma e aparentemente, isso ainda estava bem claro para si. Rachel Amber era uma estranha...

 

— Desculpa, está tudo bem? — A ruiva perguntou, após a punk ter se calado. — Eu não sei o que eu disse, mas, sinto muito, não que--

 

— Não começa a se encher de desculpas, falou? — Chloe respondeu desviando o olhar para o cachorro. — Rachel era.. foda.

 

Essa foi a única resposta que tinha para ela. Sua mente agora estava confusa e o coração, partido. A dor que Max estava tirando retornou com força ao se lembrar da “amiga”, se é que podia chamá-la assim. Rachel a salvará, mas também, a traiu. E não poderia nem sequer confronta-la sobre isso porque ela não estava ali, ela estava morta. Morta. E não foi pelo tornado, não, ela tinha sido assassinada. Por dois doentes; o maldito Prescott e o filha da puta do Jefferson, que ainda drogou Max e a machucou. Fechou a mão sentindo a raiva e a dor tomando sua mente e quis ter algum poder como Max para voltar no tempo, e dar um jeito de impedi-la de ir para Seattle e conhecer Rachel, juntando as duas e fugindo dali.. Sem rumo, só as três.

 

— Você.. — Sua voz saiu um pouco alterada e ela voltou a olhar a ruiva. — Você tem um telefone?

 

— Sim? — A ruiva respondeu, estranhando a mudança de expressão da azulada.

 

× × ×

 

— Max? — Hella Punk estava do lado de fora de casa, encostada sobre a parede próxima a porta com um celular no ouvido. — Eu não sei se você vai escutar, mas.. Eu só precisava te ouvir um pouco.

 

A azulada acaba soltando uma risada nervosa, escorregando as costas pela parede até se encontrar sentada no chão.

 

— Eu conheci uma garota, Min alguma coisa, não sei. Ela conhecia a Rachel e..

 

A Price coloca a mão livre sobre a cabeça, escondendo-a.

 

— Eu sinto sua falta, Silver Max.

 

A azulada brincou, lembrando-se do tempo de pirataria de ambas. Ela olhou para o céu, já não sabendo mais se Max iria ouvir seu recado.

 

— Me liga quando conseguir, beleza? Eu estou te esperando.

 

Sua voz estava baixa, mas ela não se importou e desligou o aparelho, olhando para o céu escuro e estrelado. Talvez, só talvez, ela pudesse estar vendo a mesma coisa. Como em um romance estúpido.

 

E esse pensamento, fez a Price abrir um leve sorriso enquanto fechava os olhos, sentindo a brisa noturna de Chicago bater em sua face.


Notas Finais


Me desculpem os erros ou qualquer coisa, eu estava tão afobada pra postar esse capítulo logo que nem revisei.

Eu tenho sérios problemas com o tempo mszmsmzsm Sorry, Max.

Até a próxima galero <3 Bejocas


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