História After the Titanic - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Shortfic, Songfic, The Eden Project, Titanic
Visualizações 26
Palavras 1.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, turu bom?
Antes de tudo, quero te agradecer por ter chegado até aqui, espero que goste da história tanto quanto eu gostei de escrevê-la.
A fanfic é inspirada na música After The Titanic do Eden, os títulos dos capítulos são os versos da música. Estava ouvindo essa música quando tive a ideia da história, deixarei o link da música nas notas finais para quem quiser escutar também. E assim como a sinopse a fanfic será bem curtinha, então não há desculpa para a preguiça de ler ahduahssh
Boa leitura!!

Capítulo 1 - In your eyes


– A questão é – Pedro começou, já embalado pela nicotina, a empreender mais uma discussão sem fundamento – As relações são muito passageiras, depois do sexo não há aquele algo mais, sabe?

Concordei sem, de fato, concordar, as palavras dele soavam distantes para mim.

– Tipo, você baixa o Tinder, conhece uma guria com o papo legal, tem um encontro ou dois e, depois disso, a emoção acaba – ele expirou a fumaça – A ideia de foder não te causa mais tesão, você me entende?

– Entendo, Pedro – disse em um tom monótono – Você não quer só foder, você quer foder com vontade de foder pela segunda vez.

Ele deu de ombros.

– Pode ser também – ponderou – Você nunca fodeu com alguém que tenha rolado uma química sobrenatural?

– Cara, esse papo de sobrenatural está meio esquisito – Fernando entrou na discussão me poupando de continuar com meus monossílabos – Ninguém vai querer transar com o exorcista.

Pedro se empolgou em explicar como era a tal química sobrenatural, coisa de louco que só ele era capaz de pontuar com um afinco surpreendente. No auge da discussão notamos uma aproximação feminina. Era uma estudante de Psicologia do primeiro ano, tinha os cabelos compridos e lisos, mas estava escuro demais para notar outra coisa senão suas curvas.

– Alguém tem um isqueiro? – ela perguntou. Quando suas feições foram iluminadas eu me surpreendi. Ela tinha os olhos escuros e brilhantes, um sorriso perfeitamente alinhado, os lábios rachados pelo frio e o rosto inocente de boa aluna, boa filha, boa menina. O tipo de garota que você quer levar pra casa, mas não o tipo de garota que precisa de um isqueiro. Minha mente logo começou a fervilhar em questionamentos sobre o que ela iria fazer com o maldito isqueiro (seus dentes eram brancos demais para uma fumante), mas deixei essas dúvidas de lado e entreguei o meu isqueiro pra ela – Obrigada, eu já volto.

Então ela sumiu na escuridão com aquele belo par de pernas. Percebi no rosto dos meus amigos a mesma dúvida que passava pela minha cabeça: para que ela precisava do fogo?

– Acho que você acabou de perder seu isqueiro, Tiago.

Dei de ombros, eu sabia que tinha perdido muito mais que aquela porcaria.

 

A noite esfriou tanto que nem os cigarros, nem os moletons, estavam servindo para impelir o frio. Já era mais de meia-noite e eu estava decidido a esvaziar a caixa de Marlboro, mas não podia dizer o mesmo do Pedro e do Fernando que batiam os dentes em uma reclamação não verbal e nenhum pouco silenciosa.

– Podem ir, vou ficar mais um pouco – eu disse por fim.

Eles não questionaram minha decisão, sabiam que eu preferia fumar sozinho, despediram-se com um aceno de cabeça e saíram madrugada adentro.

A noite estava tão fria que uma névoa densa planava sob a minha cabeça, o céu escuro não tinha estrelas, mas sim algumas nuvens rarefeitas que o deixavam com um aspecto cinza, assim como tudo a minha volta, a fumaça, a neblina, o prédio da faculdade, tudo, no mais mórbido cinza. A minha vida cinza.

Parei de pensar no cinza como uma cor, havia repetido tantas vezes essa palavra na minha mente que ela começou a perder o sentido.

Inalei toda a nicotina que pude, sentindo a fumaça preencher meus pulmões e meus alvéolos protestarem, segurei essa sensação por mais tempo que consegui, era uma das poucas coisas que eu ainda era capaz de sentir, depois exalei a fumaça observando seu caminho até dissipar-se.

– Ei – virei minha cabeça na direção da voz, era a garota que havia surrupiado meu isqueiro – Tá pensando em quê?

Dei de ombros.

– Acho que nada.

– Quanto mistério – ela diz forçando uma voz etérea – A propósito, aqui está seu isqueiro – disse e então lançou-o na minha direção – Foi mal pela demora, espero que não tenha achado que minha intenção era roubá-lo.

Eu ri, ela sabia que isso era justamente o que eu estava pensando.

– Acabei me perdendo no tempo – ela começou a divagar – Achei que nem ia te encontrar – ela me analisou com seus olhos brilhantes – Onde estão seus amigos?

– Foram embora – respondi entredentes.

Ela pareceu pensativa por um instante, expirei novamente a fumaça, dessa vez sem sentir o efeito da nicotina, aquela garota estava me distraindo.

– Por que você está na defensiva?

– Não estou na defensiva – respondi.

– Isso é exatamente o que as pessoas que estão na defensiva dizem – ela rebateu.

– Você fala de mais, sabia?

Ela estreitou os olhos, talvez isso tivesse a afetado, talvez estivesse fingindo.

– Que insulto! – ela disse irônica antes de gargalhar – Não sei em que mundo você vive, mas no meu as pessoas costumam socializar, conhece isso?

– Me perdoe por não viver no seu mundo cor de rosa, senhorita sociável – disse amargo, definitivamente ela estava me irritando.

Ela revirou os olhos.

– Eu o perdoaria se você ao menos se esforçasse, mas quem sou eu pra competir com a sua solidão?

Mentalmente eu respondi sua pergunta, ela era uma garota curiosa demais para o seu próprio bem e com o potencial de acabar com o meu psicológico, com certeza a minha solidão de quinta não era uma competidora a sua altura.

– Vou indo nessa, sei quando alguém não está a fim de conversa.

Concordei levemente com a cabeça, ela virou as costas e a cada passo que ela dava para longe, uma voz no meu ímpeto gritava o quanto eu era tapado.

– Ei! – gritei, ela se virou, o vento gelado balançava seus cabelos – Para que você precisava do isqueiro?

Ela arqueou os ombros e disse, pela primeira vez, tímida e um pouco hesitante:

– Não é só você que está passando por um mau momento.

Senti que ela não costumava falar sobre seus próprios sentimentos, então me aproximei dela em um impulso que eu não costumava ter.

– Está indo para onde?

– Para casa.

– Eu tenho uma ideia melhor.

Ela franziu o cenho confusa, em seguida espantada.

– Eu não vou transar com você – ela acusou – Nem sei seu nome.

– Assim você me ofende – eu ri – Não quero transar com você, sua louca, eu tenho namorada – completei, sem fazer ideia do porquê de eu estar jogando isso na sua cara.

Realmente eu tinha namorada ou, pelo menos, achava que tinha. Ela estreitou os olhos me analisando, abriu a boca para rebater, mas eu a interrompi.

 – Você não está bem, eu também não estou, conheço um lugar para nos distrair.

– Que lugar? – perguntou cética.

– Você vai descobrir quando a gente chegar lá – ela pareceu que ia recusar minha proposta – Ah vamos, não pode piorar.

– Tudo bem, mas se piorar você vai se arrepender.

– Confie em mim – eu disse – A propósito, meu nome é Tiago.

– Sou Helena. 


Notas Finais


Se você leu até aqui e gostou, além da minha gratidão, desejo que encontre dinheiro na rua ha-ha. Até a próxima.
After The Titanic, The Eden Project: https://www.youtube.com/watch?v=K_bEhSjGacg


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