História After the War Begins - Overwatch pelos olhos de D.Va - Capítulo 3


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Categorias Overwatch
Personagens Bastion, D.Va, Genji, Hanzo, Junkrat, Lúcio, Mccree, Mei, Mercy, Pharah, Reaper, Soldado: 76, Tracer, Widowmaker
Exibições 54
Palavras 1.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel
Avisos: Álcool, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Arquivo 3 - Conexão


Arquivo 3

 

 

 D.Va outra vez (as olheiras da garota eram absurdas de tão fundas).

 Pra começar, eu nem sei porque ainda estou fazendo isso, gravando essa coisa emo (ela suspira).

 Provavelmente vou acabar excluindo, mas amanhã temos um cerco a base da Talon, então tenho que estar bem. São quase 5 da manhã e eu ainda não dormi. Vamos logo com isso.

 

 

***

 

 

 

 -Genji? – era a voz de D.Va. Ela também queria um ar fresco depois daquele dia nada anormal, com o mundo da forma que era, aqueles acontecimentos eram rotina para ela. Ela usava seus cabelos presos em um coque, uma camiseta branca de mangas largas com o símbolo da OVERWATCH no canto superior da blusa, leggins preta e bota de cano curto. A luz verde do rapaz era extremamente notável noite. Para ela, ele parecia estar descansando ou olhando as estrelas. Ele ainda estava absorto em seus pensamentos e Hana tornou à chamar. – Genji! – ela se aproximou e se sentou ao lado dele. – Você é surdo ou o quê?

 Ele saiu de sua reflexão e olhou para o lado. Ao ver Hana, quase deu um pulo, sentou-se rapidamente.

 -Hana! Desculpa. Eu estava... ahn... meditando.

 -Deitado? – ela estreitou os olhos.

 -Eu gosto de fazer assim. – Ele deu de ombros.

 -Você vai na reunião na sala do HANGAR 1? Vai ser daqui 40 minutos.

 -Não me avisaram sobre isso.

 -Talvez seja porque você sumiu por mais de 12 horas. – ela disse, sarcástica.

 -DOZE HORAS? Não pode ser! Como assim?! – ele arquejou. Não havia sentido esse tempo passar. Para ele, foram como dez minutos.

 -Sim. Nossa batalha de ontem foi durante noite, amanheceu quando chegamos e você estava na sala da Angela e...

 -Eu... eu sei, só não vi o tempo passar. – ele a interrompeu, levando a mão esquerda até a têmpora metálica. Hana olhou para ele sem entender. Ele se levantou e estendeu a mão para D.Va. – Vamos, então?

 Ela olhou para o horizonte pacato por um segundo e depois olhou para Genji, viu sua mão estendida e a segurou. Ele a levantou de forma rápida. Novamente, eles ficaram se olhando por um tempo. Ele apertou com ainda mais força, como se precisasse de ajuda... como se estivesse desesperado. Ela sentia isso.

 -Tem algo errado com você? – ela segurou as duas mãos do rapaz, se aproximando. Ele respirava tensamente.

 “Está tudo bem.”

 -Não. – ele disse, como se não pudesse evitar a resposta. – Sabe como é, coisa de robô. Já pode soltar a minha mão.

 -Claro. Desculpa. Hêhê. – ela soltou ele rapidamente, ficando vermelha – Não sou desse tipo dramático ou novelístico. Acho que estou vendo coisas.

 -Certamente que sim. – a sensação de peso havia passado e sua mente voltara a se concentrar. Ele logo começou a rir – Meu Deus, você não existe. Como pode existir alguém como você nesses tempos?

 -Eu nem sempre fui assim. Na época que os Omnics atacaram meu lar, tudo ficou abalado. Eu era feliz e inocente. Nem tinha ideia do que significava desespero. – ela tornou a olhar para a paisagem – E então, algum tempo depois todo mundo tentou arranjar uma forma de superar. Depois de um tempo, eu me apaixonei por jogos, principalmente os de fliperama.

 -Você gosta de fliperama?

 -Claro.

 -Eu também. Há dez anos atrás eu não sabia fazer outra coisa! – ele disse, entusiasmado.

 -Aposto que eu venceria eazy de você. – ela olhou para ele, sorridente.

 -VAI SONHANDO! Eu era o melhor de toda Hanamura.

 -Vamos ver, então, querido. – ela o desafiou, e então os dois riram. D.Va fazia ele se sentir tão bem, tão vivo. Como se ele fosse aquele garoto cheio de sonhos e planos que Hanzo havia matado. Hanzo... Seu irmão rancoroso que ele não conseguia odiar, não importava o que aconteceu antes. Ele não queria vingança. Talvez, no início, ele quisesse. Antes de adquirir sabedoria. Ele se sentia violado. Sombra sabia de tudo, inclusive seus sentimentos por D.Va. Ele detestava admitir que pensava nela em grande parte do tempo, porém quem amaria uma máquina? Ele se lembrava de que Hanzo já havia tido muitas experiências ruins com relacionamentos. Eles geralmente terminavam mal. Mas a parte mais perigosa era que Sombra queria usar ele para matar a garota. Ele deveria se afastar, mas não queria. Ele era egoísta por agir assim com uma garota que conhecera no dia anterior? – Agora, temos que ir mesmo. Vamos chegar atrasados.

 -Hana...

 -O que foi?

 -Você acredita em, hum, amor?

 -Por que a pergunta?

 -Eu só queria conhecer minha amiga melhor.

 -Amiga? – ela franziu o cenho. – Somos amigos?

 -Você não respondeu minha pergunta.

 -Não. Satisfeito? Agora responda a minha.

 -Não. Satisfeita? Me expressei mal.

 -Por que você é tão irritante?

 -Eu? Há-há! Eu fiz uma pergunta simples. Você faz tempestade em copo d’água. Igual ontem no Castelo.

 Ela olhou para ele, furiosa. Ele apenas esperou de braços cruzados. Surpreendentemente, ela apenas respirou fundo e desfez a feição odiosa.

 -Eu... não quero brigar. – disse ela, começando a caminhar até o HANGAR 6 para pegar um atalho até o HANGAR 1.

 -Não... quer? – ele ficou curioso. Qual seria o motivo para isso? Ele começou a segui-la em silêncio. Ela apenas havia ignorado a pergunta. – D.Va? Agora é minha vez de perguntar. Tem algo de errado com você? – ele insistiu, sarcástico. Ela parou por um segundo e se virou para ele, se aproximando em passos duros e irritados.

 -Tire essa máscara. Olha pra mim com seus olhos. Muito fácil se esconder por trás de uma carcaça metálica.

 -Eu não estou me escondendo, D.Va. Você está agindo igual o 76. – ele pensou por um segundo – Está bem. – Ele começou a tirar. Primeiro a dos olhos, depois a da boca e por último o da cabeça, jogando tudo na grama florida. Ver aquele rosto novamente deixava Hana nervosa. Foi um erro. Era muito mais fácil não ver seus olhos. – Satisfeita? – ele ergueu uma sombrancelha, olhando para ela.

 -Sim. Primeiro eu... gostaria de pedir... hum... desculpas pelo meu comportamento nesses dias. Eu sei que tô agindo igual a uma criancinha mimada. – ela sussurrou, olhando para o lado.

 -Uau. O que foi isso? – Genji ficou espantado. Não esperava uma atitude dessas vindo dela.

 -Eu digo isso porque você tem sido muito gentil comigo e eu tenho te atacado sem motivo.

 -Mercy deu uma bronca em você, não foi? – ele estreitou seus olhos de mogno.

 -Foi. – ela admitiu, envergonhada. – Durou quase meia hora. Parecia minha mãe.

 -Ah, a Mercy. – ele riu e depois fez uma careta – Ela é, literalmente, um anjo. Vou falar com ela mais tarde sobre isso.

 -Por favor, não. Não fiz isso só por ela.

 -E por quem seria? – ele perguntou, se aproximando.

 -Não sei. – ela disse, olhando em seus olhos, finalmente.

 -Ótimo, então.

 -Genji, eu...

 -Você o que, Hana? Não vê que eu estou ficando cansado de ser mais um dos seus jogos? Eu cansei.

 Ela aproximou seu rosto do dele. Ela focou em seus olhos e ele fez o mesmo. Seus lábios se tocaram suavemente, mas ele queria mais e investiu. Ela não ficou desconfortável nessa condição. Ele pegou suavemente em sua cintura e ela segurou a parte do cabelo preto que escapava da parte sintética de sua cabeça. Ela obviamente já havia beijado antes, mas nunca fora assim. Algo que completava sua existência. Ela não via o tempo passar. Poderia ter amanhecido que eles não perceberiam. Ela o empurrou e o pressionou contra a cerejeira próxima a eles e começou a puxar a blusa para cima. Genji, percebendo o que estava prestes a acontecer ali, abriu os olhos.

 -Hana... pare... – disse ele, como se estivesse sufocado.

 -O que foi? – ela parou e o fitou, confusa.

 -Eu não posso fazer isso. É errado. Mesmo que eu pudesse, ainda seria perturbador.

 -Genji, eu não me importo com a maneira.

 -Olha só, a reunião já deve ter começado. Vai indo na frente e... eu te encontro lá. – ele começou a juntar as peças. – Isso nunca aconteceu, por favor.

 -Claro. Eu não sei o que deu em mim, desculpa.

 -Tudo bem. Eu que é peço desculpas.

 E ela começou a caminhar sem olhar para trás, constrangida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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