História After the War Begins - Overwatch Pelos Olhos de D.Va - Capítulo 4


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Categorias Overwatch
Personagens Bastion, D.Va, Genji, Hanzo, Junkrat, Lúcio, Mccree, Mei, Mercy, Pharah, Reaper, Soldado: 76, Symettra, Tracer, Widowmaker
Tags Ação, Genva, Overwatch, Pharmercy, Romance
Exibições 54
Palavras 1.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pela primeira vez estou focando um pouco mais no trio da Talon, então, espero que gostem!

Capítulo 4 - Arquivo 4 - O Plano


Fanfic / Fanfiction After the War Begins - Overwatch Pelos Olhos de D.Va - Capítulo 4 - Arquivo 4 - O Plano

 

Arquivo 4

 

 

 

 D.Va falando... ahn.

 Não... hoje não vou fazer isso.

 (Ela apenas olha para o dispositivo e o desliga).

 

 

 

 ***

 

 

 

 

 D.Va andava tão depressa que quase corria. Ainda estava esbaforida, não só pela corrida, mas por seus atos anteriores. Ela havia sido uma idiota. Era óbvio que ele não gostava dela, mas ela queria ter certeza. Ele, literalmente, tinha dado um fora nela. Ela já imaginava que ele e Mercy tinham algo. Seria esse o motivo? Essa suspeita era real? Não importava. Eles combinaram que iriam esquecer. Era melhor assim. Ela odiava esses dramas românticos. Tudo o que ela queria era esquecer. Depois de um curto tempo, ela chegou até a enorme porta escura com um agente na porta. Ela tirou o crachá do bolso, entregou a ele e fez uma análise de retina. Depois das verificações, ele digitou uma senha e abriu uma das entradas. Ela passou e analisou cada membro ali presente, muitos não eram da Overwatch, assim como ela. Tracer, Winston, Lúcio, Pharah, Mercy, Ana, McCree, Zennyata, Reinhardt, Mercy, Torbjörn e até mesmo Symmetra. Ela quase deu um suspiro de alívio ao ver que Jack não estava ali. Viu que o lugar ao lado de Lúcio estava vazio e prosseguiu rapidamente. Em um ato gentil, ele puxou a cadeira para que ela sentasse. Eles eram amigos há algum tempo, desde que se conheceram no Templo de Anúbis. Ele sorriu para ela e disse:

 -Nossa, D.Va. Cadê os gameplays novos? Fiz uma música especial pra você colocar nos vídeos! Tem uma batida meio tum-tum-tuts. – disse ele, empolgado, gesticulando energeticamente. Ele tinha uma habilidade especial de colocar um sorriso no rosto dela.

 -Ando meio sem tempo, mas um dia desses eu vou postar. – ela comentou, olhando para ele.

 -Caham. – Winston pigarreou – Essa conversa pode esperar. Primeiro, o mais importante. Onde estão 76 e Genji?

 -Jack disse que não era um de nós e por isso não ia se meter na “nossa burocracia” – Mercy revirou os olhos ao dizer essas palavras e então ela prosseguiu. – O Genji eu não sei. Ele não precisa de babá, eu tenho consciência disso, mas ele sumiu o dia inteiro. – D.Va olhou para baixo e Mercy percebeu – Hana, sabe de algo?

 -Não.

 -Tem certeza? – ela a olhou com firmeza.

 -Claro que tenho, Angie. Não tenho motivos pra mentir.

 -Certo, então vamos começar sem ele. – disse Winston, apressado. – A Talon não vai nos esperar. Todos de acordo?

 -Sim. – disseram em tom uníssono na sala. Foi quando eles todos ouviram um baque e a porta se abriu. Genji estava como sempre novamente. Ele não olhou para os lados.

 -Uau, obrigado por mostrarem que minha presença é importante. – resmungou ele, puxando uma cadeira ao lado de Winston. Ele ainda evitava olhar para Hana, e ela para ele.

 -Você costumava ser mais pontual. – Mercy alfinetou, fuzilando ele com os olhos.

 -Já chega. Agora sim, vamos começar. – disse Winston, olhando para os presentes e esticando um mapa sobre a mesa.

 

 

 

***

 

 

 Reaper estava mais furioso que o normal. Por que era tão difícil destruir a Overwatch e seus agentes? Ele tinha que ser o eterno perdedor? Pegou suas pistolas e começou a atirar nas janelas de seu alojamento na Talon. Ele deu um grito furioso, atirando novamente por minutos.

 -Mon chéri, acho bom parar com isso ou vai acabar ficando sem mais um lugar para dormir. – ele parou e olhou para o sofá, Widowmaker estava ali e, vendo a porta arrombada com alguns tiros. Ele teria atirado ali ou ela? Ele estava absorto demais para perceber. Então, presumiu que ela havia entrado rapidamente por ali. Ela deu um sorriso malicioso. – Se bem que eu não iria me queixar se você fosse passar mais uma noite no meu quarto.

 -Amélie. – ele arfou, depois de olhar ela por um segundo, jogou suas armas no chão, parando então para poder conversar com sua cúmplice. Ela deu uma tragada lenta no cigarro em sua mão.

 -Eu sei o que está sentindo, Gabriel, acredite. Mas você sabe que já tentamos usar de toda força bruta contra eles. O que eu penso é que precisamos de uma nova estratégia. – disse ela, esticando as pernas sensualmente.

 -Qual é a sua sugestão, então? Vai por mim, eu conheço a Overwatch como palma da minha mão. Eles são fiéis uns aos outros e nós somos terroristas, não sei se esqueceu, mas somos procurados internacionalmente. – disse ele, com uma voz cansada, como se já tivesse explicado isso centenas de vezes.

 -Mas eles também são procurados, mon trésor. São tão foras-da-lei quanto nós. O problema é que os governos fazem vista grossa só porque nós gostamos de nos divertir um pouco mais. – ela sorriu e fez uma breve pausa – Eu tive uma ideia, na verdade. Foi por isso que eu vim.

 -Diga de uma vez.

 -Conhece o ditado? Se não pode vencer seus inimigos...

 -...Junte-se a eles.

 -Qual clichê é o melhor pra juntar rivais do que um inimigo em comum?

 -E quem seria?

 -Conhece alguma hacker que é nossa aliada e que poderia atuar facilmente como nossa vilã ao lado da Talon? – Widowmaker caminhou até ele e envolveu seus braços em torno do pescoço de Reaper e ele abraçou a sua cintura.

 -Chamaram? Não vão começar a se pegar agora, né? – Sombra estava escorada na porta com os braços cruzados e testa franzida, fitando os dois com um olhar arrogante.

 -Há quanto tempo você está aqui? – Reaper se soltou de Widowmaker e esticou sua jaqueta como se quisesse se alinhar e deu uma tossida.

 -O suficiente pra ouvir o objetivo de vocês. Eu gostei muito, na verdade. – ela deu um sorriso cruel. – E depois que vocês se infiltrarem, vão destruir de dentro para fora, eu presumo. Adorei. Bom, eu tinha feito algo parecido. Instalei um vírus nos comandos daquele ninja irritante. Logo ele vai estar sobre meu controle e vai ficar mais fácil trazer ele para o meu lado. Mas os planos podem atuar juntos, não é?

 -Obviamente. E vamos iniciar a execução do meu plano hoje. – Amélie comentou, e tirou de um dos bolsos um dispositivo, o qual ela segurou com firmeza e apertou um botão na lateral e então mostrou uma transmissão de noticiário. A mulher de terno azul começou a narrar um ataque terrorista em Londres contra o edifício-base de Omnics e Humanos Unidos e avisando que a polícia local não conseguiu lidar com tamanho problema. Logo, ela desligou o pequeno objeto e olhou para seus cúmplices ansiosamente – Não dou uma hora para a Overwatch aparecer e acabar com essa palhaçada. Mas o que acha que vai acontecer se eu e o Gabriel já tivermos resolvido o problema quando chegarem? Esse é um petit gateau do que iremos fazer. Na verdade, é só o primeiro passo. Aos poucos, vamos fazendo o trabalho deles de forma rápida e depois, tomar a pose de heróis. Sombra e a Talon vão ser nossos rivais temporários. Eu sei que é chato, mas necessário. O que acham?

 -Estou dentro. – disse Sombra. – Eles vão financiar o que eu precisar.

 -Widowmaker, você é genial. – Gabriel estava agradavelmente surpreso. Ela gesticulou como uma estrela que termina de apresentar em um palco.

 -Bom, o que estamos esperando para entrar em uma nave?

 

 

 

 ***

 

 

 -Winston, não podemos simplesmente tentar rastrear eles até sua base. – Symmetra ralhou – Eu já usei a tecnologia de meu pai para tentar fazer isso. Acredite, eles tem um sistema blindado que nem mesmo nós podemos invadir. Seus firewalls são imbatíveis.

 -De qualquer forma, meus alvo principais são Reaper, Widowmaker e Sombra. Eles são as cartas mais fortes da Talon. Vai ser o fim. Tendo eles neutralizados, não precisaremos desse plano de rastreamento. – Winston disse, decidido. Todos na sala olhavam para ele com expectativa e ele fazia o mesmo. Então, um agente com um uniforme militar da Overwatch entrou desesperado na sala, anunciando um ataque terrorista em Londres e que Reaper e Widowmaker estavam no local. Os olhos de Winston brilharam. – Bom, Overwatch, temos trabalho. Vamos nos dividir em duplas. O Grupo 1 vai para o front. Eu e Reinhardt, Tracer e Lúcio – nesse momento, Tracer piscou para ele e ele sorriu maliciosamente –, Torbjörn e McCree. O grupo 2 que fica em posições mais reclusas são Mercy e Pharah vão ficar juntas nos céus, Symmetra e Ana, que vai para o telhado do prédio, Zennyata e Genji...

 -Não vou participar por hora, Winston. Tenho deveres no momento, desculpe. – Zennyata disse, se retirando da sala. D.Va sentiu uma gota de suor percorrer seu rosto e sentiu um frio na barriga. “Não, não, não, ele não”. Ela preferia ficar sozinha do que isso.

 -Tudo bem, Winston, eu posso trabalhar sozinho. – Genji disse, tenso.

 -Negativo. Você vai com a nossa corajosa D.Va. – ele insistiu, sorrindo para Hana. Shimada apertou seu próprio punho por um segundo de raiva e depois relaxou.

 -Melhor não, você vai arranjar problemas com o Jack. – Genji comentou suavemente, queria escapar daquilo de qualquer jeito.

 -E desde quando eu tenho medo do 76? Ah, por Deus! Ela é maior de idade, pode decidir o que quiser. – disse Winston, enquanto os outros saíam para se organizar para a missão do momento. Jesse McCree se aproximou de Genji e pegou em seu ombro.

 -Olha só, ele está nervoso de trabalhar com ela. – Jesse disse, rindo.

 -Não sei do que está falando. – Genji cruzou os braços novamente.

 -Ah, por favor! Eu conheço bem um Shimada com receio por causa de alguém. Conheço muito bem. – McCree olhou para a face metálica de Genji e sabia que ele estaria vermelho por baixo daquilo. Ele sabia que Hanzo e McCree tiveram uma longa relação que envolvia muito mais que amizade. Ouvir sobre aquilo deixava Genji um pouco constrangido e então se lembrou do dia que ele descobriu que ele era o irmão morto de Hanzo e chamou o ninja de “cunhado”. D.Va ruborizou e deixou a sala, ao lado de Winston. Somente McCree e Genji ficaram ali e ele logo continuou, despreocupado – Essa garota sabe que você gosta dela?

 -McCree! Pode parar com isso, por favor?!

 -Não deve tentar se afastar dela, Genji. Só vai machucar vocês dois.

 -Fala isso como se entendesse.

 -E eu entendo. – Jesse olhou para baixo – O Hanzo... ele... pensa igual a você.

 -Não pode me julgar através do meu irmão e o relacionamento de vocês.

 -Isso ainda me machuca, sabia? Lembrar as últimas palavras dele para mim.

 -E quais foram?

 - “Melhor esquecermos isso. Isso nunca aconteceu.” – disse McCree, deixando Genji sozinho. Como ele sabia? Ou seria coincidência? O fato de ele ser igual ao Hanzo era verdade então? Ele deveria ficar com Hana? Deveria? A confusão invadiu sua alma junto com o ódio novamente.

 O vírus que Sombra havia instalado nele começou a atacar novamente. Ele começou a liberar sua fúria e pegou uma cadeira e jogou contra a parede. Tirou sua espada e atacou a gigantesca mesa de madeira e as esculturas ali presentes, cortando tudo em pedaços dando gritos sofridos. A voz começou a invadir sua cabeça novamente com sussurros misturados e repetidos. Ele gritou de dor, pois sentiu que estava perdendo seu próprio controle, caindo de joelhos. A sensação era a mesma de quando Hanzo enterrou uma flecha incendiária em seu peito. Ele havia perdido seu ser para Sombra. Ela o comandava.

 Ele não passava de uma máquina esperando suas diretrizes.

 

 

 



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