História After the War Begins - Overwatch pelos olhos de D.Va - Capítulo 5


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Categorias Overwatch
Personagens Bastion, D.Va, Genji, Hanzo, Junkrat, Lúcio, Mccree, Mei, Mercy, Pharah, Reaper, Soldado: 76, Symettra, Tracer, Widowmaker
Tags Ação, Genva, Mchanzo, Meihem, Overwatch, Pharmercy, Romance
Exibições 45
Palavras 1.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Arquivo 5 - Nightmare


Fanfic / Fanfiction After the War Begins - Overwatch pelos olhos de D.Va - Capítulo 5 - Arquivo 5 - Nightmare



  Arquivo 5



   ***



 Genji abriu seus olhos e não viu o reflexo esverdeado que a máscara proporcionava a ele. Ele sentiu algo macio em suas costas, como se estivesse em uma cama. Ele apertou o... colchão? Sim, ele estava em uma cama, mas não era uma comum, era a que ele tinha no Castelo Shimada. Mas a textura estava diferente ao toque, mais sensível. Ele levantou a mão e se espantou ao ver que não era nada sintético, era uma mão humana. O rapaz levantou da cama em um salto e sentiu uma leve dor ao pular do beliche e seu calcanhar estalar. Ele tinha vontade de rir, a dor era boa demais. Hanzo não estava na parte de baixo, certamente havia levantado para treinar. Aquela visão era tão real, mas não podia ser verdade. Tudo era bom demais. Ele correu até o lavabo e olhou para o espelho. Não podia ser ele, quer dizer, era ele, mas não havia cicatriz, não havia fio metálico ou um corpo sintético. Era apenas ele com uma camiseta verde e um short preto.

 -Jovem Shimada? Hora do café! – ele ouviu uma voz feminina rouca, com um visível sotaque, pois apesar de ser asiática, não era japonesa. De quem era aquela voz? Mas é claro! Era Haoru! A gentil governanta do castelo, mas aquilo não fazia sentido. Ela havia morrido em um ataque aos Shimada. Ele se lembrava perfeitamente de ter chorado por dias quando aconteceu, mas ela estava ali, viva. Ele saiu correndo do banheiro e era ela mesma. O jovem se aproximou dela lentamente. Ela fez uma cara assustada com o ato e ele apertou o ombro dela. Em um pulo, ele a abraçou com força.

 -HAORU! HAORU!! Você está aqui!! Como eu senti sua falta!! Ah, Haoru! Sofri tanto sem você! – uma lágrima escorreu pelo seu rosto sorridente. – Prometo proteger você dessa vez! Eu juro! – a senhora ficou assustada e afastou Genji com um empurrão e saiu correndo do quarto gritando.

 -Socorro, o menino enlouqueceu!

 Ele apenas sorriu e andou até seu guarda-roupa. Apenas pegou a faixa larga que usava sempre e enrolou no pescoço e nos ombros, substituindo o short por uma calça preta e coturnos da mesma cor. Lavou o rosto. Ah, como era bom sentir a água correr por sua pele e respingar em sua roupa. Não havia mais a dor de todas aquelas peças penetrando em sua pele. Ele riu novamente. Aquilo não era um sonho. Estava acontecendo. Ele não sabia como aquilo aconteceu, mas não importava. Ele andou pelos corredores, cumprimentando todos que passavam com um sorriso. Todas aquelas pessoas já haviam morrido em suas lembranças, mas ali estavam vivos, até mesmo a pequena Lyn, a netinha de Haoru, estava brincando atrás dos vasos milenares dos Shimada. Naquela época, ele vivia brigando com ela por medo de que ela quebrasse um, mas naquele momento, ele apenas gesticulou para que ela continuasse. Aquela menina cheia de alegria lembrava um pouco Hana, mas certamente não era ela. Lyn havia morrido há anos também. A menina se aproximou dele com a cabeça baixa e mãos atrás das costas, esperando o sermão. Ele se agachou e pegou no queixo dela.

 -Ei! Não vou brigar com você. Pode mexer a vontade. – ela continuou olhando para baixo – Você sabia que temos que olhar nos olhos de uma pessoa quando falamos com ela? Não precisa se esconder. – disse ele, gentilmente. Ela olhou para ele. Ele sentiu um arrepio e sua garganta travou. Aqueles olhos castanho-escuros eram de Hana, ele nunca havia reparado neles até a noite do beijo. Talvez fosse alguma parente distante, tinha que ser. Não podia ser a D.Va. O coração dele acelerou e ele arregalou os olhos. Na noite que se conheceram, ela gritou o nome dele quando ele disse que havia morado no castelo. Era por isso que ela sabia? Era alguma lembrança distante?

 -Desculpe, senhor. Minha vovó me avisou pra não mexer mais ou vai me mandar pra casa com meus pais, mas eu acho tão bonito – disse ela, com sua voz infantil, mas era ainda parecida com a atual. Ela não devia ter mais do que 4 anos. As idades batiam. Por Deus, era ela. Como ele não tinha percebido antes?

 -Ahn, p-pode... sim, c-como eu disse antes. – ele tentou se livrar do choque – S-se Haoru perguntar, diga que eu mesmo... deixei.

 -Obrigada, senhor Genji! Quando eu me casar com o senhor, vou poder morar aqui e ser dona de todos esses vasos e espadas e escudos e tudo o mais? – ela perguntou, sorridente. Lyn mal sabia o que iria acontecer dali pra frente, como suas vidas iriam mudar radicalmente com a Guerra. Ele engasgou.

 -C-como?? De onde tirou isso, criança??

 -Ora, eu quero um marido guerreiro e bonito como o senhor! Pra gente treinar junto! – ele se lembrava de ter ouvido essas palavras. Ela imitou Genji com suas espadas usando sua boneca. Aquela conversa havia acontecido antes, mas ele não estava tão trêmulo e nervoso, pois no futuro, que ali apenas ele parecia conhecer, eles se apaixonaram. Era um momento tão insignificante que ele havia esquecido, mas agora parecia ser crucial. Ela beijou a bochecha dele e saiu correndo.

 -Deus, o que eu fiz pra merecer isso? – ele resmungou, olhando para cima. Ele afastou o pensamento que ainda o ruborizava e relaxou. Naquele dia, ele não encontraria o irmão, mas decidiu mudar isso, afinal, naquela época, Hanzo era seu melhor amigo. Faltavam cinco anos ou mais para eles se desvencilharem. Ele decidiu procurar ele. Aonde estava Hanzo?

 Ele começou a olhar em todos os lugares, mas parou para pensar, certamente Hanzo estava com alguma namorada embaixo da ponte próximo a sua árvore favorita. Ele se apressou em andar. Após cinco minutos, ele chegou até a arvore e ouviu sons de beijo. Como ele presumira, Hanzo estava ali com alguém. Ele estava prestes a ir embora quando ouviu a segunda voz dizendo “Nosso segredo, eu juro”. Não foi o fato de ser uma voz masculina que o assustou, mas sim, ser a voz de...

 -McCree?? – Genji deixou escapar e depois tapou a boca, então McCree e Hanzo se conheciam muito antes do que ele pensava. Os dois se paralisaram, pois estavam escondidos embaixo da ponte para que ninguém os visse juntos.

 -Merda. Meu irmão. – Hanzo arfou, trincando os dentes.

 -Ele não pode saber sobre nós. – sussurrou Jesse, desesperado.

 -Ele disse seu nome! Ele já percebeu! Droga!

 -Mas eu nem conheço ele, eu juro!

 -Vai embora, McCree. Agora.

 -Mas... Hanzo, e nós dois?

 -Isso nunca aconteceu, por favor. – Hanzo implorou.

 -Se eu for agora, Hanzo Shimada, eu juro nunca mais voltar.

 -Então vai. Você foi um erro e só agora eu vejo isso. – Hanzo amava Jesse com toda certeza, mas sua vergonha era muito maior.

 Genji sentiu seu coração parar. Jesse tinha razão. Ele estava agindo como Hanzo. Passando pela mesma situação que ele havia experimentado nos últimos dias. Era alguma maldição de família? Sendo culpa dele ou não, aquele momento iria acontecer. Aquela sensação de alegria havia se esvaído totalmente. Ele olhou para o céu e parecia que ia chover. O vento gelado arrepiou sua nuca. A sensação de um sonho acabou. Aquilo tinha se tornado um pesadelo terrível. Reprises da Guerra invadiram sua mente, o ataque ao clã Shimada, sua morte, seu ressurgimento, as guerras que ele lutou ao lado Overwatch, a batalha em Hanamura, o beijo. Tudo começou a desabar a sua volta e o que sobrou foi um campo cinzento, fumegante e triste. Então, as gotas geladas começaram a pingar. Os raios clareavam e escureciam aquele momento sombrio, fúnebre.

 -Genji. – ele se apavorou, era sua própria voz, mas abafada pela máscara. Ele olhou para trás e viu sua versão cibernética o observando. Em meio segundo, ele estava frente a frente com ele mesmo do futuro, uma versão já torturada do caçula Shimada. Sem sequer dar algum tempo para o jovem pensar, tirou sua espada e cravou no peito de Genji sem nenhum remorso. Ele se afastou. O rapaz arfou de dor, sentindo o sangue manchar sua blusa. Ele sentiu que não havia mais ar e se deitou para morrer. Era o fim. Surpreendentemente, o ninja cibernético o ergueu na mesma altura que ele, o abraçou e então algo começou a acontecer. Ele se tornou incorpóreo começou a entrar lentamente no corpo de Genji como se fosse fumaça em sua boca. Os olhos de Genji lacrimejaram e ele caiu no chão, tossindo. Quando ele se levantou, olhou para a própria mão. Ela estava como antes. Ele era um ciborgue novamente, mas ainda preso naquela campina morta. Sombra apareceu para ele em meio à chuva.

 -Eu avisei que você seria meu. – ela disse, rindo cruelmente. Ele não sentia ódio, apenas submissão. Ele apenas queria obedecer ela, como se sua vida dependesse disso. Ele não podia lutar contra esse sentimento. Um clarão o levou novamente para a sala de reuniões que ele destruiu. Ele olhou para os lados, mas ela não estava ali. Apenas em sua mente.

 -Estou aguardando suas ordens. – disse ele, em posição de sentido.

 “Isso vai ser bem divertido.”


Notas Finais


Meu carinho especial a ~HanaShimada por sempre me inspirar para novos capítulos. Melhor leitora do Spirit <3


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