História After the War Begins - Overwatch pelos olhos de D.Va - Capítulo 6


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Categorias Overwatch
Personagens Bastion, D.Va, Genji, Hanzo, Junkrat, Lúcio, Mccree, Mei, Mercy, Pharah, Reaper, Soldado: 76, Tracer, Widowmaker
Exibições 32
Palavras 2.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel
Avisos: Álcool, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Arquivo 6 - Invasão


Fanfic / Fanfiction After the War Begins - Overwatch pelos olhos de D.Va - Capítulo 6 - Arquivo 6 - Invasão

 Arquivo 6

 

 

 

 “Escute, mi corazón. Você vai agir normalmente na missão de hoje. Se esforce para se aproximar de Widowmaker e Reaper quando estiverem sozinhos. Eles saberão que você está do nosso lado. Lute com eles contra os terroristas e os ajude a entrar na Overwatch aconselhando Winston. Ele vai ficar relutante no início, mas ele ainda é um tolo que acredita nas pessoas. Eles terão uma atuação bem convincente, então não será difícil tão para você”.

 -Sim, senhora. Mais alguma ordem? – perguntou Genji, formalmente.

 “Mais nada, por enquanto. Quando chegar a hora, você vai vir até mim. Fique pronto. Quando acontecer, eu lhe mandarei a localização.”

 -Entendido. Estarei esperando.

 “Muito bom, totó”, ela disse, rindo. Era delicioso ter o controle sobre ele. Ela sentia que se pedisse para ele atirar em sua própria cabeça, ele o faria. “Sombra desligando”.

 Genji caminhou até o HANGAR 2, aonde todos esperavam organizados em fila e devidamente uniformizados. D.Va estava no último lugar na organização. Ele andou até chegar atrás dela. Eles estavam próximos até demais. Um arrepio percorreu a espinha de Hana quando ela o viu atrás dele. Ele reagiu com indiferença. Todos começaram à andar, cada um sentando ao lado de sua dupla dentro da gigantesca nave. D.Va ainda não tinha um MEKA novo, então se armou com o que tinha ali. Genji sentou em seu lugar, rapidamente. Hana o seguiu e sentou uns 30 cm de distância. Aquela viagem não seria tão longa, contando com a velocidade absurda das naves da Overwatch. Em 20 minutos, eles estariam no objetivo. Tempo em que todos permaneciam em silêncio. D.Va observou que Symmetra não abandonava seu tablet transparente. Ela estava projetando naquela hora? O piloto anunciou que o pouso seria em alguns minutos. Todos ficaram de pé, brandindo suas armas. Tracer e Lúcio cochichavam a todo momento e Tracer deixou escapar uma risada. Eles pareciam felizes e se completavam de uma forma nada dramática ou melosa, apenas divertida. Ela se lembrou que já foi apaixonada por Lúcio, mas nesse momento, ela só pensava em como ele e Lena ficavam bem juntos. Ela arriscou uma olhado para o rapaz ao seu lado e reparou que ele não se mexera desde que subiram e, obviamente, não haviam trocado uma palavra sequer. A nave pousou e os agentes começaram a descer e, como ela e Genji estavam na fileira mais reclusa, foram os últimos a sair. Antes de chegarem ao solo, Hana pegou em seu ombro e pediu para que ele a escutasse.

 -Olha, se vamos trabalhar juntos, precisamos ter algum diálogo. – disse ela, olhando para ele em uma feição triste.

 -Claro. – Ele respondeu, seco.

 -E quanto àquele assunto, fique tranquilo que não tocarei nele.

 -Afirmativo. – sua falta de paciência era perceptível.

 -Uau. Você tá mais esquisito do que o normal. Até parece um... – nesse momento, ele virou seu rosto para ela de forma ameaçadora, ela tinha ciência de que ele queria que ela se calasse. Alguma coisa tinha mudado. Aquele era Genji, mas não o dela. Genji era estranho, calado e reservado, mas nunca fora assim. Uma máquina. Ela não ficou com medo dele, mas sim das possibilidades. O que havia acontecido? Ela deu um suspiro antes de continuar – ...Robô.

 -Todos em suas posições! – Winston alertou. Os sons dos tiros encheram os ouvidos dos agentes. D.Va parou para prestar atenção. A mulher roxa (ou seria azul?) estava atirando contra os... terroristas? Mas os relatos diziam que o ataque era deles. Genji a puxou pelo braço e os dois desceram correndo pelas escadas do heliporto. Ela olhou para Winston e reparou que ele também não entendia o que estava acontecendo. O prédio estava cercado por tanques hackeados, ou seja, eram inúteis para o uso militar. Ao ver os agentes da Overwatch, ela pendurou uma corda em sua perna e, como uma aranha, desceu lentamente até uma das janelas, aonde haviam 5 homens. Ela os matou rapidamente e entrou pela mesma janela, onde, ao fundo, Reaper a observava. Os dois correram até sumir de vista dentro do prédio.

 -Só pode ser um truque! – Reinhardt gritou.

 -Mas que diabo...? – Torbjörn estava tão confuso quanto os outros.

 “Sua deixa, eles estão em posição”, Sombra ecoou na mente de Genji.

 -Vamos atacar os terroristas! Agora! – Winston gritou. Todos começaram à agir, usando suas habilidades. Os terroristas caiam mortos facilmente, mas eram muitos. Quantos haviam vindo para esse ataque? Uns mil? Genji começou à correr em direção ao prédio, rasgando ao meio os que apareciam em sua frente. Os outros estavam ocupados demais para perceber aquilo. D.Va o seguiu.

 -Ei! O Winston disse para ficarmos juntos! – ela gritou, em meio à corrida.

 -Não me siga, estou avisando!

 -Não me diga o que fazer! – ela gritou, irritada.

 Ele parou por um segundo e abaixou a cabeça.

 -Hana... Eu... – ele sussurrou entredentes, mas foi interrompido. Ele se virou e começou à caminhar até ela e então parou, olhando para trás por um segundo e para frente novamente. Ele parecia tonto, confuso.

 “Não.”

 Era ela. A garota irritante. Sombra não havia conseguido visualizar antes. Ela sabia do sentimento de Genji por alguém, mas não sabia que se tratava daquela garota. Era tão fácil ela fazer o ninja enfiar uma de suas espadas na garganta dela. A vontade era irresistível, mas ela não poderia pôr tudo à perder por uma vingança naquele momento. Aquilo ficaria para mais tarde.

 -Se afaste agora ou vou ser obrigado a fazer isso por você. – ele voltou ao seu tom anterior. Aquilo era uma ameaça. Ele, definitivamente, estava ameaçando ela. Aquilo só podia ser um pesadelo. Ela ficou paralisada enquanto ele subia os andares matando capangas. Mas ela tentou retomar a energia. Em um passe, tirou suas pistolas de luz e atirou contra os que começavam à cercá-la. Ela era rápida, sorrateira e delicada, o que facilitava o serviço. Sua vó vivia dizendo que ela era como um lince quando estava viva. Até a tinha apelidado carinhosamente por causa disso. Era...

 -Lyn? – ela ouviu alguém dizer. Era uma voz masculina. Ela olhou para trás e viu ninguém mais, ninguém menos que Genji jovem. O tempo havia ficado mais lento. Era estranho não ver ele com sua carcaça robótica. Ele parecia desesperado. Uma garotinha baixinha de cabelos compridos correu até ele. Ele a ergueu e a abraçou com muita força, começando à chorar. – Eu sinto muito! Eu sinto muito! – D.Va sentiu seu coração apertado ao ver aquela cena. Ele visualizou Hana, parecendo surpreso. Ele soltou a garotinha, que veio correndo em direção à Hana e desapareceu ao se chocar com D.Va. Havia familiaridade em seus traços. Ele caminhou até ela, pegando em seu rosto com suas mãos trêmulas, mas também suaves. E, como se não pudesse evitar, o beijou suavemente, abraçando o rapaz como se sentisse saudade. Eles se beijaram mais uma vez e ela sentiu uma lágrima que não era dela escorrer. Era dele.

 -Hana! Eu não quero! – ele choramingou, abraçando ela ao peito dele.

 -Genji, quer me dizer o que tá acontecendo?

 -Eu não consigo! Eu... eu... estou preso.

 -Preso? – ela levantou a cabeça, olhando em seus olhos.

 -Me escuta. Se precisar me matar, eu quero o que faça. – disse ele, apertando os ombros dela.

 -Eu jamais assassinaria algum aliado. Principalmente você.

 -Não é assassinato quando se já está morto. – ele sussurrou, falando sério.

 -Bem gótico você, hein. – ela comentou. Ele franziu o cenho e arregalou os olhos.

 -Deus. Eu vou fingir que não ouvi isso. – ele mordeu o lábio inferior em uma tentativa de não rir.

 -Não me aguentei. – Hana começou à gargalhar e Genji a acompanhou – Você é muito dramático às vezes.

 -É por isso que eu te amo, sabia? Nem em um momento como esse você perde a piada. – ele olhou para baixo outra vez, sorrindo de canto. – Faz ideia de que você está num prédio cheio de terroristas? – ele apontou para o grande saguão aonde homens vestidos de preto e armados vinham em uma velocidade quase nula.

 -Ceeerto. Eu vou fingir que isso não é um sonho. – ela olhou para cima, fazendo uma cara irônica e apontou para ele – E vamos fingir que esse é você. Eu provavelmente estou desmaiada com a Mercy me enchendo de remédio. – ela coçou o queixo – ou eu morri.

 -Você não acredita? Típico mesmo. – ele cruzava os braços cada vez que ficava irritado com ela.

 -Eu acabei de passar por você. E por um acaso, você me ameaçou se eu te seguisse. – Hana estreitou os olhos, colocando a mão na cintura. Ele fez uma careta de dor.

 -Eu...

 -Chega desses “eu” toda hora. Quando você fala isso, acaba não me explicando nada.

 -Se eu conseguisse explicar essa parte pra você, eu o faria. Eu me sinto bloqueado mentalmente. Eu não entendo como.

 -Como estamos aqui conversando?

 -Estou usando meu ki.

 -Esqui?

 -K-I. Energia interna do ninjitsu. Existem nove níveis de Ki. Eu tenho poder a mais no meu sangue, por isso sou capaz de invocar o dragão verde dos Shimada. Respondendo parcialmente sua pergunta, eu sinto que estou aqui, mas não estou ao mesmo tempo.

 -Ah, tá.

 -Você não entendeu, né?

 -Nadinha. – ela admitiu, balançando a cabeça.

 -Argh. Você não colabora, também. – ele comprimiu a boca.

 -Até no meu sonho a gente vai brigar?

 -Eu já disse que não é um sonho, mulher!

 -Ei, relaxa. Tô zoando com você. Claro que eu entendi, bom, um pouco.

 -A gente podia aproveitar esse momento pra... você sabe.

 -Terminar aquilo que a gente começou na árvore?

 -Pervertida. – ele riu, se aproximando dela novamente – Não é isso. Eu quero te pedir pra tomar cuidado. Eu sinto um perigo vindo, não sei.

 -Falou. – ela disse, beijando ele novamente. Então, ela sentiu algo molhado e quente escorrer pelo peito dela. Genji caiu no chão. O sangue saía dele. Ela se agachou ao lado dele e pegou seu tronco, o apoiando sobre as pernas– Ah, meu Deus!

 -Se... acalma. É normal, o ki está se esvaindo. – disse ele, tocando no rosto dela. O tempo começou à se acelerar e Genji sumiu de seus braços. Ela tirou as pistolas e atirou furiosamente contra os inimigos. Reinhardt entrou no prédio com McCree, Tracer, Winston e Symmetra, todos preocupados.

 -Graças à Deus você está bem! Acabou a atividade dos terroristas, o prédio está livre. – Winston sorriu, ajeitando os óculos – Onde está o Genji? Ainda temos que achar os agentes da Talon. Eles podem não ser os culpados, mas ainda são criminosos.

 

 

 

  ***

 

 

 Widowmaker e Reaper se reuniram em um dos luxuosos escritórios da Omnics e Humanos Unidos, Gabriel se jogou em uma cadeira executiva e Amélie sentou na mesa. Os dois esperavam o agente infiltrado de Sombra.

 -Nossa, para pessoas que lutam pelo direito de todos, eles não conhecem o significado de humildade. Imagine o preço desse lustre. – Gabriel comentou, olhando para cima.

 -Eu teria que matar um político para ter um desses, Reyes. – Widowmaker concordou. Os dois ouviram com atenção a maçaneta girar, os dois tiraram suas armas e miraram na porta. Quando ela se abriu, o ciborgue estava ali com um capanga preso no braço esquerdo. Tinha acabado de degolar o homem com golpe só. Ele embainhou a espada.

 -Reaper. Widowmaker. – ele cumprimentou os dois, entrando na sala.

 -Genji? – Reyes ficou espantado. Eles já trabalharam juntos em um passado distante, na época em que ambos eram, legalmente, agentes da Overwatch.

 -Sim, senhor? – Genji se curvou para ele.

 -É lamentável ver você dessa forma. Realmente triste. – o ninja apenas ouviu, sem se mover de sua postura ereta.

 -Eu considero fabuloso! Mon Dieu! Sombra é mesmo competente. Eu mesma já passei muitos problemas nas mãos desse rapaz, quase fui presa. Como o mundo dá voltas. – Widowmaker disse, sorrindo e andando em volta de Genji, olhando-o de cima à baixo.

 -Eles estão chegando, sugiro que se preparem. Vamos descer juntos para nos encontrarmos. – o ciborgue sugeriu.

 -Excelente. Vamos, mon chéri. – ele abriu a porta com cautela. Os três começaram à andar em sincronia. O elevador mostrava que alguém estava subindo. – Eles chegaram.

 Então, as portas douradas se abriram horizontalmente. Foi um susto para todos. Os membros da Overwatch ali presentes tiraram suas armas, até mesmo Hana. Os da Talon fizeram o mesmo. Winston logo falou.

 -Muito bem por pegar esses criminosos, agente Shimada. Mas não entendi o motivo de eles ainda estarem armados.

 -Eles não estão aqui como inimigos, Winston. Eles me ajudaram neste andar, como pode ver. – ele apontou para alguns homens baleados, outros cortados ao meio.

 -O que está sugerindo? – Symmetra indagou. – Que esses terroristas são heróis?!

 -Quem nos defende contra os vilões é o que? – a voz dele estava cansada. – Todos aqui são ilegais. Quero que levante a mão um que não seja.

 -Ele enlouqueceu. – McCree sugeriu. Winston pensou por um instante.

 -Está bem. Mas vocês ainda assim estão presos, para termos certeza de que não vão aprontar. Larguem suas armas, agora! – Winston disse, com uma voz autoritária. Os dois jogaram suas armas no chão. Ele estendeu duas algemas à base de choque para Tracer e Symmetra. – Minhas queridas, algemem eles. – Ninguém ali entendeu a atitude de Winston, estava fácil demais. Mas ele obviamente tinha um plano reserva. Era um cientista muito inteligente. Ele imaginava o que estava por vir.



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