História After the War Begins - Capítulo 7


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Categorias Overwatch
Personagens Bastion, D.Va, Genji, Hanzo, Junkrat, Lúcio, Mccree, Mei, Mercy, Pharah, Reaper, Soldado: 76, Symettra, Tracer, Widowmaker
Tags Ação, Genva, Mchanzo, Overwatch, Pharmercy, Romance
Exibições 129
Palavras 2.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem por não creditar o artista. Achei no google, entao não havia fonte.
Eu tentei reduzir ao máximo esse capítulo, aumentando os diálogos porque iria ficar muito pesado (e ainda ficou pesadão)
Bom, esse é um dos mais importantes capítulos da história até agora com um dos meus personagens favoritos.
Espero que gostem e tals. Beijo
Eu sei que faltou D.Va aqui, mas não dava pra continuar sem essa parte. Depois vocês vão entender.

Capítulo 7 - Arquivo 7 - Luz Morta


Fanfic / Fanfiction After the War Begins - Capítulo 7 - Arquivo 7 - Luz Morta

Arquivo 7

 

***

 

 Jack Morrison odiava o México e isso era um fato.

 Ele sempre ia até lá para lembrar os velhos tempos, a época em que era vagamente feliz, mesmo com a Crise Ômnica em seu auge. Gabriel entraria na equipe quatro anos depois daquele dia na equipe. Apenas ele, Torbjörn, Ana, Winston e Reinhardt formavam uma equipe não-oficial. Winston e Torbjörn estavam patrulhando as ruas de Dorado. O restante estava no telhado, em um clima festivo inacreditável. Reinhardt não parava de mandar cantadas para Ana, a Capitã Amari, a bela jovem egípcia que havia entrado na equipe na função de sniper, ninguém conseguia escapar da mira implacável dela.

 -Você é tão linda que até um cego acreditaria em amor à primeira vista. – disse ele, se inclinando em uma das lacunas e erguendo as sobrancelhas. Ana e Jack começaram à rir desvairadamente.

 -Cala a boca, Rein! – Ana continuou rindo. – Essa foi horrível!

 -Viu como ela me ama, Jack?

 -Eu percebi mesmo! Não é, Ana?

 -Caiam fora, vocês dois! – Rein continuou à gargalhar junto com Amari. Jack sorriu de canto e olhou para os agentes.

 -Acho que vou fazer isso mesmo. Não tem nada por aqui e eu não quero atrapalhar o casalzinho. – disse ele, se virando. Ele sabia que Ana ficaria verdadeiramente irritada com aquele ato. Reinhardt apenas ergueu os ombros.

 -CASALZINHO? – ela gritou, furiosa, enquanto Jack, rindo, pulava para um telhado de um prédio para o outro. Graças à sua super resistência, ele não se machucou, apesar da altura ser gigantesca. Então, ele mandou apenas um tchauzinho para os dois.

 Morrison começou à andar pelas ruas mal iluminadas de Dorado, segurando sua arma para alertar aos marginais para que não se aproximassem. Mais à frente, ele ouviu um barulho que vinha da outra rua. Uma mulher e um homem discutiam rispidamente em espanhol. Por trás do homem de pele escura e olhos azuis-marinhos havia quase uma dezena de capangas com tatuagens brilhantes. Um projeto de “Los Muertos” do passado, talvez? Como o escoteiro que era, queria ajudar a moça. Ele girou a lente vermelha em frente aos seus olhos para ver melhor ela no escuro. A mulher não era muito alta, tinha uma pele levemente caramelada, olhos de uma cor castanha que se aproximava ao vinho, lábios grossos e cabelos curtos cortados de forma desleixada, com uma cor inacreditável. Eram verde-água. Ela nunca tinha visto uma mulher que era daquela maneira, nem mesmo Ana tinha uma postura tão autoritária. O homem e ela gritavam muito. Ele apontou o dedo para ela e a empurrou. Ela arreganhou os dentes, nervosa, e deu um soco que o fez cair para trás. Os homens apontaram suas armas para a insolente. O rapaz que apanhou se levantou e tirou uma pistola. Ela fez o mesmo, como um reflexo involuntário e então, ao mesmo tempo, os dois sentiram o metal gelado em suas testas.

 -Perra maldita! Hija de puta! Si no fuera por nuestro padre, usted estarías muerta em mis manos. – ele grunhiu. Jack não sabia quase nada de espanhol, então foi se aproximando lentamente para evitar uma provável tragédia gigantesca.

 -Pues bien, nuestros padres están muertos, haga lo que quiera. Actúa como si siempre hes hecho, cobarde! Asesino!

 -Jefe, mira allí! Un soldado estadounidense! – gritou um homem baixinho e engordurado, apontando para Jack. Ele logo percebeu que se tratava dele e se aproximou ainda mais, fazendo o homem que apontava a arma para a cabeça da mulher de cabelos verdes prestar atenção nele.

 -O que faz aqui, cabrón?! – ele gritou para Morrison, apontando a arma para sua cabeça, deixando a mulher confusa. – A escória americana não é tolerada aqui!

 -Eu estou aqui em uma missão pacificadora, senhor...

 -...Juan Lorenzo! – o homem disse, rudemente.

 -Certo, senhor Lorenzo. Eu vou pedir gentilmente para que você e seus homens se retirem daqui e deixem a senhorita em paz ou serei obrigado à tomar essas armas que eu creio não terem o visto da lei.

 -Acha que pode interferir em assuntos de família? – ele perguntou, rindo ironicamente. – Nós somos 22 e você apenas 1.

 -Posso ser mais do que você pensa. – Jack disse, olhando para baixo. Desdenhoso, Lorenzo tirou sua pistola e deu um tiro no braço de Jack. A bala furou a manga de sua jaqueta azul. Morrison caiu no chão.

 -Não! – gritou a mulher, olhando Jack, que acabara de tentar ajudar e em troca, foi ferido. Ela tapou a boca. Inesperadamente, o soldado apoiou os braços no chão e começou à se levantar. Ele ficou de pé e olhou para o ferimento como se nada tivesse acontecido. Os homens arfaram. Morrison levantou uma sobrancelha e tirou a bala, olhando para o minúsculo projétil com desdém, jogando-a no chão. O ferimento se fechou imediatamente.

 -Eu admito que nessa você me pegou de surpresa, o que é uma pena, eu adorava essa jaqueta. Bom, Juan, vou fingir que isso não aconteceu ou vou ter que chamar uns amigos pra você conhecer.

 -Impossible! – Juan arfou. A mulher atrás dele apenas sorriu, aliviada. – Obra del demo!

 -Demo? Não, não, não. – Winston apareceu nas sombras junto com Torbjörn. – Se chama ciência, amigo.

 - D-Diós reprenda éllos! – ele e seus capangas começaram à recuar, amedrontados. – Esse assunto não acabou, Marina! Ainda temos muitos assuntos para tratar! Você teve sorte com seus demônios, destraçada! Na próxima não vai ser assim! Eu ainda vou te matar.

 Reinhardt e Ana chegaram no lugar e os homens se apressaram ainda mais. Rein colocou seu martelo nos ombros de forma descontraída.

 -Ana disse pra virmos atrás de você, Morrison. Que ideia foi aquela de deixar a gente sozinho? – Reinhardt disse, irônico. Amari olhou para ele raivosamente.

 -EU queria ver que droga você ia fazer agora. – ela o corrigiu.

 -Ainda bem que chegamos à tempo de evitar esse conflito contra essa... moça sozinha? – Winston olhou para a tal Marina. – Ou você é corajosa ou ingênua.

 -Tudo bem, pessoal. Que bom que resolvemos, não é? – disse Jack, sorrindo para a mulher de cabelos verdes.

 -Obrigada, senhores. Tenho problemas de longa data com meu meio-irmão. – ela mordeu o lábio – Acho que vocês poderiam deter ele e as ações nojentas da equipe dele. – Marina estendeu a mão para Morrison, sorrindo. – Sou Marina Reyes. Como chamam você, anjo-demônio?

 -Jack Morrison. – Ele sorriu de volta, apertando as mãos calejadas da jovem.

 Aquele momento mudaria sua vida para sempre. Os dois se apaixonaram perdidamente, mas 76 nem imaginava o que iria acontecer à eles. Ele conheceria as dores da guerra. Ela perderia tudo. Os dois se afastariam. Ela perderia um braço. O amor não ia se apagar tão fácil, a saudade que um sentia pelo outro era mais forte que qualquer dor. Certo dia, ela o chamou para contar algo que ela jamais deveria ter escondido dele. Ela parecia tão feliz ao comunicador, mas havia uma missão no Cairo. Eles haviam combinado seu encontro à tarde, mas ele não conseguiu chegar à tempo. Ele chegou em Dorado junto com Ana, sua amiga.

 Já estava anoitecendo, ele acendeu seu dispositivo.

 -Marina! Está me ouvindo? – ele olhou para a luz cinzenta e chuviscada que a pecinha emanava. – Aposto que ela perdeu outra vez. – disse ele, olhando para cima. – Ana, você pode esperar aqui? Assunto rápido.

 -Ande logo, eu tenho que ir ver a Fareeha. Hoje ela completa 2 anos. Não posso perder a festa da minha própria filha. – ela avisou, assentindo para Jack.

 -Se lembra da última vez que eu e você estivemos juntos nessa cidade? – Morrison a fitou Ana sobre os ombros.

 -Sim, 3 anos passam muito rápido.

 -Eu volto em meia hora.

 -Meia hora? Há! Duvido muito.

 Ele sorriu e desceu do heliporto, apressado. Ele não imaginava o que Marina contaria, mas sabia que seria algo muito bom.

 Porém aquilo jamais aconteceria.

 Ele entrou em pânico.

 Seu coração parou.

 Seu cérebro parecia ter se desligado.

 Era a casa de Marina.

 Ela estava em chamas.

 -MARINA! – ele começou à chorar e correu em direção à porta, arrancando a jaqueta longa para entrar – MARINA! MARINA! AH, DEUS! NÃO!

 Ele correu pela sala em chamas. O fogo lambia sua pele e o queimava arduamente, mas ele ignorava a dor absurda. Ele apenas queria ver que Marina não estava ali. Quando chegou no quarto dela, ele quase deu um grito de dor e horror.

 O corpo de Marina estava com o corpo semicarbonizado, seu rosto não havia sido poupado. Seus cabelos verdes haviam sumido e os olhos revirados. O cheiro de carne queimada invadia as narinas do soldado. A cena era horrível demais. Jack gritou alto, pegando o cadáver nos braços. Ele queria morrer ali mesmo, então ficou esperando o fogo consumir ele também. Talvez o fogo o matasse, apesar de ele ser um super-soldado. Então, ele escutou um sopro invadindo seus ouvidos.

 “Ela vai precisar de você um dia... A nossa...”

 -Não! NÃO! VOCE NÃO PODE MORRER, MARINA! NÃO ME DEIXA SOZINHO! – Ele gritou, se levantando. Sua roupa já estava chamuscada e a ponta de seus cabelos também.

 “Você não vai ficar sozinho, Jack. Ainda existe algo nosso no mundo.”

 -NÃO!

 “Me prometa, Jack. Você é que não vai morrer. Não agora. Um dia, nos encontraremos novamente.”

 -EU NÃO!

 “Prometa para mim ou eu jamais partirei em paz.”

 -Não faz isso comigo, Mar!

 “Prometa!”

 -GRRR ...Eu... prometo.

 “Vai embora, agora!”

 -Me perdoa! FOI TUDO CULPA MINHA! FOI TUDO CULPA MINHA! CULPA MINHA! – Ele gritou, enquanto tropeçava pelos corredores.

 -JACK! Jack! Você está aí?! – Ele ouviu a voz de Ana do outro lado da porta. Ela bateu na madeira fraca com a coronha de sua arma, quebrando a estrutura pequena. – Ah, por Osíris! JACK! SAIA AGORA!

 Ele saiu, caindo no chão. Amari o arrastou até longe da casa, que explodiu. Jack se levantou e colocou as mãos na cabeça com os olhos arregalados entupidos de lágrimas. Seus braços então desabaram.

 -ANA! ELA MORREU! ANA! ELA MORREU! ANA! NÃO! – ele não conseguia parar de gritar.

 -AH, MEU SANTO OSIRIS! – ela começou à chorar, abraçando o amigo enquanto as chamas brilhavam ao fundo.

 A luz de sua vida havia se apagado naquela noite, mas ele viveria. Por ela.

 

 -Senhor, quer beber mais alguma coisa? – a voz de uma mulher aleatória o tirou de suas dolorosas memórias.

 -Sim. O que você tem de mais forte? – Ele pergunto sob a máscara. Ela apontou uma garrafa marrom.

 -Tequila pura. Bom, foi o que sobrou. Usted chegou demasiado tarde.

 -Sem problemas.

 -Uma dose?

 -A garrafa.

 -Pagamento em dólar, certo? U$S 200,00.

 -Aqui está. – ele deu o dinheiro e ela entregou à ele a vasilha. Ele começou à servir no pequeno copo à sua frente, no balcão. A mulher se afastou, limpando um copo de chopp com um pano de prato. Jack começou à prestar atenção na televisão, que alertava que houve uma invasão terrorista no prédio da Omnics e Humanos Unidos em Londres quatro horas antes, mas que os justiceiros da Overwatch haviam resolvido a situação. Ele chacoalhou os ombros e virou outro copo da bebida.

 -Vaya, viejito. Você gosta de beber, hein? – ele olhou para trás. Era Sombra, usando seu traje roxo de sempre. Ele não sacou sua arma ou qualquer coisa do tipo, apenas virou mais uma dose na garganta.

 -Me ajuda à esquecer.

 -O que?

 -Algo que não é da sua conta. – ele respondeu, rispidamente.

 -Engraçado, você é bem chato, vovô. – ela sentou ao lado dele.

 -Se esqueceu de que somos inimigos?

 -No campo de batalha. Aqui, estou pouco me fodendo pra quem você é. – ela deu de ombros.

 -Disse a mulher que quer matar Hana Song sem nenhum motivo aparente.

 -Eu gosto de um desafio. Adoro ser fria e cruel.

 -Pois não parece. – ele disse, sinceramente.

 -Bem, eu comecei por necessidade. Você não entenderia. Você não foi achado em uma caçamba de lixo e cresceu com fome nessas ruas. – ela olhou para baixo. – Quando você começa, não consegue parar. Você se torna aquilo que teme.

 -Esse papinho não vai me refrear de matar você quando ameaçar minha família outra vez.

 -A garota não é sua filha, eu aposto. – ele estreitou os olhos.

 -Como eu disse, não é da sua conta.

 -Certo. Vou ter prazer em te matar, coroa. – ela disse, se levantando. – Se me dá licença, tenho assuntos mais importantes do que um velho frustrado. Boa noite.

 

 

 

 



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