História After War - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itakuyo, Narusaku, Sasuhina
Visualizações 18
Palavras 1.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sumimasen, leitores. Acontece que de uns meses para cá, estou realmente me sentindo bem baixo-astral, e como havia comentado nas notas do capitulo passado, estive alguns dias hospitalizada, mas não comentei o motivo e acho que ele não deve ser mencionado.
Estou realmente tentando manter o foco na historia da fanfic, mas sempre que tento escrever me vejo fracassando e esquecendo tudo o que havia pensando em escrever.

Bem, no capitulo de hoje eu vou esclarecer minhas proprias duvidas sobre o tal selo no ombro de Kuyomi.

Capítulo 7 - Numero de azar


 

O cheiro característico de hospital, o quarto iluminado o suficiente para irritar os olhos molhados da kunoichi. As outras vozes tão baixas deixavam os gritos de dor mais altos do que realmente eram, a força que usava para apertar a mão de seu irmão estava clara pela vermelhidão da pele pálida.

 

- Tsunade-sama, há algo errado com a criança? Kuyomi ainda não entrou no nono mês. - Tomoe perguntou assim que a hokage entrou no quarto. Desde que sua irmãzinha havia descoberto estar grávida, era Tsunade que cuidava de seu pré-natal, dado a proximidade que as duas kunoichis tinham e ao fato de que quando a albina fora treinar em Tankazu fora a loira que cuidou da Atsushi.

 

- Tomoe, isso é normal. Eu disse que desde que ela entrou no sétimo mês a bolsa poderia estourar em qualquer momento. - Ela aproximou-se da maca onde a Atsushi estava deitada e bagunçou levemente os cabelos brancos molhados pelo suor. - Vamos ver como está sua dilatação, sim? - Foi aos pés da cama e levantou o lençol, soltando um pequeno riso quando a mais nova juntou suas pernas, um pouco envergonhada. - Kuyomi, não seja tímida. - Assim que fez o que devia, voltou ao lado da maca, apertou a mão gélida da mais nova e sorriu tentando conforta-la. - Você já está pronta, vamos?

 

Quando chegaram a sala do parto, com ajuda de Tomoe a kunoichi mais nova foi deitada sobre a maca. Seria Tsunade a realizar o parto, com auxilio de uma equipe medica e Shizune, também grande amiga da Atsushi. Mais uma contração e mais uma grito enquanto apartava a mão de seu irmão. Seu corpo já grudento pela fina camada de suor e a garganta doendo levemente, assim como os olhos irritados pela luz clara.

 

Sabia que alguma coisa estava errada, mas tinha medo de perguntar o que era. A Hokage ordenava algumas coisas e ela se sentia perdida em seu próprio medo. A equipe medica trabalhava longe de si, em um dos cantos do quarto e Tomoe permanecia estático ao seu lado, como se nem estivesse ali. Um sorriso aliviado brincou em seus lábios quando escutou o choro estridente de seu garotinho, que logo lhe foi entregue, enrolado em um cobertorzinho de um azul que lhe lembrava o chakra de Tomoe. Sentiu as lágrimas escorrendo em sua bochechas quando a criança abriu os olhos, revelando as grandes orbes do mesmo violeta que os seus. Sorriu largo ao perceber todos as semelhanças que haviam entre si, o garoto era tão igual a si e tão diferente de seu pai. Piscou forte e olhou para a direção do flash que chamou sua atenção, encontrando Tomoe ao lado de Nanami que se escondia atrás de uma câmera fotográfica. Revirou seus olhos e voltou a olhar para seu garotinho.

 

 

E então o tempo passará rápido, seu irmão havia se casado com a morena alegre, Momozono Nanami, agora mais uma Atsushi. Seu garotinho havia completado um ano e ficava constantemente com sua tia, já que a kunochi albina tinha uma esquadrão ANBU para comandar. Nada que a fizesse ficar mais de dois dias fora de Konoha. Agora mesmo, saltava de galho em galho, a caminho de Konoha, voltando após uma missão rápida em uma das vilas próximas a Konohagakure. Parou assim que algo entre as arvores chamou sua atenção, saltou para o chão e levou sua mão ao punho da espada, andou até a clareira e sorriu por baixo da mascara ao encontrar dois de seus antigos colegas de time. Aomine e Kise.

 

- Kyoucchi - Kise sorriu largo enquanto brincava com uma kunai, encostado em uma arvore em sua frente.

 

- Você não parece nenhum pouco com a garota de Kiseki no Sedai, comanda um esquadrão ANBU de Konoha, tem um filho e muitos títulos. - Aomine levantou do chão e andou três passos em sua direção, parando assim que a albina empunhou a espada de lâmina escura.

 

- O que fazem aqui? - Perguntou baixo, sabia que eles escutariam. - Estão muito longe de Kirigakure, Midorima sabe que estão aqui?

 

- Aquele idiota não manda na gente, não precisa saber o que fazemos. - O moreno respondeu rude, cruzou os braços e sorriu. - Seu chakra... Akashi?

 

- Uh. - Ela resmungou e guardou sua espada na bainha.  - É sim, também possuo o Emperor Eye. - Respondeu enquanto tirava a mascara, deixando a mostra sua face inexpressiva e os olhos heterocromaticos, o violeta e amarelo em um belo contraste. - Mas agora, o que acha de me contar o que fazem aqui?

 

- Ora, Kuyocchi. Aominecchi e eu viemos ver você - Kise se afastou da arvore e num piscar de olhos, estava atrás de si, com as mãos apoiadas em seus ombros. - Viemos entregar um presente. - Vacilou quando sentiu algo como uma corrente elétrica correr por todo seu corpo, caiu de joelhos e seus sentidos pareciam bagunçados. - Kyoucchi, você foi uma menina muito desobediente. Foi embora com seu irmão e nos deixo para trás, você matou nossos líder. - O forte chute acertou em cheio seu estômago, lhe fazendo cair para trás e cuspir um pouco de sangue que sujou a pele pálida. - Kuyocchi, você merece ser castigada. E foi por isso que selei você. - Ele riu, acertando mais um chute na lateral do corpo magro. -  Em alguns anos, esse selo vai ser ativado e você vai morrer. De forma lenta e dolorosa, você vai delirar, enxergar coisas onde não existem.

 

- Sumimasen, Kyou. - Aomine estava ajoelhado ao seu lado e envolveu seu pescoço com um dos braços, levantando sua cabeça e selando rapidamente seus lábios. - Quando nos encontrarmos novamente, vou matar você na frente de sua família. Isso, é claro, se o selo não tiver matado você. - Riu fraco e novamente selou seus lábios aos da Atsushi que permanecia estática.

 

-Kyoucchi, seu numero de azar é cinco, lembre-se disso - Kise sussurrou em seu ouvido e observou Aomine se afastar. - Aominecchi está sofrendo bastante com isso, ele sempre gostou de você e você sempre gostou de Akashi. - O loiro suspirou e quando o amigo sumiu entre as arvores, para provavelmente o esperar longe dali, voltou a olhar para a albina que mantinha um sorriso nos lábios e uma kunai na mão. - Sempre fui desatento. - Comentou antes que a kunoichi lhe cortasse a garganta.

 

 

Quando entrou no escritório da Hokage, sem se importar com a presença do time oito e de Kurenai, entregou seu relatorio para a Senju e quando prestes a sair, foi ao chão, desacordada.

 

 

- E então, Kuyomi. Onde estamos? - Itachi olhou em volta, a cabana de madeira parecia prestes a desmoronar, assim como a Kunoichi que fechava os punhos com força.

 

- Minha antiga casa, a cabana de Kiseki no Sedai. - Falou meio baixo e se virou, ficando de costas para os irmãos e começando a caminhar, sumindo entre o nevoeiro. Os irmãos logo atrás de si. Em pouco tempo de caminhada, encontrou um pequeno jardim com algumas lápides. - Olá, Kiseki no Sedai. - Sorriu fraco e se permitiu cair de joelhos quando a familiar corrente elétrica lhe correu pela coluna, tantas lembranças bagunçando sua mente. Seijuro Akashi. Ryouta Kise. Daiki Aomine. Shitarou Midorima. Todos mortos por ela, seus companheiros, sua família. Ela sabia como Itachi se sentia desde o massacre do clã Uchiha, sabia como a culpa corroía por dentro e como era difícil aguentar as lembranças. - Sumimasen, Akashi-kun. Eu jurei que mesmo longe iria amar somente você, mas falhei. - Já estava chorando. - Ryouta, seu maldito. Eu lhe perdoo por estar me matando, então me perdoe por ter te matado. - Sorriu fraco ao se lembrar de quando Kise lhe alegrava com suas piadas sem graça quando seus irmãos brigavam com sigo. - Ah, Aomine-kun. Se eu soubesse... se soubesse que você me amava, eu teria feito ser diferente. - Ao menos, agora, sabia que em todas as vezes que o azulado lhe protegia ou se mantinha sempre abraçado a si era porque a amava, era uma tola por não ter enxergado tal fato antes de ir para Konoha.- Midorima, sumimasen. Eu sei que você estava lá para me ajudar com o selo, mas eu o matei por medo. Pode me perdoar?

 

- Você pode nos contar o que esta acontecendo? - Sasuke estava ao seu lado, a mão apoiada em seu ombro e o olhar perdido nas lápides.

 

- Estou morrendo, Sasuke. - A kunoichi admitiu em voz baixa e sem pensar direito, abraçou o Uchiha mais novo, fazendo-o se desequilibrar e cair, levando consigo a Atsushi. - Sasuke, eu estou com tanto medo. Onegai, não me deixe morrer. - Agora, ela se encontrava chorando todas as lágrimas que prendia desde que fora selada. - Eu ainda tenho que resolver tantas coisas, Sasuke. Não me deixe morrer. - O Uchiha mais novo olhou para seu irmão e Itachi parecia tão confuso quanto ele.



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