História Afterlife - H.S - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Criminal, Drama, Harry Styles, One Direction, Policial, Romance, Sobrenatural, Suspense
Exibições 104
Palavras 3.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores, nem demorei tanto assim né? Só um tiquinho kkkk
Espero que todos estejam bem. Quero dizer um obrigada por tudo até agora, todo o apoio e por dizerem que não vão abandonar a história, assim nem a mim <3
Boa leitura para todos, me desculpem por qualquer erro. As vezes eles passam por despercebido.

E que comecem os problemas...

Capítulo 21 - Twenty One


Minha última aula preferida do dia é o sétimo período, quando tenho educação física. Nunca fui uma pessoa atlética, e eu apenas não gosto de esportes em geral. No entanto, preciso de nota extra.

 

Então, aqui estou.

 

O período acabou de terminar e depois de cinquenta minutos de corrida em torno da pista, estou cansada e suada. A última coisa que eu quero é ficar sentada na aula de biologia.

 

Sigo a multidão até o vestiário, fazendo meu caminho para o armário. Não fiz nenhum amigo nessa aula, e as únicas pessoas que eu quase conheço são Megan e Estella. Elas não falam comigo, embora mesmo se falassem eu não iria querer falar com elas.

 

Eu rapidamente troco meu uniforme de educação física e coloco novamente minha blusa e meu jeans, puxando meu cabelo em um coque. Amarro o laço dos meus Keds, desejando apenas ir para casa.

 

Procuro pelo meu colar dentro do armário, o que Harry me deu.

 

Meus dedos se fecham em volta da prata gelada e ponho novamente em meu pescoço, deixando-o cair em meu peito  como sempre esteve.

 

Começo a recolher minhas coisas, trancando o armário e colocando meu celular em meu bolso. Alguém passa e pisa em meu sapato, fazendo os laços se desamarrarem. Suspirando em frustração, me sento no banco do vestiário para amarrá-lo.

 

–Ela. É ela.

 

Eu olho para cima e vejo Megan em pé na minha frente, os braços cruzados sobre o peito. Seus olhos estão escuros em desprezo e sua boca, em uma linha apertada. Maquiagem recém-aplicada. Ela já havia mudado suas roupas e parecia absolutamente furiosa.

 

Ao lado dela está a Senhora Hansen, assistente do diretor.

 

–Você não vê? - Megan aponta para o meu pescoço.

 

Franzo minha testa e minha mão instintivamente voa para o colar.

 

–Algum problema? - Pergunto, meu coração acelerando a cada minuto.

 

–Senhorita Evans, se você pudesse me acompanhar junto com a senhorita Collins para a minha sala ficaria grata. - A senhora Hansen diz, sua voz nem a amigável nem nervosa.

 

Faço contato visual com Megan. Ela olha para mim, desdém tomando conta de suas feições.

 

Assinto para a senhora Hansen, pegando minhas coisas e tentando ignorar os olhares e cochichos das garotas que estão no vestiário.

 

Sigo as duas para fora do vestiário e do ginásio, passando pelo corredor para as salas principais. O que pode estar acontecendo? O que Megan está fazendo?

 

Quando finalmente chegamos ao escritório da senhora Hansen, ela diz para Megan e eu nos sentarmos. Megan continua de pé, como se ela fosse tão superior a mim para se sentar ao meu lado. Adiciono sua expressão facial para a minha lista mental das coisas que odeio sobre Megan.

 

A senhora Hansen se senta em sua mesa, cruzando suas mãos em seu colo. Ela é uma mulher jovem, não passa de seus trintas. Ela tem cabelo ruivo que usa em um coque firme, junto com seus olhos verdes. Ela veste uma saia cinza e um blazer.

 

–Meninas. - Ela diz, balançando sua cabeça mesmo que levemente. –Acredito que temos um problema aqui? - Ela olha para Megan.

 

–Sim. - Megan diz. Ela olha para mim, seus olhos indo em direção onde o colar se encontra. –Scarlet roubou meu colar.

 

A declaração me pega tão fora de guarda que eu quase caio da cadeira. Levanto minha sobrancelha para ela, completamente chocada. –O que?

 

–É verdade. - Megan diz, olhando novamente para a senhora Hansen. –Esse colar foi dado para mim há três meses por alguém muito especial, e Scarlet o roubou de mim!

 

Estreito meu olhos, vendo diretamente através de sua mentira. Harry nunca deu a ela, ele mesmo me disse que ninguém sabia de sua existência a não ser sua família.

 

–Quem foi que te deu, Megan? - Pergunto.

 

–Harry Styles. - Megan diz, sem relutar. A senhora Hansen se mexe levemente pelo canto do meu olho. –Harry Styles me deu.

 

–Não, ele não deu. - Eu expulso as palavras de minha garganta sem perceber.

 

–E o que você sabe? - Megan zomba. –Acabou de se mudar faz menos de um mês!

 

Balanço minha cabeça, olhando para a senhora Hansen para tentar encobrir o que acabei de dizer. Não tenho nenhuma razão para saber qualquer coisa sobre Harry que as pessoas acreditariam. –Eu não roubei. Por que eu roubaria? Nem sei onde ela mora.

 

–Fácil. - Megan diz. –Você pegou durante a educação física.

 

–Que evidência você tem contra ela, Megan? - A senhora Hansel se pronuncia.

 

–Eu tenho uma testemunha. - Ela diz, seus lábios se transformando em um sorriso satisfatório.

 

–E quem seria?

 

–Estella Richardson.

 

Estella?

 

Tudo isso é tão ridículo que eu nem sei como reagir.

 

A senhora Hansen aperta um botão no telefone em sua mesa. –Mande Estella Richardson entrar. - Ela diz antes de deixar o botão. As três de nós esperamos em silêncio até Estella andar pela porta da sala.

 

–Boa tarde, senhorita Richardson. - A senhora Hansen diz. –A senhorita Collins me disse que você testemunhou a senhorita Evans roubando o colar dela.

 

Estella assente, chiclete verde sendo mascando entre seus dentes. –Eu vi tudo. - Ela diz.

 

–E o que exatamente você viu?

 

 –Bem durante a educação física eu pedi para ir ao banheiro e vi a Scarlet perto do armário da Megan. - Ela diz, enrolando uma mecha de seu cabelo loiro por volta de um de seus dedos. –E a vi puxar um colar e bota-lo em seu bolso. Era por volta do final da aula, acho que ela foi trocar de roupa um pouco mais cedo. -Estella da de ombros.

 

Minha mandíbula cai. –O que? Não! Isso é uma -Respiro fundo, tentando me acalmar  então eu não jogaria tudo para fora.

 

–Scarlet. - A senhora Hansen diz. –Só vou te perguntar uma vez. Você roubou o colar?

 

–Não. - Digo imediatamente, minha voz firme.

 

–Então como conseguiu ele? - Megan pergunta.

 

–Eu te disse, eu comprei. -Eu digo, me referindo a minha mentira que contei a ela no primeiro dia quando ela me perguntou sobre o colar durante a aula de Inglês. É claro que não posso contar que consegui do seu ex-namorado morto.

 

Megan bufa, revirando seus olhos. –Estella te viu roubando. Não há nenhum ponto em mentir agora.

 

Que comentário mais irônico de alguém que está controlando está sabotagem toda em mentir.

 

–Eu não roubei. - Eu digo a senhora Hansen. -Eu não roubaria. Eu nem conhecia a Megan até o meu primeiro dia.

 

A senhora Hansen comprimi seus lábios. –Me desculpe, Scarlet, mas temos uma testemunha aqui. - Ela diz ceticamente.

 

–Ela está mentindo! - Digo desesperada. –Megan botou ela dentro disto, ela está-

 

–Por favor me entregue o colar - A senhora Hansen diz.

 

Fecho minha mão por volta do pingente, meu peito doendo. Este nem é meu colar, é do Harry. Harry que ganhou de sua avó, em seu leito de morte. Não é de Megan, não é meu. É do Harry, e entregando para a senhora Hansen estou entregando a Megan, estou traindo uma pequena parte dele que ele confiou em mim.

 

Megan olha para mim presunçosamente. Como eu poderia falar a Harry que eu não estou com o seu colar? Que Megan está com ele?

 

–Não. - Eu digo. –Não é dela e eu não roubei.

 

A senhora Hansen suspira. –Eu odeio fazer isso, Scarlet. - Diz ela pressionando o botão no telefone. -Mande chamar o oficial Lyle.

 

Meus olhos se arregalam e eu balanço a cabeça. O guarda da escola? Isso é inacreditável. O oficial Lyle é um cara alto com olhos castanhos e cabelos grisalhos. Ele é o policial que ajuda no trânsito depois da escola e ocasionalmente lida com problemas como este. De fato, está é coisa mais animadora que ele já fez por aqui neste ano.

 

–Algum problema? - Ele pergunta com sua voz profunda assim que entra na sala.

 

–Scarlet se recusa a me entregar uma propriedade roubada. - Megan diz.

 

–Megan. - A senhora Hansen diz em uma voz alarmante. Ela olha de volta para mim. –Irei te dizer mais um vez, senhorita Evans, entregue o colar.

 

Não tenho escolha.

 

Com um sentimento horrível em meu peito, eu retiro o colar do meu pescoço e ponho na mão da senhora Hansen. Megan e Estella combinavam sorrisos.

 

–Irei escrever uma desculpa pela sua falta no oitavo período. - A senhora Hansen diz para mim enquanto vejo ela entregar o colar para Megan. –Oficial Lyle tem que te levar para delegacia, apenas para esclarecer tudo.

 

–Como é?

 

Delegacia? Apenas por causa de um colar que eu nem mesmo roubei?

 

–É o protocolo. - O oficial Lyle diz. –Se cooperar não será levada a força.

 

Olho para ele enquanto me levanto. A julgar pelo olhar em seu rosto, ele já viu muitas faces de condenados antes. Jogo um olhar desagradável para Megan e Estella antes de seguir o oficial Lyle para fora do escritório.

 

Ele me leva para fora da escola e para onde sua viatura está estacionada. Quando eu sento na parte de trás do carro, tudo parece se desmoronar.

 

Megan e Estella me sabotando. Eu já não tenho o colar de Harry. Estou indo para a delegacia na parte traseira de uma viatura por algo que eu nem mesmo fiz.

 

–Deixe-me adivinhar, você não fez nada? - Os olhos do oficial Lyle possuem humor no espelho retrovisor enquanto ele dirigi.

 

–Eu não roubei. - Digo, e, em seguida, percebo que devo soar como todos os outros que já passaram por aqui. Eu bufo e olho para fora da janela.

 

Ele apneas ri. –Adolescentes. - Diz ele, balançando sua cabeça.

 

Faço careta, ignorando ele.

 

Chegamos na delegacia pouco tempo depois, e ele me leva para dentro. Ele me senta em um pequeno escritório e me diz para esperar.

 

Olho em volta. Me sento em frente à uma mesa, e a parade atras dela está quase toda coberta por fotos. Algumas delas nem mesmo fazem sentido, mas o resto do lugar parece como uma típica delegacia, registro de pessoas desaparecidas e panfletos de procurados pendurados nas parades. Uma pequena placa de metal descansa na mesa, dizendo "Detetive Jeniffer Whitmore"

 

Depois de alguns minutos um mulher alta com cabelo escuro preso em uma trança francesa entra na sala. Ela veste uma blusa azul escuro e uma calça preta junto com saltos da mesma cor. Ela se senta na minha frente.

 

–Scarlet Evans. - Ela diz, abrindo uma pasta em sua mesa. –Sou a detetive Whitmore.

 

Assinto, sem respondê-la.

 

–Diz aqui que você está aqui por roubo. -Ela diz, finalmente olhando para mim. Seus olhos são surpreendentemente azuis, um forte contraste em suas características escuras.

 

–Eu fui sabotada. - Digo. -Não fiz nada de errado.

 

Ela franze seus lábios, tentando esconder um sorriso. –Entendo.

 

Deus, por que eles não podem ter um pouco de simpatia?

 

–Bem, eu vou ter que ligar para os seus guardiões legais para eles assinarem e resolverem pequenas coisas. - Ela diz fechando a pasta. –Pode ir para casa quando terminar, não se esqueça que terá que cumprir algum serviço comunitário.

 

–Os meus pais estão no trabalho agora. -Eu digo. Não entendo como fui parar aqui.

 

–Então parece que você vai ter que esperar aqui por um tempo. - Ela sorri sem humor.

 

Balanço minha cabeça. –Eu juro para você, fizeram isso contra mim.

 

–Isso é o que todos dizem, docinho. Fique aí. Tenho ligações para fazer.

 

Ela se levanta e sai do escritório.

 

Eu bufo, cruzando meus braços sobre o meu peito. O que os meus pais vão pensar sobre isso tudo? Tudo isso é uma bagunça.

 

Algumas minutos depois, a Detetive Whitmore anda para dentro da sala. –Seu pai está vindo. Sorte sua que ele te ama mais do que seu trabalho.

 

Olho para ela enquanto ela se senta em sua cadeira, suspirando. Ela puxa um chiclete de menta da sua gaveta. Ela me oferece um e eu recuso. Ela joga o chiclete em sua boca, se inclinando para trás até encostar na cadeira. –Então, você é nova por aqui?

 

Concordo. –O que faz a ideia de eu ter roubado o colar de alguém que eu mal conheço bem improvável.

 

–Tudo é possível. - Ela diz, dando de ombros. Ela me olha. –Escuta, você não parece ser de causar problemas, mas ficaria surpresa em saber o que pirralhos como você fazem por aqui.

 

Minha mente para no caso do Harry.

 

–Foi você que lidou com o caso de assassinato de Harry Styles? - Eu pergunto a ela. Melhor ser direta.

 

Suas sobrancelhas se levantam pela minha pergunta repentina e ela para de mascar a menta. Ela se inclina para frente, descansando seus cotovelos na  mesa.

 

–E o que você, novata, sabe sobre Harry Styles?

 

Levanto meus ombros. –Ouvi algumas coisas.

 

–Ha. - Ela diz. –O velho boato, não é? Bem. - Ela puxa um batom da gaveta. –Boatos são para os entediados e pouco inteligentes.

 

–Os entediados e pouco inteligentes estão em boa da população. - Aponto.

 

–Verdade. - Ela diz, deslizando o batom vermelho escuro sobre os lábios. Ela abre um pequeno espelho compacto. –Mas o caso foi fechado por uma razão, apesar de qualquer rumor que exista.

 

–E essa razão seria?

 

Seu olhar vai do espelho compacto para mim. Ela o fecha, fechando igualmente o batom e retornando-os para a gaveta.

 

–Esta é uma informal privada. - Diz sem relutar.

 

–Você trabalhou no caso em primeira mão?

 

–Fui resignada.

 

–Então, você deve ter falhado.

 

–Eu nunca falho. - Ela franze os lábios. –Trabalhei para a Castle Hill P.D. por onze anos. Eu nunca falho.

 

–Então por que o caso foi fechado?

 

–Caso arquivado. Sem evidências o suficiente, nenhum suspeito.

 

–Então você não deve ter investigado direito.

 

–Olha. - Ela rebate, seu tom se tornando frio. –Não sei por que você se encontra tão interessada no caso do Styles, mas eu não posso e não vou discutir isso com você. - O telefone em sua mesa começa a tocar e ela aperta um botão nele sem mesmo olhar para ele. –Seu pai está aqui.

 

Ela se levanta e anda até a porta, abrindo-a e gesticulando paga alguém entrar.

 

Quem entra é o meu pai, vestido para o trabalho e preocupação exposta em seu rosto.

 

–Scarlet, graças a Deus. - Ele diz se sentando ao meu lado. –Eu estava muito preocupado. O que aconteceu?

 

–Contravenção simples. - Detetive Whitmore diz, andando até a frente de sua mesa e se inclinado para trás sobre ela. –Ela roubou um colar de uma colega de classe.

 

–Roubou? - Meu pai me olha como se não me conhecesse.

 

–Eu fui sabotada. - Digo.

 

–É, é. - Whitmore diz, vasculhando por  algo em sua mesa. Ela entrega ao meu pai  uma prancheta. –Assine esses papéis e ela está livre para ir. Ela provavelmente terá que fazer algum serviço comunitário.

 

Meu pai parece estar tão em choque que a prancheta quase escapa de seus dedos, e Whitmore teve que botar em seu colo.

 

–Estarei de volta daqui a pouco. – Ela diz saindo do escritório.

 

Meu pai preenche os papéis em silêncio.

 

Escuto ele murmurando sob sua respiração, mas não posso entender o que ele diz.

 

A pior coisa que um parente pode te dizer  é que eles estão desapontados com você.  É pior que toda raiva e grito, pior que todos os castigos. É quase como se você tivesse falhado com eles, é como se tudo  que eles te ensinaram tivesse ido para o lixo.

 

Meu pai não diz que está desapontado comigo, mas sei que é isso que eles está pensando. Eu praticamente posso sentir no ar. Mesmo eu não tendo roubado.

 

Finalmente, Whitmore entra no escritório, um copo de café em sua mão. Ela toma um longo gole e olha para o meu pai.

 

Ele entrega a prancheta para ela, que bota em sua mesa.

 

–Tudo bem, está livre para ir. - Ela diz. –Com sorte você não voltará aqui. - Ela diz para mim, frieza em sua voz.

 

Eu concordo com a cabeça e ando para fora do escritório. Ouço meu pai se desculpando pelo trabalho e resisto em revirar os olhos.

 

A viagem de volta para casa é em silêncio.

 

Até o meu pai resolver falar.

 

–Eu não acredito nisso. - Ele diz. –O que sua mãe vai dizer? Agora você tem um registro criminal, Scarlet.

 

–Eu não fiz nada. - Digo.

 

–Claro, Scarlet, isso é o que todos dizem.

 

–Bem, é a verdade! - Eu rebato –É tudo uma mentira. Planejaram isso tudo.

 

–Eu devo acreditar nisso? Eu acabei de te pegar na droga da delegacia, Scarlet Evans!

 

–Eu não roubei o colar. Pai, você me conhece. Acha mesmo que eu faria isso?

 

–Eu já não sei. - Ele diz balançando a cabeça. –Também pensava que você nunca iria tentar se matar, mas você provou o contrário!

 

Eu vacilo um pouco. –Longe demais.

 

–Me desculpa. - Ele diz. –Mas isso é inacreditável. Estamos em Castle Hill faz apenas algumas semanas e você já acabou na delegacia? A delegacia, Scarlet, para onde eles levam os criminosos!

 

–Eu não sou uma criminosa! - Grito. –Eu. não roubei o colar, juro pela minha vida!

 

Ele está com raiva, com muita raiva. Eu nunca o vi tão nervoso desde...

 

–Falaremos sobre isso quando chegarmos em casa. - Ele diz, sua voz surpreendentemente regulada.

 

Eu me afundo em meu assento.

 

Quando chegamos em casa vou direto para o meu quarto e fecho a porta. Minha mãe apenas voltará para casa daqui há uma hora, então não teremos toda aquela conversa de família até lá.

 

Preciso falar para Harry sobre o colar.

 

Eu sinto uma pontada em meu peito. Por que Megan gostaria de me sabotar?

 

Ele não ficará chateado comigo, certo? Não é minha culpa. Certo?

 

Eu tranco a porta e abro a janela, descendo pela videira e fazendo meu caminho pelo jardim dos fundos e pelo caminho de terra para a clareira.

 

Com sorte, ele está lá.

 

Deitado no meio da clareira com suas costas para grama, olhando para o céu.

 

–Chegou em casa mais cedo. - Ele diz olhando para mim.

 

Boto minhas mãos no bolso. –Estava na delegacia.

 

Suas sobrancelhas se levantam. Ele senta e se levanta, andando até mim.

 

–O que diabos você estava fazendo na delegacia?

 

Eu digo tudo para ele, desde que a senhora Hansen e Megan me acharam no vestiário para a hora que meu pai me buscou. Minha voz aumenta enquanto eu digo, raiva me consumindo.

 

Quando eu termino, dou um passo para trás e espero ele responder.

 

–Então. - Ele diz, sua voz baixa. –Megan está com o colar.

 

Eu engulo a seco, assentindo.

 

Ele se vira, andando para longe de mim, botando sua cabeça em suas mãos. Seus dedos correm pelos cachos castanhos de novo e de novo. Ele se vira levemente para mim.

 

–Eu estou muito chateado. –Ele diz.

 

–Me desculpa. -Eu digo.

 

–Não, eu estou muito chateado. - Ele diz se virando totalmente para mim. –Como você deixou isso acontecer, Scarlet? Era o colar da minha avó, a última parte da minha vida que eu tinha! - Ele está gritando. Eu não esperava que ele ficasse tão nervoso.

 

–Não foi minha culpa! - Digo. –Como eu iria saber que Megan ia fazer isso?

 

–Você poderia...- Ele procura por uma palavra. – Você poderia ter sido mais cuidadosa. Agora isso é ruim, isso é bem ruim. Eu não queria o colar com a Megan, eu o queria com você e apenas você.

 

Um lugar em meu coração aquece com suas palavras mas rapidamente acaba pela fúria em seus olhos.

 

–Não me culpe. - Eu digo. –Culpe ela. Foi ela que planejou essa coisa toda, e agora eu provavelmente terei que fazer algum serviço comunitário. E eu tenho um registro criminal! Como você acha que eu me sinto, Harry?

 

–Não tão mal como eu me sinto. - Ele diz. –Você precisa pegar aquele colar de volta.

 

–O que você quer quebrei faça, roube? Até perece. Foi isso que me botou nessa situação em primeiro lugar, e eu fiz nada.

 

–Eu não acredito nisso, não acredito que você-

 

–Pare de me culpar! - Balanço minha cabeça. –Deus, se você pudesse sentir eu te bateria tão forte agora!

 

–Que pena eu estou morto, não é? - Ele cruza seus braços em seu peito em frustração, seus olhos piscando.

 

Ponho minha cabeça em minhas mãos, suspirando. –Será que a gente pode parar de brigar? Isso vai levar a gente a lugar nenhum.

 

Ele olha para longe de mim como uma criança.

 

–Harry. - Eu o chamo e ele olha para mim teimosamente.

 

–Tá. - Ele rebate. –Mas eu ainda estou chateado com você.

 

–Tudo bem, fique chateado. - Eu me sento na grama cabisbaixa.

 

Ele continua levantado por um momento e logo depois se senta ao meu lado.

 

Eu olho para baixo, enrolando um pedaço da grama entre os meus dedos. Um dia perfeitamente normal se transformou em um maluco e complicado.

 

–Me desculpa por ela estar com a colar. -  Digo, minha voz baixa. –Desculpa por ter te chateado tanto, mas realmente não foi minha culpa.

 

Sinto seus olhos em mim. – Eu sei. -Ele diz. –Me desculpa por ter ficado tão chateado.

 

–Está certo em ter ficado. Era da sua avó. Acho que eu só não esperava você ficar tão nervoso. - Dou de ombros.

 

–A coisa é, precisamos pegar o colar de volta. - Ele diz, sua voz volta ao normal.

 

–Como?

 

–Você vai ter que provar que não roubou.

 

–Como eu vou fazer isso? Ninguém acredita em mim.

 

Harry olha para longe, concentração escrita em seu rosto. –Amanhã é sábado. - Ele diz. –Me dê essa noite para pensar em algo e me encontre no cemitério amanhã, quando você acordar.

 

Eu assinto. –Ok.

 

Ele se inclina para frente, pressionando seus lábios gelados em minha bochecha gentilmente.

 

–Não é sua culpa. - Ele diz, virando minha cabeça para olhá-lo com a ponta dos seus dedos. –Tudo bem?

 

Eu assinto.

 

–Vá para casa. - Ele diz, se levantando e me puxando junto. –Sua mãe vai estar em casa logo.

 

Enquanto eu ando pelo caminho de terra de volta para casa, sinto uma vaga, quente sensação de pura raiva crescer em mim sobre Megan. Ela pode ter me sabotado dessa vez, mas eu vou achar um meio de virar isso contra ela. Eu tenho a morte do meu lado.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Obrigado por lerem, por fazerem parte de Afterlife. Tenho muito a agradecer vocês. Toda critica construtiva é bem vinda, assim como os comentários maravilhosos de vocês, é claro ;)

Vejo você no próximo capitulo. Tentarei não demorar muito. Beijos para todos, amore <3


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