História Agência 007 Operação Zoeira - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Agenetes, Agente, Amigos, Artes Marciais, Aventura, Comedia, Gay, Lemon, Policia, Policial, Romance, Yaoi, Zoeira
Visualizações 9
Palavras 2.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Comédia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente, consegui terminar esse capítulo!
Mas to sem ideia pro próximo, e ainda por cima, tem trabalhos em cima de trabalhos vindo.
Me desculpem, mas a fic continuará no hiatos temporário.

Capítulo 6 - Você me traiu



C        A          P           5         -    " V       O       C       Ê        M       E        T       R       A       I       U"
 

Kurt havia ido comprar algumas coisas para fazer de jantar. Enquanto isso, Leonora e Belle estavam visitando Olivia no hospital. Depois do ocorrido, a mulher foi mandada para o hospital, porém ela teve uma hemorragia, e acabou acordando apenas de tarde. E agora era sete horas da noite. Abgail e Luiz estavam fazendo maratona de Orange is the New Black, e ele não estava afim de escutar as reclamações da loira sobre o fato da Sofia (Transexual da série) ter mais bunda que ela. Clark estava junto na maratona, porém saiu um pouco mais cedo e foi dar uma corrida por Londres.


Quando ele abriu a porta do hotel, se deparou com Barney enrolado em uma toalha, com cabelo molhado e um pouco de água escorrendo pelos seus músculos, enquanto lia um pouco seu livro, parado em frente ao criado mudo. Kurt demorou um pouco para recuperar o juízo, pois seu coração já estava acelerado, seu rosto já estava corado e seus pensamentos já estavam delirando. Jurava que podia ficar com uma ereção a qualquer momento.

-O-O que você está lendo? - O alemão perguntou, fazendo com que Barney voltasse seu olhar a ele. Que apenas corou ainda mais quando viu os olhos vibrantes daquele homem grudados nos seus.
-Hãm..-O moreno recuperou o foco, pois havia se perdido na visão que tinha do outro -Relatório Kinsey -Disse.
-Sobre o que é? -Perguntou o outro, na maior inocência.


-Eu não sei como começar a explicar, então vai ser a sinopse okay? -Perguntou, e o loiro apenas assentiu -Resultado de uma pesquisa do biólogo norte-americano revelou que 92% da população masculina dos EUA se masturbava e 37% já haviam tido experiências homossexuais, 10% destas usuais. É sobre comportamento sexual do homem e da mulher. As mesmas perguntas, resultados diferentes. É considerado o princípio da Revolução Sexual dos anos 60, e graças as pesquisas, a homossexualidade passou, lentamente, a ser vista por outro ângulo, deixando de ser considerada doença pela OMS em 1990. -Terminou.


-OMS? -O loiro perguntou, confuso, tentando ignorar o resto.
-Organização Mundial da Saúde. -O moreno falou.
-Resumindo tudo, um livro de sexo. -Resumiu o loiro.


-Comportamento sexual. -Corrigiu o moreno, e quando viu a face do loiro, que parecia não ligar para a diferença, fez questão de explicar. -Olha, eu ia ser sexólogo antes de ser agente, então sim, há diferença. Comportamento sexual é tudo aquilo que faz referência ao ato, como masturbação. Sexo é o que nós fazemos toda a noite, e você gosta. -Explicou, e quando viu a cara totalmente corada do menor, continuou. -Ah, Ahh..Isso..Ah...Ba..Ah...Barney..Ah...Mais rápido...Mais forte...Me fode...Ah.... -Disse entre gemidos, imitando a voz do loiro, tentando ser o mais babaca possível. Resultando em um loiro fazendo cosplay de pimentão, e aparentemente irritado.


Kurt foi para cima de Barney, deixando as compras no chão e derrubando-o no sofá. E logo, o moreno fez questão de mudar as posições e arrancar um beijo do menor. Um beijo feroz, selvagem, cheio de luxúria. As línguas dos dois dançavam uma melodia viciante, guerreando por mais espaço. Barney estava no controle do beijo, e como ele adorava ela cavidade, aquela boca, aquela maldita boca que parecia ter sido feita por encomenda.


-Corte de tempo, Luiz e Abgail-


-POR QUE ESSA VAGABUNDA FEZ ISSO? ESSA É A PIOR MÃE QUE EU JÁ VI! -Gritou Abgail, falando com a série.
-Cara, worst mother ever. -Falou o Luiz.
-Mano eu to amando essa série, socorro. -Confessou a loira.
-Eu também, mas quero que alguém pegue aquela galinha -Disse Luiz, já irritado.
-MY NAME IS POUSEEY -Imitou Abgail
-Sua indiota -Falou Luiz, já entrando na brincadeira.
-Por que não cuida da porra da sua vida e vai cuidar do seu casamentinho hétero? -Falou a loira, tentando fazer com que sua voz ficasse parecida com a da personagem.
-AMO ESSE VÉIO -Gritou Luiz
Entre discussões e várias risadas, eles continuaram a maratona de Orange is The New Black. Sério, já to sem paciência para continuar narrando, eu to tentando ver essa série há tempos, mas eles só me dão spoilers. Me desculpem, porém eu estou vendo o episódio seis aqui.


De Volta ao Quarto do Barney e Kurt


Os dois homens já estavam ofegantes no sofá. Acabaram de ter tido relações sexuais. Ou melhor, transaram, porque isso soou muito brega. Kurt estava deitado em cima de Barney, pois o sofá não poderia dar espaço para os dois. O loiro se levantou devagar, e foi para o banheiro.
-    Onde você vai? -Perguntou o moreno.
-    Você já tomou seu banho, minha vez agora. Sozinho. -Falou o loiro.


Emburrado, Barney cedeu, e o alemão foi em direção ao quarto. Pegou seu pijama, um conjunto comprido de tom azul claro. E então, foi até o banheiro. Colocou suas roupas em um cabideiro que tinha no banheiro e encheu a banheira. Olhou no armarinho do cômodo e percebeu que o moreno tinha trazido um estojo com seus materiais de higiene. Curioso, ele começou a dar uma olhada, até que percebeu um saquinho minúsculo de uma substância, uma droga para ser mais exato.
Nesse momento, o loiro sentiu o seu sangue ferver de raiva, e sentiu uma enorme vontade de ir perguntar o que era aquilo. Porém apenas abriu a porta, foi em direção ao quarto, ainda com roupas, e colocou no bolso do seu casaco preto. Assim feito, voltou para o banheiro, se despiu e começou a tomar seu banho.


No outro dia, 13:00h, Saguão do Hotél


-Então, hoje vamos fazer um tour pela Agência Central Secreta de Londres. Lá tem uma equipe da Interpol que vai ajudar no caso. Um membro de cada especialização básica, ou seja: Ciência e Tecnologia (Pedro), Artes Plásticas (Alex), Artes Marciais e Legítima Defesa (Ruan), Tiro ao Alvo (Petter), Coleta de Informações (Louise) e Medicina Geral (Osvald). Porém, se precisarmos de mais, eles irão mandar. Aliás, tem uma equipe inteira de Análise e outra com especialização em Drogas. Vamos deixar vocês livres, porque temos que ir em uma reunião, eu, Renan e Olivia, com o chefe. Não façam merda. Não quebrem nada. Não fodam tudo. Entendido? -Todos concordaram. -Ótimo. -Terminou Belle.
Olivia havia saído do hospital nesse mesmo dia, as nove horas da manhã. Assim que os avisos prévios foram dados, todos pegaram um metrô para a Agência. Ao todo, foi uma hora de viagem, pois era em uma parte afastada de Londres.


Barney estava estranhando o comportamento de Kurt, pois ele havia o ignorado completamente desde a hora do café. Ao longo do trajeto, não trocaram nenhuma palavra. Porém quando foram soltos, e tiveram a liberdade para fazer o que quiser na Agência, o moreno já achou que estava na hora de tentar iniciar uma conversa.
-Então, vamos ir em algum departamento? -Perguntou o maior
-Eu vou, mas não me segue. Eu não quero olhar na sua cara hoje. -Disse o loiro, se afastando da companhia já indesejada.


O alemão foi seguindo ao departamento de drogas, e pediu para falar com alguém, pedindo uma análise de um saquinho que tinha consigo no bolso. Ele tirou o saco do seu casaco com uma luva e entregou para um responsável.
Depois de uma análise rápida, de aproximadamente cinco minutos, o resultado saiu.


-Então, é CPH9. A droga que vocês estão investigando no seu caso. -Informou Damian, o responsável que estava atendendo Kurt.
-Eu preciso falar com a minha equipe. Pode agendar isso no caso? -Perguntou o maior.
-Claro. Irei colocar lá. -Disse o atendente.
-Obrigado. -Falou o alemão.


Depois de duas horas, a reunião de Belle, Renan e Olivia com o chefe acabou, e com isso Kurt pediu uma reunião do grupo. Inteiro. A sala do caso já estava arrumada, então a inauguraram com a reunião que o loiro havia convocado. Ele fez questão de trancar a sala, e abriu o pacote com a coleta de dados do caso para confirmar se a droga estava lá. Percebendo que o atendente havia colocado ela ali, colocou sua luva e retirou o pacote dali.
Sacudiu entre os dedos e olhou para Barney.
-Encontrei isso no armário do banheiro do hotél, no estojo onde você guarda sua escova de dentes. Vai querer explicar o que CPH9 estava fazendo no seu estojo, Barney? Ou eu devo dizer, motorista de fuga da gang? -Ele encarou os olhos do moreno, que tentava desviar o olar, e pôde ver uma gota de suor frio escorrendo pelo seu rosto -Te peguei.


Barney bateu suas mãos na mesa -Olha, eles me pagaram bem, isso sobrou no carro, eu só peguei e levei comigo. Eu nunca usei, e nem repassei. Eles precisavam de um motorista, e foi isso que eu fiz. Depois disso, pegamos o caso, mas a merda já tava feita. -Exclamou ele.
-Por favor, deixem a sala. Quero falar com Barney em particular. -Pediu     o loiro.
Assim, todos saíram da sala, deixando apenas o casal. Que talvez nem fosse mais casal. A mente confusa do alemão criava mil e uma paranoias e imaginava outras milhares de maneiras de matar aquele viciado.
-Kurt, eu posso explicar -Tentou o moreno


-Explicar? Explicar o que Barney? Explicar que você é da gang deles, que ficou comigo porque isso ajudaria a ganhar confiança? Que você é o maldito agente duplo daquele bando de filho da puta? Que você simplesmente nos arrastou pro lugar que eles queriam que nós estivessemos? Que tudo não passou de uma farça? Que o meu melhor amigo me fez acreditar que tinha uma queda por mim, enquanto na verdade ele continua bem hétero, trabalhando para o outro lado da operação enquanto nos deixa aqui com essas caras de bunda tentando descobrir mais coisas sobre o caso? Você algum dia pensou antes de fazer essa merda, ou você já tinha tudo planejado, você ia fazer isso e depois ia fingir que nada aconteceu? Me explica Barney. -Esbravejou o loiro -ME EXPLICA-Gritou, e depois acertou um soco no rosto do maior.


-Se acalma! -Gritou Barney
-ME ACALMAR? VOCÊ NÃO..-E com isso, Kurt foi calado, por um beijo. O loiro não conseguia pensar nada, até que lembrou do que o maior havia feito, então o jogou para trás, colocou sua mão na boca e começou de novo -Você é um filho da puta. Não quero ver você nunca mais. -Disse e cuspiu na cara do outro.
-Kurt, por favor não. Só me deixa explicar, depois disso você pode fazer o que bem entender. Mas me dá essa chance. -Pediu Barney
-Cinco minutos. -Disse Kurt, no automático.


-Obrigado. Meu pai tinha comprado um pouco de CPH9 desse pessoal, ele me contou um pouco antes dessa merda toda acontecer. Ele ficou devendo. A gang me ligou, e falou que eu podia pagar a dívida com um favor. Dirigir o carro. Nada mais que isso. Quando eu terminei o maldito favor, eles acabaram deixando esse saquinho para trás, e eu guardei. Eu não fiz mais nada, não vendi informações, não fiz papel de agente duplo, só paguei uma dívida. Foi apenas um carro. O que eu tive com você foi verdadeiro. Ou melhor, acho que foi. -Ele disse, e deu uma pausa para encarar, ou melhor, tentar encarar os olhos do loiro -Kurt -Disse, segurando a mão do outro -Eu..Eu te amo. -Falou, e o menor, surpreso, o fitou -Eu nunca faria nada pra te magoar ou te machucar, isso foi antes de nós pegarmos o caso, eu tenho tanta raiva do meu pai, que é um viciado, quanto deles, e eu não faria nada que pudesse comprometer minha carreira. Eu não faria nada para compreter o meu emprego, porque a melhor parte de trabalhar naquela Agência, é que você está lá. Desde o dia que eu te conheci eu senti que você era especial, mas só agora eu posso falar isso com total e absoluta certeza. Você NUNCA foi uma transa, você sempre foi algo maior. Eu te amo, como nunca amei ninguém antes. Sabe aquela coisa que precisa se amar antes de amar alguém? -Perguntou, e o loiro, já corado com algumas lágrimas teimando em escorrer, mesmo que lutasse contra elas, concordou com a cabeça. -Mentira. Tudo mentira. Tudo isso não passa de um monte de merda. Eu nunca me amei, mas eu sempre amei você, e provavelmente vou continuar amando até o dia que eu morrer. Mesmo que você me odeie agora, mesmo que você queira me dar um chute bem forte no meio das minhas pernas, eu sempre irei manter esse sentimento por você. E mesmo que algum dia a vida me force a continuar com outra pessoa, nunca vai ser tão forte quanto foi com você. Eu tenho certeza disso. -Ele terminou. Barney se levantou, já que estava ajoelhado, e se sentou em umas das cadeiras do cômodo, encarando o menor, pensando que ele iria responder algo, porém ele nada disse. Até que, como em uma última esperança, ele abriu a boca.


-Eu te amava. -Kurt disse, quase em um sussurro.-Mas agora, eu não sei se consigo. Você mentiu. -Disse, dando um riso fraco e forçado, aproveitando para limpar suas lágrimas. -Você mentiu pra mim, sobre a coisa mais importante da minha vida: Meu trabalho. -Deu uma pausa, raciocinando. -É bom saber que não passou disso, mas não me resta outra escolha. Sai do meu quarto do hotél, sai da minha vida. Vou pedir para te transferirem do caso. -Terminou.
-É assim que vai ser? -Perguntou o outro.
-...É -Disse o loiro
-Último abraço? -Pediu o maior, abrindo os braços.


Kurt hesitou um pouco, porém depois de um tempo se levantou do banco que estava e seguiu para o abraço. Foi algo desesperador para ambos. O loiro estava nervoso, agitado, chateado e confuso, enquanto o maior estava pensando em quão merda sua vida seria daqui para a frente. Barney, se aproveitando da situação, levantou o rosto do menor e deu um leve selinho, que depois se aprofundando, dando início a um beijo de despedida. Quando o momento acabou, eles se separaram. O moreno sussurou um "adeus" e saiu pela porta. Deixando um loiro arrasado.

I thought that I've been hurt before
But no one's ever left me quite this sore
Your words cut deeper than a knife
Now I need someone to breathe me back to life
Got a feeling that I'm going under
But I know that I'll make it out alive
If I quit calling you my lover
Move on

 

Saiba:  De Paris a Londres, de Trem, dura 2h50, de avião 5h30. Escolhi o tempo do trem porque não é preciso toda a burocracia do avião convencional no caso de um jato particular do governo.
PS: A fic continuará em um hiatos temporário



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