História Ages Ago - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Justin Bieber, Romance
Exibições 399
Palavras 5.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"Vire a página"

SURPRISE, BITCHES!
Espero que gostem!
Boa leitura <3

Capítulo 3 - Turn the page


Terminei o cigarro, rindo fracamente para os dois homens ao meu lado, analisando a rua. Eu gostava da cidade por causa disso. Passavam uns carros por ali, mas não era tão movimentado assim, principalmente porque a casa de meu pai não ficava no centro real, e sim mais afastada. O apartamento de Matt ficava no centro, junto com a casa ou apartamentos da maioria dos meus amigos, mas aquela casa ali... Era o refúgio perfeito.

Soltei um suspiro, então me levantando depois de apagar a ponta do cigarro, encarando Matt e Jack.

— Vou ligar pro legista e pra Elena. — Fiz uma careta. — Ele escolheu o caixão, né? — Matt concordou com a cabeça, abaixando os olhos para seus pés.

— Faz uns meses, já. Ele também já deixou a lápide pronta. — Não me surpreendia, e eu já sabia disso, apesar de que era estranho pensar que ele mesmo tinha se preocupado com isso. Claro, meu pai queria tudo perfeito, e também pretendia ser enterrado junto com a minha mãe. Tínhamos um pequeno espaço no cemitério geral da cidade desde que minha mãe tinha falecido. Eu e meu irmão também tínhamos combinado de sermos enterrados lá, sei lá, tudo em família, mas eu esperava viver uns bons anos antes de ser enterrada, com certeza.

Concordei com a cabeça para Matt, suspirando.

Jack apertou o ombro de Matt, deixando ele se apoiar em seu ombro. Jack era alto, bem mais alto que eu, e uns centímetros mais alto que Matt, tinha os cabelos castanhos escuro, cortados bem rentes a cabeça, deixando apenas um pequeno topete. E ele tinha os olhos azuis, beirando um verde com fundo marrom. Eu não sabia dizer muito bem. Ainda assim eu conseguia ver as semelhanças dele e do irmão, também.

— Você ligou pro colégio? — Perguntei para Matt, que negou. Jack acenou.

— Eu liguei. — Matt concordou, satisfeito por não precisar se explicar. Até onde eu sabia, Matt tinha mais uma semana de aula e outra pra fechamento do ano letivo com todo o corpo docente do colégio.

— Ok. — Puxei o ar, então soltando meus ombros à medida que soltava o ar.

Matt encarou suas mãos antes de se levantar, olhando em volta.

— Eu arrumo o funeral. Sei lá, dê uma volta pela cidade, Ann. Vai que você encontra os antigos amigos? — Matt falou, comigo sorrindo.

— Quem me dera. — Neguei com a cabeça. — Vou ver o que eu faço, preciso antes ligar pro legista.

Matt concordou, comigo entrando na casa, indo até minha bolsa, que agora se encontrava do lado de fora do quarto de meu pai. Eu tinha deixado lá dentro, mas Jack provavelmente tinha tirado para que eu não precisasse entrar lá.

Eu precisaria agradecê-lo mais tarde.

Eu entendia que era a hora, também entendia que não havia porque permitir ou esperar que meu pai ficasse por mais tempo conosco quando ele só estaria sofrendo, mas deixar alguém daquela maneira, ainda mais quando era família, era doloroso. Você dava adeus à uma parte de si mesmo, e era difícil aceitar.

Peguei meu celular, vendo alguns relatórios da empresa no e-mail, então seguindo para o primeiro andar, indo para a parte de trás da casa, vendo a piscina vazia, e parecia suja. Fiz uma careta para isso, notando que por mais que a casa tivesse jardineiro, nem tudo estava tão bem feito assim, também. Talvez eu devesse ver isso mais tarde. Não, com certeza veria.

Procurei o número do legista, então ligando para ele e ligando para Elena logo em seguida. Sua neta tinha nascido também essa madrugada, mas ela iria ao enterro, e daria o apoio necessário. Era legal da parte dela, mas ela não tinha obrigação alguma.

Eu batucava as unhas no celular, franzindo o cenho enquanto encarava a parte de trás da casa, então parando os olhos na piscina, fazendo um pequeno bico com a boca, concordando com a cabeça para a piscina.

Eu já tinha o que fazer durante a tarde.

Subi novamente, pegando um short e uma blusa em minha mala, assim como roupas íntimas, então pegando meu celular e ligando para um dos contatos que eu tinha no mesmo, entrando no banheiro enquanto o fazia.

— Quer tomar café da manhã comigo? — Perguntei quando o telefone parou de tocar, informando que tinham atendido.

Que um dos meus amigos mais próximos tinha atendido.

— Que porra, Annie? — Ouvi a voz de Brad do outro lado. — Você está em casa? — Eu queria muito ver a expressão de choque no rosto dele, ia ser incrível.
Sorri para o espelho do banheiro, pegando minha escova de dente que já tinha deixado ali da noite anterior.

— Sim.

— Caralho, como diabos você só me avisa agora?

— Bom... — Soltei um suspiro, largando tudo em cima do vaso sanitário, então encostando minha cintura no balcão, de costas para o mesmo. — Vim me despedir de meu pai.

— Ai, Annie. — Sua voz pesou, quase com pena.

Suspirei outra vez.

— Ele faleceu essa madrugada.

— Porra, e você me liga pra tomar café da manhã?

— Eu já esperava por isso, sei lá. É difícil aceitar, não impossível. — Franzi o cenho, tentando entender. Em determinados momentos eu conseguia aceitar, em outros não, era um vai e vem de sentimentos. Sabia que era normal, era minha maturidade brigando com meu emocional, e eventualmente ela ganharia, assim como ensinaria o emocional a lidar com as coisas. Até isso acontecer eu teria que aceitar que sim, em determinados momentos eu choraria porque sentiria falta de meu pai, e em outros eu não choraria porque saberia a realidade, a realidade que, para ele, era melhor ter ido do que ficar sofrendo.

Foi a vez dele suspirar.

— Ok. Beleza. Quer convidar River também?

— Ela não se mudou? — Perguntei, confusa.

— Que nada. — Ele disse, quase desdenhando. — Ela está noiva de algum riquinho de CN, então ficou por aqui. — Respondeu.

Ri fracamente, sorrindo.

— Sério? Que tal em uma hora?

— Onde?

— Hm... — Franzi o cenho. — Você manda. — Vai que o que eu conhecia tinha fechado e tinha aberto um sex shop no local? Eu que não ia arriscar.

Ele riu.

— Beleza. Quentin, que tal? — Graças a Deus não tinha aberto um sex shop no lugar, obrigada.

— Fechado. Vou tomar um banho e estou indo lá. — Respondi.

Pude visualizar o sorriso de um de meus melhores amigos.

— Hm... E Adam? — Ele perguntou.

— Não estamos mais juntos há muito tempo, Brad. — Revirei os olhos para isso, ele sabia disso fazia muito tempo, desde a última vez que tínhamos conversado por telefone, alguns meses atrás.

— Só queria garantir. — Ele pausou. — Isso significa que você está livre pra me dar uns pegas.

Ri alto, tapando a boca após isso, tentando conter o riso.

— Idiota. Deixe Lynn ouvir isso.

Ele deu de ombros.

— Ela está gargalhando do meu lado, você está no viva voz desde que me ligou.

Ri fracamente.

— Oi, Lynn.

— Oi, Annie! — Ela disse, animada. Lynn e Brad namoravam há anos, mas ele ainda não tinha coragem de pedir ela em casamento. Não sei se tinha medo de um não ou de não conseguir dividir a cama todos os dias. Os dois praticamente moravam juntos há muito tempo, mas não confirmavam isso, então cada um tinha a própria casa (no caso dele, apartamento), e vivia na casa do outro. — Iria no café da manhã — ela continuou —, mas tenho uma reunião com uns empresários para um investimento numa clínica médica em...

— Eu sei, de boa. Outro dia a gente marca. — Cortei ela, fazendo uma careta. Se tinha algo no mundo que eu não gostava, era de falar de medicina. Apenas tinha me informado melhor sobre o assunto por causa de meu pai, era tudo. Não tinha interesse em mais que isso, era o suficiente.

Brad suspirou.

— Enfim, vou dar um jeito no meu incrível apartamento — ouvi Lynn xingar ele, já longe, com ele rindo baixinho antes de continuar —, e então vou pra lá. Uma hora, então?

— A-ham. Tente convencer a Ri.

Ele riu alto.

— Porra, ela está trabalhando duas horas por dia, quando trabalha. É óbvio que ela vai querer sair.

Revirei os olhos.

— Claro que sim, ela sempre quis uma vida tranquila, sendo bancada por alguém.

Brad riu.

— Alguns de nós simplesmente adorariam viver no Havaí sem precisar se preocupar com as contas, Annie.

Revirei os olhos.

— Eu posso fazer isso. — Rebati. Tinha dinheiro pra isso, só não tinha interesse.

— Você ainda você vai se preocupar com as contas e vai se manter. — Bom, isso era verdade.

— Ok, B., você ganhou. — Me virei, analisando meu reflexo no espelho, vendo que ainda estava com o rosto coberto de base. Tinha dormido sem nem me importar em tirar nada. Eu não me importava em tirar, na realidade, não com... bom, não com o que acontecera durante a noite, meu pai era muito mais importante do que eu perder tempo longe dele.

Brad riu.

— Eu sempre ganho, gata.

Revirei os olhos, desligando o celular e escovando os dentes, então tomando um banho depois de tirar a base.

Logo eu já me via analisando as chaves do carro que agora era meu, um Ford usado, mas bem bonito. Ele era prata, também. Tinha herdado ele de meu pai, desde quando ele havia recebido a confirmação do câncer. Tanto eu quanto meu irmão já tínhamos tudo em nosso nome, pra poupar problemas quando meu pai falecesse, então a casa já estava há algum tempo em meu nome, e o apartamento já estava, também, no nome de Matt. Ambos eram de meu pai e ele tinha total direito sob, mas pra diminuir os problemas ele achou mais justo já repassar em vida e deixar Matt como o cuidador oficial, apesar de que sempre banquei tudo. Eu não me importava, então estava tudo certo.

Jack estava na cozinha, no celular, então me chamou com um dedo, franzindo o cenho. Ele desligou o celular, me encarando.

— Você precisa passar no cartório depois de liberarem o corpo, pra assinar o laudo. Você e o Matt precisam. — Concordei com a cabeça, dando de ombros. — Umas três? — Propôs, comigo concordando, com ele então me encarando. — Já está saindo? — Concordei, então olhando o relógio. Agora que eram nove da manhã. Caramba. Que horas eu tinha acordado? Sete? Arght. Eu estava de férias.

Meu pai estava morto.

Engoli em seco, então respondendo Jack.

— É, combinei de tomar café com Brad. — Ele concordou, sorrindo.

— Ah, Brad... — Revirei os olhos para Jack, então seguindo até a garagem, vendo o carro. Sabia que ele ia soltar alguma piadinha sobre o passado, mas iria ignorar aquela. Jack sempre ficava meio nostálgico nos primeiros dias, quando me via. No caso, eu só via nostalgia quando estava com ele, já que só passava os primeiros dias antes de voltar para Seattle.

Minutos depois eu já dirigia pelas ruas da cidade, analisando algumas lojas pelo caminho, pensativa.

Estacionei no lado contrário ao Quentin, na rua, no seu próprio estacionamento, que antes estava vazio e agora tinha meu carro, vendo dois skatistas no estacionamento me encararem feio. Abri a janela, levantando as sobrancelhas. Um deles tinha o cabelo castanho e tinha uma barbicha começando a nascer, eu daria no máximo dezessete pra ele, o outro tinha o cabelo preto, completamente escuro, mas nenhuma barba, e o cabelo era ralo, ao contrário do de cabelo castanho, que batia abaixo de sua orelha.

— Vocês vão usar esse lado? — Perguntei.

Eles concordaram.

— Pretendíamos. — O cabelo castanho respondeu.

— Ok, então. — Dei a ré, estacionando no canto o estacionamento, que estava vago, com os dois surpresos.

— Valeu. — O cabelo preto respondeu, surpreso, comigo dando de ombros.

— Não arranhem meu carro. — Avisei, com o outro abrindo um sorriso brincalhão.

— Não vamos. — Tomei um susto ao ver um terceiro skatista chegar, saindo de dentro do Quentin. Era Justin. Ele andava de skate? É, fazia o estilo dele, e me lembrava Jack, também. Jack tinha o costume de andar de skate na nossa época. — Ele acenou com a cabeça para mim. — Anne.

— Justin.

Justin sequer tinha trocado de roupa desde a última vez que eu tinha visto ele, mas parecia mais acordado, ao menos.

Os dois outros estavam confusos.

— Vocês se conhecem? — Perguntou um deles.

Justin concordou, não dando mais detalhes.

Travei o carro, então seguindo para o Quentin. Era um restaurante pequeno, ele servia cafés da manhã, almoços, cafés da tarde e janta em período integral, não importando o horário.

Brad se levantou, batendo em minha mão antes de me abraçar, quase me tirando do chão.

Ele era bem mais alto que eu, tinha os ombros menos largos que os de Matt, mas era tão bonito quanto meu irmão. Ele tinha os olhos cinza, o sorriso era torto e os cabelos eram castanhos escuros. Ele tinha o maxilar mais redondo, mas tinha aquela coisa nele que alertava o típico mau garoto. Até hoje eu não entendia como Lynn tinha prendido ele, mas não ia reclamar.

— Você conhece eles? — Ele apontou com a cabeça para os três garotos, agora parecendo conversar enquanto andavam de skate.

— Conheço Justin, ele é irmão do Jack.

Brad concordou com a cabeça, parecendo notar.

— Ah, é. — Ele parou. — Eu ando às vezes com os garotos, eu e Dennis.

Dennis? — Falei surpresa. — Você e ele se acertaram?

Ele concordou, dando de ombros.

— Passado é passado, sei lá, não valia a pena.

Concordei com a cabeça. Dennis e Brad tinham um longo histórico de parar no hospital com os narizes (ou outras coisas) quebrados quando eram mais novos. Até os vinte e cinco eles não podiam se ver na rua sem partirem pra briga.

Longa história.

Sorri para ele, me sentando na sua frente.

— E River?

— Nah. Ficou dormindo.

Revirei os olhos para essa.

— Sério?

Brad tinha um sorriso malicioso.

— A noite foi longa, sabe como é.

Ri baixinho, com ele me encarando, sorrindo.

— Cara, senti sua falta.

Concordei, com uma garçonete anotando os pedidos. Eu já sabia o meu de cabeça, mesmo após tantos anos. Brad também, é claro.

— Também senti a sua. — Refleti o sorriso dele. — É bom estar em casa.

Ele concordou com a cabeça, comigo vendo um dos skatistas se apoiar no carro. Ele recebeu uma olhada feia de Justin, o que fez ele tirar a mão. Brad seguiu meu olhar, comigo vendo outros dois garotos chegarem, cumprimentando os que já estavam ali.

— Não te lembra nada? — Brad me perguntou com um sorrisinho brincalhão no rosto.

— Me lembra de você tentando me fazer andar de skate. — Voltei meu olhar para ele, que riu.

— Eu estava chapado, qual é.

— Eu quase quebrei meu braço, B.! — Reclamei, com ele dando de ombros.

— É a vida, você devia tomar cuidado.

Neguei com a cabeça para ele, recebendo meu misto quente com mel, assim como meu copo de suco. Brad olhou feio para o copo de suco, pegando sua xícara de café.

— Ainda no vício? — Provoquei, com ele dando de ombros. Brad sempre tinha adorado café, inclusive tinha tentado inventar uma nova combinação.

Nunca tinha dado certo.

— E então... — Ele batucou os dedos no café, me encarando. — Por que voltou assim do nada, além do óbvio?

Dei de ombros.

— Tinha marcado pra vir daqui duas semanas, quando Matt fosse pegar a folga do colégio, mas... — Suspirei. — Ele me ligou quarta pedindo para eu vir ontem. O câncer piorou, sabe? Realmente não tínhamos mais chances. Então só vim. — Suspirei, passando o dedo pela mesa antes de encará-lo. Ele se levantou de seu lugar sem dizer uma única palavra, batendo com sua cintura em meu ombro, pedindo espaço antes de me abraçar, sentando-se ao meu lado.

— Sinto muito, Annie, mesmo. — Afundei minha cabeça em seu pescoço, concordando. — E a empresa? — Levantei minha cabeça para ele. — Tudo certo?

Concordei com a cabeça.

— As ações estão em 0,49%, mas a previsão é de que até o fim de semana consigamos alcançar 0,60.

Ele levantou as sobrancelhas.

— Sério? Fim de semana?

Concordei com a cabeça.

— Nada mal. — Dei de ombros, abrindo um sorriso falsamente convencido. — Você anda bem ocupada, então.

— Trabalho duro, B.

Ele concordou, então dando a volta na mesa novamente, comigo comendo. Eu tinha comido a última vez na empresa, só ontem. Tinha esquecido do estômago.

— Deve estar com muita grana também. — Provocou, comigo rindo. — E festas. E homens chovendo como água em cima de você.

Ri mais alto, negando.

— Não tive muito tempo nos últimos tempos. E, além do mais...

Ele me parou, negando com a cabeça.

— Sério? Não tive muito tempo? — Reclamou, me imitando. — Qual é, Annie, até eu sei que você não respira quando trabalha, e faz anos que fui te visitar. Você precisa de uma folga, só largue tudo.

Fiz uma careta.

— Não funciona assim.

— Adam é responsável. — Rebateu.

— A empresa continua minha.

— E vai continuar lá quando você voltar. — Ele cruzou os braços, me encarando e levantando as sobrancelhas. — Você tem trinta anos, cara, quanto tempo você está trabalhando direto? Desde que terminou a faculdade? — Bufou, irritado. — Você não viveu, cara, viva um pouco.

Encarei ele, rangendo os dentes e respirando fundo.

— Você sabe que a vida não é isso, é muito mais que...

— Cala a boca, Davis. — Bufei ao ouvir meu sobrenome. — Olhe em volta, cara, você tem trinta anos, viva. — Ele apontou com a cabeça para mim. — Parou de fumar, não parou?

— Estou tentando.

— Parou de beber, não parou?

— Só privadamente. Continuo caindo quando socialmente. — Ele sorriu.

— E quando você sai socialmente? — Perdi o sorriso do rosto, com ele concordando. — Viu? Você virou uma daquelas velhas que só sai quando os amigos obrigam.

Levantei as sobrancelhas para ele.

— Tá, nem isso. — Ele acrescentou, me olhando feio. — É disso que eu estou falando. Você precisa viver, e eu vou te ajudar a realizar seu maior desejo.

— Ah, é? — Falei, irônica, levando o suco na boca. — Qual o meu desejo?

Ele apontou o óbvio.

— Descer até o chão bêbada, meu amor.

Ri fracamente, negando com a cabeça para ele e mordendo a boca.

— Trinta anos na cara e continua uma criança.

Ele apontou para seu próprio rosto.

— Isso, meu amor, é apenas eu. Você devia tentar, mesmo. Sorria mais.

Soltei um suspiro.

— Meu pai está morto, Brad, não é justo.

Ele bufou para mim.

— E o que ele disse antes de morrer? — Levantou uma sobrancelha, comigo bufando. — Conheço seu pai, A., duvido que ele queria ver você chorando compulsivamente por ele.

Suspirei para ele, concordando.

— Você tem razão.

Ele abriu um sorriso convencido.

— Eu sei que eu tenho, qual é, eu sou o Brad.

Concordei com a cabeça, passando a língua nos dentes, procurando por alguma sujeita antes de responder ele.

— Brad, o pegador da escola. — Ele bateu continência, piscando para mim.

— Pelo menos não terminei o ensino médio virgem, meu amor.

Joguei um guardanapo nele, com ele desviando.

Pedi o mesmo prato novamente logo em seguida, com Brad levantando as sobrancelhas. Revirei os olhos para ele.

— Não me julgue.

— Não estou julgando.

Levantei as sobrancelhas para ele, com ele bufando, obviamente julgando.

— Como diabos você se mantém assim magra?

Dei de ombros.

— Vida sexual ativa, você devia tentar. — Ele jogou um guardanapo em mim, comigo rindo. — Sei lá, eu só equilibro as coisas. — Eu sabia quando podia comer porcaria, qual é.

Ele concordou, e uma hora depois eu abraçava ele, andando de braços dados pela rua, analisando as lojas daquela parte da cidade.

— Tudo bem, qual foi a coisa mais louca que você fez ano passado? — Me perguntou.

Franzi o cenho como resposta, tentando pensar. Nada.

— Corri pelada por uma rua movimentada em Seattle. — Respondi, firme.

Ele virou o rosto, parando de andar e me encarando, também me fazendo parar, sério.

Revirei os olhos para ele.

— É óbvio que não, né? Não sei. — Fiz uma careta. — Não faço nenhuma loucura há anos.

Brad negou com a cabeça.

— Você não devia ter me dito isso. — Ele me puxou pela mão, então parando na frente de um tatuador. Arregalei os olhos, negando.

— Não mesmo! — Ele riu.

— Qual é, Annie. — Neguei outra vez. — Ok, então. Então você vai ter que sair comigo durante a noite nos próximos dias. Ou semanas, meses... — Ele provocou, aproximando seu rosto do meu, comigo sorrindo, aproximando o dele e piscando, então respondendo, séria, depois de levantar as sobrancelhas.

— O que você está aprontando?

Ele me encarou como se fosse a pessoa mais inocente do mundo.

— Nada de mais.

Estreitei os olhos para ele.

Nada de mais? — Ele encolheu os ombros, passando a mão por meu cabelo. — Brad, Brad... Cuidado. — Ele abriu um sorriso brincalhão.

— Você saberá, pupila, você saberá.

— Eu sou mais velha que você.

— Continua vinte centímetros mais baixa.

Abri a boca, negando com a cabeça para ele, meus olhos como fenda.

— São dezoito.

— Pelo menos você é grande perto das formigas. — Dei um soco fraco em seu ombro, com ele gargalhando, então me afastei um pouco dele, notando uma loja de artigos em geral, lembrando do que eu pretendia fazer durante a tarde.

— Quero limpar a piscina de casa, me acompanha?

Ele fez uma careta.

— Na limpeza ou na compra? Não vou limpar uma piscina com você. — Óbvio que não.

Ri fracamente, negando.

— Na compra. — Respondi.

— Então está tudo certo. — Fomos até a loja, comigo descobrindo que ele entendia mais de limpeza do que eu acreditava ser possível, com ele declarando que Lynn tinha influenciado (no caso, obrigado) ele a entender mais e saber como limpar a própria casa.

Comprei algumas coisas necessárias para a limpeza da piscina, então me despedindo dele, já que o horário dele iniciava as onze no escritório de advocacia, que era ali perto.

Dei uma volta pela cidade, vendo que algumas lojas (a maioria) continuavam por ali, me deixando satisfeita. Eu gostava delas, e, inclusive, o shopping próximo não tinha feito elas fecharem, o que era ótimo.

Logo depois eu me via estacionando em frente ao meu antigo colégio — o mesmo que Matt trabalhava —, sorrindo. Então entrei, estacionando numa vaga disponível e entrando no prédio. Ainda não estava no almoço, e eu podia ver que as salas estavam bem mais vazias que o normal, informando que grande parte dos alunos já havia passado de ano.

Parei no memorial, analisando as conquistas do colégio.

Equipe de debate com o prêmio (troféu) de primeiro lugar.

A equipe? Anne Davis e River Dallas.

Tinha um de Brad, do time de futebol Americano. Eles tinham ganhado por três anos seguintes por causa de Brad, ele era incrível jogando, na época.

Tinha um troféu de segundo lugar pra natação, esse com meu nome.

Esses troféus estavam bem mais pra trás, e mais pra frente eu podia ver alguns. Parei ao ver um memorial, analisando ele, franzindo o cenho enquanto via as flores recentes.

Me abaixei, avaliando a foto de um garoto. O garoto devia ter uns quatorze anos, no máximo quinze.

“Sentimos sua falta”. Tinham várias fotos dele, principalmente com uma garota mais velha.

Olhei a base, vendo uma plaquinha.

            “Em memória de Christian Beadles”. Me levantei, respirando fundo. É, não eram só os idosos que morriam.

Dei uma volta rápida por ali antes de voltar para casa.

Assim que estacionei o carro na entrada, o peso chegou nos ombros novamente.

Encarei o volante fixamente, sem saber como continuar. Era... Meu pai... Ele...

Respirei fundo, limpando os olhos, encarando tudo a minha volta. Alguns vizinhos acenaram para mim, comigo saindo do carro, então caminhando até eles. Pareciam animados ao me verem ali novamente — e finalmente, afinal.

Lembrava deles, eram sempre próximos. Expliquei de meu pai, com eles pedindo para informar o horário do funeral, e então voltei meu caminho para dentro de casa, levando as compras e deixando-as na cozinha. A cozinha em si era equipada, bem limpa e cuidada, e tinha, inclusive uma cafeteira que eu me sentia tentada a usar. Estava cansada, ainda não tinha me adaptado a cidade, e o fuso horário era mais pra frente, então realmente ia demorar um pouco a me adaptar.

Tinha um papel colado na geladeira, era a letra de Matt.

Fomos resolver algumas coisas do funeral. Tem um prato de almoço na geladeira pra você.

3h00 PM no cartório, não esqueça.

Então um coração e seu nome.

Dei de ombros para o papel, então pegando meu celular, colocando o despertador para as duas da tarde, deixando o mesmo numa espreguiçadeira na beira da piscina, então colocando um short leve e outra blusa, amarrando o cabelo e pegando os produtos de limpeza. Comecei a procurar por uma vassoura, e só quinze minutos depois consegui encontrar uma (e o esfregão), confusa pela mudança da sala de limpeza da casa. Serio que tinham invertido a lavanderia e a sala de limpeza? Não fazia sentido. A casa também estava bem suja, apesar de que eu sabia que de quinze em quinze dias Matt fazia uma geral. Matt continuava péssimo nisso.

Meu sábado ia ser incrível, com certeza... Limpando a casa.

Abri um sorriso fraco para essa, analisando a piscina. Um dia de cada vez.

Liguei a mangueira da casa, depois de conectar ela na parte de trás, então molhando toda a parede e chão da piscina, passando um dos produtos logo em seguida, entrando na piscina depois, começando a esfregar.

Eu já estava quase no final quando vi River surgir pelo lado da casa, caminhando tranquilamente pelo gramado e levantando uma garrafa de vodca para mim, comigo negando com a cabeça, abrindo um sorriso.

— Você e Brad combinaram de me levar pro mal caminho, né?

Ela deu de ombros.

— Não sei, combinamos?

Ri fracamente pra essa.

— Sério, Ri? — Ela deu de ombros, colocando a garrafa na mesa de piquenique, então me ajudando a sair da piscina, me abraçando logo após isso.

— Como você está? — Ela me encarou, comigo dando de ombros, então encarando a piscina.

River e eu tínhamos basicamente a mesma altura, mas ela era morena, tinha um puta corpo e um sorriso genuíno. Ela sempre parecia feliz, e os olhos refletiam tudo que viam, por mais que fossem castanhos. River era a definição de beleza natural.

— É relaxante limpar a piscina. — Respondi, com ela sorrindo, me encarando levemente preocupada.

Ela concordou, então.

— Quer beber e limpar a piscina ao mesmo tempo?

Ri fracamente.

— Preciso ir pro cartório daqui a pouco, não vou ir fedendo a álcool.

Ela suspirou, insatisfeita.

— Hoje a noite, que tal? — Abri um sorriso brincalhão para ela ao acrescentar.

Ela estreitou os olhos antes de concordar, comigo então entrando na piscina novamente, com ela me acompanhando, analisando o serviço.

— E você, como está? — Perguntei, com ela dando de ombros.

— Bem. Estou noiva. — Ela levantou a mão direita, mostrando um anel de brilhantes. Puxei o ar, assobiando para o anel, com ela rindo. O cara realmente devia ser rico, porque... Caramba.

— Como é estar noiva? — Provoquei, voltando a esfregar a parede da piscina.

— Nada mal. Você devia tentar. — Levantei uma sobrancelha para ela de rabo de olho, com ela piscando para mim, então pegando a vassoura, começando a esfregar o chão. Sério, quem devia tentar ser noiva? Não fazia sentido. Ou você casa, ou você não casa.

— Um dia, quem sabe. — Respondi tranquilamente, voltando a esfregar o que faltava da parede.

Ela bufou.

— Ninguém? Solteirona?

Fiz uma careta.

— Falando assim eu pareço uma velha de oitenta anos, Ri.

Ela deu de ombros.

— Cuidado e se tornará uma dessas num piscar de olhos.

Dizem que sozinha é melhor que mal acompanhada, então...

Ignorei ela completamente, então saindo da piscina e lavando-a novamente, analisando meu trabalho. Foi nesse momento que meu despertador tocou.

Ri me abraçou, me fazendo respirar fundo em seu ombro, abraçando-a de volta.

— Sinto muito, Annie.

Concordei com a cabeça, fechando os olhos.

— Ele estava feliz. Realizado. — Me afastei dela, suspirando. — Acho que... Sei lá, era a hora, sabe? Mas dói, dói muito.

Ela concordou, segurando meu rosto e passando os dedos pelos meus olhos, vendo algumas lágrimas.

— É claro que dói, Ann. Ele era seu pai. Ele te criou e Matt basicamente sozinho, a única figura pra vocês. — Suspirei. — Perder ele foi perder a última figura de criação.

Suspirei outra vez, concordando, analisando a garrafa de vodca, então notando.

— Desde quando você bebe vodca? — Voltei meu olhar com tudo para ela, com ela dando de ombros.

— Peguei gosto. É melhor que vinho.

Ri fracamente, negando.

— Você quis dizer mais forte que vinho.

Ela sorriu, brincalhona, concordando.

— Óbvio. — Eu sentia falta dela, de Brad também. Até de Dennis, Lynn. Era divertido voltar com tempo, realmente.

Sorri para isso, então almoçando, com ela apenas sentada, conversando comigo. Me despedi dela, com ela saindo e eu indo me arrumar. Parei em frente à porta do quarto de meu pai, vendo-a aberta. O quarto estava completamente arrumado, e seu corpo não estava mais ali, como o esperado. Os legistas já tinham passado por ali há muito tempo. Parei no meio do quarto, olhando em volta, enquanto sentia minha boca tremer. Dei um giro completo pelo quarto, soluçando. Coloquei as mãos na boca, me sentando e me encostando na cama, deixando o choro sair. Era melhor chorar ali do que na frente de todos. Era melhor, também, aceitar que eu precisava chorar. Eu precisava deixar sair.

Chorei por um bom tempo antes de levantar, limpando o rosto e então indo lavá-lo. Escovei os dentes, troquei de roupa e segui meu caminho até o cartório. Matt já me esperava lá, apesar de que Jack não estava por ali. Apenas assinei a papelada, conferindo os documentos da casa e do carro, também. Tudo certo, afinal.

Matt e eu saímos juntos dali, com ele suspirando.

— As cinco de hoje, que tal?
Parei, surpresa.

— Assim? Tão cedo? — Eu tinha os olhos arregalados, com ele concordando.

— Estou indo no legista agora ver o corpo, e acho que depois já...

— Ok. — Franzi o cenho. — Ok... — Pisquei. — Certo.

Matt me encarava.

— Quer esperar mais?

Neguei com a cabeça.

— Não, é só que... Não estava esperando por isso. — E realmente não estava esperando por isso. Talvez fosse na manhã seguinte, quem sabe. Mas era bom ser hoje, não adiantava esperar por algo que já esperávamos há algum tempo, e... Enfim. Era isso.

Matt concordou com a cabeça, suspirando.

— Eu não estou triste, sabe? — Ele parecia pensativo. — Tipo, eu já sinto falta, é só que... Parece que estava na hora dele mesmo, e isso me deixa mais tranquilo.

Concordei com a cabeça. Fazia sentido, apesar de que também doía.

— É. — Parei, pensativa, vendo o trânsito. Ele passou a mão pelo meus ombros.

— Quando você estiver pronta para virar a página, eu viro ela com você.

Encarei ele, então sorrindo fracamente, quase fazendo um bico.

— Que tal hoje às cinco?

Ele sorriu, beijando minha testa.

— Que assim seja.

Fui ao legista com ele, então indo para casa. Ele mesmo ligou para Jack, comigo avisando alguns conhecidos do funeral, mas o próprio Jack não se importou em avisar quem precisava avisar.

Então eu já me via arrumando o terno preto, o cabelo num rabo de cavalo alto. Meu olhar estava vazio no espelho, mas eu não me sentia assim.

Eu me sentia transbordando emoções, a maioria delas era tristeza misturada com alguma outra.

E então Elena me abraçava, beijando minha testa.

Eu encarava o caixão, ouvindo o pastor falar algumas palavras de conforto. Estávamos no cemitério, encarando o caixão de meu pai acima do buraco que entraria nos próximos minutos, logo ao lado do de minha mãe.

Yan Davis e Samantha Davis. Ambos os meus pais estavam mortos.

Matt parou ao meu lado logo depois, com algumas pessoas nos cumprimentando.

Que o senhor o acompanhe no vale dos que foram. — Ouvi o pastor falar, comigo encarando o caixão. Eu não acreditava muito em religião. Em Deus sim, religião não. Como meu pai acreditava, estava sendo enterrado na dele. Matt apoiou a cabeça em cima da minha, comigo respirando fundo enquanto o caixão era abaixado pela própria máquina. Erika estava ali, já que tinha pedido para se despedir do titio. River também estava por ali, assim como Brad. Eles me cumprimentaram, assim como vários outros conhecidos meus, até mesmo um tio distante meu, irmão de meu pai, havia vindo. Era meu último tio vivo de ambos os lados da família.

Elena logo depois se foi, com Erika confusa.

— O tio vai voltar?

Jack negou, se abaixando, apertando o ombro da garotinha.

— Não, querida. O tio foi embora.

— Por que ele foi embora?

Jack deu de ombros.

— Ele precisou resolver uns negócios importantes. Um dia a gente revê ele.

Ela concordou, animada, com Jack levantando ela.

— Vou esperar no carro. — Ele chamou Justin com a cabeça, que encarava o túmulo de cenho franzido. Ele parecia chateado, não sei se triste era a palavra, mas ele parecia... Transtornado? É, era essa a palavra.

Ele veio até nós, abraçando Matt, que bateu em seu ombro, apertando o mesmo.

— Sinto muito, Matt.

Matt concordou, com Justin voltando seus olhos para mim, me abraçando também.

— Sinto muito, Justin. — Falei baixinho, com seu peito subindo.

Ele precisava ouvir aquilo, notei.

Ele se afastou, abrindo um sorriso fraco e sem jeito para mim.

Pude ver ele apertar a boca, quase falando algo antes de se virar, seguindo o irmão até o carro, então rindo de algo que Erika falou quando ele se aproximou.

Voltei meus olhos para o cemitério, olhando em volta antes de olhar para o túmulo de meu pai.

Abri um sorriso para isso, lembrando de uma coisa que meu pai havia me dito. Matt me encarou confuso.

— O que foi?

— Você lembra quando nossa mãe morreu? — Matt franziu o cenho, tentando lembrar.

— Seja mais específica.

— O nosso pai falou uma coisa. — Eu encarava o túmulo já com a foto dele e data, só ainda não lacrado, os homens esperavam para lacrar após sairmos.

— Que coisa?

— Que não era pra nos preocuparmos que mamãe não estava ali. — Matt sorriu, lembrando. Ele mesmo continuou.

— Ela estaria com a gente à todo momento.

Concordei com a cabeça.

— E veríamos ela quando fosse a hora.

Matt abaixou a cabeça, beijando meu cabelo e sorrindo.

— Enquanto isso não acontece...

— Vamos viver por eles. — Terminei a citação.

Matt riu fracamente.

— Creio que a graça de um enterro seja ver o quanto a vida é importante.

Fiz uma careta.

A graça, Matthew?

Ele riu, comigo dando um soco fraco em seu ombro.

— Qual é, pirralha.

Ele sorria para mim, comigo sorrindo de volta.

— Viremos a página, então.


Notas Finais


Bom, não há muito o que dizer. Sei lá, HAHAHAH. É com vocês, mas espero que estejam gostando, porque eu estou :3

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Até o próximo, e obrigada por todo o apoio, tanto por twitter, facebok, comentários quanto favs. Significa muito, mesmo! <3


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