História Ages Ago - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Justin Bieber, Romance
Exibições 377
Palavras 3.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sis é um termo em inglês pra "irmã" (irmãzinha, quase), a abreviação de "sister'.

SURPRESA! De novo AAHAHHA
Espero que gostem <3

Capítulo 4 - Sis


POV Justin

Analisei o cabelo loiro, vendo-a atravessar a rua em passos rápidos e extremamente decididos.

— Quem é essa? — Chaz me perguntou, comigo dando de ombros enquanto largava o skate, segurando ele com uma perna.

— Filha do Yan. — Falei, então encarando-o antes de subir no skate, analisando o estacionamento.

— Yan? Irmã do Matt? — Chaz perguntou, comigo concordando.

— Uhum. — Respondi. Peter levantou as sobrancelhas com isso, parecendo pensar.

— Aquele da casa enorme que te deixei de carro esses dias? — Falou, recebendo um aceno positivo como resposta. Reed puxou o ar, surpreso, comigo abrindo um sorriso fraco. — Nem minha casa é assim grande, cara. — Não era pra tanto, qual é.

Empurrei o skate, ouvindo Chaz falar.

— Ela tem quantos anos? — Franzi o cenho, tentando lembrar.

— Acho que trinta, lembro do Jack comentando algo sobre se formar com ela, e ele tá quase em trinta e um. — Chaz concordou, curioso.

— Que merda.

Ri fracamente, notando onde ele queria chegar.

— Ela não é pro nosso bico, Somers. — Fui eu quem falou.

Ele suspirou, encarando a porta do Quentin.

— Eu queria muito ter dezoito.

Analisei ela cumprimentando Brad, já dentro do restaurante, animada.

Porra, eu também.

Ela falava de algo com Brad, animada e sorrindo enquanto o mesmo cumprimentava ela. Voltei meus olhos para o skate, respirando fundo antes de tentar girar o mesmo.

Anne. Lembro dela falando aquilo, mas era um borrão. Eu estava exausto, tinha passado o dia cansado por causa de minha mãe. Graças ao trabalho dela eu não tinha conseguido dormir a noite toda, tinha ido pro colégio e então tinha descoberto que Yan estava quase morrendo. Tá certo que eu já sabia que ele sempre estava no quase lá, mas dessa vez era no lá, mesmo. Sem o quase. Jack tinha me avisado durante o almoço do colégio, alertando que se eu queria dar um “tchau”, era a hora. Tanto que ele me confirmou que Matt tinha feito a irmã mais nova voltar antes justamente pra se despedir, porque a esperança era de que ele conseguisse durar pelo menos até sábado.

Obviamente não durou, já que hoje era sexta.

Fui para a casa do cara, que então descobri que nem era dele, e sim da filha.

Na minha mente, Anne era tudo menos o que eu tinha visto ontem à noite. Claro, Matt era bonito, mas obviamente não fazia o meu tipo. Então lá estava Anne, o meu completo tipo.

Mulher e bonita, pronto, meu tipo.

Infelizmente, o tipo dela não era eu.

Eu também lembrava vagamente dela no quarto. Ela estava ainda usando uma saia social e uma blusa também social, tinha, inclusive, um daqueles saltinhos. Sei lá o nome daquilo, eu nunca tinha focado muito no nome das coisas, mas ela realmente era aquele tipo, o tipo “mulher de negócios”. Tinha visto algumas, já, inclusive uma amiga de minha mãe, mas nunca tinha estado tão próximo da vida de uma. Tinha visto ela preocupada com o pai, perdendo qualquer preocupação com uma empresa, e aquilo era diferente, tipo, ela parecia pouco se foder se tinha dez ou dez mil empregados quando viu o pai, era simplesmente ela e ele. Hoje ela usava uma roupa bem diferente, gerando uma imagem bem tranquila na minha cabeça, como se ela fosse alguém comum que não tinha milhões de reais na conta bancária.

Seria divertido fazer dela apenas mais uma, como tantas outras. Callie, por exemplo. Mas eu sabia que não era bem assim, não funcionava assim pra ela, e eu não tinha nem chances. Eu nem sabia como funcionavam as coisas na idade dela. Sexo casual? Encontros românticos? Ela esperava se casar dali a dois meses? Eu não conseguia entender sequer como funcionava, quem dirá como se aproximar.

Sério que eu estava considerando? Bom...

— Pervertidos. — Peter revirou os olhos para nós, cortando meus pensamentos, levantei as sobrancelhas para ele, que revirou os olhos novamente, agora dando mais ênfase.

Fora que eu sabia que se eu conseguisse me aproximar, acabaria não sendo mais uma. Qual é, ela era uma mulher, não era uma garotinha como as outras, era óbvio que seria diferente.

Contive a risada.

Como se eu tivesse chances. Na realidade... Franzi o cenho enquanto empurrava o skate. Eu podia ter chances, é verdade, então eu teria com o que me preocupar com aquilo. Brad e Dennis andavam com a gente, talvez eu tivesse, sim, chances, afinal.

Nunca se sabe, né, vai que ela gosta dos mais novos, JB?

Meu cérebro me falou, comigo segurando o sorriso malicioso.

Abri um sorriso fraco pra essa, não contendo ele.

Talvez.

Franzi o cenho enquanto olhava para o skate. Sem chances, acho que o certo nem era ela ser pro nosso bico. Éramos nós que não eram pro bico dela. Fiz uma careta, vendo ela rir de algo na mesa junto a Brad. Ele sorria para ela, com ela negando algo, mas também sorria. Ah, foda-se, eu não ia desconsiderar as chances, vai que eu tinha chances sim?

Parei por um instante, vendo Chaz empurrar Peter, que lhe falou alguma merda.

É, sem chances. Mesmo que eu tivesse alguma sorte, não funcionava. Quer dizer, eu tinha algumas garotas, nada mal, a propósito, mas eram garotas, e eram mais novas que eu.

Que merda eu estava pensando? Anne era gente boa, era gentil e tudo mais, mas ela tinha a idade do meu irmão, cara, ela era como uma irmã.

Isso, era só levar como uma irmã.

Meus pensamentos se voltaram para o pai dela ao ver o sorriso dela se perder. Ela tinha aquele ar triste, eu tinha notado quando cumprimentou seu pai na noite anterior. Era como se ela tivesse... Não sei, vivido tanto que a tristeza era mais forte que as coisas boas? Era triste pensar nesse lado, e quando ela sorria não fazia sentido pensar isso.

Respirei fundo.

Eu gostava de Yan, e ele chegava a ser melhor que meu próprio pai. Não era muito difícil, mas também significava que eu gostava dele.

E ele tinha morrido.

Eu estava cansado, mas também preocupado. Chaz cortou minha frente nesse instante, recebendo um palavrão como aviso.

— Vocês acham que tenho chances com a Caitlin? — Ouvi Peter.

Levantei as sobrancelhas para ele.

— Cara, o irmão dela se matou faz duas semanas e você quer comer ela? — Fora que ninguém ali tinha chances com ela, Peter tinha conseguido se aproximar, mas nunca chegou perto o suficiente.

Peete deu de ombros, com Chaz revirando os olhos para ele.

— Depois eu que sou o pervertido. — Apontei o óbvio, confirmando, enquanto Peter se apoiava no carro de Anne, recebendo uma olhada feia minha como resposta. Ele se desencostou, mas revirou os olhos para mim.

— Porra, ela é gostosa pra caralho. — Foi o que ele falou, comigo levantando as sobrancelhas.

— O irmão dela está morto e você quer foder? — Bufei. — Você tem dezessete ou sete anos?

Ow, Bieber. — Chaz me falou, levantando as sobrancelhas. — Calma aí, cara.

Bufei, com Peete levantando as mãos.

— Credo, cara, pra que isso?

Apenas ignorei os dois, continuando a focar no skate. Caitlin era gente boa pra caralho, fora que era uma incrível amiga minha. Eu já tinha tentado pegar ela, então tomei um fora tão lindo que fez com que eu notasse que ela era a típica amiga perfeita pra mim.

Caitlin era lésbica, no caso.

Os caras chegaram logo depois, com Reed levantando o cigarro dele.

— Festa hoje à noite, que tal? — Repuxei a boca, com ele rindo.

— Qual é, Bieber. — Ouvi Chaz.

— Yan morreu essa noite, cara, não sei se vou conseguir segurar a barra com a família. — E nem me importava muito. Eu gostava das festas, mas sabia que não estava tão interessado em ir numa festa quando um cara que eu gostava estava morto. Ou talvez estivesse, ajudaria a esquecer.

Chaz me encarou antes de juntar os lábios, concordando. Era engraçado pensar que eu conhecia Yan há algum tempo, mas nunca tinha gostado muito dele. Via ele como um senhor fodido que só estava esperando pela morte. Então, numa noite, eu tinha descoberto que ele, ao invés de dormir, encontrava brechas pra assistir seus jogos de basquete, e torcíamos pro mesmo time. Foi aí que começou, passei a gostar dele com isso, já que naquela noite Jack pediu que eu ficasse com Yan no hospital por umas horinhas, porque precisavam resolver algumas coisas e por algum motivo Yan não podia ficar sozinho naquele momento. Ele também não se importava, contanto que eu não espalhasse pra ninguém que, ao invés de dormir, ele assistia jogos de basquete. Eu que não ia reclamar, ele tinha uma puta TV de alta definição que fazia meus dias mais felizes.

Passamos a passar mais tempos juntos, e logo eu descobri que o cara podia estar à beira da morte, mas tinha um senso de humor tão insano que não parecia prestes a morrer. Ele tinha me zoado que um dia eu acabaria pior que o Wiz Khalifa, já que um dia eu tinha ido ver um jogo chapado.

E então o cara (Yan) morreu. Simples assim.

“Até amanhã.”

Ele sabia que não ia passar a noite, mas queria a mesma normal, não queria pena. Tinha notado isso quando ele tinha me oferecido uma garrafa de uísque. Provoquei ele se ele não queria me acompanhar, e ele retrucou, rindo.

“Eu não sei quem tomava um soco primeiro, eu ou você.”

“Matt não bateria em mim.”

“Anne sim.” Era quando eu tinha criado essa imagem de Anne sendo dura, um monstro, uma mulher firme. E bem mais alta que eu (o que estava longe de acontecer, ela era mais baixa que Matt, e Matt e eu tínhamos quase a mesma altura).

Ela não era isso tudo, dura, etc., eu podia notar. Ela virava um pequeno pote de mel em cima da comida, indiferente com algo dito por Brad, mas eu podia ver que ela parecia feliz, apesar das circunstâncias. Eu nunca tinha visto ela ao vivo, mesmo com anos de relacionamento dos nossos irmãos, então estar em casa devia ser ótimo pra ela.

Eu também lembrava de acordar com a voz feminina falando alto, retrucando Matt. Anne e Matt literalmente discutiram em cima do cadáver do pai, praticamente. Eu nem sabia sobre o que falavam, mas lembrava da expressão magoada dela, do irmão irritado. Jack disse que imaginava que aquilo fosse acontecer, mas ia ter que falar com Matt sobre Erika, já que eles tentavam não discutir com a garota por perto, e Matt tinha feito justamente isso.

Senti o cheiro do cigarro, então colocando a mão no bolso, pegando meu maço e acendendo um cigarro, parando de andar e vendo Reed e Peter trocarem uma nota de dinheiro por um saquinho de maconha. Brad era ótimo em repassar drogas quando eu não conseguia, isso era um fato.

— Querem vazar? — Nick falou, apontando com a cabeça para seu carro, que ele sempre estacionava no parque próximo dali.

Dei de ombros, soltando a fumaça. Foda-se, também. Eu tinha o dia livre.

Logo eu já me via saindo de um carro, entrando na reserva e vendo Reed e Peter baterem as mãos, comigo indo até eles, levantando um dedo. Reed revirou os olhos pra mim, então pegando o cigarro de maconha.

— Você vai hoje à noite? — Revirei os olhos.

— Óbvio. — Peguei o cigarro, tomando a decisão, me afastando, vendo uma garota me seguir com o olhar. Fui diretamente até Callie, a “uma garota”, com a mesma levantando as sobrancelhas pra mim.

— Você sumiu. — Ela falou, comigo dando de ombros, acendendo o cigarro ao parar do lado dela. — E não deu notícias.

Levantei as sobrancelhas, encarando a frente.

— Não tenho porque dar notícias.

Ele me analisou antes de suspirar, então colocando a mão em meu ombro.

— Você vai hoje à noite? — Perguntou, comigo virando meu olhar para ela, concordando. Minha mão livre foi para sua nuca, puxando-a para um beijo.

Ela se afastou com um sorriso fraco no rosto, chamando uma amiga que parecia interessada em sair dali com Reed. A amiga me encarou por um instante antes de seguir Callie. Reed levantou as sobrancelhas para mim, comigo abrindo um sorriso malicioso, então dando uma tragada no cigarro antes de seguir Callie.

Foda-se hoje à noite. Reed abriu um sorriso brincalhão antes de me seguir.

 

Minha barriga roncava quando entrei em casa, vendo que não tinha ninguém, mas o cheiro forte de drogas estava no ar. Fui ao meu quarto, batendo a porta e abrindo a janela, então vendo uma roupa dobrada em cima da cama. Franzi o cenho, vendo escrito um “5h00 PM” em cima da camisa social, com um JB logo abaixo. Ah, Jack. Era a hora do enterro.

Tateei meu bolso até meu celular, fazendo uma careta ao notar que não estava comigo. Abri a porta do quarto, pegando o telefone da parede e tentando lembrar o número do celular.

— Alô? — Foi Peete quem atendeu.

— É o Drew. — Falei. — Você tá aonde?

— Não sei. — Acompanhei a risada. — Te entrego o celular hoje à noite.

— Beleza, passa aqui que horas?

— Não vou poder passar aí, fiquei sem carro.

Bufei.

— Tá, eu dou meu jeito.

— Espero que sim, Bieber, Q. apostou que faz topless essa noite.

Puxei o ar, com ele rindo.

— É, Justin, é bom você ir.

Queen era gostosa pra caralho, mas Nick tinha a sorte grande de ter conseguido ela um ano atrás. Então desde então eu não podia tentar nem chegar perto, ou ele tentaria quebrar minha cara.

Aquela parada de “fura-olho” que às vezes era uma bosta.

Desliguei o telefone, então procurando algo pra comer, encontrando uma caixa de cereais quase no prazo de validade, vendo se tinha algum dinheiro nas gavetas. Nada, nada, nada.

Bufei, comendo o cereal seco antes de ir pro banho. Quando saí do banho, ouvi a buzina na frente da casa, vendo Jack dirigindo o carro de Matt.

— Já vou! — Fechei a janela, notando que já era quatro e quarenta ao olhar pro relógio da sala, então colocando a roupa em um pulo, olhando para meus pés.

Jack tinha esquecido que eu não tinha sapatos sociais.

Olhei para meus tênis pretos, analisando a calça jeans escura que Jack tinha separado.

É, combinava, foda-se.

Arrumei a gola da camisa social, passando os dedos pelo cabelo antes de me analisar no espelho, escovando os dentes em tempo recorde. Sentei no banco ao seu lado, analisando a BMW.

Eu não entendia como diabos um professor de ensino médio tinha dinheiro pra comprar uma... BMW.

Óbvio que não tinha, a irmã tinha.

Jack buscou Erika, então indo ao cemitério, comigo vendo que os dois irmãos já estavam lá.

Eu ouvia o pastor, ouvia as pessoas conversarem, ouvia também alguns “sinto muito” para os irmãos. Matt parecia meio magoado, talvez, Anne com certeza parecia magoada, mas os dois pareciam entender, e entendiam bem mais que eu. Sério, por que um cara tão gente boa tinha que morrer e tanta gente bosta podia ficar viva, fazendo merda? Não era justo, porra.

As pessoas foram saindo, e logo eu via Jack acenando para eu ir pro carro, sabia que ele queria deixar os irmãos sozinhos. Cumprimentei Matt, com ele apenas me apertando, então analisando Anne. Também abraçando ela. Respirei fundo, e estava prestes a dizer um “sinto muito” quando ela falou.

— Sinto muito, Justin.

Aquilo me deixou chocado, e por um instante eu vacilei. Eu não tinha muito costume de fazer a coisa certa, e por uma das primeiras vezes, eu fiz. Abri um sorriso fraco, não sabendo muito bem o que falar.

Segurei a vontade de retrucar “eu também”, mas apertei a boca, porque sabia que não era o que ela precisava ouvir. Eu sequer sabia o que alguém precisava ouvir quando perdia a família.

Apenas concordei, saindo dali e seguindo meu irmão, com ele dando um tapinha fraco em meu ombro, recebendo uma olhada em retorno. Eu estava sério, mas chateado. Tipo, ok, o cara ia morrer hora ou outra, mas precisava ser justo agora?

Me sentei no banco de trás, com Jack prendendo Erika na cadeirinha de bebê (sério que isso ainda era necessário?), então apenas esperei. Matt entrou no banco da frente alguns minutos depois, com Anne sentando ao lado de Erika, na outra janela.

— Que tal fazermos alguma coisa pra jantar? — Anne falou, com Jack concordando.

— Cara, você ainda cozinha daquele jeito? Sua comida é ótima. — Ela sorriu, concordando.

— Sim, J., ainda cozinho daquele jeito foda pra caralho. — Olhei meio surpreso pra ela, com ela sorrindo ao ver minha reação. Ela falava palavrões? Caralho. — É, é foda pra caralho.

Matt riu, concordando.

— Realmente.

Enquanto Jack dirigia, eu via Anne encarando a cidade pela janela, completamente perdida em pensamentos, com o cenho franzido. É, ela sequer me notava. Nem fodendo que eu teria chances (literalmente falando).

E, mesmo se tivesse, era óbvio que ela teria outros interesses. Não tinha porque se envolver com um adolescente, ainda mais com alguém que era tão próximo da família, não fazia sentido se envolver.

Acho.

Nunca se sabe, né?

Tirei aquilo da minha cabeça, não ia rolar, fora que ela era família.

É isso, ela era uma irmã.

Pelo menos eu conseguia ver ela de maneira diferente, agora.

Era só pensar daquela maneira que estava tudo certo.

Eu só não podia tirar a palavra “irmã” da cabeça.

Ela tinha os olhos azuis, e eu podia ver uma ou outra sarda que não tinha notado até então, ela também tinha uma marca do lado do olho direito, tinha a expressão séria quando ninguém falava com ela, mas...

Apesar do pai morto, ela encarava a cidade como se fosse a coisa mais importante da vida dela, como se fosse a felicidade dela. Voltei meu olhar para a cidade, tentando entender que porra ela via ali.

Não fazia sentido pra mim o que ela via na cidade, tipo, não tinha nada de mais, era uma cidade.

Acho que era isso, não fazia sentido pra mim o que ela via, mas pra ela não faria sentido ver algo em mim.

Irmã, Justin. Irmã.

Matt virou o rosto, encarando Erika, fazendo Anne olhar para ele, tirando os pensamentos de onde quer que estivesse. Erika puxou a mão de Anne, se esticando.

— Sua unha é bonita. Por que a do Matt não é assim? — Perguntou para Anne, com ela rindo. Anne tinha as unhas sem esmalte algum, mas eram bem feitas.

E grandes.

Visualizei a cena na cabeça, as marcas nas minhas costas...

Puxei o ar discretamente, encarando a rua.

Droga de hormônios. Sério, porra, por que justo comigo?

As unhas.

I-r-m-ã.

Soletrei pro meu próprio cérebro, ouvindo Anne explicar a diferença das mãos de um homem para uma mulher para Erika, que ouvia tudo atentamente.

Já anoitecia, e agora era minha vez de encarar a cidade.

Tirei meus pensamentos da mulher no carro, lembrando de Callie. Callie era algo certo, e valia a pena me envolver com ela, simples assim. Anne não valia a pena me envolver, enquanto Callie e tantas outras eu tinha o que queria, e era o suficiente.

Eu sentia uma puta atração por ela, mas... Só...

Aquilo precisava ser o suficiente. Callie ou qualquer outra precisava.

Tomara que fosse.


Notas Finais


Por favorrrrr me avisem se houver algum erro, esse cap foi meio corrigido meio não corrigido, corrigi mais por cima, então erros podem ter passado.
Eu acho muito engraçado esse capítulo porque tipo... Se vocês notarem, o Justin fica num puta vai e volta entre considerar ela ou não considerar ela e fica indo e voltando e indo e voltando e indo e... vocês entenderam HAHAHAH. Foi estranho pra mim, também, escrever um personagem mais novo que eu. Se eu não estou enganada, nunca escrevi um POV de um personagem mais novo que eu, o que foi bem estranho hahahah.
Espero que estejam gostando <3

Caso queiram falar comigo: http://ask.fm/CleliaM e https://twitter.com/CamsLaFont
Grupo das minhas fics no fb: https://www.facebook.com/groups/1507397299492399/

Não sei quando posto o próximo, mas vejo vocês nele e nos comentários! Obrigada por todo o apoio, cambada, sempre as melhores! <333


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