História Agonia - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Adrinette, Bad, Sadness
Exibições 81
Palavras 616
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, coisinhas lindas!
Hoje bateu aquela vontade de ficar na bad, sabe? De chorar amarguradamente, deixar a alma escorrer pelos nossos olhos... Observar o mundo pela janela e sentir que a vida não faz sentido.
Pois é, vamos todas comprar caixas de papel e nos entupir de Nutella, colocar uma música da Adele e prantear as pitangas.

~ML~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Agonia - Capítulo 1 - Capítulo Único

Trago-te flores – restos arrancados da terra que nos viu passar unidos, e ora mortos nos deixa e separados.

Machado de Assis

 

- Corre, Adrien! Ela não está nada bem! – Alya gritava no banco traseiro do Sedan preto, que derrapou ao virar a esquina. Aquela noite de janeiro estava especialmente chuvosa, e a lua minguante mal conseguia iluminar as nuvens ao seu redor. O carro desacelerou levemente ao se aproximar de um semáforo, que fecharia em instantes – Dá tempo de passar no amarelo! COLOCA ESSA PORRA PRA CORRER, ADRIEN! A tua esposa tá parindo aqui atrás!

Ao ouvir essas palavras, o homem loiro sentado no banco do motorista não hesitou em afundar o pé no acelerador, ultrapassando o cruzamento momentos antes de um caminhão enorme passar buzinando. Provavelmente, eles estavam extrapolando mais leis de trânsito do que poderiam contar, mas Adrien não se permitiu diminuir a velocidade por um momento sequer. Cada gemido vindo de Marinette, deitada sobre o colo da melhor amiga, trazia imagens horríveis em sua mente, povoada de sangue, bisturis, médicos e morte.

Com um cavalo de pau digno de estrelar no Guiness Book, o jovem estacionou em frente ao hospital Maison des Anges, na região Noroeste de Paris, e desceu tão apressadamente do carro que nem reparou onde estacionara : a vaga para ambulâncias. Alya, que ajudou o rapaz a mover a esposa grávida para fora do carro, não teceu nenhum comentário. « A rua está vazia », pensou a garota. « Qualquer ambulância que precisar parar não vai ficar escolhendo lugares ». Checando pela última vez os dois lados da rua, ela entrou no hospital.

 

 

DOIS ANOS MAIS TARDE...

 

 

Adrien caminhava calado pelas ruas de Paris. A chuva tinha caído sem pausas nessa última semana, não deixando brechas para o sol ameno do Outono, mas ele não vira a necessidade de levar um guarda-chuva. A água gelada que batia em seu rosto era um alívio, o martírio voluntário que amenizava os seus pensamentos conturbados.

Havia poucas pessoas nas ruas ; os parisienses certamente preferiam o aconchego quente de seus lares ao vento frio que soprava incessantemente. Os carros que passavam espirrando água ao seu lado não o perturbavam, apesar de ensoparem suas pernas com lama.

A caminhada era longa, alguns diriam que longa até demais. Sua casa ficava do outro lado da cidade, o que rendia cerca de três horas sob o tempo inclemente. Mas para Adrien, isso era bom. Passar um tempo sozinho às vezes o ajudava a se encontrar. Desde aquele dia, nem ele mesmo conseguia se reconhecer. Havia emagrecido muito, sua face tornando-se cadavérica, e as olheiras arroxeadas que afundavam seus olhos apenas exaltavam sua crescente semelhança a um cadáver. Os cabelos loiros, que já foram macios e bem cuidados, pendiam foscos e desgrenhados à altura de seus ombros. Adrien Agreste, aos vinte e cinco anos, era apenas uma sombra do homem que fora certa vez.

Finalmente, o homem chegou ao seu destino, um cemitério pequeno e quase esquecido, escondido nos subúrbios de Paris. O portão enferrujado gemeu ao ser aberto, um lamento sinistro quebrando o silêncio dos túmulos. Adrien tomou o caminho tão conhecido, arrancando flores brancas do chão à medida que caminhava até a lápide mais nova, datada de dois anos atrás.

- Aqui estou eu, my lady – sussurrou o rapaz, com a garganta fechada e seus olhos cheios de lágrimas – Vim visitá-las. Você e a pequena Emma – seus dedos percorreram o nome de sua filha, morta no dia de seu nascimento. Deixou-se cair de joelhos, tentando desesperadamente segurar entre as mãos seu coração dilacerado.

Uma coruja, pousada em uma árvore frondosa ao longe, levantou voo sob o grito de dor de um homem que perdeu tudo.


Notas Finais


Pois é, me matem hehe eu sei que sou meio masoquista ;-; Mas não me contento em sofrer sozinha, quero que vocês sofram comigo!
Afinal, se não fosse filha da puta, não seria eu ^^ Aliás, vou confessar que eu fico aqui de boas tomando um mate e dando boas risadas enquanto imagino vocês chorando de se acabar hehe
Obrigada por ter guardado uns minutinhos pra ler essa Oneshot!

Obs.: A história só tá recomendada para maiores de 16 porque a Alya solta um "PORRA" no comecinho da história hehe
~ML~


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