História Agora Eu Sei... Era amor - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~TiaLele

Postado
Categorias Steven Universe
Personagens Ametista, Garnet, Peridot, Pérola, Rose Quartzo
Tags Ametista, Drama, Hentai, Pearlmethyst, Perola
Exibições 45
Palavras 4.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ooooiiiiiii
ai mds que saudadeeeeee
eu odeio ter que estudar e trabalhar, desculpem a demora, mas agora que entrei de ferias, eu e Lele, vamos postar mais rapido <3
amamos vcs, como prometido, aqui está o primeiro especial, a partir de agora, a porra vai ficar seria nessa fic :v
Conheçam mais sobre a vida de Alexandrite e Sardonyx *u*
we love u <3

Capítulo 18 - Especial: Alex e Sandy


Fanfic / Fanfiction Agora Eu Sei... Era amor - Capítulo 18 - Especial: Alex e Sandy

 

A noite estava fria e estranhamente silenciosa, eu havia acendido um cigarro e estava sentada no para peito da janela vendo as luzes da cidade se acendendo aos poucos enquanto minha irmã se recuperava dos enjoos e tontura que havia sentido a tarde toda. Rezava pra que isso acabasse logo, mas parecia que apenas alguns dias tinham se passado desde que isso aconteceu.

 

*.*.*.*

*~~ Minha irmã ainda estava no meio das cobertas, mas eu havia resolvido acordar cedo e deixa-la quieta, já que desde o incidente no clube de luta ela estava tendo insônia e naquela noite finalmente havia conseguido dormir.

Fiz o café da manhã pra levar na cama, mas minha irmã mais parecia um passarinho de tão pouco que comia. Assim que terminei, coloquei em uma bandeja e andei até o quarto, onde estava minha caçula, deitada de lado com o cabelo ruivo todo desgrenhado, a coberta envolvendo apenas metade do corpo e o polegar direito na boca. Parei um minuto pra observar, como ela ainda parecia a minha irmãzinha de quem eu cuida, até chupava o dedo e duvido que algum dia perderia essa mania. Coloquei a bandeja no criado mudo e invadi as cobertas, a abraçando por trás. Ela se assustou e tentou se soltar, até perceber que era apenas eu.

-O que houve, Sandy?

-Eu tenho tido pesadelos - ela coçou o olho e se sentou na cama - bom dia, Alex.

-Pesadelos com o que, princesa?

-Victor e Bianca. E todo o resto. -Ela se revirou e se encolheu, como fazia sempre que queria segurar as lágrimas.

-Não pense nisso querida. Eles estão longe agora. E eu estou aqui por você.

-Eu sei, Lex. Eu sei. -Ela passou a mão pelos cabelos, penteando-os para trás, eu fiquei olhando por um tempo, perdida em sua beleza, ela percebeu e sorriu, me puxando pelo pescoço e me beijando pela primeira vez naquele dia. Seus seios encostaram em mim, ela já estava nua, como sempre na verdade, já que ela nunca dormia de roupas.

-Sandy... Não... -Me soltei de seu beijo, embora ela estivesse relutante, -Temos que trabalhar, sério. Eu preciso ir ainda mais cedo já que tenho que resolver os horarios da semana.

-Nhaaa, Aleeeex. -Ela gemeu. -Nunca mais ficamos juntas.

-Nós transamos ontem a noite, Sandy, Aliás, você precisa levantar também, precisa costurar sua roupa do clube, ela rasgou.

-Éee, eu sei que sou gorda, não precisa me lembrar disso!

Eu cerrei os olhos, enquanto ela se virou e fechou a cara,

O dia ia ser longo.

***

Encostei a porta, não tranquei, afinal minha irmã também tinha a chave. Comecei a descer as escadas e perto da saída, avistei a mulher que digitava no celular.

 -Hey, Alex! -Garnet levantou a cabeça e sorriu pra mim. Eu sempre ficava desconfortável perto dela.

-Bom dia Garnet.

 -Hum, você ta atrasada? Geralmente toda vez que eu desço você já saiu. -acho que meu rosto não poderia negar, nem se eu quisesse, na verdade, já que nesse ritmo mão ia conseguir abrir pra primeira cliente -Vamos, te dou uma carona. -e ela foi andando, sem esperar uma resposta (não que eu tivesse direito a uma). No carro o clima pesou, ela começou a dirigir tranquila, de modo que nem ao menos parecia estar usando aquela tornozeleira a qual meu olhar ficou preso por alguns segundos.

-Meu julgamento já está perto. Até lá tenho que usar isso. Depois só Deus sabe se vou me livrar delas ou ganhar grades.

 Não sei como ela conseguia fazer piada com aquilo, mas de qualquer maneira, estava nervosa, e além das minhas pernas balançando, o modo como eu olhava pra janela o tempo todo deve ter denunciado meus sentimentos, porque Garnet suspirou.

-Alex, já tem um bom tempo que quero te falar isso, mas por favor, para! Você fica tão nervosa ao meu lado. Se isso é por causa daquilo, saiba que a única que está sofrendo com isso é você.

-Garnet! -cruzei os braços e mordi o lábio, de nervoso. –Como pode dizer isso como se não fosse nada? –mordi o lábio. -Eu m-matei suas irmãs.

 -Oh meu deus, Alexandra, não fale asneiras. Estar indiretamente envolvida com a gangue que causou aquele tiroteio, não coloca a arma em suas mãos. Quem deveria tê-las protegido fui eu, e eu falhei. -ela apertou o volante, mas suspirou, mantendo a calma.

-Me desculpe, Garnet.

 -Não se desculpe. Mas serio, sua cara está horrível. Não dormiu?

-Não muito bem, Sandy tem tido crises ou algo assim. Ela acha que Victor está atrás de nós.

-Ele não estava preso, junto com sua mãe?

-Está, eu acho. Mas mesmo assim ela esta com medo.

-Vou ver se posso conferir isso. Bom, se a Dot pode, porque eu não posso chegar nem perto dos arquivos da Polícia agora.

-Como você aguenta isso? -eu deu uma risada seca. -essa chatice da policia? Cara somos muito diferentes. -Eu disse, abrindo a porta assim que ela parou na frente do estúdio.

 -Alex? -ela estava olhando fixo pra frente.

-Hum?

-Ainda tem as tatuagens da gangue?

-N-Não. Estão todas cobertas. -de repente ela sorriu. Se rosto parecia aliviado.

-Sabe, temos algo em comum. Amamos demais nossas irmãs.

Eu sorri, me sentindo aliviada também. 

 

*

Garnet foi embora acenando, eu abri a porta do estúdio, Sandy saíra no dia anterior as pressas, já que algumas coisas ainda estavam como ontem. Só tive tempo de organizar minha sala e esterilizar os materiais até que a cliente chegasse. Então foi cerca de 40min até que ela estivesse indo embora com as instruções. Fui até a porta do estúdio pra tentar acalmar minha mente. Me agachei e acendi um dos meus cigarros de hortelã, prendi a fumaça nos pulmões e soltei lentamente, até que meu corpo fosse relaxando. Abri os olhos, pra ajeitar a jaqueta preta, o movimento estava lento, do outro lado da Rua uma menina negra de cabelos cacheados me olhou, ela era jovem acho que tinha uns 16 anos, sua pele era linda seu olhos estavam contornados de preto, ela sorriu e acho que queria dizer ''bom dia'' mas estava nervosa demais pra isso então só agarrou a mochila da escola. Eu achei uma graça e sorri de volta, me prendendo ao seu rosto, mas ela ficou tão vermelha que preferi não encarar. Se ela fosse maior de idade...

 O que me trouxe a realidade foi barulhos de passos apressados na calçada, quando me virei vi de longe minha amada irmã. Ela usava saia tule de cintura alta e um corpete preto e brando em listras verticais deixando sua barriga com tatuagens bem mais sutis que as minhas a mostra.

-Desculpe a demora, eu tava com preguiça de levantar - ela disse entrando - como foi com a cliente? Eu dei risada e apaguei o cigarro e abri a porta do estúdio

 -Um saco - fechei a porta que sempre ficava encostada, havia um sino para nos avisar caso alguém chegasse e uma placa de aberto para quem quisesse metra - paresia que ia morrer e era só um infinito de uns 6 cm.

Ela deu risada e eu me aproximei tocando em seu rosto delicadamente, apenas alguns centímetros separavam nossos lábios, mas eu jamais a tocava sem a permissão dela.

- Alguém marcou algo com você hoje? - perguntei ainda mantendo a proximidade.

-Sim, tenho um transversal de nuca e... e... Por que você não me beija?

-Já disse que não te toco sem sua permissão... – ela revirou os olhos, mas isso é uma regra entre nós, não quero força-la a nada, então apenas se ela pedir.

-Não preciso pedir - ela tocou no meu rosto - somos praticamente casadas dona Alexandra... tenho mais intimidades e sentimentos por você do que pelo meu namorado.

-Eu sei, mas somos irmãs - eu me afastei - eu sei que você e eu nos amamos de verdade, mas você também ama outra pessoa e eu não quero parecer a amante...

Ela ficou calada, ficávamos muito bem, menos quando ela tocava no assumo do namorado dela... Ele morava em uma cidade menor e só se viam uma vez por mês e mesmo assim eu sentia que ele não fazia exatamente bem a ela, mas ela precisava ter o poder da escolha. Amo minha irmã, independente do que for, mas ela precisava de seu espaço.

-V-Você deixou aquele chocolate no frigobar ontem né. Esqueceu de levar?

-Ah não. –Eu sorri, ela mudava de assunto de forma tão fofa. –Achei que quisesse comer comigo. Tem pedaços de castanha, sei que você gosta.

-Ah Alex... Obrigada por pensar em mim, mas... Não quero. Sabe, a roupa d Sardonyx já ficou apertada da ultima vez, acho que engordei e quero perder esse peso.

-Meu Deus, Sandy, você vai acabar sumindo...

-Eu queria mesmo... Sumir. –Ela se sentou e percebi que apertou os olhos pra segurar as lágrimas.

Apaguei um cigarro no chão ao meu lado, e o joguei no lixo. Soprei a fumaça.

-Nossa vida nunca foi realmente boa, Sandy. Agora estamos bem, ele não está mais aqui. Somos só nós, não tem com o que se preocupar.

-Alex, às vezes aqueles dias voltam a minha mente, não sei como você ainda consegue lutar. Eu...

-Sandy... -Me levantei e fui até minha pequena. Acariciei seu rosto, contornando seus traços. Era o máximo que a tocava sem permissão, mas ela me segurou e beijou minha boca, me abraçando e apertando, até que eu sentisse suas unhas em minha pele. Quando ela se soltou, deitou a cabeça em meu peito.

-Vamos amor, o telefone está tocando. -Ela aspirou e me soltou. Seus olhos estavam vermelhos e cheios de lágrimas. Eu não chorava, a última vez que chorei, tinha doze anos e ainda não sabia que chorar não resolvia nada. Nunca.

-É pra mim. -Sandy avisou. -Uma menina está vindo, com um problema em um pircing. Você tem clientes?

-Não, vou dar uma organizada na agenda enquanto isso.

-Hum. Ok. Alex... Eu te amo.

-Também te amo, pequena.

A menina havia chegado, e minha irmãzinha estava ocupada agora. Na verdade a agenda estava perfeitamente organizada, mas eu precisava me ocupar com algo. Qualquer coisa. Estou me sentindo mal, preciso ocupar minha mente.
Perturbadoramente, justo hoje o movimento era inexistente, então, deitei minha cabeça no balcão e tentei evitar aquelas memórias. 
Mas elas sempre vinham.

 

''-Você é fraca, Alexandra! Se levanta!

-Eu não consigo, pai... Por favor...
 

-Papai, eu to com fome... -Sandy resmungou do canto do ringue, e o garoto que estava do outro lado riu.

-Vai comer depois que derrubar o Dylan. 

-Pai, por favor. Sandy não comeu nada hoje, ela está quase desmaiando. -segurei seu braço, mas ele me jogou pra longe. Dylan já tinha me batido tanto que acho que ele nem quis se dar ao trabalho. Ele já estava bêbado, mas Dylan se aproveitava pra se divertir. Não sei se posso culpa-lo, ele tinha quatorze anos, mas não consigo achar que ele tenha alguma bondade, por se divertir batendo em crianças de seis e oito anos. 

-Você quer comer? Quer Sandy? -Meu pai jogou a garrafa de conhaque no chão, um dos cacos cortou minha perna. -Vem aqui! -Sandy tentou se soltar, mas ele a agarrou pelo cabelo e pegou o saco de pão que já estava ali há alguns dias, me lembro que ele foi rasgando os pedaços e enfiando na boca dela a força. Ela se engasgava e chorava, os cantos da sua boca estavam sangrando. Comecei a avançar, mas Dylan me prensou no chão, pisando nas minhas costas.
-Não, não priminha, deixa o tio educar a Sandy, ela está precisando. -Ele falava isso enquanto pisava nas minhas costas, minhas costelas estavam doendo.
-Vai, come tudo! Desgraça, não presta nem pra me dar dinheiro e ainda fica reclamando da comida que eu dou! Cacete, como eu queria ter um filho, mas tudo o que eu tive foi duas bucetas inúteis!
-Hey, Victor, para com isso. -minha mãe pôs a cabeça pra dentro do salão. -Vem pra casa, já terminei o almoço. -Ela passou os olhos por Sandy e por mim e depois negou. -Sempre exagerando, você... -E saiu. Ela saiu. Eu até parei de gritar, porque eu não consegui acreditar. 
-Você tem sorte de Bianca fazer uma comida maravilhosa, porque se não, você ia comer cada farelo desse pão, sua imunda. -Ele deixou ela cair no chão. Ela estava suando tanto que os cabelos ruivos tinham grudado na pele. -Dylan, quer vir almoçar com a gente? Comprei algumas coisas que você pode gostar. -ele riu e Dylan olhou pra mim, com um sorriso no rosto. 
-Claro tio, deixa só eu vestir a camisa. -Assim que ele me soltou, eu corri até minha irmã. Ela estava com os cantos de sua boca não só com sangue como também espuma. Apertei seu tórax, como eu tinha visto na Tv e ela vomitou os pedaços de pão até desmaiar. Eu agradeci por ela ter desmaiado. Ela não falava sobre isso hoje em dia e espero que ela tenha esquecido. Por que eu nunca esqueci.
Depois de passar pomada nos machucados, eu peguei Sandy inconsciente nas costas e a levei pra casa. Do clube de subúrbio onde meu pai era dono até minha casa, eram cerca de dez minutos andando, Sandy não era tão pesada, embora quando pequena comesse três vezes mais que hoje, mas meu corpo todo doía, então eu tinha que ir bem de vagar, estava bem calor, então as lágrimas estavam ardendo pra sair dos meus olhos. As pessoas olhavam com dó, mas não é como se se importassem realmente.
Meus pais tinham saído pra beber, a casa estava bagunçada, então ainda tive que arrumar. Já eram seis da tarde e vi algumas crianças voltando da escola. Eu não ia pro Colégio há quase um mês. O clube estava muito cheio então eu estava muito machucada ultimamente, já que estava fazendo os horários da Sandy também. Dei banho nela. O tanto de machucados que o pequeno corpo moreno da minha irmã tinha me faziam chorar mais. Eu sabia que meu pai estava perdendo o clube. Sabia, mesmo que não entendesse, que ele estaria afundado em dívidas em pouco tempo. Mas nos escravizar não era justo. Dia após dia, nós duas éramos colocadas pra brigar naquele ringue. O lado bom é que lá eu podia descontar minha raiva. Os moleques de Rua eram muito forte, então demorou muito pra eu parar de apanhar e começar a bater, mas Sandy nunca foi disso, ela sempre foi delicada, doce e frágil. Aquele não era o lugar dela.
-Lex... -ela gemeu, eu ri, porque quando pequena ela não conseguia falar meu nome. -Lex, papai vai me bater de novo?
-Não Sandy, papai não está aqui agora. 
-Lex, eu não quero mais comer.
-Maninha, vou fazer uma sopinha pra você, aí eu coloco na sua boca e.. e depois te dou um pirulito, ta?
-Não quero...
-Vou fazer com muito amor, ta. Pra você ficar forte. -ela começou a chorar, mas eu logo percebi meu erro e a acalmei. -Não, não forte igual o pai fala, é outro forte. E pra você ser forte pra brincar, ta? -Ela secou as lágrimas e assentiu. Eu peguei o banquinho pra mexer no fogão, porque ainda era muito baixa pra ver dentro da panela, me lembro que Sandy comeu e depois chupou o pirulito, mas eu não consegui colocar nada na boca.

-
-Alexandra! Alexandra! Acorda, vai lavar o banheiro que ele ta imundo! 
-Minha mãe tava me chamando, pela cara estava de ressaca. Acordei Sandy e a troquei, era quase uma da tarde, tínhamos dormido demais. Penteei seus cabelos e amarrei, eles estavam quase loiros, por algum motivo seu material estava na mochila e eu tinha a esperança de ela passar pela sala sem minha mãe ver.
-Onde pensa que vai? -ela disse, estava deitada no sofá.
-Mãe, Sandy precisa voltar pra escola, será... A senhora pode deixar ela ir? -Minha mãe suspirou e sacudiu a mão, sem se importar muito. Deixei ela na van, o motorista me perguntou porque eu não ia, mas eu disse que estava doente. Eu sempre era a garota doente. Meus machucados eram da doença, eram o que todos fingiam acreditar.
Quando eu subi, minha mãe estava segurando uma corda e a carta que eu tinha escrito pra professora da minha irmã. Eu tinha esperanças que ela lesse e nos ajudasse, mas a carta contando o que nós viviamos deve ter caído quando Sandy pegou o caderno. Minha mãe me olhava de um modo que eu sabia o que ia acontecer.
-Mamãe, eu...
-Abaixa Alexandra.
-M-Mãe... Por favor mãe, eu não quero... Mãe, pede pro meu pai parar por favor, isso dói demais... -Ela me olhou, colocou a garrafinha de sei la o que que ela já estava bebendo e bateu com o pé no chão por vários segundos, eu cheguei a ter esperança, mas sumiu assim que ela cemicerrou os olhos.
-Mandei abaixar.''

-Alex... -Sandy gritou. -O Telefone ta tocando mulher!

-Hm, ok, já vou. -gritei, mas demorei muito tempo pra realmente assimilar que eu não tinha mais oito anos, nem dez, ou doze ou dezesseis. Eu fui até a sala de minha irmã, pois a ligação era pra ela, e Sandy ficou me olhando enquanto ouvia a ligação, pois meus olhos estavam vermelhos e inchados e ela sabia que chorar não era algo que eu fazia, ao não ser que não pudesse mais suportar a dor.

Eu não podia, e ela sabia disso.

''Vamos conversar depois'' ela disse, apenas movendo os labios e eu fiz o máximo que pude pra sorrir.

 

**

Acabamos não conversando, eu fui embora mais cedo que ela e passei no mercado pra comprar algumas coisas, como ela não sabia cozinhar, eu estava deixando o jantar na mesa quando ela entrou pela porta e a bateu sem dizer nada, tudo o que eu pude ver foram as lágrimas escorrendo e ouvir a portas do quarto batendo.

Ela não saiu de lá desde então, Jantei sozinha, porque ela não me respondeu quando a chamei, lavei a louça e até mesmo costurei a roupa dela (eu não era exatamente boa, mas podia dar conta de um buraco)

Já eram 23h19min e eu não suportava mais, fiquei quase meia hora sentada no sofá da sala, sem fazer nada, ignorando que ela estava sofrendo no quarto, porque eu já imaginava o motivo e eu não queria discutir sobre Jordan, seu namorado.

-Sandy... -Bati na porta. -To entrando. -quando entrei, ela fingia dormir. Claro, eu conhecia a respiração dela e ela dormia com o dedo na boca, o que não era intencional, então me sentei ao seu lado e a sacudi de leve.

-Sandy, sei que está acordada. -ela se levantou quase num pulo e me abraçou, deixando algumas lágrimas rolarem. -Hey, tudo bem maninha. -acariciei seus cabelos ruivos e só quando ela pôs a mão por dentro da minha blusa eu percebi que novamente ela estava nua. Ela sabia que eu não gostava que me tocassem, mas especificamente eu gostava do toque dela, era sempre carinhoso, só pra me avisar od que ela queria.

-Vai ficar doente se continuar dormindo nua - disse dando a ela um copo de suco e os remédios, já que por comer pouco estava sempre anêmica, principalmente quando se negava a comer assim. - Precisa comer mais - eu disse – Sandy, tenho medo que adoeça.

Ela tomou os comprimidos e secou a boca com as costas da mão, deitando a cabeça em meu colo.

-Ah... eu tenho medo de comer muito e ficar gorda ... e além disso eu não vou ficar doente se você me esquentar todas as noites – ela sorriu, provocante, e eu assenti:  tínhamos quartos separados, mas nunca dormíamos separadas - Tem algum cliente marcado para amanhã?

- Tenho sim, uma menina quer desenhar uma estrela no ombro... Tem certeza que quer dormir assim? Pode pegar meus moletons, se seus não te agradarem mais.

-Gosto de dormir pelada – ela disse, mordendo os lábios - eu não sei como consegue dormir de calça e casaco.

-Está frio, laranjinha... – era como eu a chamava quando éramos menores, ela esticou seu corpo seminu e tocou o dedo em meus lábios.

-Meu calor não e o suficiente para te esquentar? - um sorriso surgiu em seus lábios e eu já sabia o que significava então sorri de volta .

Ela segurou minha mão e colocou sobre sua barriga, acariciei a pele bronzeada e cheia de sardinhas que rodeavam a tatuagem que ela sempre escondia no nosso trabalho no clube. Lentamente ela deslizou minha mão para sua calcinha, invadindo sua intimidade. Ela sorriu e fechou os olhos quando a toquei, abri os lábios com o dedo indicador e o ânus e com o dedo do meio toquei em seu clitóris.

 - Hum - ela gemeu, mantendo a boca aberta, daquele jeito que me excitava tanto. -Eu te amo - ela disse manhosa - você é a melhor irmã do mundo. -sorriu de lado, me provocando.

Havia algo que me atiçava quando ela me lembrava de nosso parentesco, e ela sabia disso. Eu a tocava lentamente e ela se remexia ainda com a cabeça deitada no meu colo. Sabia o que ela queria, mas eu estava sem pressa, queria admira-la se retorcendo, segurando a coberta com uma das mãos e segurando minha mão em sua intimidade, deixando claro que não queria que eu saísse dali.

- Acho melhor pararmos, Sandy. - Tirei minha mão dela, só pra provoca-la, arrancando um gemido de desagrado dela. -Temos que trabalhar amanhã, tenho uma cliente já cedo.

-Por favor - ela me olhava pidona, com os olhos caídos - brinca comigo, como você sabe que, eu gosto - ela fez biquinho, eu realmente não conseguia entender como hora ela era meiga, fofa e brincalhona e hora séria exigente. -Alex... -Ela miou. -Faz eu me sentir sua mulher.

Era tudo o que eu queria ouvir. Curvei meu corpo pra frente e parei a centímetro da sua boca, ela se esticou pra me beijar.

- Só um orgasmo... - eu sussurrei.

 - Ok.- ela concordou e se levantou ficando de pé na cama e retirando sua calcinha - só um. - ela se deitou de frente para mim com as pernas abertas, eu podia ver sua vagina rosinha, cercada de pequenos pelinhos ruivos. Me deitei sobre ela é lhe beijei profundamente. Acariciei seus seios que já estavam desnudos, com os bicos durinhos, e ela me olhava fixamente enquanto mordia o lábio.

- Se toque para mim, irmãzinha - eu mandei que ela fizesse.

- Sim..- ela desceu as mãos lentamente até a própria entrada e começou a se tocar e eu apenas a olhava, lambendo o lábio, pois eu estava cada vez com mais desejo, pela minha menina mansinha. Enquanto ela se tocava eu passei o dedo na entradinha de sua vagina, mas não penetrei, só rodei ali para umedecer o meu dedo assim que consegui deixá-lo molhadinho, notei que ela ja iria gozar por conta própria. Agora eu iria fazer minha parte. Com meus dois dedos indicadores, eu penetrei seu ânus, já que eu o tinha lubrificado, fiquei olhando em seus olhos enquanto abria a entradinha devagar, ela não parava de se tocar, tendo pequenos espasmos a cada volta. Eu ergui uma sobrancelha, ela me olhava praticamente implorando por aquilo, então enfiei logo os dois dedos, Sandy sufocou um grito, mordendo o lençol, mas sabia que era assim que ela gostava ... forte e sem piedade então fiz sua vontade. Com os olhos cheios de lágrimas, ela olhava para mim, suas bochechas estavam coradas

-Olhe pra mim, Sandy... Me olhe fodendo você- eu disse, com a voz provocativa- vai ser rápido. Com força, continuei os movimentos, ela se contorcia cada vez mais forte, como se fosse gritar, mas olhei para ela com cara de reprovação então ela se calou, os movimentos eram tão fundos e fortes e tão rápidos que seus pequenos seios balançavam com as estocadas de meus dedos, até que ela começou a se contrair, seu interior me apertava e em menos de dois minutos ela havia gozado em minha mão. Retirei os dedos de dentro de seu anus e deslizei eles pela sua entrada. Ela ainda se tocava de leve e segurei seu rosto deixando um risco molhado nele, um pequeno filete de sangue escorria dela, sua pele era muito sensível e era por isso mesmo que ela gostava tanto. Beijei entre suas pernas dei pequenas mordidinhas na bunda, apenas pra ela esquecer da dor. - Boa garotinha - ela gemeu, sua respiração ainda era entrecortada.

-Huuum, queria ficar mais....

 -Naaao Sandy... Você prometeu... -dei um tapinha nela e me levantei, pegando minha roupa e indo para o banheiro.

-Precisa mesmo ver essa cliente ?

-Sim, preciso, a gente tem que trabalhar, maninha. Agora chega de reclamar.

-Não estou reclamando... -ela pegou minha mão, mexeu nos meus dedos, fazendo carinho. -Amo você, Alexandra.

-Também te amo, Sandy. -percebi que as lagrimas estavam voltando, e comecei a ficar preocupada se Jordan havia feito algo, mas eu não ia força-la a falar.

Me enrolei no cobertor, eu pretendia espera-la voltar do banheiro, mas acabei dormindo.

*

Acordei com a cama fria, o que era estranho porque depois que dormia, ela não levantava mais. Seu celular estava em cima da cama, a tela apitava com diversas mensagens, eu sabia  senha, fiquei entre respeitar a privacidade dela e saber de uma vez oo que a estava incomodando.

Peguei o celular, já que a preocupação era maior, e como eu suspeitava, as mensagens eram todas de Jordan.

'''Eu tenho nojo de você. Durante todo esse tempo estava tendo um caso com sua irmã. SUA IRMÃ, SANDY?''

''Eu vou bloquear você, VOCÊ É NOJENTA, AS DUAS MERECEM MORRER JUNTAS.''

''Não acredito que estava me traindo.''

''Quem é você pra falar de traição, tenho fotos suas com outras mulheres, Jordan.'' -era uma mensagem ad Sandy, imaginei pelo modo que escreveu que aquela era uma discussão de tempos.

''Você só está procurando uma desculpa pra sair da responsabilidade, mas eu não vou sofrer por você. Se for ficar, fique, se não, apenas me esqueça,'''

''Não vou ter problema nenhum em esquecer uma vadia,'''

''Hey Jordan, aqui é Alexandra, sou irmã da Sandy, Só quero dizer que se realmente a amasse não estaria usando de desculpas e nem a ofendendo, mas já que quer tomar esse caminho, esqueça minha irmã, ou eu vou me assegurar de ir até você e fazer com que veja um cemitério mais cedo do que tenho certeza que deseja. Finja que nunca a conheceu, ela estará bem melhor sem você.'' -Não esperei a resposta, bloqueei e excluí seu número, eu preferia isso do que fazer o que minha mente mandava, isso sim não era nada bom.

Mas foi então que eu escutei o primeiro gemido e tudo aquilo deixou de importar. Empurrei a porta do banheiro, só pra encontrá-la sentada no vaso, ainda nua, com o corpo todo suado e trêmulo.

 

-Tá com dor? - ela fez que sim com a cabeça, me abaixei em sua frente, pondo a mão no joelho.- o quenta sentindo?

Ela não responde,u apenas ergueu a mão, apontando pra pia, foi quando meu coração disparou. 

Não era um, nem dois, eram dezenas de testes de gravidez todos de marcas diferentes, espalhados pela pia e pelo chão. Então ela disse.

-Um deles deu negativo... -ela me olhou, seus olhos estavam vermelhos e inchados. -Talvez os outros estejam errados...

Eu sabia que eles não estavam. ~**

 

Apaguei o cigarro, quando entrei no quarto, Sandy já dormia. A abracei, cobrindo seu corpo nu e me perguntando o que seria amanhã. O julgamento da minha colega de cima, Garnet aconteceria amanhã, Sandy contaria as garotas do clube sobre a gravidez amanhã, eu iria ver minha mãe na cadeia amanhã, Sandy iria a uma consulta pre-natal amanhã.

Entendo porque muitas pessoas se sentem assim, eu me sentia exatamente agora: a dor de não querer que ''amanhã'' chegasse nunca.


Notas Finais


então é isso, galere
logo postaremos o proximo,
como eu disse, vai ter TRETA djalskdjlasjdklasj eu adoro ja saber a historia toda e ver vcs definhando de curiosidade skaldjklsdjskla

E a opinião de vocês contua sendo muito importante! Oque nao gostam na fic ? E o que gostam? é oq nos motiva!

kisssuuuus


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