História Agora Eu Sei... Era amor - Capítulo 33


Escrita por: ~ e ~TiaLele

Postado
Categorias Steven Universe
Personagens Alexandrite, Ametista, Bismuth, Garnet, Lápis Lazuli, Malaquita, Opal, Peridot, Pérola, Personagens Originais, Rose Quartzo, Sardonyx, Stevonnie
Tags Ametista, Drama, Garnedot, Garnethyst, Hentai, Jaspis, Malachite, Pearlmethyst, Perola, Rainbow Quartz
Visualizações 143
Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VIU, EU DISSE QUE NAO IA DEMORAR UASHUAHSUA
Gente, antes de qualquer coisa, quero pedir a opinião de vocês pra uma coisa: Eu to pensando em escrever uma nova fic (pq Abismos da Noite ta acabando já :P) o plot é super diferente e ta ficando foda na minha mente, vai ser de SU, mas eu sinceramente não sei se faço ela Pearlmethyst ou Pearlrose (eu amo PearlRose demais aaaaaaaa) então, o que acham? :3
bom, sem mais enrolação, boa leitura pra vcs <3 kissus

Capítulo 33 - Chances Perdidas


Fanfic / Fanfiction Agora Eu Sei... Era amor - Capítulo 33 - Chances Perdidas

 

Não tem como esperar um bom dia quando você já acorda com o celular apitando insistentemente. Bati no aparelho em cima da cômoda, embora esse afastamento vá atrapalhar totalmente meu salário, o que era preocupante, estava tentando pegar esse tempo pra descansar, independente de todos os poréns.

-Espero que tenha um bom motivo pra estar me acordando aaass... -olhei o relógio. -duas da tarde.

-Garnet, tenho certeza que vai querer saber o motivo.

-Philip? -indaguei, coçando os olhos. -aconteceu algo na delegacia?

-Olha, eu nem devia estar fazendo isso, mas... É a Peridot. Ela está indo embora pra Irlanda.

-É O QUE? ELA ENLOUQUECEU?

-Eu não sei, e para de gritar porque eu estou escondido nos fundos. Se quiser pega um papel aí pra anotar o número do voo e o horário.

-Como diabos você...?

-Para de perguntas! -ele parecia mais afobado que eu. -só anota logo, ok? E NUNCA pense em dizer de quem veio isso.

-Ok. -em outra situação teria mandado ele tomar no cu, mas eu ainda estava meio atordoada e sem entender que história era essa da Peridot indo embora.

-Ok, Philip, obrigada. Te devo essa.

-Não seja idiota. Estamos totalmente quites.

Ele desligou o celular antes que eu pudesse falar qualquer coisa. Cocei o cabelo por alguns segundos, sentada na cama.

PERA, O QUE? Talvez eu tivesse ouvido errado -estava rezando pra isso. -Mas Peridot estava indo EMBORA?

 

**

 

 Eu encarei, desesperada o maior aeroporto de Londres. Pelo que Philip disse, ela já estava pra embarcar.

Corri, mal desviando das pessoas. Na verdade acho que provavelmente nunca corri tanto em minha vida. Podia ouvir o número do seu voo sendo anunciado e cada vez meu corpo tremia mais. Esperava que ela ainda pudesse me ouvir, que ainda estivesse disposta.

 

Mas ja era tarde, ela não estava mais na área de embarque. Claro que eu sabia que se passasse pelo seguranças eles não iriam me barrar por estar uniformizada, mas isso seria comunicado, o que pescaria ainda mais no meu afastamento.

Meu coração aliviou quando vi que ainda haviam pessoas na rampa, como uma procissão de pessoas entediadas, eles iam entrando. Até que a vi, agarrada a sua mochila de aliens.

-Peridot! - eu gritei, mas o vidro tinha uma espessura grossa e minha voz não o atravessaria facilmente. - Peridot!!! - bati no vidro, atraindo olhares. - Peridot!

 

Ela se virou, me arrancando um sorriso, mas logo percebi que seu olhar não era mais o mesmo. Não a garota divertida e inteligente de dezenove anos e sim uma adulta com mágoas demais guardadas. Apertei as mãos nos vidros e ela parou por alguns segundos, logo sendo ultrapassada.

Pareceu me medir de cima a baixo, como se quisesse perguntar o que o motivo de tudo isso fazia ali. Sinceramente nem.eu sabia, só sabia que não podia deixa-la ir.

 

-Fica - falei baixo, na verdade apenas movi os lábios pra que ela entendesse. -Por favor.

Ela negou e olhou pra frente, seu rosto estava sem expressão,  enquanto acho que a minha era próxima ao desespero.

- Dot, fica. -supliquei, nesses dias pensando em tudo o que houve percebi como havia agido errado, tinha pensado em me desculpar devidamente e poder recomeçar com minha pequena loirinha, mas agora, quando encostei a testa no vidro, com seu olhar frio em mim, senti quão longe tudo isso estava.

Fechei os olhos, rezando pra ela me entender, descer daquele avião e me abraçar. Mas quando abri os olhos, ela já estava longe o suficiente pra que eu sequer a visse. 

 

                                       ......

 

Não sei o que Garnet queria e sinceramente não queria saber. Provavelmente só mais um dos seus joguinhos hipócritas. Tomei dois comprimidos de um remédio calmante forte o suficiente pra me fazer dormir até o fim da viagem. Embora um avião não fosse local apropriado, sentia que ali eu podia descansar.

 

E foi bem isso que aconteceu, acordei com a aeromoça com a mão no meu ombro.

 

-Senhorita, o avião já pousou - olhei em volta e não havia mais ninguém nele - aqui está sua mala.

Assenti ainda meio atordoada, arrumei os óculos andando pela rampa de desembarque. Depois de muita raiva e decepções, tive o primeiro sentimento bom em muito tempo quando vi o garoto de olhos verdes parado, com as mãos nos bolsos e o sorriso despreocupado de sempre.

Larguei a mala no chão e corri até ele, Leonard me pegou pelos braços e girou no ar, como se ainda fosse uma criança de sete anos.

O cheiro de terra molhada e madeira não tinha mudado, os cabelos castanhos claros, eram loiros, mas há muito tempo queimados pelo sol. Meu irmão me acolheu como sempre fez, um abraço apertado e mãos grossas apertando minhas bochechas.

 

-Peridot, é bom ter você de volta - ele acariciou meu cabelo - estava sentindo  sua falta em casa.

- Também sinto muita falta de casa. Principalmente de você, maninho!

- E aí, pronta pra rever os pais e as cobranças de casamento?

-Ah não, Léo! Não me lembra disso. Relacionamento é a última coisa que quero saber.

-Huuum, alguma decepção amorosa? Encontrou a garota dos seus sonhos?

-Para, Léo! Juro que eu volto hein. -Fiz bico e ele riu como sempre fazia, me puxando pra sentar atrás dele na bicicleta. Não morávamos longe do aeroporto, se você contasse os quarenta minutos de trem -e mais alguns de bicicleta.

Leonard me questionava sobre a vida na Inglaterra, apoiado na sua bicicleta -que sim, ele estava levando dentro do trem. Percebi que estava perto quando começou a aparecer os matos e árvores frutíferas, ah eu sentia falta da vida no campo. Era tudo tão simples e tranquilo. Mas todos os meus professores costumavam dizer que eu tinha uma mente brilhante demais pra ser desperdiçada no plantio -O que era meio preconceituoso, devo dizer. Estávamos em sua bicicleta, ele desviava das irregularidades no chão, como alguém que já está acostumado com isso.

O chão era de terra batida, os cascalhos faziam barulho quando quebrados pela nossa passagem. Reconheci algumas propriedades, os animais recolhidos por causa do frio, fumaça saindo pelas chaminés, o vento balançando as árvores. Pequenos lagos onde eu e Leonard costumavamos brincar. Entrando na parte mais “moderna” da minha vila, passei pela igreja onde -totalmente contra minha vontade- fui a aulas de catequese e afins, as vendas com frutas frescas, as casas reguladinhas, muitas cobertos apenas por telhas, crianças corriam nas ruas, tacando pedras e palhas uma nas outras.

Em pouco tempo, chegamos em casa. Vi ao longe algumas ovelhas, minha família comercializava lã, e algumas frutas, embora, quando mais nova a pobreza fosse comum. Depois disso, Leonard começou a trabalhar fora e eu mesma quando fui pra Inglaterra passei a depositar parte do meu salário na conta dele, na tentativa de ajudá-los. Bom, de qualquer maneira, meus pais sempre amaram trabalhar.

A porta, as janelas e todo tipo de suporte da casa era de alvenaria, as madeiras mal eram pintadas, o teto era de laje -mas só porque um parente “riquinho" por parte de mãe disse que as telhas acumulavam umidade ou algo assim.

-Mãe, pai, eu trouxe a baixinha! -Leo gritou, me assustando. Estava perdida observando a sujeira acumulada das geadas que ficava nas janelas.

-Oh, Leo, da pra parar? -ele riu, pouco depois passos fortes foram ouvidos e meu pai, com seu cabelo grisalho e os óculos de leitura apareceu na porta, com minha mãe e sua pele bronzeada atrás. Corri pra abraçá-los, senti tanta falta desse acolhimento.

-Olha pra você, pequena. -minha mãe deu tapas no meus ombros, como costumava fazer.

-Fizemos maçãs no mel, como você gosta filha. -meu pai sorriu.

-Ah, você sempre minando ela né? -minha mãe repreendeu. -Mas tudo bem, hoje nossa menina merece.

-MAS OLHA. -meu pai disse, parecendo orgulhoso. -Ja ta uma mulher feita, prontinha pra casar. -Leonard riu lá atrás, tossindo, meus pais como sempre não percebiam meu constrangimento relativo a isso, mas eu fazia de tudo pra entender. Nada se comparava a esse calor, de qualquer maneira.

 

*****

Philip parou o carro de frente ao café que costumávamos frequentar antes de eu ser afastada suas vezes da polícia, ele desceu e tudo o que eu fiz foi ficar alí dentro do carro com a cabeça apoiada no painel.

 

O que eu estava fazendo?  Eu deveria sim estar longe de Peridot, com a medida restritiva porém havia acabado de vê-la embarcando em um avião indo embora pra sempre.  Meu coração estava esmagado, principalmente por saber que a culpa disso tudo era minha.

 

Levantei a cabeça  e vi ele saindo do café logo atrás de uma mulher com camisa xadrez e cabelo rosa, caído pro lado, que pareceu falar algo pra ele, que acenou com a cabeça. Philip entrou no carro fechando  porta e me dando um café.

 

- Por que fez isso? Nós dois sabemos que tenho que ficar longe dela. Então por que me falou da viagem?

 

Ele respirou fundo, abrindo uma caixa com comida para viagem, pães recheados e dois donuts, minha barriga roncou, só então percebi que não tinha comido nada.

 

-Come - ele disse - ta com uma cara péssima.

 

- Não muda de assunto, te chamei pra perguntar isso e você vai me dizer. - minha voz era de raiva, mas eu mantinha  minha cabeça abaixada - por que fez isso ? - olhei para ele finalmente.

 

- Olha -ele  fechou a caixa e olhou para mim - eu já tive sentimentos por uma pessoa que trabalhou comigo, porém nunca fui correspondido, você e Peridot eram como o que eu queria ser, mas - ele bebeu o café - nunca pude. Além do mais, faz pouco tempo que invadi sua casa. Você me treinou como policial, acho que estava te devendo uma, então pensei em ajudar vocês a se entenderem.

 

-Eu tenho uma amante - dei risada - claro que ela não ficaria comigo - bebi o meu café. -E você, que merda fez pra sua colega de trabalho te rejeitar?

 

-Era um homem, Garnet. Um homem. - ele disse olhando para frente, como se fosse muito difícil falar sobre aquilo - eu sou gay e ele era o típico hétero top e casado, não é como se eu tivesse qualquer chance. Mas você e Peridot eram diferentes. Ela sempre falava sobre você e o quanto te admirava. Sei lá, só pareceu o certo a se fazer.

 

Fiquei de cara ao saber isso. Não que ser gay fosse um problema, mas ele nunca pareceu… Enfim, cocei a cabeça, sem saber o que dizer pra ele.

 

-Uau. -suspirei. -Bom, obrigada. Mesmo que meio que não tenha dado certo.

 

- De nada. -ele girou a chave na ignição. -Só… bom, tô torcendo pra que as coisas deem certo.

 

-Obrigada, Phil. -tentei sorrir. -Mas não sei se vai ser possível.

 

****

-Posso saber onde você estava? -a mulher parou a minha frente, com as mãos entrelaçadas atrás do corpo, as botas até metade das coxas, os cabelos amarrados pra cima e todo aquele visual pseudo dominatrix que sinceramente me enojava.

-O que você quer, Aghate? -suspirei pesadamente, passando por algumas meninas que permaneceram de cabeça baixa. No frigobar, peguei uma garrafinha de vodka. Abri, bebendo alguns goles.

-Aqui não é a merda da sua casa pra você sair a hora que quer e principalmente, voltar a hora que quer. Eu tenho muito mais o que fazer do que ficar olhando as suas garotas.

-Não, não é minha casa. -Me aproximei, segurando a garrafinha perto dos lábios. -Mas sim, eu posso sair e voltar a hora que quiser e não devo satisfação nenhuma a você. Aliás. -bebi mais um gole de vodka, sem deixar de olha-la nos olhos. - Refresque minha memória, pelo que me lembro eu sou a primeira em comando aqui. Você continua sendo apenas uma vadia, só está velha demais pra ter algum uso. -ergui uma sobrancelha e virei as costas, adentrando o alojamento.

-Por acaso… -sua voz venenosa eccou. -Não está virando Londres abaixo atrás de sua pequena bailarina, está? -ela riu. Meu sangue ferveu com o cinismo que escorreu de sua voz. Sem dizer nada me virei, atacando a garrafa em sua direção. O vidro  colidiu na parede ao seu lado, quebrando em vários pedaços. Algumas meninas se assustaram, outras se aprontaram pra limpar, mas Agathe apenas olhou em meus olhos, ofegante.

Apontei pra ela.

-Opa. Errei sem querer. -Vodka escorria pela parede ao seu lado, Aghate segurou todo seu ódio e se virou, saindo do salão principal.

Levei a mão em punho ao peito enquanto sentia o peso de sua ida me atingir.

Por que, Eve...?


Notas Finais


por enquanto isso gente :3 nao esqueçam de dizer o que estão gostando e oq querem <3 kissus até logo

Dot esta bem longe, e Garnet nao sabe para onde ela foi, muita coisa esta acontecendo e elas podem acabar não se vendo mais. :c
Gostaram do capitulo ? Qual foi a melhor parte ?
Nao gostaram? Então nos ajude a melhorar :3
beijinhoos u3u


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