História Agridoce - Capítulo 8


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Categorias Christopher Uckermann, Dulce María
Personagens Christopher Uckermann, Dulce Maria, Personagens Originais
Tags Natureza, Rbd, Romance, Vondy
Exibições 49
Palavras 1.045
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Capitulo 8


Nice logo apareceu trazendo consigo uma panela de estrogonofe, era uma das comidas preferida de Christopher e na hora até lhe bateu a culpa por querer tanto fugir daquele lugar, sua tia estava se mostrando tão empenhada a agradá-lo, e tudo que ele queria era fugir dali.

- Olhem não queria dizer, mas como sei que ela vai vir aqui cobrar. A Dulce jogou todos os repolhos da quitanda da Natalia na rua. – disse Anahí.

- O que? – Fernando a olhou. – Você esta maluca, Maria? Para que arrumar mais confusão com essa menina?

- Eu não vou com a cara dela, o senhor sabe. E ela merece também. – se defendeu.

- Mesmo assim, não deve ficar arranjando confusão na rua, Dulce. Isso não é legal e sem contar o prejuízo que você me dá. Para de brigar com essa menina, isso não leva a nada...

- Ah o senhor não venha me dar sermão não, eu ainda não esqueci o dia que ela ficou se oferecendo para você... Em troca de dinheiro. Ela é uma meretriz.

Maite rui baixinho enquanto Angel tentava tapar os ouvidos da filha. Christopher olhava assustado para Dulce, ela sem duvida era maluca.

- Ninguém diz mais isso hoje em dia. – comentou baixinho.

- Você queria que eu a chamasse de que? – olhou para Christopher – De vadia? Eu até chamaria, mas existe criança aqui.

- O que é vadia mamãe? – perguntou Louise.

- é uma fada filhinha, uma fada sem asas. – deu um sorriso amarelo para a menina. 

Louise apesar da pouca idade era uma garotinha esperta, já ia para a escolhinha, estava começando a cultivar amigos e adorava todas as suas tias, adorava fazê-las de cobaia para seus penteados desastrosos.

- Então a tia May é uma vadia?

- O que? – Maite parou de comer na hora. – É isso que você anda dizendo de mim para sua filha Angelique?

- Você disse que é uma fada tia e não tem asas. – explicou a menininha.

- Ah. – respirou aliviada. – Não querida, eu tenho asas, só não uso. Vadias não tem asas, elas nascem sem asas. – tentou olhar para Dulce. – Viu o que fez Dulce!

- Eu? A culpa é desse ai. – apontou para Christopher.

Sem duvida aquela família era doida, bem mais doida que a sua. Havia seis mulheres e como falavam, passaram o resto do almoço contando coisas sobre a manha e nem se quer quiseram perguntar a Christopher sobre como é a cidade, como é morar em uma cobertura, ter um carro do ano, viajar para a praia nas férias. Todos pareciam não ter o menor interesse sobre ele ou sua vida. Mas não poderia culpá-los, ele também não tinha o menor interesse em saber nada sobe a vida daquela fazenda.

E foi nisso que ficou penando no começo da tarde. Teria que ir embora dali, o celular não funcionava, não conseguia encontrar um telefone fixo e não sabia como sair da fazenda. Só havia uma maneira de sair dali contando a sua tia o quanto detestava aquele lugar.

- Titia. – entrou na cozinha a procura dela. Nice estava terminando de arrumar algumas louças nos enormes armários. – Preciso falar com a senhora.

- Diga Christopher.

- Não me leve a mal, mas eu preciso ir embora.

- Ir embora? – parou o que estava fazendo para lhe dar atenção.

- Sim. A minha mãe não deve ter lhe contado, mas estou abrindo uma loja em Nova York e como sou o dono eu preciso estar lá na inauguração. Daqui não posso fazer nada tia. Não me leve a mal, mas este lugar não é para mim, sou pós-graduado em gestão de negócios isso aqui não tem nada a ver comigo. Meu celular não pega aqui e estou usando meu cartão internacional, acho que nem tem banco aqui para isso. Preciso ir para Nova York na inauguração da minha loja, tenho que dar entrevistas, checar a bolsa de valores, dar uma festa para as pessoas influentes... Preciso ir embora daqui.

- Não sei se você parou para pensar Christopher, mas faz dez anos que você não coloca os pés nessa fazenda. Sua mãe sempre uma mulher gentil dizia que era por causa do trabalho, você é um homem de negócio não é? Tem muitos compromissos. Eu entendia isso e achava o Maximo, meu querido sobrinho é um homem importante. Mas desde que você se tornou esse homem nunca tinha te visto, nunca tinha olhado suas roupas e feito meus pré-julgamentos. Mas agora entendi o porquê nunca mais veio até aqui. Seu cartão não pega, seu celular não funciona, aqui o seu dinheiro não vale não é? O que te acrescenta aqui? Nada. Não é isso que pensa?

- Tia não é assim, eu apenas não gosto de mato, de cavalos, plantações e de gente... – parou o que iria dizer assim que percebeu onde suas palavras o levariam. Não poderia ser tão sincero assim, mas odiava aquele lugar e não queria se relacionar com aquelas pessoas, elas realmente não tinham nada a lhe oferecer além de conhecimento sobre terra, coisa que para ele jamais teve importância.

- Pobre, sem estudo e da roça. Você não gosta de gente assim não é? Que ganha uma miséria trabalhando na terra e no sol, para você importa as pessoas que tem dinheiro, pessoas influentes não é? – seus olhos estavam vermelhos e parecia mesmo que iria chorar.

- Não é isso, mas não posso ficar aqui.

- Não posso fazer nada por você Christopher. Sua mãe já deu as instruções. – voltou a atenção para seu trabalho.

- Mas minha mãe não precisa saber. Posso ajudar em alguma coisa aqui na fazenda e você não conta nada para a minha mãe. Posso comprar uma TV maior, ou um cavalo novo...

- Dinheiro? – voltou a olhá-lo. – Você acha que tudo se resolve com dinheiro, Christopher? Não acredito que possa ser tão mesquinho a este ponto... Eu não quero esse seu dinheiro e nem nada que venha de você!

- Tia, não quis lhe ofender, por favor, me ajude. – suplicou.

- Não vou ajudá-lo e também não posso. Sua mãe já me passou o que você deve fazer. – tirou do avental uma folha sulfite.

- O que é isso?

- Suas tarefas.

- espere, terei que trabalhar? – perguntou surpreso. 



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