História Agridoce - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Christopher Uckermann, Dulce María
Personagens Christopher Uckermann, Dulce Maria, Personagens Originais
Tags Natureza, Rbd, Romance, Vondy
Exibições 35
Palavras 1.033
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capitulo 9


Nice ficou bem chateada com o que Christopher havia proposto, não pensava que seu sobrinho pudesse ter mudado tanto, oferecer dinheiro era algo inaceitável. Mas para Christopher isso era normal, já havia comprado tantas pessoas com dinheiro que imaginou não ter problema em oferecer a sua tia também, sabia que pessoas como ela gostam de ter uma renda a mais, porém infelizmente havia se enganado. Quase se humilhou para aquela mulher e mesmo assim ela não quis ajudá-lo, mas não poderia desistir de fugir deveria ter um jeito. E para piorar as coisas sua mãe o mandou trabalhar. Era a decadência, uma pessoa rica e poderosa como Christopher trabalhando em uma fazenda medíocre com pessoas medíocres.

(***)

Na parte de baixo da propriedade havia um lindo pomar com diversas frutas separadas em carreiras. Como o lugar não era muito grande e esta não era única fonte de renda fazenda, precisaram decidir quais frutas cultivar, havia ali maças, peras e laranjas, cada uma em uma fileira de umas oito árvores.

Esta tarefa era a que Dulce menos gostava, porém era tempo de pêra e já haviam vendido uma caixa de para a confeiteira da cidade, então precisava colher. O sol estava muito forte e o boné que pegou emprestado de seu pai não estava resolvendo muita coisa. Passou mais uma camada de protetor e ajeitou a caixa a seus pés para poder começar a colher. Assim que se inclinou para pegar a primeira pêra ouviu vozes se aproximando.

- Dulce. – logo conheceu a voz de Nice.

- Oi? – parou o que estava fazendo para vê-la se aproximar. Junto de Nice estava também Christopher com um chapéu de boiadeiro, uma botina e com as mesmas roupas de mais cedo. Estava bem diferente e estranho. – Essa é a nova moda na sua cidade? – gargalhou alto.

- Não ri, estou sendo obrigado a fazer isso.

- Quem sabe assim você aprende alguma coisa Christopher? – repreendeu Nice. – Ele ira te ajudar Dulce.

- Sabe que odeio ajuda, mande-o ir ordenhar vacas. – respondeu ranzinza.

- Não dá, ele não sabe. Por favor, ensine ele a colher, assim você termina mais rápido.

Dulce bufou e fez sinal para Christopher se aproximar, pelo menos terminaria mais rápido e com aquele calor era isso mesmo que ela queria.  Berenice deixou os dois a sós e voltou para seu trabalho na cozinha.

- Vou te ensinar como colher e, por favor, preste atenção. Não gosto de repetir. – Christopher revirou os olhos, era impressionante como esta garota era mandona. – Colha com o cabinho, gosto quando fica com o cabinho. – pegou uma para lhe mostrar como fazer. – E coloque com delicadeza na caixa.

- Só porque você gosta com cabinho devo tentar colher com cabinho? – perguntou enquanto se aproximava das arvores. – Porque você acha que manda?

- Eu não acho, tenho certeza. – começaram a colher mais algumas.

- Pois eu não tenho. Isso aqui não tem nada a ver comigo Dulce, não quero ficar aqui e com você mandando em mim então é pior ainda. – a olhou – Ninguém manda em mim.

- Ah tadinho, é inconformado. – bufou mais uma vez. – Estou pouco ligando para isso Christopher, da para ver na sua cara o quanto você é mimadinho e egoísta, odeio esse tipo de gente. E como você pode ver nada que tenha aqui você consegue domar, então sim eu mando em você.

- Nada? Ta vendo isso aqui. – pegou sua carteira no bolso e tirou um cartão de credito. – Com isso aqui eu posso comprar essa fazenda inteira. Não pense que esta por cima Dulce, falta muito para você chegar até mim e estou falando de dinheiro mesmo.

Havia pegado um pouco pesado talvez, mas essa era a única coisa que Christopher poderia usar de argumento contra aquela garota. Não havia ido nenhum pouco com a cara dela e já estava de saco cheio da maneira como ela o tratava, poderia até ser uma menina bonita, mas era só abrir a boca que toda a beleza ia embora.

Dulce por outro lado sentiu seu corpo vibrar de raiva, ele estava a humilhando. Havia percebido desde o começo o quanto este homem era fútil, sempre achou estranho ele não ir a nenhuma festa na fazenda, a estar sempre trabalhando. Sabia que isso era mentira, ainda mais quando sua mãe deixava escapar as coisas que comprava ou fazia. Era um homem de dinheiro e como qualquer escravo de dinheiro não gostava de se envolver com a parte mais simples da família. Nem o conhecia direito, mas já o odiava por isso.

- Sabe o que eu faço com isso? – pegou o cartão da mão dele antes que pudesse desviar. – Isso aqui. – Quebrou o cartão no meio com as mãos e jogou no chão pisando em cima. – Fica com seu cartãozinho agora!

- Você ta maluca? Pirou garota? Sem esse cartão eu fico com dinheiro nenhum.

- Ah você jura! Nossa eu sinto muito. – fingiu dó.

- O que você tem contra mim em menina? Eu cheguei hoje aqui e você já mostrou o tanto que me odeia.

- Não vou com a sua cara. Vamos colher logo essas frutas, quanto menos tempo ficar do seu lado melhor. – pegou o protetor do chão e jogou para Christopher. – Isso é a única coisa que você vai precisar aqui.

Os dois continuaram o trabalho em silencio. Christopher tentou fazer do jeito mais certo que conseguia, mas estava irritado, agora sua chance de fugir dali havia ido para o “brejo” de vez. Não tinha nem mais dinheiro para conseguir pegar um ônibus na rodoviária. Dulce gostou disso, finalmente havia atacado Christopher e faria de tudo para encher mesmo o saco deste tremendo idiota.

O sol estava muito quente mesmo, Christopher não era acostumado com isso e aquele chapéu em sua cabeça parecia que iria cozinhar seus neurônios. Dulce já parecia mais relaxada quanto a isso, o sol não parecia lhe incomodar tanto, estava acostumada era uma roceira nata, logo pensou.

Christopher viu só uma alternativa para tentar aliviar aquele calor, tirou a camisa que estava usando mostrando seu corpo definido e suado. De imediato Dulce o olhou e não conseguiu não medi-lo de cima a baixo, era difícil ver homens assim. 



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