História Agridulce - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Tags 2jae, Jackbam, Markjin
Visualizações 330
Palavras 11.287
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Meus Amores!!!
Uma 2Jae para matar as saudades!!!
Desculpem pelo lemon eu eu realmente sou uma negação nisso kkkk!!!!
Mas assim espero que gostem :D !
Boa Leitura!!!!

Capítulo 1 - Capitulo Único.


Fanfic / Fanfiction Agridulce - Capítulo 1 - Capitulo Único.

Seus passos eram apressados pelos corredores daquele hospital, de longe todos poderiam avistar o jovem usando as suas roupas tipicamente brancas compondo seu uniforme sempre impecável e ostentando um crachá de identificação preso ao peitoral, facilitando que pacientes e familiares o reconhecessem solicitando os serviços de enfermeiro quando necessário, o rapaz de cabelos aloirados e estatura mediana transitava entre as pessoas esbarrando nos funcionários aos quais pedia sinceras desculpas pela sua pressa exagerada, alguns simplesmente ignoravam a existência dele, os outros correspondiam com sorrisos compreensivos porque eram companheiros de trabalham e compreendiam a correria daquele lugar.

— Você está atrasado, de novo dongsaeng! — O doutor de origens americanas e asiáticas reclamou rolando seus olhos num castanho fascinante nas orbes bufando durante o processo - o detalhe deles serem amigos pessoais e frequentarem a residência um do outro nos finais de semana quando tinham folga dos plantões -, não significava necessariamente que ele estivesse isento de possíveis cobranças do pediatra extremamente metódico.

Mas todos sempre elogiam aquele homem por sua competência e extrema dedicação naquilo que fazia, por que salvar crianças era sua maior recompensa quando o dia terminava, então para ter seu trabalho bem feito obviamente necessitava também das colaborações alheias, nisto incluía, que os outros envolvidos chegassem na hora, pois não tolerava atrasos de ninguém em absoluto.

— Foram somente dois minutos hyung, você está ficando paranóico... — Brincou sorrindo amplamente exibindo seus belos dentes alinhados, divertindo-se com o mau humor do amigo e indiretamente colega de profissão - pois o mais novo sempre foi meio atrevido -, então encaixava-se por conta própria na categoria dos médicos, por que ele também ajudava contribuindo para salvar quantas vidas conseguissem, o que seria deles sem os enfermeiros afinal? Ninguém gostava de socorrer pessoas que adentravam na emergência aos prantos, perdendo valiosos litros de sangue que seriam repostos depois dos primeiros atendimentos realizados. — Sabe, eu acho nós estamos precisando de férias! — Assegurou enquanto trocava o soro inserindo medicação intravenosa nos fios que mantinham aquela garotinha de dois anos respirando regularmente, seus dedos delicados desceram involuntários deixando um carinho na cabeça desprovida de cabelos da menininha.

Seu coração lamentava o fato dela não ter família e ter sido injustamente acometida por uma leucemia aguda, tanto a quimio quanto a radioterapia eram demasiados agressivas fazendo seus cabelos caírem, tornando-se apenas penugens igualando-a um filhotinho recém-nascido de uma ave, sua omma abandonou-lhe pequena ao sabor da própria sorte deixando que a vida se encarregasse do destino dela como achasse mais adequando, e contrariando todas as expectativas ela vinha vencendo o câncer infantil como uma brava guerreira, sem mencionar os cuidados dados pelo médico responsável.

— Concordo com você! — Mark retorquiu assentindo levemente, beijando a testinha da adorável Yerin; dormindo tranquilamente alheia a todos os acontecimentos envolta dela, ele sentia um carinho tão especial pela pequena que ficaria devastado caso ela viesse a perder aquela batalha. — Jinnie estava comentando comigo esses dias... — O americano dono dum sorriso constantemente amigável iniciou pensativo referindo-se ao seu marido - o doutor Park Jinyoung cardiologista renomado -, um homem consideravelmente alto, levando em conta sua própria altura, proprietário de cabelos e orbes tão negros quanto à noite, que além de lindo e educado feito um príncipe arrancava suspiros dana discretos das enfermeiras oferecidas quando passava nos corredores, fazendo o ciúme incontrolável do menor acender inflamado e quase sem chances de ser apagado, costumavam ter tórridas discussões sempre que aquilo acontecia em ocasiões esporádicas, entretanto, conseguiam resolver todas as pendências na cama usando o famigerado pretexto do “sexo de reconciliação”. — Vamos entrar de férias na próxima semana e estamos pensando em passar uns dias nas montanhas, quem sabe podemos ficar no hotel que nossos amigos compraram... — Divagou fazendo uma clara notificação a Jackson e Bambam, que eram casados e empresários fortemente empreendedores no ramo hoteleiro, eles haviam feito aquela nova aquisição ao patrimônio desejando que os outros desfrutassem igualmente da nova conquista deles. — Você é nosso convidado obviamente! — Aquela frase não soou exatamente como um convite, parecia mais alguma espécie de comunicado avisando que ele deveria comparecer, ou sofreria as consequências depois - e certamente suportar os choramingos ininterruptos do moreno estava fora de cogitação - porque seus ouvidos não mereciam sofrerem tamanha tormenta. — Sabemos somente que fica nos arredores depois naquela parte florestada já saindo praticamente de Seul... Nós podemos ir na frente organizando tudo,  e você nos encontra depois. — Sugeriu sorrindo de maneira irresistível querendo amolecer-lhe o coração.

— Vocês têm certeza disso? Por que para mim não parece exatamente uma boa ideia! — O enfermeiro questionou incerto refletindo sobre a proposta, aquele baixinho formado em enfermaria residia na capital sul-coreana há exatamente cinco anos, mas ele não teve muitas oportunidades de sair dirigindo seu carro pelas montanhas daquele local porque costumava viver no interior, nesse caso desconhecia as demais estradas, e consequentemente sentia-se inseguro sobre atirar-se naquelas rodovias cheias de neve fofa procurando algum hotel perdido no meio delas, estavam beirando duas semanas para comemorarem o natal, e haveriam muitos carros transitando por lá — Provavelmente ou precisar passar numa oficina para trocar os pneus, aqueles não suportariam rodar no gelo denso, podem acabar me deixando na mão... — Pensou precavido como sempre, planejando secretamente recusar a oferta passando para uma próxima vez, caso sobrevivesse aos dramas que seus amigos fariam depois. — Seria melhor deixarmos para outra ocasião... —Arriscou coçando os fios numa tonalidade inclinada ao loiro caramelizado e lisos em sua cabeça, eles sobressaltaram quando a porta do cômodo abriu-se num rompante os assustando.

— Como assim deixar para depois? Você não vai conosco? — Jinyoung o bombardeou de perguntas fazendo-o temer pela própria integridade física enquanto formava um bico contrariado nos lábios naturalmente avermelhados, o menor posicionou-se ao lado do esposo imitando suas feições teatralmente desoladas adquirindo expressões decepcionadas. — Essa vida é muito injusta mesmo, nós damos todo amor necessário aos nossos amigos e eles retribuem dessa maneira, eu te amava como um filho nascido das minhas entranhas... Mas tudo bem, você estará banido do nosso convívio caso recuse! — Sentenciou dramaticamente colocando a mão sobre o peito, qualquer moçinho de novela mexicana perderia para ele considerando sua atuação exasperada, digna duma trama totalmente trágica regada a muitas lágrimas sofridas.

— Nossa até parece que alguém morreu aqui, parem com essa cena lamentável, eu vou! — Jogou os braços rendidos fazendo um gesto derrotado, ninguém deveria presenciar aquele teatro vergonhoso envolvendo os três - seria humilhante demais. Os dois o abraçaram apertadamente - apesar deles terem sérios problemas mentais ainda não identificados pela medicina -, o loirinho os amava absurdamente, eles eram seus melhores amigos, aqueles com quem sempre poderia contar quando precisasse independente da circunstância. — Vocês são impossíveis hyungs... — Disse negando enquanto ganhava beijos afetuosos em suas bochechas coradas.

(...)

 

Dias Depois...

 

As condições para dirigir em segurança eram praticamente nulas, nem os limpadores potentes do para-brisa conseguiam conter os flocos atrapalhando sua visibilidade, desde o inicio ele alertou que seria uma péssima ideia porque nunca conseguia distinguir as rotas cedidas pelo GPS, funcionando precariamente lhe sugerindo caminhos alternativos que o levariam ao destino desejado encurtando distâncias, em todo caso, o casal de médicos resolveu - sem lhe consultar -, que seria uma experiência interessante e enriquecedora para o jovem enfermeiro ser guiado unicamente por um simplório mapa da região virando-se sozinho até encontrar o lugar onde ambos estariam hospedados o esperando. Os dois foram na frente como haviam informado antes; dizendo que seria divertido sair um pouco da rotina monótona causada pelo trabalho exaustivo deles.

— Eu prometo arrancar o coração de cada um quando chegar nesse maldito lugar! — Praguejou irritado entrando lentamente num dos atalhos disponíveis naquele mapa ridículo, tendo a leve impressão de ter passando naquele lugar duas vezes, rezando fervorosamente para não estar andando em círculos, e o pior de tudo - ter se perdido completamente. — Como eles tiveram coragem de fazer isso comigo? Aqueles dois traidores devem estar se comendo nesse momento, enquanto eu corro risco de vida... — Dramatizou batendo bravamente contra o painel eletrônico do carro em movimento constante, os pneus realmente estavam ocasionando uma ligeira redução na velocidade habitual que ele costumava usar nas rodovias agora distantes, tornando seu caminho duplamente complicado e para piorar não havia sinal em seu aparelho celular, recordou-se do pediatra explicando que ficaram incomunicáveis durante alguns dias porque o clima rigoroso causava falhas nos sinais, nem internet teriam e Youngjae queria apenas refazer seu trajeto fingindo que jamais tinha saído do seu confortável apartamento próximo do centro. — Mas era só isso que estava faltando que porra! — Esbravejou observando pela janela a nevasca ganhar força formando camadas de gelo praticamente intransponíveis. — Pelo amor dos céus não faz isso comigo, você está proibido de me abandonar justamente agora seu infeliz... — Resmungou implorando internamente que aquilo fosse alucinação da sua cabeça, mas a realidade lhe atingiu feio um soco no nariz quando o veículo começou a engasgar dando solavancos enquanto inexplicavelmente parava de funcionar, literalmente morrendo. Sem achar alternativas e sendo um completo fracasso em questões mecânicas ele desceu do automóvel, contemplando uma fumaça escura saindo na parte da frente certamente tinha acontecido algo grave no motor. — Eu não acredito nisso! — Choramingou maquinando alguma maneira de conseguir ajuda lembrando-se que tinha visto algumas casinhas a metros dali, o pequeno levou suas mãos em direção aos cabelos desesperado chutando inconsequentemente o pneu que devolveu sua agressão fazendo-o torcer ligeiramente o tornozelo frágil, e cair de bunda no chão contorcendo-se de dor. — Por que meus ossos precisam ser tão quebráveis assim... — Reclamou massageando o local dolorido como foi possível, mas como desgraça pouca é bobagem, estava começando a escurecer.

— Precisando de ajuda garoto?

 Uma voz rouca soou surgindo por suas costas e o jovem Choi mesmo tremulo pelo espanto virou-se encontrando um homem alto usando capuz impossibilitando que vissem seu rosto, um arrepio de pânico percorreu eriçando seus pelos no momento em que capturou o machado afiado reluzindo em suas mãos, ele tinha metido-se num daqueles cenários propícios para filmes de terror vagabundos, onde a moçinha fica perdida na nevasca e aparece algum maluco psicopata querendo matar-la, aquele cara iria fatiá-lo o desmembrando por completo, e foi imaginando as manchetes policiais que o jovem enfermeiro perdeu a consciência sentindo sua vista ficando turva enquanto caia. 

Exatamente, quando tem alguém querendo te matar você desmaia, e poupa todo aquele processo enfadonho de tentar correr.

 

(...)

 

O som do fogo trepidando na lareira invadiu seus ouvidos sensíveis, e ele apertou as pálpebras reorganizando sua visão temporariamente comprometida até conseguir realmente enxergar alguma coisa com riqueza de detalhes, analisando assombrado o ambiente estranho onde fora acomodado tendo seu corpo descansando no sofá confortável daquilo que parecia ser uma sala - bem arrumada inclusive.

Haviam espingardas de caça entre outras peças expostas nas paredes de madeira apenas para serem admiradas porque não pareceriam usadas, e ele arriscou a hipótese previsível do dono ser algum colecionador daqueles objetos de péssimo gosto decorativo, examinando calmamente o loirinho achou tratar-se dum pequeno chalé na verdade, mesmo com algumas dificuldades levantou mancando quando seus pés tocaram o chão quentinho pelo tapete felpudo revestindo o piso protegendo do frio devastador que fazia lá fora, seus iris acastanhadas rapidamente visualizaram seus pertences pessoais intactos sobre a mesinha de centro, mas porque aquele homem misterioso iria agir daquela forma se tivesse intenções perversas consigo? Honestamente, não entendia.

— Você finalmente acordou! — Aquela voz fez seus pelos arrepiarem novamente e o menor comprimiu os lábios finos rosados curvando ligeiramente os ombros estreitos, amaldiçoando mentalmente o fato dele mover-se com leveza sobrenatural como um fantasma, por que era praticamente improvável alguém se locomover sem ser detectado, sendo que morava numa casa construída basicamente toda em madeira e esse material costuma ranger fazendo bastante barulho, anunciando aproximações antes delas acontecerem. O enfermeiro girou cauteloso, usando somente o apoio de um calcanhar e foi confrontado por um par de olhos igualmente escuros, intensamente inquisidores, tão frios quanto à nevasca perigosa castigando a floresta repleta de pinheiros majestosos, seus olhares encontraram-se contrastando entre fogo e gelo numa batalha de resistência silenciosa. — Não precisa ter medo de mim, não sou nenhum bicho-papão dongsaeng... — O homem dos cabelos arruivados sem identificação tranquilizou impassível.

E o mais novo sentiu seus joelhos traidores falharem vergonhosamente, admirando a beleza incontestável do ruivo musculoso parado diante dele, lidando toda oportunidade de esquadrinhar sua fisionomia marcante exalando sedução apenas no ato de simplesmente respirar, ele conheceu homens bonitos antes e namorou alguns também temporariamente, mas naquele existia algo realmente diferente, negando o jovem balançando sua cabeça preferindo afastar aqueles pensamentos inapropriados da mente, o maior poderia ser perfeitamente heterossexual e desaprovar a forma como o enfermeiro lhe examinava meio descaradamente - expulsando-o de sua casa coberto de razão para que morresse congelado.

— Obrigado por me ajudar hyung... — Agradeceu constrangido desviando seus olhos para qualquer ponto sem importância, recuperando o controle das próprias terminações nervosas. — Eu devo ter passado mal porque não comi nada antes de sair... Tenho pressão baixa! — Informou casualmente. — Você saberia me explicar o que houve exatamente com meu carro? — Questionou enlaçando os dedinhos uns nos outros voltando a encarar o maior em busca de respostas satisfatórias.

— Entrou muita neve no seu escapamento, e sem um novo fica impossível do seu carro andar novamente, esses veículos mais sofisticados não foram feitos para andarem aqui... — Disse indiferente abrindo uma caixinha de primeiros socorros que sempre guardava consigo, afinal seria idiotice ficar esperando algum machucado acontecer, nunca sabemos o dia de amanhã.

— Mas onde podemos conseguir um novo? — Perguntou inocentemente sentando-se numa poltrona desocupada.

— Não podemos e eu estou sem nada dessas coisas! — O estranho foi categórico entretido demais nos seus afazeres. — Nevascas como essas costumam durar no mínimo uns três dias seguidos sem interrupções, só encontraríamos peças adequadas na oficina dos Kim, mas estamos longe demais e impossibilitados de sair, temos eletricidade por pura sorte é um milagre, os telefones fixos não estão funcionando e ficaram mudos até o clima resolver mudar... A propósito, porque estava perambulando sozinho por essas bandas? É perigoso se perder. — Interrogou curioso querendo entender o que aquele rapaz procurava naquele lugar especificamente.

— Meus amigos alugaram estão num hotel por aqui, eles vieram na frente e eu depois, ficaríamos alguns dias curtindo nossas férias. — Explicou mostrando o mapa com a rota traçada indicando o local onde provavelmente ainda estariam lhe aguardando.

— Garoto, isso é contornando a montanha você pegou o caminho errado, conheço esse vilarejo onde os riquinhos costumam ficar hospedados durante as temporadas de inverno, sei qual hotel quer encontrar, mas deixe lhe dizer, está a pelo menos umas duas horas de distância daqui! — Informou incrédulo observando-o retorcer os lábios bonitos em sinal de irritação. — Você e esses seus amigos são malucos!

— Caralho, nunca imaginei que fosse tão longe! — Resmungou inconformado não gostando dos olhares debochados do maior direcionados a ele. — Ninguém pode culpar a minha total falta de intimidade com mapas, e meu GPS foi totalmente inútil... — Rebateu emburrado, não querendo ser motivo da chacota alheias. — Eu não nasci no meio da mata como você hyung, sou um cidadão sul-coreano e adoro minha floresta de concreto! — Sentenciou solenemente empinando o nariz o máximo que pode passando uma postura superior, deliberadamente ignorada pelo acobreado alto que ajoelhou próximo dele pegando sua perna direita surpreendendo o mais jovem, que foi impedido de recuar ao toque do estranho retirando seu sapato delicadamente estudando seu tornozelo meio arroxeado dando sinais claros de uma torção leve.

— Não foi nada grave, mas vai precisar de cuidados... — Informou como quem tinha autonomia e conhecimento no que dizia, apoiando o pé do menor em sua própria coxa enquanto habilidosamente fazia uma tala improvisada - usando apenas as coisas que conseguiu encontrar.

         — Sei disso, eu sou enfermeiro, trabalho no Gangnam Severance Hospital. — Contou vangloriando-se fazendo questão de encher seus pulmões de oxigênio, ele não queria humilhar ninguém - por que jamais fora esse tipo detestável de pessoa -, mas pretendia causar alguma reação humana naquele homem de expressões indiferentes e aparentemente inabaláveis. Surpreendentemente uma sombra passou muito rapidamente quando o nome daquela instituição hospitalar foi mencionado, mas o maior conseguiu disfarçar com maestria levantando assim que finalizou seus “cuidados médicos” com o loiro ainda intrigado. — Como você se chama? — O enfermeiro tipicamente intrometido e sem freios na própria curiosidade perguntou, assistindo-o ficar cada vez mais afastado dele claramente desviando daquela questão pertinente.

— Eu sou um simples lenhador, e isso é tudo o que você precisa saber... — Interrompeu mal humorado desapontando o baixinho atraente, porém bisbilhoteiro demais. — Vamos conviver por algumas horas e quando o tempo melhorar eu quero você fora da minha casa, entendeu? — Foi enfático não deixando brechas indesejadas para ele querer descobrir outras informações sobre sua vida pessoal depois, estava desabituado a receber visitas no meio da noite - principalmente de gente estranha -, talvez pudesse ser um pouco mais amigável não o tratando com tanta rispidez desnecessária.

— Entendi, senhor lenhador... — Assegurou a contragosto e cabisbaixo frisando propositalmente as ultimas palavras, o enfermeiro detestava aquelas respostas evasivas do acobreado arredio, eles poderiam tentar uma convivência no mínimo pacífica levando em consideração o tempo que passariam juntos - mesmo contra a vontade de ambos. — Você vive aqui sozinho? — Arriscou novamente e o homem mais velho revirou os olhos num castanho-escuro impacientes em derrota completa.

— Garoto, como você é persistente minha nossa... — Negou achando realmente meio engraçado seu jeito espontâneo - no entanto, sem deixar transparecer seu divertimento inusitado -, conforme os anos foram passando acostumou-se a viver naquele clima solitário tendo seus livros como únicas companhias desejáveis, e às vezes tocava violão quando estava tudo silencioso demais desejando espantar um pouquinho a solidão.

— Você não gosta de fazer novas amizades hyung, e isso é deprimente. — Constatou desanimado compreendendo que sua insistência não resultaria em progresso algum. — Desculpe caso esteja enchendo sua paciência com as minhas perguntas, eu não pretendia soar invasivo, mas esse silêncio todo me incomoda eu sou barulhento por natureza... — Revelou sorrindo abertamente e o maior pegou-se gravando aquele sorriso singular no fundo da memória.

— Não costumo ter amigos, os seres humanos são inconstantes e pessoas abandonam unas as outras todos os dias... Não existem motivos suficientes para sermos amigos, você vai embora logo e jamais voltaremos a nos encontrar. Laços de amizade são desnecessários nesses casos, eu fiz comida esta sentindo fome? — Interrogou puxando as mangas do suéter vinho escondendo seus braços fortes - consequência do trabalho braçal cortando lenha pelas manhãs. Youngjae apenas afirmou acompanhando o homem saindo com destino à cozinha pequena e charmosamente organizada, para alguém aparentemente morando sozinho ele gostava dos objetos em ordem, o ruivo serviu uma sopa de algas que parecia realmente saborosa julgando pela aparência, e o rapaz aprovou quando deu a primeira colherada deliciando-se com o sabor daquele alimento esquentando seu estômago vazio. — Meu nome é Jaebum...

O Choi quase engasgou erguendo seus olhos de encontro as iris mais escuras quando ele quebrou o silêncio concordando em informar o próprio nome, então o menor sorriu timidamente sem saber ao certo se deveria dizer alguma coisa, então resolveu fazer como sua boa educação mandava.

— Muita satisfação em conhecer-lo, eu sou Choi Youngjae! — Apresentou-se educadamente trocando uma reverencia em cumprimento rápido assim como outro, sentindo algo estranhamente acelerando dentro do peito enquanto seus olhares permaneciam conectados - ato que ignoraram voltando a focar suas atenções na comida. — Meus amigos vão ficar preocupados sem receber noticias minhas, infelizmente eles não poderiam fazer nada para me ajudar... — Lamentou suspirando profundamente. — Mas mudando de assunto, você não sente falta de viver na cidade como as pessoas normais? — Quis saber, mudava os tópicos da conversa rapidamente usando uma agilidade impressionante com as palavras deixando o lenhador meio tonto.

Eu sou uma pessoa normal! — Jaebum cortou sério, ele nunca sorria - e esse detalhe acabava incomodando o menor -, mesmo não entendendo o motivo de querer colocar algum sorriso decorando os lábios parcialmente carnudos do acobreado comendo serenamente. — Gosto das montanhas porque é sossegado aqui, não tenho pessoas intrometidas me importunando meu visinho mais próximo fica alguns quilômetros de distância, quando preciso inevitavelmente ir a cidade, pego minha caminhonete... — Explicou jogando os ombros largos casualmente. — Eu estou habitado a viver sozinho, então posso não ser a melhor companhia desse mundo. — Justificou revirando os olhos capturando brevemente as feições constrangidas do pequeno atrevido, porque ele estava sendo novamente desagradável, entretanto, ninguém tinha capacidade suficiente para julgar suas atitudes grosseiras, passara tantos anos evitando veementemente a civilização que perdeu completamente seu temperamento amigável de antigamente, quando era amistoso na presença de desconhecidos. — Youngjae... — Chamou arrependido tentando concertar os próprios erros, mas foram interrompidos no momento em que seu cachorro entrou na cozinha balançando o rabo peludo. Nora era uma husky siberiano adulta de pelagem sedosa clara e olhos azuis límpidos, sem motivos aparentes seu animal de estimação ganhou proximidade deitando a cabeça peluda nas coxas do enfermeiro, que sorriu derretido acariciando imediatamente seus pelos macios ouvindo-a soltar grunhidos gostando dos carinhos que recebia do mesmo.

— Então você é uma loba solitária como seu dono? — Perguntou sorrindo bobamente usando um tom de voz carinhoso enquanto falava com o animal.

— Eu não sou um lobo solitário... — Ralhou não gostando daquela referencia. — Nora desde quando você é tão oferecida assim? — Cobrou encarando a cadela bem cuidada que deitava-se mais ainda no colo alheio provocando risadas espontâneas no loirinho atraente, preenchendo aquele ambiente anteriormente incomodamente silencioso, algo inesperado aqueceu dentro do coração do lenhador rústico recordando quando fora a última vez que ouvira uma risada envolvente feito aquela, com direito a uma língua deslizando pela fileira alinhada de dentes branquinhos, mesmo sem premeditar eles trocaram olhares intensos provocando uma onda de sentimentos adormecidos despertando incontroláveis dentro deles, mas o menor mudou a direção totalmente corado sentindo suas orelhas formigarem.

— Ela é linda! — Elogiou observando a cachorra caminhando para fora do ambiente soltando bocejos preguiçosos, arriscando que talvez esta voltasse a dormir. — Eu posso lavar a louça como parte do pagamento pela sua hospitalidade e gentileza, considerando que estou sem dinheiro no momento, então oferecer serviços domésticos é uma saída... — Ofertou encabulado coçando os cabelos claros da nuca, sentindo aquelas arrepios descendo pela coluna eriçando seus pelos.

 Jaebum assentiu concordando enquanto assistia ele retirando os pratos e copos da mesa colocando-os dentro da pia passando a lavar-los distraidamente, contemplando os flocos gelados cobrindo as vidraças da janela grande, o ruivo acompanhava todos os seus movimentos minuciosamente, decorando cada traço singular daquele rosto ostentando de uma beleza singular.

— Você tem alguma compulsão para ser sempre animado assim por acaso? – Ele interrogou sentindo-se tentado demais, todavia, sua pergunta acabou fluindo sem permissão e o homem amaldiçôo o baixinho internamente reprimindo seu descontrole, o que havia de errado consigo?

— Minha família não é abastada, mas eu posso afirmar que nós somos felizes com aquilo que temos, minha omma me ensinou valores que carregarei comigo a vida inteira, ela adora dizer que devermos continuar sorrindo mesmo que tudo esteja desmoronando, segundo ela quem consegui fazer isso o destino lhe sorrirá algum dia... — Respondeu sanando sua curiosidade sem encontrar problemas nisso - prestando atenção nos pratos sendo lavados -, abrir-se para Jaebum, pois não parecia errado ou perigoso levando em consideração sua seriedade conseguia compreender que o homem não era nenhum sociopata desequilibrado querendo informações para outros fins. — Eu adorava cuidar das pessoas desde muito cedo, mas achava medicina realmente complicado e por isso me formei em enfermagem, meus amigos são médicos muito competentes, quando nos conhecemos eles já moravam aqui, mexeram alguns pauzinhos para colocar meu nome na equipe de enfermeiros que auxiliam eles, estou morando em Seul há cinco anos. — Choi desatava no seu falatório impossibilitando o maior de pronunciar qualquer coisa - apenas ouvindo seus relatos. — Pronto agora você sabe quase toda minha história, quero saber a sua também, caso sinta-se a vontade para contar obviamente.

— Eu não pedi que contasse sua história em momento nenhum, fiz uma pergunta simples que poderia ser respondida usando unicamente uma palavra de afirmação ou negativa, e não existe nada que você precise saber sobre a minha vida particular.

— Desculpe... Eu apenas queria manter uma conversa saudável fluindo normalmente entre nós dois. — Retrucou dando-lhe as costas novamente, quando estava praticamente conquistando algum território o lenhador fugia feito o diabo correndo da cruz, e do outro lado o menor desejava desvendar seus segredos. — Mas você prefere ser mal educado, então vamos fazer do seu jeito tosco hyung!

— Você é muito atrevido garoto, estou quase arrependido, deveria ter te deixado desmaiado na nevasca... — Reclamou aborrecido e irritado com seu coração benevolente disposto a sempre ajudar os outros, principalmente aquele moleque intrometido correndo perigo perdido na estrada.

— E por que não fez exatamente isso? – O jovem de olhos incomparavelmente castanhos adornando por cílios longos meio afeminados confrontou querendo uma explicação verdadeira, que justificasse suas atitudes contraditórias as suas palavras amargas. — Você fala dessa maneira desinteressada, mas está agindo de outro modo me abrigando na sua casa, sem nem ao menos saber quem eu sou. — Contestou enxugando as mãos molhadas num pano de prato quando finalizou sua tarefa. Eles eram totalmente diferentes, mas estranhamente suas desigualdades se completavam sem justificativa nenhuma.

— Não lhe devo explicações! — O lenhador retrucou sem emoção provocando uma avalanche soterrando as esperanças do pequeno, imaginando que eles pudessem ser mais próximos depois daquela conversa seguindo rumos inusitados, existia uma tensão pairando no ar acima deles, porém fingiam não perceber-la. — Eu só tenho uma cama no meu quarto, você pode dormir lá e que passo a noite aqui no sofá... — Disse indicando o estofado confortável da sala onde o mais novo fora anteriormente posto quando desmaiou perdendo a consciência, eles permaneceram calados parados no centro do cômodo aquecido pela lareira.

— Ou nós podemos dormir na sua cama sem problemas, eu tenho sono pesado e não costumo me mexer muito, acho injusto você dormir nesse sofá tendo uma cama grande disponível que pode acolher os dois... — Sugeriu, ele não queria incomodar ninguém com sua presença inesperada. Jaebum refletiu por instantes incontáveis analisando se aquilo seria realmente correto, há sete anos não divida seus lençóis com outras pessoas.

— Tudo bem, venha comigo... — Chamou dando a entender que o enfermeiro deveria seguir-lo vencendo os degraus da escada conduzindo-os para o único quarto com banheiro existente da residência simples - porém aconchegante. Os dois trocaram suas vestes substituindo por roupas mais confortáveis e o baixinho agradeceu o moletom cedido de maneira gentil, ambos finalmente deitaram relaxando seus corpos cansados - mas separados por vários centímetros -, mesmo a exaustão sendo forte eles não conseguiam pregar os olhos para dormirem como esperavam que fosse acontecesse, talvez tensos demais pela proximidade, então seus olhares estavam cravados no teto de madeira escura do ambiente com pouco iluminação.

— Não consegui dormir? — Indagou incomodado escutando a respiração irregular do outro homem.

— Não... — Rorrespondeu suspirando discretamente usando monossílabos, deixando-o sem respostas mais longas virando-se para o lado oposto fugindo das orbes encantadoras do garoto desmedidamente curioso. Ele não tinha medo de ninguém nem da solidão constante, no entanto, loirinho lhe assustava.

 

(...)

 

Foram três logos dias de nevasca severa sem contatos com o mundo exterior, eles conviviam mais amigavelmente agora - revelando as grosserias e indelicadezas do acobreado obviamente. O enfermeiro finalmente conseguia aos poucos destrinchar a incógnita indecifrável que era o lenhador anti-social nada disposto a colaborar, eles conversavam às vezes quando o menor enxergava alguma brecha estudando o comportamento menos antipático do maior, naquele terceira noite ambos encontravam-se sentados no tapete felpudo em frente a lareira queimando toras grossas de madeira, enquanto Jaebum foi educado o suficiente oferecendo uma taça de vinho tinto ao rapaz de sorriso simpático.

— Eu sou médico... — Revelou descansando a taça sobre o tampo da mesinha de centro, quebrando o silêncio típico entre eles, recebendo um olhar instantaneamente interessado do garoto de madeixas aloiradas instigando-o a prosseguir. — Ou pelo menos costumava ser, há sete anos atrás... Minha vida era bem diferente disso, eu morava num bairro nobre, era casado e vivia plenamente feliz exercendo a profissão que tanto amava, mas infelizmente uma tragédia aconteceu com a minha falecida esposa. Eu sou especializado em neurocirurgia, e também trabalhava no Gangnam Severance Hospital... — Confidenciou esclarecendo sua reação quando seu inesperado hospede comentou sobre seu local de trabalho atualmente. — Meu appa é dono daquele lugar... Lisa foi acometida por um câncer no cérebro descoberto tardiamente numa consulta rotineira, nós não tínhamos muito tempo disponível, eu movi seus e terra convocando os melhores profissionais naquela área... Então fizemos a cirurgia e tudo parecia correr bem, mas estávamos apenas nos iludindo com a recuperação dela... Uma semana depois seu quadro clinicou se agravou e precisamos fazer uma nova operação encabeçada por mim, meu estado emocional não era nada otimista e mesmo assim eu sendo teimoso a operei, mas falhei perdendo minha mulher na mesa de cirurgia, até hoje os familiares dela me acusam de erro médico... Abandonei tudo e vim viver nas montanhas geladas longe da capital não suportando atender nenhum paciente com medo deles morrem por causa da minha incapacidade, nunca mais consegui entrar dentro dum hospital novamente... — Terminou seus relatos retirando as lágrimas inconvenientes que persistiam em cair contra sua vontade umedecendo as maçãs do rosto, talvez fosse o efeito do álcool perambulando em seu sangue o deixando confortável para compartilhar suas dores, para alguém que conhecia há três dias.

— O doutor Im Jaehyun é seu appa! Nossa... — Exclamou expressando incredulidade, ou seja, Jaebum era herdeiro dum verdadeiro império. — Pelo amor dos céus homem, você não teve culpa alguma nessa tragédia porque essas coisas simplesmente acontecem todos os dias com vários médicos, ninguém domina os caminhos tortuosos que a vida pode tomar quando quer... Eu entendo que tenha sido um golpe muito duro para você uma perda dessa intensidade hyung, já presencie muitas situações desesperadoras naquele lugar... Mas nós precisamos ser fortes, existem pessoas precisando de profissionais dedicados como você certamente era, deveria voltar à medicina dando-se uma nova oportunidade, pelo menos essa é a opinião de um estranho que não conhece sua vida profundamente. — Finalizou evasivo encolhendo-se, pretendendo jamais interferir ou influenciar suas decisões particulares voltado a bebericar seu vinho momentaneamente esquecido.

— Acho que depois disso, suas opiniões com certeza podem pesar nas minhas escolhas, querendo ou não estamos nos tornando próximos por causa da convivência diária... Sua namorada deve alguém de muita sorte, nem estou acreditando que vou dizer algo assim, contudo, você é uma ótima companhia dongsaeng. —Soltou despropositadamente contornando as bodas da taça aguardando as próximas palavras do loirinho acanhado.

— Eu não tenho uma namorada, ou melhor, namorado! — Exclamou enfatizando o último adjetivo no gênero masculino encarando os olhos perplexos do lenhador. — Espero que essa revelação não deixe as coisas estranhas entre nós dois. — Comentou apreensivo, pois seria decepcionante eles serem afastados somente pala sua orientação sexual.

 — Devo confessar que só estou meio surpreso, mas eu namorei alguns garotos na juventude também antes de conhecer a minha falecida mulher... Não tenho problema nenhum com isso. — Finalizou dando um gole no liquido esquentando seu interior fazendo o sangue correr mais rápido corando sua face, eles finalmente tiveram coragem de terem um confronto visual descente descartando toda aquela situação embaraçosa, eram pessoas maduras entendendo perfeitamente o que aconteceria a seguir e estavam confortáveis com isso.

— Não me expulse, por favor... — Youngjae murmurou perigosamente perto esticando o próprio corpo sentindo a respiração alheia batendo contra o seu rosto, enquanto escorregava pelo tapete onde estavam acomodados - aproximando suas bocas uma da outra -, então as pálpebras do maior pesaram mergulhando nas imensidões incrivelmente acastanhados do jovem enfermeiro, eles iniciaram um beijo calmo cheio de descobertas com suas línguas se massageando num contato molhado e enlouquecedor, e não resistindo ao desejo implacável, o lenhador puxou-o pela silhueta ligeiramente afeminada aprofundando o selar dos lábios macios trazendo o menor para seu colo.

— Faz muito tempo, acho que perdi a pratica... — O ex-médico disse inseguro passando suas mãos ásperas na pele quente e sedosa do baixinho que estava sem camisa, abrindo pacientemente os botões da peça xadrez vermelha revelando o peitoral definido do acobreado que suspirou entrecortado.

— Vamos refrescar sua memória então... — Sorriu incentivando o maior a não desistir, afinal os dois tinham ido longe demais para retroceder bem no meio do caminho. Trocaram outro beijo envolvente regado a muitos suspiros de satisfação, pois os dedinhos do enfermeiro percorriam seu abdômen traçando o percurso de pelos discretos deixando-os eriçados. O Im letamente deitou-os sobre o carpete receptivo acolhendo o casal - nem o fogo da lareira era páreo para o calor que consumia seus corpos.

Jaebum livrou-os das roupas sem pressa tocando toda extensão de pele branquinha que encontrava pelo caminho decorando com rastos de saliva, os dois pareciam uma espécie de pintura erótica e qualquer artista no máximo excêntrico os retrata nus, deitados naquele solo confortável, então sua língua deslizou contornando um dos mamilos endurecidos naturalmente rosados circulando avidamente as aureolas sensíveis, deleitando-se com os gemidos esganiçados saindo garganta a fora nos momentos em que o enfermeiro arqueava as costas fechando os olhos embrenhando os dedos nos cabelos lisos arruivados puxando-os instintivamente usando certa força, o homem provocou estimulando o membro negligenciado dele repousando sobre seu abdômen começando a lamber desde a base até sua fenda avermelhada vazando pré-gozo perolado demorando-se alguns segundos por ali.

Youngjae repentinamente inverteu as posições pairando sobre o maior e pegando seu pênis ridiculamente duro em expectativa aos cuidados que atenciosamente receberia, os cabelos um tanto cumpridos do pequeno caíram cobrindo parcialmente seus olhos bonitos enquanto ele conseguia colocar todo membro grosso em sua boca úmida por inteiro, volta e meia tocando a garganta quase lhe engasgando, fazendo movimentos sincronizados de vai e vem escutando os gemidos sôfregos de quem há tempos não tinha praticas sexuais ativas. O cumprimento do lenhador era assustadoramente generoso julgando pelo tamanho da extensão com belas veias azuladas marcando a pele envolta deste.

O mais velho agarrou seus fios caramelizados sem muita gentileza observando os lábios avermelhados e inchados brilhando atraentes, apenas um fio solitário de saliva ligava a língua alheia ao seu pênis ereto e intumescido, o homem virou o menor colocando-se apoiado nos joelhos expondo sua bunda em direção as suas próprias pupilas dilatadas, o dono das madeixas avermelhadas separou-as assistindo sua entrada pulsando e se contraindo constantemente, então umedeceu sua língua enfiando-a no orifício rosado. Choi gemeu desesperado sentindo uma fina camada inconveniente de suor acumulado-se em sua testa enquanto era golpeado e alargado pelos dígitos do ex-médico lhe abrindo sem misericórdia nenhuma.

— Vem aqui... — Colou-se de joelhos atrás do garoto afastando suas pernas e enfiando-se no meio delas apertando as coxas discretamente salientes no processo, o menor jogou sua cabeça para trás apoiado no ombro suado do homem mais velho, que envolvia seus quadris deixando marcas de dedos naquela região, salpicado o pescoço alheio com beijos e mordidas que deixariam vestígios depois. Ele penetrou o menino num golpe certeiro escutando os urros doloridos rasgando os lábios do enfermeiro segurando os fios tingidos de vermelho pela nuca, eles trocaram um beijo desajeitado devido a posição desfavorável enquanto o maior estocava sua entrada impiedosamente num ritmo alucinado, onde era possível ouvir o barulho das suas bolhas chocando-se contra a bunda do mesmo.

Aquelas sombras refletidas nas paredes amadeiradas retravam uma cena de sexo inapropriada para menores de idade assistirem, ele invadia o interior do enfermeiro literalmente tirando o atraso, considerando a força desmedida dos movimentos violentos. Youngjae achou que seria facilmente arremessado longe caso o homem não estivesse segurando firmemente sua cintura evitando assim que algo desse gênero acontecesse, por que seu corpo esguio era projetado para frente várias vezes. O Im pegou o pênis esquecido do pequeno masturbando-o conforme suas investidas eram feitas e o rapaz choramingou quando sua próstata fora surrada sem descanso achando certeiro seu ponto de prazer, o nome do outro saia ofegante como um mantra de sua boca até ele urrar guturalmente sentindo seus músculos contraindo alcançando o próprio êxtase, e Jaebum acompanhou-lhe gozando de maneira violenta dentro dele. Os dois caíram no tapete abraçado num confuso emaranhado de braços e pernas.

— Ainda não consigo acreditar que fizemos isso. — Falou confuso enrolando alguns fios aloirados em seus dedos, pois o rapaz fazia seu peitoral de travesseiro improvisado, jamais fazendo-se de rogado porque agora eles não poderiam negar que adquiriram uma intimidade inesperada.

— Fizemos e eu não estou nada arrependido, além disso, Nora presenciou tudo, temos uma testemunha ocular agora! —Disse indicando o animal deitado num canto agindo naturalmente.

— Céus, minha cadela é uma pervertida... — Comentou dando uma risada descontraída sentindo seus lábios serem selados pelo baixinho - apreciando aquele sorriso único aparecendo pela primeira vez. A nevasca havia parado há alguns minutos atrás e provavelmente no dia seguinte o enfermeiro poderia ir embora. — Vou te deixar em casa amanhã... — Soltou afagando as bochechas do menino.

— Posso deixar meu carro aqui, como pretexto para uma nova visita? Sabe, totalmente desinteressada... — Perguntou descarado erguendo as sobrancelhas sugestivamente.

— Não apenas pode, como deve! — Afirmou decidido a dar uma chance para aquele sentimento despertando em seu peito, mesmo que sentisse medo em apegar-se a alguém que vivia numa realidade bem diferente da sua, eles nem de longe estavam iniciando algum relacionamento porque seria inconsequência, entretanto, iriam manter contato e quem sabe algo a mais surgisse futuramente.

 

Como haviam combinado na manhã seguinte os telefones fixos voltaram a funcionar, possibilitando que o mais jovem finalmente ligasse para seus amigos que o atenderam desesperados por noticias suas revirando-se em preocupação pelo seu desaparecimento, estavam considerando até chamar as autoridades, ele passou alguns minutos explicando toda situação - escondendo os detalhes íntimos obviamente -, e ambos os casais comunicaram que retornando a capital imediatamente; porque suas férias foram um verdadeiro fiasco, dizendo que ele os esperasse na estrada para pegar carona fazendo-o recusar as ofertas do lenhador em levar-lo.

— Você tem meu número pode ligar quando quiser... — O menor lhe confortou mostrando seu aparelho de celular, internamente odiando sua própria partida, queria permanecer ali por mais uns dias. Infelizmente sua folga tinha prazo estipulado pelo hospital, e precisaria voltar aos seus antigos afazeres, tinha compromisso com aqueles pacientes.

— Vou pensar no seu caso! — Brincou retomando sua seriedade enquanto beijava demoradamente os lábios finos e gostosos daquele pequeno que aquecera sua noite fria, logo depois fez carinho na cabeça do animal que choramingou - talvez discordando da sua necessidade repentina de ir embora.

Eles olharam-se por tempo indeterminado até seu visitante jogar sua mochila sobre os ombros prometendo que voltaria no dia seguinte para pegar seu veículo, pedindo que o lenhador cuidasse do carro por enquanto.

 

(...)

 

Jaebum esperou na manhã seguinte, mas ninguém apareceu, nem naquele ou muito menos nos outros dias - ele arriscou fazer ligações para o número deixando consigo -, porém era sempre recepcionado por uma voz eletrônica extremamente fria dizendo que suas chamadas não poderiam ser completada, ou que aquele número simplesmente não existia, essa situação o incomodava demasiadamente, aqueles eram os motivos dele evitar se envolver demais sempre saia decepcionado, acreditar nos outros era perca de tempo, todavia, foi bruscamente retirado dos seus devaneios quando bateram a sua porta e ele levantou para entender, estranhado que qualquer um viesse lhe procurar agora, incomodando seus preciosos momentos de reclusão.

 

— Olá! Você é Im Jaebum? — Um rapaz com estética de modelo, olhos azuis, cabelos num vermelho extravagante e sotaque aparentemente tailandês questionou, e o ruivo menos chamativo assentiu arregalando ligeiramente os olhos apertados, esquadrinhando os curativos em sua cabeça visivelmente machucada, observando também as escoriações e cortes arroxeados pelo rosto alheio, contudo, ele vinha acompanhado de outro alguém de madeixas platinadas vestindo roupas elegantemente casuais.

— Sou... — Respondeu num fio de voz todo desconfiado. – E vocês, quem são?

— Eu sou Jackson Wang! — Apresentou-se com uma mesura breve mostrando alguns cortes na região da face, demonstrando ser chinês. — Está é meu marido Bambam! Nós somos amigos do Youngjae, e vim buscar o carro dele. —Explicou vendo o homem concordar meio desnorteado.

— Por que ele mesmo não veio? — Desejava evitar ser rude, mas não pode interromper a pergunta meio irritadiça, odiava pessoas que quebravam suas promessas e o jovem Choi começava a entrar nessa lista negra.

— Nós éramos os amigos que estavam esperando ele, aquele hotel nos pertence... Naquele dia ele ficou nos aguardando próximo daqui... No caminho de volta para a capital nós sofremos um acidente bastante grave, estávamos em cinco e nosso carro chocou-se contra um caminhão transportando madeira e nós capotamos, o choque foi violento... Eu, meu marido e nossos outros amigos estamos nos recuperando. — Bambam explicou fazendo-o compreender os motivos do loirinho inconveniente ter evaporado no ar.

— Mas nosso sunshine não teve essa mesma sorte, dentre todos nós ele foi quem ficou mais ferido, seu estado é considerado grave, foi transferido para a UTI com edema cerebral, nenhum neurocirurgião quer se arriscar em operar. — Tom o chinês informou chorando tristonho, retomando o fôlego escolhendo cautelosamente as próximas palavras que iria usar. — Ele não nos deu detalhes da sua vida fique tranquilo, meu amigo é discreto, apesar do jeito espalhafatoso dele, mas comentou conosco sobre você quando estávamos indo embora... Sei que somos estranhos e que nós não nos conhecemos, mas acho que só você salvar a vida dele.

 

(...)

 

Jaebum sentiu seus joelhos fraquejarem e então procurou apoio nas laterais da porta enquanto ia assimilando aquela notícia que explicava muitas coisas pendentes, fora por causa de um acidente grave que o enfermeiro havia sumindo sem deixar rastros esmagando todas as esperanças do maior, porque mesmo não querendo admitir ele estava mais envolvido do que deixava transparecer.

— Onde ele está internado? — A pergunta parecia merecer uma resposta meio óbvia por ter sido retórica, no entanto, estava esperando mais detalhes que pudessem lhe acalentar de alguma maneira, precisava saber pelas mãos de quais pessoas estava passando a ser cuidado, o homem conhecia os médicos e praticamente todas as equipes que trabalhavam naquele lugar - pelo menos os mais antigos -, seu pai fazia questão de deixar-lo por dentro de todas as contratações recentes, quem sabe seu filho acabasse ficando animado e resolvesse voltar, todavia, as tentativas foram falhas.

— No mesmo hospital nossos amigos trabalham, o Jae tem sido bem assistido por profissionais muito capacitados, mas infelizmente nada disso parece ser realmente suficiente para estabilizar seu quadro clinico, ele esqueceu de colocar o cinto, e foi arremessado para fora por que era a coisa mais leve dentro do veículo... — O empresário chinês contou com amargara marcando profundamente suas palavras, o platinado não conseguia acreditar que aquilo era mesmo verdade, pareceria que estavam vivendo uma espécie bizarra de pesadelo ainda de olhos abertos. — Ele não reage, e os médicos estão indecisos debatendo sobre operar, ou não!  

— Pelo amor dos céus... E eu aqui pensando que ele nem lembrava mais de mim. — Recriminou xingando-se mentalmente porque havia se comportado como um perfeito cretino imaturo e precipitado, julgando o loirinho de sorriso radiante sem saber suas reais razões.

— Eu não pretendo ser indiscreto, nem intrometido por que isso é certamente um assunto pessoal, mas... Aconteceu alguma coisa entre vocês dois nesses dias que ele ficou aqui, não foi? — Bambam indagou demasiadamente desconfiado soando cheio de esperteza, estudando aquela tensão estampando as iris castanho-escuro do lenhador em retorno a sua pergunta, o sul-coreano não precisava que ninguém expusesse suas preferências sexuais para descobrir certas coisas que geralmente ficavam subentendidas como por exemplo: as bochechas coradas do acobreado lhe denunciando sem ser necessário admitir.

— Nós... — Iniciou pigarreando enquanto ganhava coragem. — A principio ele foi bem insistente e bisbilhoteiro... Mas depois fomos ficando mais próximos começando uma amizade bem tímida, então... Na naquela noite anterior a partida dele, nós dois dormimos juntos, literalmente... — Explicou meio coagido por ser forçado em contar toda verdade.

— Eu entendi perfeitamente... — Jackson comentou compreensivo forçando um sorriso cordial, ele jamais ficava constrangido por saber acidentalmente dos assuntos alheios, entretanto, as intimidades dos outros não lhe diziam respeito, eles apesar de serem apaixonados eram diferentes demais em alguns aspectos, porque seu tailandês desprezava qualquer descrição acima de tudo, gostando de agir espontaneamente, já ele mesmo preferia não interferir nos assuntos de natureza pessoal, pelo lado oposto o Choi adorava saber dos detalhes mais sórdidos da vida dos outros, principalmente quando os mesmos em questão eram seus amigos pessoais - apesar de manter sua privacidade oculta dos olhos curiosos. — Você gosta dele? — O dono das madeixas platinadas interrogou não evitando o questionamento.

— Seria muito cedo para afirmar alguma coisa desse tipo, mas posso dizer que seu amigo me encantou bastante... Youngjae conseguiu mexer comigo, como há muito tempo outras pessoas não seguiriam fazer. — Segredou perceptivelmente acanhado encarnando os olhos sonolentos da sua companheira tranquilamente deitada no tapete confortável posto no chão da entrada, onde os dois homens encontravam-se parados de braços cruzados sem saber se deveria prosseguir insistindo naquele assunto. — Eu realmente não tenho certeza alguma se poderia ajudar em alguma coisa, faz anos que nem entro numa unidade hospitalar... Preciso pensar um pouco. — Informou comprimindo os lábios naturalmente avermelhados por conta do frio intenso que fazia nas montanhas. — Eu chamei um conhecido meu ontem, e ele trocou o escapamento do carro. — Avisou indicando na direção do veiculo estacionado próximo deles - os membros da família Kim eram os únicos que considerava como amigos próximos -, então os rapazes fizeram essa verdadeira gentileza usando algumas peças disponíveis na oficina deles gerenciada pelo patriarca e seu filho mais novo, um garoto alto extremamente simpático.

— Agradeço em nome dele, e tudo bem você achar que precisa amadurecer as ideias... — O esposo do chinês suspirou pouco convencido, porém entendendo as hesitações do maior porque todas elas eram compreensíveis. — Mas lembre-se, tempo é o que meu amigo menos tem nesse momento... — Kunpimook finalizou adquirindo uma tristeza quase palpável nos belos olhos azuis adornados por arranhões envolta deles, fazendo seus machucados ainda presentes, depois de receber as chaves do automóvel abaixou a própria cabeça tomando caminhando para longe do lenhador, em seguida abriu a porta do motorista assumindo o volante daquele modelo esportivo, pintado num preto esmaltado sinceramente chamativo, Jaebum ficou apenas paralisado assistindo o carro desaparecendo na estrada levando-os até a rodovia principal, ligando aquele pedaçinho isolado da cidade majestosa a sua imponente capital.

Nora grunhiu levantando sua cabeça peluda choramingando baixinho enquanto soltava pequenos latidos lamuriosos, a cachorra caminhou elegantemente até seu dono empurrado as pernas do acobreado dizendo de maneira silenciosa que ele precisava tomar alguma atitude rapidamente, pelo menos, fora isso que este conseguiu compreender analisando seus movimentos de empurrar-lo para o mais longe da residência que fosse possível.

— Às vezes eu acho você inteligente demais para uma simples cadela. — Admitiu bufando inconformado e estreitando seus olhos escuros ouvindo um latido aparentemente satisfeito do bicho balançando o rabo freneticamente, ponderando por mais alguns instantes resolveu ser sensato dobrando-se finalmente aos sentimentos apertando seu coração. — Você me convenceu, vamos resolver isso definitivamente... — Falou ganhando um novo latido de incentivo e rui daquela alegria toda, ele vinha aderindo a esse novo habito de sorrir pelas coisas mais bobas - tudo culpa daquele loirinho encantador demais para sua sanidade mental continuar intacta.

 

(...)

 

O Gangnam Severance Hospital era um ponto de referencia e credibilidade quando o mencionavam, sendo apontado por pesquisas recentes que avaliam a qualidade do atendimento hospitalar elegendo os melhores e mais confiáveis hospitais do mundo, aquele sendo citado ficando em terceiro lugar no ranking perdendo unicamente para Rússia e Suécia - adversários implacáveis nesse ramo. Entretanto, o dono daquele lugar orgulhava-se muito das conquistas constantes que vinham conseguindo com êxito, fazendo questão de parabenizar desde os médicos e enfermeiros, até as pessoas trabalhando na limpeza, pois aqueles eram os frutos do trabalho árduo de todos eles.

Im Jaehyun analisava algumas tomografias intracranianas em seu consultório absurdamente espaçoso, estranhamente o caso do enfermeiro que sofrera um gravíssimo acidente e estava interando na unidade de tratamento intensivo lhe intrigava bastante, mesmo tendo anos de experiência no assunto ele não tinha certeza do que poderiam fazer a respeito daquilo, talvez optar pela cirurgia fosse deixar-lo com sequelas severas, ou iria matar-lo e caso simplesmente ficassem naquele impasse sem solução, o rapaz morreria de qualquer maneira.

— O inchaço no crânio diminuiu visivelmente, mas é arriscado... — Constatou desanimado estudando as imagens detalhando o edema visível instalado numa área realmente comprometedora do cérebro.

— Ele está ficando sem tempo sunbae... — O cardiologista exclamou angustiado sentindo seus olhos instantaneamente aderem quando as lágrimas vieram incontroláveis, os médios ainda na faculdade são cruelmente preparados para vivenciarem situações difíceis como aquela durante suas residências - encarando tudo como algo corriqueiro -, por que dão notícias de falecimentos inevitáveis todos os dias, mas no momento em que as coisas são invertidas e algo acontece envolvendo pessoas que amam os sentimentos mudam drasticamente, agora o moreno compreendia como amigos e familiares sofriam quando seus entes queridos corriam perigo de vida. — Nós vamos perder-lo se continuarmos nessa indecisão! — Ralhou sentando numa das poltronas desocupadas, seus ferimentos não foram tão feios e vinham melhorando impressionantemente, mas ainda era necessário manter os curativos constantemente trocados pelos próximos dias, além do gesso imobilizando uma fratura no braço direito. — Nós precisamos do melhor neurocirurgião dessa cidade, pelo amor dos céus deve existir alguém disposto a fazer alguma coisa por ele... — Lamentou meio desesperado não enxergando nenhuma saída eficaz.

— Infelizmente o melhor neurocirurgião daqui está aposentado faz tempo, não exerce mais sua profissão por opção pessoal... — Comentou entristecido recordando do seu primogênito, ele certamente era o profissional mais adequado para assumir aquele tipo de caso especial, mas no instante em que preparava-se para confortar seu competente cardiologista a porta foi aberta num rompante revelando a figura do seu único filho lhe encarando seriamente, e consequentemente atraindo a atenção do homem acomodado no estofado estudando suas feições, reconhecendo-o nas fotos que seu chefe mantinha discretamente posicionadas em sua mesa de trabalho. — Filho... O que está fazendo aqui? — O pai questionou admirado, indo abraçar-lo apressadamente causando comoção no acobreado agarrando o homem que lhe ensinou todas coisas das quais necessitava saber quando mais jovem, repassando seus valores morais e éticos.

— Appa... O senhor está me esmagando. — Avisou sorrindo minimamente e afrouxou seus braços cumprimentando o patriarca da família, percebendo a presença do jovem médico de madeixas negras fartas confrontando-o visualmente. — Sou Im Jaebum! — Apresentou-se educadamente recebendo uma breve mesura em recompensa ao seu cumprimento formal.

— Park Jinyoung cardiologista, é uma enorme satisfação finalmente conhecer o filho do meu sunbae, eu sou um grande admirador desse médico excepcional que é o seu pai! — Elogiou soando verdadeiramente sincero porque o outro conseguia distinguir aqueles que mentiam apenas para agradar, mas via nobreza nas iris daquele moreno amigável. — Poderíamos ter nos conhecido num momento mais agradável que este... — Lamuriou-se e o homem de cabelos grisalhos concordou em silêncio compartilhando da tristeza alheia, mesmo não conhecendo o enfermeiro profundamente recordava-se do rapaz sempre cumprimentar-lo usando um sorriso amistoso nos lábios, era simplesmente impossível não gostar dele, por que quando Jinsoo - seu esposa -, sofrera um pequeno acidente doméstico ganhando uma queimadura por consequência do forno quente demais, fora Youngjae quem cuidara dela atendendo a mulher com todo carinho e atenção desse mundo, ignorando completamente o fato dela ser esposa do presidente - ele nunca fazia distinções pelas classes sócias ou outros quesitos -, e obviamente a omma de Jaebum ficara automaticamente encantada caindo de amores pelo jovem prestativo, tornando-se umas das pessoas abaladas com a notícia do acidente.

— Aconteceu alguma coisa? — O médico inativo na profissão questionou cautelosamente evitando ser inconveniente, porém foram interrompidos pela entrada surpreendente da sua mãe, que agarrou-se ao filho apertando-o até deixar-lo sem fôlego.

— Que surpresa meu bem! — Disse acariciando as bochechas e o acobreado notara seus olhos avermelhados dando sinais de que havia chorado instantes atrás. — Estou vindo da UTI, eles permitiram minha entrada parcial, não pude entrar exatamente no quarto, mesmo assim consegui ver-lo pelo vidro. — Comentou conseguindo um maneio de cabeça do cardiologista visivelmente desolado.

– Afinal de contas, porque vocês parecem tensos pela mesma razão? — Indagou o lenhador confuso.

— Youngjae, meu melhor amigo está entre a vida e a morte... — Jinyoung justificou sendo desnecessariamente esclarecedor, mas ele não estava com paciência suficiente para formalidades ou rodeios.

— Eu conheço seu amigo, foi na minha casa que ele ficou abrigado naqueles dias de nevasca! — Informou conseguindo um par de olhos escuros atônitos processando sua revelação.

— Então você é o Jaebum de quem ele tanto falava! — O Park concluiu abismado franzindo cenho raciocinando rápido demais, por que o mundo poder ser espantosamente pequeno e criar ligações improváveis entre tantas pessoas anteriormente desconhecidas - mas agora presas numa única trama de acontecimentos inexplicáveis. — Minha nossa, eu nem sou capaz de nomear isso como uma simples coincidência...

— É exatamente por ele que estou aqui, seus amigos Jackson e Bambam foram me procurar mais cedo para pegar o carro dele que estava guardado comigo. —Explicou e o moreno assentiu lembrando-se do empresário ter ligado avisando que tinha resgatado o veiculo, e de quebra conhecido o tal lenhador famoso - motivo do falatório desenfreado do loirinho durante o caminho de volta. — Appa eu quero ver os exames dele! — Afirmou separando-se da mãe que simplesmente não acreditava naquela mudança repentina.

— Filho o que você... — Jaehyun buscava clarear seus pensamentos que estavam parecendo um furacão.

— Tem sete anos que não faço mais isso e sei quanto estou enferrujado, entretanto, acredito que os procedimentos provavelmente nem dever ter mudando tanto assim, ainda sou perfeitamente capaz... — Assegurou mostrando que não recuaria da sua decisão. — Preciso retomar as redás da minha vida novamente, não vou salvar ninguém me escondendo num chalé nas montanhas como um criminoso faria, aquela tragédia não foi culpa minha eu fiz tudo que poderia fazer para salvar-la, mas a vida segue para quem fica aqui, estou descumprindo covardemente os juramente que prometi honrar na formatura... Youngjae finalmente foi quem abriu os meus olhos dizendo que existem pessoas precisando de mim, e ele está nessa situação agora... Não posso ser covarde dando-lhe as costas desse jeito, e cruzando os braços esperando que morra.

— Você é um médico incrível, estarei rezando para que os céus guiem suas mãos como antigamente... — Jinsoo incentivou confiante beijando amorosamente sua face, analisando as feições orgulhosas do marido vendo seu filho reerguendo-se das cinzas.

— Appa, peça para que preparem o centro cirúrgico, por favor... — Ditou estudando as tomografias e ressonâncias magnéticas computadorizadas, realmente não haviam ocorrido mudanças tão absurdas como imaginava, seria extremamente arriscado fazer aquilo sem uma probabilidade muito animadora, mas a ousadia de um médico pode decidir sobre o futuro de um paciente em estado critico. — Eu vou operar-lo, Jinyoung nós ainda não sabemos que rumos esse operação vai tomar, e eu posso precisar de um cardiologista competente... Você acha que está em perfeitas condições emocionais e físicas para me auxiliar hoje? — Jaebum tinha um espírito natural de liderança indiscutível - fora lapidado para comandar aquela potência no futuro desde cedo -, ninguém ousava questionar-lo.

— Estou, ainda consigo ressuscitar alguém usando uma única mão! — O moreno assegurou depositando confiança na seriedade do acobreado decidido, eles com certeza formariam uma boa dupla e o loiro estaria em mãos excelentes. — Vou apenas avisar ao meu esposo.

— Perfeito, me encontre na sala de cirurgia em alguns minutos! — Informou observando-o sair acompanhando sua omma, dizendo que queria falar com um tal de Mark também, pois estimava muito aquele casal, fazendo concluir que eles eram evidentemente casados, assim como o platinado e o tailandês.

— Jamais perdi minhas esperanças de que algum dia você voltaria, afinal o bom filho a casa torna! — Argumentou o pai sorrindo meio afetado ainda. — Você sabe dos riscos dessa cirurgia, mas sua competência é inquestionável então vou apenas lhe desejar sorte!

— Obrigado appa... — Agradeceu relaxando os ombros largos, ele tinha deixado Nora sob os cuidados dos empregados que trabalhavam na mansão dos pais por que necessitaria de tranquilidade máxima acima de tudo, sem preocupações secundarias que pudessem eventualmente desviar-lo do seu foco principal.

Como se os olhares intrigados trazendo questionamentos sobre sua presença inesperada no hospital não fossem incômodos o suficiente, alguns funcionários mais antigos o reconheceram no mesmo momento que parou sua caminhonete na portaria da unidade hospitalar - ele captou comentários e expressões surpresas nos corredores por onde passou e sorrisos oferecidos de algumas enfermeiras atiradas.

— Existe algo a mais que você esta preferindo não me contar? — Desconfiado resolvendo sondar o mais novo, sabendo do interesse dele no mesmo sexo durante sua adolescência, eles nunca foram pais opressores sempre deixando claro que amor é um sentimento independente do gênero ou de qualquer outra coisa, pessoas são seres humanos, não garrafas que precisam ser rotuladas para terem identificação na sociedade, foi uma surpresa quando ele apareceu anos depois namorando a jovem Lisa - surpreendendo seus pais principalmente.

— Ainda não posso afirmar nada sobre isso, ainda mais agora seria precipitado demais, no entanto... Talvez nós dois estejamos romanticamente envolvidos, mas isso vai depender dos próximos acontecimentos. — Contou coçando os cabelos desalinhando seu topete.

— Tudo bem, mas apenas reforçando eu gostaria que você soubesse de uma coisa, eu e sua mãe faríamos muito gosto, ela adora o Youngjae!

— E quem não o adora? Mas fico feliz em saber! — Jaebum garantiu reprimindo um sorriso.

 

 

 Eles não poderiam fazer nada que fosse burlar as regras, então os documentos e autorizações foram feitas pela parte burocrática do hospital onde exigiram que todos os tramites legais fossem rigorosamente cumpridos, por que o ruivo passara muito tempo afastado da profissão, mas não encontraram muitas dificuldades e meia hora depois estavam apostos no centro cirúrgico trajando as típicas vestimentas esverdeadas usando mascaras e toucas também, o neurologista chamou pessoas de sua extrema confiança como os médico que o auxiliariam naquele procedimento, dentre eles estavam Shin Hoseok e Lee Jooheon dois traumatologistas especialistas em lesões intracranianas, enquanto Jinyoung monitorava os batimentos cardíacos - disponível para qualquer eventualidade.

 Mark tinha optado por ficar aguardando na sala de espera porque os pais do enfermeiro não puderam vir por estarem sem condições financeiras para bancar uma viagem tão custosa de Mokpo até Seul, eles acabaram oferecendo uma ajuda em dinheiro disponibilizando as passagens, e mesmo não concordando o casal Choi acabou aceitando aquela oferta gentil dizendo que pagariam assim que fosse possível - mas chegariam somente no dia seguinte e ficariam hospedados num hotel próximo dali.

 

(...)

 

— Olha só para você... — Jaebum murmurou curvando-se um pouco sobre a cama encurtando a distancia entre eles ignorando os olhos sobre os dois - ele não estava dando a mínima para ser franco. — Pela primeira vez não estou te ouvindo fazer perguntas inconvenientes ao meu respeito. — Sorriu pequeno admirando o menor - tendo um tubo enfiado em sua garganta permitindo que continuasse respirando regularmente -, e seu corpo anestesiado tentando recuperar-se dos machucados provocados pelo acidente. — Quero te conhecer melhor e poder me encantar um pouco mais com você, mas é necessário que colabore comigo hoje... — Sussurrou beijando delicadamente a testa alheia notando que suas madeixas caramelizadas foram completamente raspadas acima trauma no intuito de facilitar a operação.

— Ele tinha verdadeira adoração pelo cabelo, serei um homem morto quando nosso sunshine acordar... — O cardiologista gracejou conformado contemplando a respiração serena do melhor amigo, ele surtaria quando desse falta dos cabelos ligeiramente cumpridos. Eles trocaram olhares cúmplices enquanto o neurocirurgião posicionava-se sentindo suas mãos tremerem assim que pegou no bisturi afiado pronto para começa. — Você consegui, Jae gostaria que acreditasse em si mesmo agora! — Sentenciou passando confiança e seus colegas de profissão assentiram coletivamente demonstrando que ele estava bem alicerçado para prosseguir. Jaebum respirou preenchendo os pulmões de oxigênio jogando suas inseguranças de lado e iniciando os primeiros cortes.

  

Foram praticamente duas horas dentro da sala porque era uma operação extremamente delicada, mas surpreendentemente o acobreado conseguiu levar tudo de uma maneira natural como se realizar cirurgias minuciosas fizesse parte da sua rotina diária novamente, dizem que certas coisas na vida nós jamais esquecemos, e agora ele comprovava isso na prática.

Os últimos procedimentos foram realizados pelo doutores Shin e Lee que finalizavam dando os pontos finais com habilidade invejável comentando que nem haveriam cicatrizes quando o cabelo crescesse de novo, Wonho enfaixou a cabeça do ex-loiro anestesiado cuidadosamente, protegendo das eventuais infecções hospitalares que pudessem acontecer, afirmando que dificilmente ele teria alguma sequela.

O Choi foi removido para uma área especial feita para receber unicamente pacientes do pós-operatório - sendo colocado num quarto particular solicitado pelo doutor que voltara a ativa -, fazendo inúmeras exigências deixando claro que qualquer alteração no quadro clínico fosse imediatamente comunicada pelos enfermeiros encarregados do monitoramente dele -, pois as próximas horas seriam decisivas.

— Você pretende voltar definitivamente para o seu cargo na vice-presidência? — Jinyoung interrogou dando goles generosos no seu copo abarrotado de café no intuito de espantar o sono chegando, seu marido não resistindo ao cansaço tinha adormecido no sofá aconchegante que o cardiologista matinha no consultório para ocasiões isoladas onde precisassem dormir devido aos plantões exaustivos, enquanto isso eles conversavam baixinho acomodados no estofado de dois lugares, e neurocirurgião acompanhava o moreno na bebida escura revigorante.

— Falando sinceramente, aconteceram tantas coisas ultimamente que eu não tenho mais certeza de absolutamente nada. — Não que tivesse magicamente mudando seu temperamento arisco da noite para o dia - até porque milagres não acontecem assim -, mas era bom conversar e dividir seus problemas com alguém que lhe entendesse não correspondendo com latidos como seu animal de estimação costumava fazer, aquele pensamento arrancou um sorriso tímido do homem, o Park parecia ser alguém leal e confiável. — São tantos problemas para serem resolvidos...

— Concordo plenamente... Como minha omma diz, dias melhores virão! Mas você é um profissional incrível e demonstrou sua garra hoje assumindo os riscos apostando na sua capacidade como médico, não consigo te imaginar fazendo algo diferente disso aqui, quando a medicina está enraizada nas nossas entranhas não adianta tentar fugir, ela te persegue onde estiver se escondendo.

— O pior dessa conversa toda é que você está totalmente certo... — Admitiu formando um bico contrariado nos lábios levemente rechonchudos, analisando o pediatra dormindo como se nada estivesse acontecendo ao redor e eles nem existissem dentro daquele cômodo. — Aqueles seus amigos influenciaram bastante nessa minha decisão de aparecer aqui hoje. — Comentou analisando brevemente o homem alheio ao mundo exterior certamente pedido em sonhos.

— Jackson e Bambam são seres humanos simplesmente incríveis, eles têm um poder de persuasão exclusivamente deles... — Disse conseguindo uma risada discreta de ambos controlando seus instintos para não acordar-lo sem necessidade.

— Agora eu entendo o porquê de Youngjae falar tanto em vocês, são boas pessoas! — O ruivo divagou, perdendo-se um pouco na forma como o moreno encarava seu marido, pois eles eram a personificação daqueles famigerados casais apaixonados que podemos encontrar nos livros de romance julgando pelos olhares derretidos que sempre trocavam de maneira involuntária. Ele secretamente começava a imaginar como seria ter um relacionamento solidificado ao menos semelhante aquele, mas quem sabe o destino lhe desse uma segunda oportunidade?

 

(...)

 

Suas pálpebras tremularam e ele finalmente despertou limpando parcialmente seus olhos organizando sua visão momentaneamente embaçada, percebendo que tinha adormecido enquanto conversava trivialidades com o cardiologista, mas estranhamente encontrava-se sozinho identificando a ausência do seu mais novo segundo casal preferido, imaginando que eles deveriam ter ido embora e depois voltariam, em todo caso, sua atenção foi tomada quando um enfermeiro apareceu dando batidas contra a porta.

— Doutor Im, seu paciente acordou! — Uma das enfermeiras avisou soando respeitosa, indo lidar as boas novas.

— Obrigado eu estou indo! — Exclamou recuperando o fôlego, agora não era o momento de fraquejar precisava ser novamente corajoso, caminhou entrando no banheiro existente no consultório bem equipado do seu novo colega de profissão e provável amigo encontrando escovas reservas nas embalagens lacradas, ele fez sua higiene pessoal lavando o rosto em seguida - necessitava ficar pelo menos apresentável. Perdeu alguns poucos minutos contendo a próprio ansiedade sentindo as palmas das mãos suando frio delatando todo nervosismo que tentava inutilmente camuflar, mas enchendo-se de coragem o homem de 32 anos irrompeu pelos corredores pegando um dos elevadores subindo para o décimo primeiro andar do enorme prédio. Suas orbes apreensivas capturaram a imagem dos quatro homens reunidos conversando animadamente com alguém que estava deitado confortavelmente na cama, todos tinham sorris esplendorosos decorando seus rostos bonitos. — Com licença... — Exclamou anunciando sua chegada calmamente entrando no quarto decorado, vendo as iris inconfundivelmente belas do pequeno recaindo sobre ele. — Você não deveria se esforçar tanto moçinho... — Advertiu o médico soando profissional passando repreensões - bronqueando como seu pai fazia com os outros pacientes mais levados -, ganhando uma risadinha do enfermeiro que chamou incentivando que ele se aproximasse enlaçando seus dedos nos do menor.

— O que meu antipático lenhador faz vestido de médico, é algum fetiche? — Interrogou descontraído.

— Você e seu comportamento intrometido! — Jaebum fingiu indignação rolando os olhos tediosamente.

— Eu não posso ser tão insuportável assim, caso contrário, você não teria salvado a minha vida hyung, mas estou meio careca agora e posso não parecer tão bonito quanto antes... — Gracejou conseguindo algumas risadas descontraídas até mesmo do maior. — Muito obrigado, nunca vou poder pagar! — O jovem disse genuinamente emocionado, eles estavam visualmente conectados ignorando os casais encostados no cantinho da parede trocando sussurros e sorrisos suspeitos.

— Você pode começar quitando sua dívida, aceitando jantar comigo qualquer noite dessas depois que receber alta... — O primogênito dos Im sugeriu fazendo pouco caso.

— Fechado! — O menor aceitou sorrindo bobamente.

 

(...)

Dois Anos Depois...

 

O vento batia levemente contra seu rosto acariciando sua pele macia com uma brisa suave enquanto balançava sutilmente as pétalas das rosas que jaziam enfeitando o túmulo onde ele estava debruçado enquanto seus dedos escorregavam acariciando a fotografia da mulher sorridente encrava na lápide em mármore contendo seu nome, data de nascimento e falecimento também.

— Onde quer você esteja, eu espero que fique feliz por mim Lisa... — Iniciou seu monólogo encarando a foto como se a imagem pudesse corresponder, ou pelo menos lhe passando a ilusão de estar sendo no mínimo ouvido. – Infelizmente nós dois tivemos nossa felicidade interrompida, mas ás vezes fico imaginando se você não acabou tramando para que eu encontrasse alguém, e fosse presenteado com uma nova chance de ser feliz... Você foi uma mulher incrível muito obrigado por aqueles anos bons que vivemos juntos, agora estou seguindo minha vida como você pediu antes de partir. — Falou sorrindo verdadeiramente contente e emocionado permitindo que as lágrimas rolassem livremente por seu rosto. Seus olhos estudaram a aliança grossa de ouro rodeando seu dedo anelar da mão direita revelando que estava noivo para quem quisesse ver, ele Youngjae estavam de casamento marcado e união em matrimônio aconteceria brevemente para felicidade de suas famílias que tornaram-se muito próximas, assim como os outros quadro estendendo seu ciclo de amizades.

— Tio JB vamos embora! — A pequena Yerin chamou retirando-o dos seus devaneios mentais, ela tinha finalmente conseguido vencer o câncer infantil e agora ostentando cinco anos de idade fora adotada por pais amorosos, Mark e Jinyoung sempre nutriram um carinho especial pela menininha de madeixas acastanhadas porque seu cabelo tinha crescido outra vez, então apenas formalizaram aquela situação entrando na justiça obtendo a guarda legal dela. O neurocirurgião girou seu pescoço encontrando o noivo segurando a mão da garotinha adorável, ambos sorrindo em sua direção, ele jamais fora contra as suas visitas mensais ao túmulo da falecida, pelo contrário - na maioria das vezes até o acompanhava trazendo flores bonitas também alegando que Lisa merecia. — Os tios Jackbam me dar uma boneca. — Informou animada.

— Seus tios sempre cumprem suas promessas! — Youngjae assegurou dando uma piscadela observando o maior agarrando a mão livre da baixinha sapeca.

— Com certeza! — Jaebum afirmou roubando um selinho do companheiro, ouvindo os resmungos da garotinha dizendo que seus pais também faziam aquilo e era estranho, provocando risadas nos dois homens seguindo seu caminho para fora do cemitério passando pelos arcos floridos adornando a entrada daquele lugar.

 

Eles não puderam ver logicamente - pela incapacidade dos olhos humanos -, mas Lisa estava ali sorrindo verdadeiramente feliz, agora sim sua jornada tinha chegado ao fim e ela poderia descansar em paz; sabendo que seu marido era amado novamente por alguém especial.

 

Fim.


Notas Finais


Desculpem qualquer erro :D
E sim eu sou loka nesse homem e imaginar um Im Jaebum de lenhador sexy e charmoso me passou mesmo pela cabeça kkkkkk !!! Alguém me ajuda ¬¬...
Obrigada por lerem!!!


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