História Àgua antes de joias - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bts, Hoseok, Hyuna, Investigação, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjoon, Seokjin, Shortfic, Taehyung, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 94
Palavras 2.456
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi amores! Voltei!
Fui rapida, né?
Prontos pro cap 2?

Capítulo 2 - A torneira de Benitoíte



Park Jimin admirava seu anel pela milésima vez.

Seu noivo, Jeon Jungkook, era realmente um homem muito rico e devia ter gasto mais do que o valor de seu rim para comprar aquele anel de noivado para si.

Parecia simples, mas com certeza era muito caro.

Uma circunferência de ouro branco com uma pedra azul de enfeite, uma Benitoíte brilhante.

Era um anel bem mais bonito do que o que achava que merecia, mas não iria reclamar, a culpa não era dele se seu noivo gostava de mimá-lo.

Sorriu largo com um eye smile adorável e correu tomar seu banho.

Já era sete horas da manhã e ele precisava chegar rápido no laboratório.

Claro que, com toda a fortuna de Jungkook, ele podia sim não trabalhar nunca mais, mas gostava muito de ser um cientista. Adorava descobrir coisas novas e criar mil e uma teorias, era um jovem muito curioso e não podia haver um emprego melhor para si.

Terminou o banho gelado, para despertar, rapidamente e vestiu uma roupa simples.

Calça jeans branca, camiseta com estampa, um casaco escuro por cima de tudo e, na bolsa, seu jaleco branco para vestir assim que chegasse ao laboratório.

Suspirou profundamente ao ver, mais uma vez, o anel caro em seu dedo miúdo.

Nao conseguia acreditar que se casaria com Jeon Jungkook, o amor de sua vida.

Ele e Jungkook haviam se conhecido na época da escola, no ensino médio. Jungkook era um garoto popular e arrasador de corações enquanto Jimin era apenas um menino qualquer que não chamava muita atenção - Embora o Jeon insistisse em dizer que sempre havia reparado na beleza do ruivo, que, na época, era loiro.

A histórias dos dois parecia um romance bobo e clichê, e talvez fosse mesmo, mas não deixava de ser linda e, de longe, a história favorita do Park.

Os dois se casariam em cinco messes e suas mães já estavam enlouquecendo com a preparação do casamento, o que deixava ambos - O Park e o Jeon - bem alegres, era bom ver suas famílias interagindo.

Jimin se apressou para chegar até o ônibus que pegava sempre, ao lado de casa. Eram apenas dois pontos para que chegasse até o laboratório e, mesmo que fosse em pé, não era cansativo.

O laboratório em que o ruivo trabalhava não era muito grande ou algo cheio de tecnologia como os de seriados tipo CSI, era um lugar um tanto simples até. Claro que haviam sim alguns equipamentos um tanto complicados de manusear, mas não era nada de mais, nada além do que qualquer cientista precisaria.

Assim que adentrou o laboratório o ruivo sorriu. Ele adorava aquele lugar, sempre se sentia tão vivo ali dentro, era incrível.

-Park! - A voz aguda o chamou.

Era Bae Hyuna, uma das cientistas do laboratório. Ela era formada em arqueologia, porém acabou não gostando do curso e se formou logo após em engenharia química. Era uma jovem muito bonita e inteligente e, com certeza, sua melhor amiga ali dentro. - Você viu os noticiários? - Perguntou ela enquanto levava uma mecha dos cabelos escuros e lisos - como o da grande maioria das asiáticas - para trás da orelha.

Jimin franziu as sobrancelhas confuso. Ele costumava ver as notícias apenas durante a noite. Park Jimin não era muito informado e, por isso, acaba se surpreendendo com algumas coisas que Bae Hyuna lia e o contava no trabalho.

Da última vez fora um atropelamento por trem… Que tipo de coisa essa garota lê?

-Não. - Jimin respondeu. - Você sabe que eu só vejo as notícias durante a noite.

Ela revirou os olhos em reprovação. Ao contrário do Park a Bae era muito bem informada e admirava muito isso em si mesma.

-Uma dona de casa, no paraguai, abriu a torneira e começou a sair um liquido azul de lá. Foram analisar aquilo e descobriram que era Benitoíte liquida.

-O que? - Jimin perguntou incrédulo. Aquilo parecia ridículo demais para ser verdade. - Você não acredita nisso, não é? - Perguntou com a voz carregada de humor.

-Eles gravaram isso. - Disse a garota.

-Ok… - Jimin não queria admitir que ainda não acreditava naquela besteira afinal, poderiam apenas ter colocado corante na água da moça e mentindo que era Benitoíte, então apenas mudou de assunto. - Am… Vamos trabalhar? Temos que fazer o que hoje?

-Já que terminamos o último projeto, aquele do hambúrguer, nos mandaram um novo. Eu acho que tem algo a ver com descoloração capilar… Querem que a gente aprove a segurança do produto, sei lá, ainda não me explicaram direito.

Tinha isso também. Mesmo que Park Jimin fosse muito inteligente ele havia acabado de começar a construir sua carreira profissional, então não tinha um emprego muito importante e com um salário gordo - não que precisasse desse tipo de coisa, não precisava.

Normalmente o laboratório em que trabalhava mechia com a fórmula de produtor de cabelo, alimentos, coisas assim. Pode parecer sem graça, mas Jimin gostava do seu trabalho. Claro que o ruivo sonhava em, um dia, se tornar um grande cientista e trabalhar num laboratório enorme, mas por enquanto estava feliz com o que tinha e com os dois salários mínimos que recebia.

Seu dia no trabalho teria sido completamente normal se não fosse pela ansiedade que o fazia sorrir de cinco em cinco segundos. Todos os seus colegas haviam reparado, mas nenhum deles disse nada além dos cochichos escondidos especulando o porquê da alegria do Park. Não que Jimin fosse mal humorado ou algo do tipo, longe disso, ele apenas parecia muito feliz naquele dia, bem mais do que o normal.

-Vai me contar o que aconteceu? - Perguntou Bae Hyuna após analisar alguma coisa branca no microscópio e fazer suas anotações com a caneta azul num papel peso a uma prancheta cheia de desenhos em sua extensão.

-Nao sei do que está falando. - Disse Jimin se posicionando no mesmo microscópio, pronto para fazer as próprias anotações.

-Você está sorrindo assim o dia todo. - Disse ela.

-”Assim” como?

-Como um idiota.

E Jimin a encarou, fazendo uma careta, mas logo desviando o olhar e anotando algo na folha presa em sua prancheta decorada com fotos suas e de Jungkook.

-Vou encontrar ele hoje. - Disse Jimin sorrindo mais largo ainda.

-O Jungkook? - Ela perguntou levantando as sobrancelhas para, logo em seguida, revirar as orbes negras. - Você sempre fica assim quando vai ver ele… Parece até que vão se encontrar pela primeira vez. - Falou cheia De deboche.

Por mais que fossem amigos Hyuna morria de inveja do noivado do Park já que seu namorado a traíra com uma estrangeira ruiva vinda da Escócia… Cachorro sem vergonha…

-Acho que ele sempre me anima, mesmo quando está longe.

O dia correu normalmente e de forma rápida. O tempo sempre passava aceleradamente quando Jimin trabalhava no laboratório fazendo o que amava e, quando viu, ele já havia recebido autorização para sair e ainda havia feito uma hora extra sem perceber.

Bem, não tinha do que reclamar, dinheiro a mais sempre é bom.

O Park se despediu de Hyna, que teria que ficar até mais tarde no laboratório para pagar o atraso de alguns dias atrás, e foi até o ponto de ônibus.

Não esperou mais do que dez minutos para seu ônibus chegar e o levar até em casa.

Num dia comum Jimin iria diretamente para sua cama, após um longo e quente banho, e dormiria tranquilamente, mas esse não era um dia comum, era o dia do seu aniversário de namoro e ele não poderia estar mais feliz.

Será que outros casais comemoram o aniversário de namoro depois de noivar?

Ele não sabia já que Jungkook fora seu primeiro namorado, mas queria contiNuar comemorando aquela data, era importante para ele.

Correu para dentro de sua casa para tomar um banho e tirar aquele cheiro de produto químico e descolorante do corpo. Ele e Jungkook haviam combinado de ir até um restaurante da cidade e o moreno logo chegaria para buscá-lo.

Jimin adorava sair com o noivo, mas nunca para lugares tão públicos como um restaurante caro. O Park preferia mil vezes ficar em casa ou num parque durante a noite, agarrado ao seu moreno e trocando alguns beijos apaixonados, mas Jungkook havia insistido naquele restaurante e Jimin decidiu ceder afinal, relacionamentos exigem sacrifícios.

Jimin caçou as chaves da porta de casa no bolso direito da calça branca e logo a encontrou. Encaixou o objeto de metal na fechadura e deu duas voltas, com um barulho áspero, para destrancar.

Suspirou baixinho, cansado, antes de abrir a porta e levar um pequeno susto.

Seu coração acelerou imediatamente.

O chão de madeira de sua casa estava repleto de velas vermelhas, em cima de pequenos pratos dourados, e um cheiro de baunilha tomava conta do lugar. Junto as velas ele encontrou algumas pétalas de rosa espalhadas numa trilha bonita. A luz apagada da casa fazia aquilo tudo ainda mais perfeito e Jimin não conseguiu conter o sorriso ao perceber que aquilo era obra de seu namorado.

Jeon Jungkook sabia que ele não gostava de almoçar fora e havia armado aquilo tudo.. Safado.

Jimin não acendeu a luz, não queria estragar o clima. Ele apenas adentrou sua residência, lentamente, e seguiu a trilha de pétalas tomando cuidado para não acabar pisando em nenhuma. Parecia um pecado estragar algo tão bonito.

A trilha passou pela sala e o levou até a cozinha, onde as luzes também estavam apagadas.

Ao adentrar aquele cômodo encontrou Jungkook sentado numa cadeira marrom, a mesa coberta com uma toalha branca rendada e com um almoço suculento a mostra numa prataria fina, uma vela um pouco maior no centro da mesa, iluminando rosto bonito do noivo, fazendo contraste com sua pele.

Perfeito.

-Jungkook… - Jimin sussurrou por entre o sorriso largo que não largava seu rosto.

-Feliz aniversário de namoro, amor. - Disse o moreno sorrindo na direção do Park. - Seu cabelo fica tão bonito na luz das velas.

E Jimin corou com o elogio.

-Achei que gostasse mais de quando eu era loiro.

-Gosto de você de qualquer jeito, você é sempre lindo mesmo.

E Jimin suspirou apaixonado.

Como Jeon Jungkook não conseguia ver que o único lindo ali era ele?

O jantar foi perfeito.

A comida estava ótima, a carne bem passada, o suco era delicioso - Já que Jimin não bebia nada alcoólico- e o cheiro de baunilha do lugar o envolveu maravilhosamente.

Eles conversaram incansavelmente e se deixaram mergulhar nos olhares apaixonados um do outro.

Até que Jungkook resolveu tocar num assunto que o Park já havia ouvido antes.

-Você ficou sabendo daquela coisa das joias?

Jimin franziu as sobrancelhas em confusão.

-Que coisa? A da mulher que abriu a torneira e encontrou Benitoíte?

-Nossa. - Jungkook respondeu sorrindo. - Achei que você só visse as notícias de noite.

-Hyuna me contou hoje, no trabalho. - Explicou o ruivo. - Porque?

-Aconteceu de novo. Saiu no jornal hoje a tarde. Aquele jornal on line que eu acompanho, sabe?

Jungkook era outro que gostava de notícias, assim como Hyuna, e vivia acompanhando mil e um sites diferentes.

-Sei sim. O que aconteceu?

-Encontraram mais sete casas com o mesmo problema. Essas famílias estão ricas agora. - Disse rindo baixinho.

Jimin deu de ombros sem se importar muito com aquilo.

-Deve ter uma explicação. - Disse ele.

-Tem gente por aí dizendo que é bruxaria. - Sim, Jungkook apenas havia contado aquilo para irritar o noivo. Ele sabia que Jimin odiava superstições e coisas sem sentido. Até porque o Park era um cientista, já era de se esperar que ele procurasse uma explicação para tudo.

-Isso é besteira. Daqui a pouco acham uma explicação e essa pessoas engolem essas palavras. Como alguém pode acreditar numa besteira dessas? - Perguntou, indignado, mais para si mesmo do que para Jungkook.

O moreno sorriu ao ver a reação do ruivo. Park Jimin ficava extremamente lindo quando se irritava e ele adorava ficar vendo suas expressões.

-Acreditam que isso pode acontecer mais vezes. - Disse Jungkook.

-Tomara que sim. Quanto mais gente rica no mundo melhor, não é? Eu adoraria que todo mundo fosse rico.

E aquele assunto morreu ali, como se não tivesse sido nada.

Claro que Jimin queria mais do que tudo agarrar o noivo, joga-lo numa cama e passar a noite toda fazendo amor com o mesmo, mas eles não podiam. Jungkook tinha uma reunião às onze horas e Jimin precisava descansar para ir trabalhar no dia seguinte.

Chato? Com certeza, mas era necessário.

Jungkook foi embora deixando um beijo nos lábios bonitos do Park e prometendo achar um jeito de o ver mais vezes.

Jungkook era muito ocupado com sua empresa - herança do falecido pai - e acabava tendo pouco tempo para o ruivo, mas Jimin não se importava muito com aquilo afinal, ele também era ocupado e nãoao faltava muito para estarem finalmente casados e as coisas melhorarem. Mal via a hora disto acontecer.

Ele suspirou baixinho ao encontrar a casa - cheia de pétalas de rosa e velas aromatizadas - vazia e começou a colocar tuda aquela bagunça no lugar.

Não demorou mais dobque meia hora para finalizar a faxina e tomar um banho rápido para poder ir logo se deitar.

O que ele não sabia é que uma grande surpresa o aguardava para o dia seguinte…

Xxxx

Jimin adentrou o laboratório as pressas. Estava vinte minutos atrasado porque seu ônibus sofreu um acidente e ele descobriu tarde demais, acabou que teve que ir andando até o local de trabalho.

-Park, onde você estava? - Perguntou Yoongi, seu chefe. - Precisamos de todos hoje, venha rápido!

Jimin achou estranho o chefe não lhe dar um bronca e apenas chamá-lo para trabalhar logo, mas não reclamou. Se Yoongi estava de bom humor naquele dia ele apenas iria agradeceu a Deus.

Assim que entrou na sala, onde todos os funcionários se encontravam junto de alguns dos equipamentos que utilizavam em suas pesquisas, estranhou de imediato.

Hyuna escrevia alguma coisa num computador um tanto antigo que eles tinham ali, Hoseok - Namorado de Yoongi - a ajudava lendo tudo o que a garota precisava escrever, Kim Taehyung parecia analizar algo dentro de uma caixa junto de Kim Seokjin e Kim Namjoon estava ocupado com o microscópio.

Aquilo até seria normal se não fossem por dois detalhes.

O primeiro era que todos pareciam desesperados demais, como se dependessem daquele trabalho para manterem seus empregos. E o segundo era que o cheiro de descolorante, que eles deveriam analisar para a impresa que os contratou, não estava nem um pouco presente na sala, o que significava que todos ali estavam trabalhando em alguma outra coisa… Mas o que?


Notas Finais


E ai? O que acharam?


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