História Ai no Monogatari - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Kakashi Hatake, Metal Lee, Mirai Sarutobi, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shikamaru Nara
Tags Borusara, Kakashi, Kakashi/oc, Kawasara, Naruhina, Sasusaku
Exibições 208
Palavras 2.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Saiu mais um Cap gostosinho. :3 Quero agradecer a todos que comentaram e estão curtindo a fic, ponto curtindo muito escrever. Sem mais delongas, vamos lá! :D

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Ai no Monogatari - Capítulo 6 - Capítulo 6

Naruto seguiu o rastro do filho, sabendo exatamente onde ele estaria. O chakra dele parecia bastante agitado, mesmo que ele tentasse manter uma calma ilusória. Acabou chegando no topo da montanha dos Hokage e viu Boruto de pé e em silêncio, em cima da pedra que simbolizava o seu avô, Minato, com o olhar compenetrado para a visão geral da Aldeia da Folha. Ela estava muito maior, do que jamais havia sido. Era uma vista bem bonita e inspiradora:

- É legal, não é?

A voz do pai, fez o garoto se virar, surpreso. Naruto se colocou ao lado do filho, sorrindo um pouco, tocando o seu ombro:

- Você está bem?

O garoto abaixou a cabeça, sem saber o que responder. Ele não conseguia formular uma frase que pudesse descrever como se sentia. Rejeitado? Triste? Abalado? Eram muitas emoções que circulavam o seu coração. O pesadelo que tivera, se moldando a imagem de uma Sarada feliz nos braços de outro. Aquilo fazia o seu coração doer de tal forma, que ele simplesmente tentava afastar aqueles pensamentos:

- Eu não sei se estou bem... - Ele respondeu tentando conter as lágrimas, em vão - Eu não sei como dizer isso. Eu...Ela...

- Acalme-se... - Ele bagunçou o cabelo do filho, com a voz complacente - Eu sei que está doendo.

- Sabe?

Boruto olhou para o pai, chocado:

- Claro que sim. Vou te contar uma coisa, mas fica entre nós, ok?

- Pai, não estou afim de ouvir histórias agora.

O loiro mais novo, respondeu desanimado:

- É uma história interessante. Você vai ver. - Ele convidou o filho para se sentar ao seu lado,enquanto observavam juntos a paisagem - Rejeição não é a pior coisa do mundo. Sabe disso, não sabe?

- Eu sei... Só estou, tentando processar a informação. Eu gosto da Sarada, de verdade. Mas se é para vê-la feliz ao lado e outro, eu não ligo.

- E você acha que ser infeliz, neste meio tempo, é a melhor opção para você?

- Não é isso! Eu que não... Sei lá.

- Você foi rejeitado e a ama, e quer vê -la feliz, eu entendo. Mas você também precisa seguir em frente.

- Eu não vou conseguir...

- Isso não é uma coisa imediata, Boruto. Leva tempo. Mas você também precisa seguir em frente.

- Você falando isso, parece ser fácil. - Boruto suspirou e Naruto sorriu:

- Eu sei que não é. Antes da sua mãe, eu passei um bom tempo apaixonado pela sua tia Sakura - Boruto o olhou surpreso - Eu sei, é estranho. Mas ela não me amava, entende? E por muito tempo, eu achei que se fizesse coisas para tentar conquista-la, que ela me amaria, inclusive, trazer o homem que ela amava de volta do caminho das sombras. - Boruto soube neste momento, que ele falava de Sasuke - Eu me contentei com idéia de que se ela estivesse feliz, eu estaria feliz. E isto, me machucou muitas vezes. Depois da guerra, mais do que nunca, eu saquei que este pensamento e todo aquele sentimento não fazia sentido, Sakura é uma grande amiga e sempre seria assim. Foi onde eu conheci a mãe da Elsa, Idun. - Boruto tinha ouvido poucas vezes o pai falando da mãe da sua irmã. Nunca entendeu o motivo disso - Eu não amei a mãe dela, mas confesso que foi uma das experiências mais intensa que tive. Não durou também, pois ela não me amava. O que tivemos foi... - A bochecha de Naruto,corou de falar aquilo tão abertamente:

- Sexual?

- Sim. Isto também não foi errado. Foi uma experiência, que eu precisei viver, para abrir os meus horizontes e ter uma noção mais ampla do mundo. - Neste momento, ele se lembrou do Ero-Sennin. Jamais imaginou que ele estivesse certo, talvez se ele estivesse vivo, teria sentido muito orgulho desta experiência de quando Naruto era um rapaz. Só ficaria decepcionado pelo fato de ele ter esquecido a camisinha e ter engravidado a moça: Foi quando eu percebi os sentimentos da sua mãe, na verdade, eu já sabia deles, mas era muito ingênuo à respeito do amor, que achava que o fato de a considerar uma amiga bem íntima, que aquilo era amor. Só que eu amava a sua mãe. E só fui perceber isto, quando achei que tinha perdido ela. Foi graças a Sakura que abriu os meus olhos que eu fui capaz de lutar por ela.

- Eu entendo...

- Você e Sarada são grandes amigos. Sempre foram. É ótimo que você deseja que ela fique feliz, mas você também precisa ser. Não dá para suprir o que você deseja, desta forma. Assim como Sarada, não é obrigada a te corresponder novamente, devido aos seus sentimentos. Isso só vai fazer ambos se sentirem mal, fazendo com que se afastem.

O olhar de Boruto cambaleou de triste:

- Eu sei...Tem razão, pai.

-Tire o tempo que precisa, para curar a dor do seu coração. Mas não se apegue a essa dor. Deixe, que ela seja uma experiência sobre o que não fazer da próxima vez.

- Responder na hora em que uma moça se declarar para mim, ao invés de fugir e ficar guardando isso e se culpando por mais de um ano.

O loiro mais novo respondeu em tom de deboche, onde Naruto concordou:

- É a melhor coisa que você pode fazer.

As palavras do pai foram um pouco duras, porém, Boruto sabia que precisava receber um choque de realidade daqueles. Ele amava Sarada, mas ela era a sua amiga, antes de tudo e ele sabia que independente de como seria o futuro, que a presença dela era importante no presente. Mas também sabia, que mesmo que sofresse por um tempo, por causa dos seus sentimentos, esse sofrimento não seria eterno, que não fazia sentido deixar que a dor o fizesse remoer os seus erros à respeito dela. Ele então, sentiu a mão pesada do pai pousar novamente em sua cabeça, como ele fazia, quando o filho era criança:

- Você cresceu muito.

- Senti a sua falta, pai.

A dor da rejeição iria passar. Ele sabia. O mais importante, naquele momento e Boruto sabia, era o amor das pessoas que estavam perto dele. Aquela sensação de conforto que teve após a conversa com o pai, fez tudo ficar mais tranquilo. Neste momento, o celular de Naruto tocou em seu bolso:

- Alô? - Era Shikamaru - Entendi...É, eu já estou indo. - Ele desligou o telefone em seguida, se levantando - Eu preciso ir, filho. Preciso resolver um assunto.

- Eu entendo. Obrigado pai.

Naruto deu um largo sorriso para o filho e ambos bateram os punhos, antes que o mais velho, desaparecesse em um nuvem de fumaça. Boruto voltou a observar a paisagem de Konoha, na hora certa, ele pediria desculpas a Sarada, ela com certeza estava preocupada. Talvez o namorado dela fosse um cara legal. Afinal, Sarada nunca se deixaria envolver por qualquer idiota que aparecesse. Ela também o havia esperado. Ele entendia. Mas as coisas tomaram outro rumo. O seu pai estava certo...

Se levantou depois de algum tempo, descendo a montanha dos Hokage, passando por Konoha,imerso em seus pensamentos. Ele precisava pedir desculpas a mãe, pelo que aconteceu. A sua tia Sakura:

- Você parece distraído.

A voz familiar entrou em seus ouvidos, enquanto ele descia às escadas de uma área que tinha alguns parques, com brinquedos, árvores e grama. Ele procurou a voz por um instante, até ver as figuras conhecidas deitados à sombra de algumas árvores, em um lugar escondido e bem discreto. Ele sabia por que estavam ali, afinal, não seria muito legal se vissem o filho do assistente do Hage fumando por aí:

- Shikadai! Quanto tempo!

Ele saiu do caminho se aproximando de onde o amigo estava deitado. Ao lado dele, estava Mirai Sarutobi, filha de Asuma Sarutobi e neta do terceiro Hokage. Ela era parceira de equipe de sua irmã e era um ano mais velha que ela, já que a irmã se formou um ano mais jovem. Junto deles, estava Anna, que era a terceira membro do time. Ela era uma ruiva, que dava em cima de qualquer coisa que respirava. Era estranho um time composto só de meninas, na época e por suas características físicas ( uma morena, uma loira e uma ruiva) se chamavam de Meninas Super Poderosas. Usavam até os nomes das personagens como codinome durante as missões:

- Florzinha. Docinho. - Ele cumprimentou às outras duas moças, que sorriram:

- Olha, se não é o filho pródigo. - Anna falou em seu tom zombeteiro - Você cresceu, em garoto! Quando foi que chegou?

- Hoje de manhã. - O jeito como a ruiva o olhava, deixava o loiro sem graça:

- Anna! Para de ser vagabunda! - Mirai repreendeu a amiga e sorriu para Boruto: Desculpe por isto. Ela não aprendeu boas maneiras.

- Eu não fiz nada de errado. Você se sentiu ofendido?

- Na verdade...

- Viu? - Ela o interrompeu novamente, sem deixar que ele completasse a frase -Ele é irmão da Lindinha. Nem liga para essas brincadeiras.

Boruto se sentou ao lado de Shikadai, lançando um sorriso forçado para a ruiva:

- Vocês duas são complicadas. Nem sei por que eu ando com vocês.

- Por que somos maiores de idade e você gosta de fingir que é um adulto, garotinho.

O moreno ignorou as garotas, virando a sua atenção para o amigo que não vai a tanto tempo:

- A sua irmã tinha dito ontem, que você ia chegar hoje. Eu achei que você ia estar mais animado de estar em casa, mais você parecia um cachorro que caiu da mudança. Você está bem?

- Mais ou menos. Eu conversei com a Sarada...

- Ah, então você já sabe? - Boruto balançou a cabeça, afirmativo - Pois é... É complicado. Mas ele não é um cara ruinzinho. Só é um pouco sério as vezes.

- Eu não quero ouvir sobre isso agora.

- E com razão. Foi mal.

- Mas e você? Como está?

- Bem, fazendo missões, relaxando às vezes. - Ele deu uma tragada em seu cigarro - Fugindo da minha mãe e do meu pai e das obrigações. O de sempre.

- Por que você tá fumando?

- É só uma válvula de escape. Mas não faço isso sempre. Uma vez ou duas por mês.

- Ele está fazendo isso, por que quer morrer cedo.

- Se eu morrer cedo, vai ser por ser um shinobi, não por cigarros.

Era verdade. Shinobis tinham uma estimativa de vida muito baixa. Só aumentou depois da Quarta Guerra Ninja, em que o mundo ficou em paz. Mirai deu um sorriso sem graça, não havia gostado da ironia. Afinal, o seu pai era fumante e morreu assassinado em uma missão, antes dela nascer:

- Você as vezes, é um idiotinha.

- E como estão Inojin e ChouChou? - Boruto mudou de assunto, amenizando o clima:

- Estão bem. ChouChou estava arrastando asa para aquele seu colega de equipe, o Mitsuki. Mas o rapaz não parece interessado nela e nem em nada. Já o Inojin...

A pausa de Shikadai foi estranha e não passou despercebida por Boruto:

- Inojin saiu do armário.

Aquela era uma notícia que Boruto praticamente, já esperava. Desde pequeno, ele não demonstrava interesse em outras garotas, de um jeito diferente de garotos que só eram tímidos demais. Mas não pode deixar de ficar surpreso, arregalados os olhos e fazendo uma expressão de choque:

- O queeee?! Então, ele se assumiu?

- Pois é... - Shikadai suspirou:

- E o que aconteceu depois?

- Ele ficou com uns caras. A tia Ino tinha ficado muito irritada, chorando por que nunca ia ter netos. Já o pai dele, achou super maneiro. Era uma coisa que ele não estava acostumado, então foi novidade. Mas ele está bem. Desde que ele contou para todo o mundo que era gay, ficou maisfeliz.

- Mas você é quem não parece muito feliz.

- Eu ainda acho um pouco estranho. Não sei dizer...

Eles foram interrompidos por um barulho de mensagem, no celular de Mirai:

- É a Elsa. Ela vai chegar um pouco atrasada hoje.

- Aposto que eu sei por que. - Anna brincou, com um tom sugestivo. Mirai a cutucou falando para ela se calar, fazendo sinal de que o irmão dela estava ali:

- Vocês estão cheias de segredinhos... - Shikadai zombou:

- A minha irmã está saindo com alguém?

- Não. - As duas falaram juntas, dando pouca importância para a pergunta: Precisamos ir.

As duas se levantaram se despedindo rapidamente dos dois garotos. Boruto ficou contrariado por um momento, mas acabou voltando a conversa com Shikadai. Aquelas duas estavam tentando esconder alguma coisa, mas o Uzumaki já tinha os seus próprios problemas para resolver e sabia que se a irmã estivesse saindo com alguém, que lhe contaria assim que tivesse oportunidade. De certo,que as duas garotas não sabiam claramente que Elsa estava em um envolvimento sério com Kakashi, mas tinham as suas suspeitas. Ainda assim, respeitavam as decisões da amiga e esperavam que tudo ficasse bem com ela.

Notas Finais


Altos momentos no capítulo:
Papo sentimental entre pai e filho (amo!)
Papo mais descontraído com o Shikadai.
Como eu nunca soube quem eram os membros da equipe da Mirai, pensei em algo assim e achei legal kkkk Gostei de escrever a dinâmica delas também.
Espero que tenham gostado. :) Bijus até a próxima. o/


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