História Ai no yamai - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Itasaku, Sasusaku
Visualizações 33
Palavras 2.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, leitores.
Desculpem pela demora, mas precisava comemorar meu aniversário com a minha família.
Trago mais um capitulo de Ai no Yamai.
Aproveitem!

Capítulo 3 - Perigoso


Fanfic / Fanfiction Ai no yamai - Capítulo 3 - Perigoso

Capítulo 2- 危ない - Perigoso 

 

A vida de Sasuke não era a melhor de todas. Ele tinha uma família que o amava. Isso foi antes. 

 Antes de sua família inteira ter sido assassinada. Ele não teve outra escolha a não ser tentar viver honestamente com o seu irmão, Itachi. 

Itachi tentou fazer de tudo para dar um futuro bom para Sasuke. Havia largado os estudos para trabalhar em dois empregos simultaneamente. Itachi já tinha seus 16 anos, e foi esse o único motivo de conseguir um emprego. Mas as dificuldades ainda continuaram a crescer. Um dia Itachi foi acusado de roubo no estabelecimento que trabalhava. Ele logo foi demitido, continuando só com um emprego que era muito pouco para os dois irmãos sobreviverem. 

Itachi foi um verdadeiro pai para Sasuke. Mas aconteceu algo que deixou o Uchiha mais velho desesperado. Sasuke adoecera. 

Então Itachi teve que entrar em um mundo sem volta. Ele teve que roubar alguns medicamentos para o irmão mais novo. Claro que Itachi não queria mais voltar a realizar tal ato, mas a necessidade o fez fazer coisas que nunca faria em um milhão de anos. Ele nunca se humilharia para aquilo. Mas Sasuke era importante demais para morrer. 

Itachi havia entrado para uma gangue, que logo cresceu e virou algo muito pior. Uma organização de assassinos de aluguel. A  Akatsuki

Itachi era um verdadeiro prodígio. Ele era muito inteligente e estrategista. Sem contar que era ótimo com artes maciais. Um prodígio que a Akatsuki nunca deixaria para trás. Foi a única forma de Itachi dar um futuro bom para Sasuke. E ele conseguiu. Sasuke comia bem e estudava em uma escola boa. 

Itachi pensava que seu irmão mais novo teria uma vida boa. Que ele faria uma faculdade e não seguiria o caminho sem volta do mais velho. Mas não foi exatamente isso que aconteceu. Sasuke acabou seguindo os passos do irmão mais velho. Ele havia formado uma gangue chamada Taka.  

As pessoas que seguiam Sasuke não era uma das melhores. E mesmo que Itachi o aconselhasse a abandonar aquele mundo, Sasuke nunca dava ouvidos. E aquilo acabava com a humanidade do irmão mais velho. De ver o irmão mais novo se destruir por sua causa.  

Itachi havia tentado de tudo para salvar seu irmão. Mas a cada dia que se passava, ele via como estava fracassando. As vezes ele pensava em morrer. Ele sempre teve aquele lado depressivo. As coisas nunca foram boas para ele. Se apaixonou pela pessoa errada, e quando os pais descobriram, o proibiram de vê-la. Ele viveu a adolescência pensando que era um monstro. 

Porque ele não podia ser uma pessoa normal? 

Quando tinha 15 anos havia tentado se matar. O mundo havia se tornado tão doente e insuportável de viver, que ele não aguentava mais. Itachi havia se trancado no banheiro e cortado os pulsos. Da maneira correta, na vertical. Ele sentiu a fraqueza da vida. A fraqueza de seu sangue correndo desesperadamente para fora de seu corpo. Quando estava perdendo a consciência, seu pai apareceu e estancou o sangue. Itachi apenas se lembrou de acordar em um quarto de hospital, com o semblante de decepção de seus pais. Novamente eles voltaram a julga-lo. Dizendo que o filho mais velho era um irresponsável que apenas queria chamar a atenção. Dizendo coisas horríveis. E Itachi não sabia se deveria acreditar ou não. Os dias nunca mais foram os mesmos. A chama do amor proibido ainda ardia em seu peito. E a vontade de se matar continuava ali, no cantinho mais obscuro de sua mente. Ele sabia que havia vivido muito pouco tempo para querer acabar com a vida.  

Ele não queria sobreviver aquilo. Mas ele sobreviveu. E um dia, perdeu tudo. O seu amor. A sua família. Ele poderia surtar e morrer junto com todos eles. Mas, ele olhou para o canto da sala e viu os olhos marejados de seu irmão mais novo. Sasuke ainda estava vivo. O menino tinha uma vida inteira pela frente. E Itachi não podia traumatizar seu irmão mais do que ele já estava. Então ele se mantéu vivo. Sobrevivendo. 

Por seu irmão. Ele criou forças onde não havia nada. Ele fugiu com Sasuke. Não poderia permitir que seu irmão mais novo fosse levado para um abrigo naquelas circunstâncias. Ele tinha que continuar sobrevivendo com Sasuke. E agora ele estava ali, sentado no chão de uma rua escura. Ele tampava o rosto, enquanto permitia as lagrimas se libertarem daquele corpo podre. Sua roupa estava suja de sangue. 

Sangue de outra pessoa. 

Itachi se odiava naquele momento. Por todas as escolhas horríveis que havia feito. Ele podia ter ido para um abrigo com Sasuke, e nunca teria sujado suas mãos de sangue. Ele foi egoísta, e agora pagava as consequências. Ele se perguntava o quanto ainda aguentava. 

Durante muitos anos, ele voltou a sentir o que sentia a 15 anos. A decisão que a morte era bem vinda naquele momento. Sasuke já estava crescido e tinha consciência de suas escolhas. E Itachi apenas queria acabar com tudo que estava sentindo. A dor, a podridão, a maldade, a tristeza... a solidão. 

Ele já estava morto por dentro. Ele só precisava libertar a alma imunda e machudada daquele corpo. Ele só precisava se libertar. 

Era isso que Uchiha Itachi pensava. 

 

*** 

 

-Olha, como pode dizer que sou irritante se nem mesmo me conhece? - Sakura havia perguntado interessada. - Eu não me lembro de você. 

-Eu infelizmente percebi isso. - Sasuke sorriu ironicamente. - Mas em compensação, eu sei tudo sobre você. 

-Você está blefando. -ela disse. 

-Você nasceu no dia 28 de março. Nasceu com os olhos verdes, e você odeia seus olhos mais do que a testa. Seu hobbie favorito é desenhar e cantar. E você realmente tem uma voz bonita. É inteligente, mas pessimista. Sempre foi assim. E continuo a pensar que continua sendo. Seus pais se importam mais em trabalhar do que com você. E você é filha única. 

-É agora que eu ligo para a policia? Porque eu tenho certeza que você é um stalker lunático. - ela o acusou assustada. 

-Pense no que quiser. Até mais, irritante-chan. - ele disse se virando para ir embora. Sakura não sabia se o impedia ou se ia embora também. Ela preferiu a segunda opção. Aquele garoto era estranho e assustador de mais. E ela tinha a total certeza que ele devia ser um otaku stalker qualquer. Ela também foi embora. 

Correu por entre as arvores. O mais rápido que podia. As vezes ela virava para trás para ver se estava sendo seguida. Ela ainda se perguntava como aquele garoto sabia tantas coisas sobre ela. E ela estava pensando se contava ou não para seus pais. Talvez eles ligassem para polícia, o que ia ser uma boa opção. Ou talvez pensassem que ela esteja fazendo mais um drama rebelde de adolescente. Quando entrou em casa, decidiu que era melhor não comentar nada. 

-Cheguei. - ela disse, retirando os sapatos. 

-Bem-vinda de volta, filha. - Mebuki sorria alegremente. As vezes ela era assim. Carinhosa e gentil como uma mãe de verdade. Outras, ela não ligava muito para o sentimentalismo (isso era a maioria das vezes). E Sakura teve certo receio de perguntar a causa de tanta felicidade. 

-Aconteceu alguma coisa? - ela perguntou para a mãe que arrumava a mesa de jantar, cantarolando. Com toda certeza havia acontecido algo. E Sakura só não sabia se aquilo era ruim ou péssimo. Ela queria que não fosse nenhum dos dois. Chega de estresse para um dia só. 

-Sim! Eu iria te contar depois do jantar, mas eu não aguento mais de tanta ansiedade. Eu e o seu pai vamos ter uma segunda lua de mel. 

-Quando? - ela perguntou desinteressada abrindo a geladeira. A casa de Sakura não era grande, mas também não era tão pequena. Ela achava confortável e adorava ficar lá quando não tinha ninguém. Depois do parque da Cerejeira, a sua casa (especificamente seu quarto) era seu outro refúgio. 

-Depois da amanhã! - sua mãe deu um grito de êxtase.  

-Depois da amanhã? Não é muito cedo? E o trabalho? - ela perguntou assustada. 

-Ganhamos férias Premium. Nós dois, juntos. Você acredita? Era tudo que eu precisava depois dessa longa vida que passei. Preciso relaxar em uma ilha exótica e ganhar um bronzeado dos deuses. 

Sakura engoliu uma uva que tinha pegado da geladeira. Ela estava contente dos pais terem um momento intimo só deles. Mas, seria injusto ela também participar? Ela queria também fazer parte da vida dos dois. Ela queria que eles parassem de joga-la para escanteio daquela forma. 

-Tudo bem. - ela disse pegando as torradas e sua geleia de morango. - Eu estou indo pro quarto. Bom jantar para vocês. 

-Bom apetite, querida. E caí em entre nós, que dia vai ter uma alimentação mais saudável? Você está engordando sabia? Só espero que não esteja gravida. Mas se estiver, que em nome de Deus o pai do meu neto seja rico. Eu sei que no fundo você não quer ser medica, amor, então trate de ficar linda o bastante para fisgar um gatinho rico, para que ele te banque. - ela piscou para Sakura. - E trate de engravidar logo. Pelo menos assim, você e o bebê terão alguma renda. É muito melhor do que a aquela porcaria toda de pintura. Nunca leva ninguém a nada. 

-Eu adoro a forma como você muda de assunto tão facilmente, mãe. Como adoro a forma que você me desqualifica a esse ponto. - ela acenou para a mãe. -Tchau. 

-Tchau, florzinha. 

*** 

 

Sakura ligou a tevê no ultimo volume, e gritou no travesseiro. O máximo que ela podia. Ela não sabia quando a mãe começou a odiar ela. Ou talvez a própria mãe esteja sofrendo de transtorno bipolar e ela não sabia. 

Ou, Haruno Sakura era o grande erro da história da vida dos pais.  

Sakura também tinha pensamentos suicidas. Ela pensava que morrer seria o fim de todos os problemas intermináveis de sua vida. E ela apenas queria descansar em paz sem nenhuma preocupação ou tristeza para lhe atormentar. 

Então por qual motivo ela ainda não cometeu o suicidio? 

Ela não queria dar esse gostinho para os pais. Se eles quisessem que ela fosse o ''problema'', por ela tudo bem. Ela seria o problema. O maior problema da vida deles. 

 

*** 

-Bom dia, turma. 

-Bom dia, professor Kakashi! - novamente todos os alunos se pronunciaram em pé. 

-Espero que vocês tenham lido o livro que passei na semana passada. Porque hoje cairá uma avaliação sobre ele no outro horário. Como sou um bom professor, faremos um debate sobre o que entenderam sobre o livro. Me impressionem e dê suas opiniões. - ele sorriu por debaixo da mascara, que usava por causa do resfriado. 

-Que livro era mesmo? - Kiba, havia perguntado confuso, ele não sabia nem que matéria Kakashi era professor. 

-Pelo amor de Buda, espero que pelo menos cinco de vocês tenham feito o dever de casa. Se não, zero pra turma. 

-KIBA SEU IDIOTA! -Tenten havia jogado seu estojo escolar na cabeça do Inuzuka. 

-Quem quer começar? - antes que Sakura pudesse levantar a mão, ela ouviu a voz que tanto lhe causava arrepio. 

-O médico e o monstro é um clássico. É uma vergonha não saber dar uma opinião fácil de uma história mundialmente conhecida. -Uzumaki Naruto se levantou com o olhar de superioridade para a turma. -Posso começar? 

-Por favor, Uzumaki. - Kakashi acenou para que Naruto começasse. Sakura não odiava Naruto, mas também não gostava. Ele era o tipico cara inteligente, gentil e legal que escondem corpos no porão. Naruto se encaixava perfeitamente como um psicopata. E só de pensar naquilo, ela o temia. Mesmo sendo coisa de sua cabeça, ela tinha certeza que ele não era o garoto bom que todo mundo pensava. 

-O estranho Mr. Hyde, é um homem abominável e cruel, mas que tem “passe livre” para a casa do famoso Dr. Jekyll, um respeitado homem da sociedade. E o advogado do Dr. Jekyll, Mr. Utterson tenta desvendar o motivo pelo qual seu amigo Jekyll é amigo de Mr. Hyde, um possível criminoso e talvez sociopata. 

-Qual a sua opinião sobre o livro? 

-Não achei muito tocante. O Dr. Jekyll tentou separar o bem e o mal de sua personalidade. Essa parte má, obscura, era o Mr. Hyde. Até porque, se você pensar bem, Hyde é uma abreviação de Hide do inglês que significa escondido. No fim, Dr. Jekyll apenas não quis aceitar que ele tinha uma parte sombria, que tinha desejos primitivos e doentios. É como Freud, dizendo sobre o Id do Inconsciente. Quem fez todas as atrocidades com as vitimas de Hyde, foi o próprio Dr. Jekyll. Ele teve escolha de parar e continuar, mas preferiu continuar. Até que ele aceitou o que era. 

-O que esse livro tem a dizer para você, senhor Uzumaki? - Kakashi perguntava ansioso. 

-Que ninguém é perfeito. As pessoas são só boas umas com as outras porque querem algo em troca. Como o paraíso, por exemplo. E por mais que uma pessoa tente dizer que é boa e pura de coração, ela sempre irá ter um lado sombrio. 

-Pode se sentar. Mais alguém? - ninguém mais respondeu. Sakura observou os olhares de admiração para Naruto. Ele era tudo que ela não era. Legal, inteligente, popular, bonito e que tinha pais que o amavam. Sem contar que ele namorava Hyuuga Hinata, a garota mais fofa do colégio. Ela só perdia para Ino. Mas com toda a maquiagem que a Yamanka usava, era impossível ganhar. Mas isso não a fazia pensar que ele não era um psicopata. Ela sabia só de olhar para a pessoa que ela tem uma espécie aterrorizante de Mr.Hyde dentro delas. Ela sentia isso quando encarava Naruto. 

Ela sentiu a espinha congelar quando viu que Naruto começara a encarar ela, como quisesse desvendar todos os segredos de Sakura. Ela virou a cabeça rapidamente e começou a rabiscar algo qualquer no caderno. 

Sakura era uma medrosa quando queria. E ela odiava admitir aquilo .

 

 ***


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até mais!


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