História Ainda gosto dele »» hunhan «« - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~fyhlugesan

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao
Tags Hunhan, Luhan, Mpreg, Sehun, Yaoi
Visualizações 268
Palavras 4.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noiteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, ou madrugada hshhddbchdhbhddbdhdb

Capítulo 9 - Decision


Fanfic / Fanfiction Ainda gosto dele »» hunhan «« - Capítulo 9 - Decision

» LuHan «

Não sei que horas são. O céu ainda está escuro, e eu ainda não consegui dormir. Mas como posso dormir?

Mesmo com tudo que está acontecendo, eu e Sehun fizemos sexo e... Céus! É como se tudo estivesse ali novamente, mesmo depois de dois anos. A paixão, o desejo, o prazer intenso.

Tudo. Nada havia mudado, nenhum sentimento.

Apesar de tudo isso, eu não posso deixar de me sentir culpado e arrependido por ter deixado as minhas emoções falarem mais alto que a razão. Não era o momento de estar resolvendo problemas amorosos, quando meu filho está perdido, assustado e sozinho. Hunjin é a minha prioridade, e não vou esquecer disso nunca mais.

E arrependido por... Irene.

Senti um toque em meu rosto, quando olhei pro lado vi que Sehun havia acordado.

– Por que está acordado? Ainda está de noite. – Ele falou com uma voz cansada.

– Não consigo dormir...

– Está pensando no Hunjin? Lu, não podemos perder as esperanças, temos que acreditar que...

– Sehun, a última coisa que eu vou fazer agora é deixar de ter esperança. Eu vou achar o meu filho.

– Nós vamos achá-lo.

Sehun apoiou-se no seu antebraço, e passou a me olhar. Meu Deus.. Eu não consigo evitar. Quando ele começou a acariciar a minha bochecha, eu senti as lágrimas escorregarem pelo meu rosto, porém elas logo foram secadas pelos selares suaves que Sehun deixava por todo o meu rosto.

– Eu não vou conseguir viver sem ele, Sehun...

– Nem eu...

» Minjae «

Acabei passando mais de um dia com a criança, porque ela ficou com febre e se recusava a ir pro hospital. Fiquei com pena de arrastá-lo pra qualquer lugar. Ele estava com um corpinho mole e deveria tá fazendo uns 9ºC lá fora. Não tive coragem de tirar ele de casa. Eu sei que é irresponsabilidade minha, eu deveria levá-lo mesmo assim. Os pais dele deveriam estar que nem loucos o procurando.

No dia seguinte, acordei com a criança pulando em cima de mim e acabando com a minha coluna.

– Pocotó, pocotó, pocotó! Vai, vai, vai! – Ele gritava.

– Neném, sai de cima do tio Min! – Pedi, mas ele não me obedeceu.

Eu me dei por vencido e deixei o garoto continuar com a aventura dele. Ele buscou um apoio para não cair de cima de mim quando eu me inclinei um pouco. Por que eu fiz isso? Ele agarrou meus cabelos, puxando fortemente.

– Hunjin! Não faz isso, machuca.

Sabe aquelas risadas gostosas de bebês? É a desse menino. Até tirou o meu mau humor matinal. Tomamos café e Hunjin deu um pouco de trabalho pra tomar banho. Mas, com muito suborno, consegui fazer ele tomar o banho.

Que pais horríveis. Essa criança é muito esperta. Esse banho, que ele recusou tanto a tomar, me custou minhas tartarugas de chocolate.

Hunjin não quis sair de casa enquanto o desenho do Power Rangers não tivesse terminado.

Fomos para o ponto de ônibus. Esperamos mais ou menos uns dez minutos até o nosso chegar. Levou uns quarenta minutos para que chegássemos na cidade da ilha. Desci com o menino nos braços porque ele agarrou no sono dentro do ônibus. Não demorou muito pra ele acordar antes de chegarmos na delegacia. Ele chorou por causa de um picolé que um moço estava vendendo na rua, e eu acabei comprando. Ele foi comendo e se lambuzando inteiro até a delegacia.

– Seus pais te criaram muito mal, garoto. Quando você quer alguma coisa, ou a gente faz, ou a gente precisa viver sem ouvidos pra não ter que aguentar seus berros.

– O papai me deixa chorando. – Ele disse.

– Você tem dois pais?

Ele afirmou balançando a cabeça enquanto dava uma mordida no picolé. Logo fez cara feia, pois seus dentinhos doeram assim que entraram em contato com o picolé extremamente gelado.

– Eles se chamam LuHan e Sehun...

– Ahhhhh, não sei quem são.

– Eu vim com meu papai Sehun, minha omma Irene e meu titio que nem você, o XinXin.

– Hum... Seu pai vai ficar muito feliz de te ver. – Sorri, lhe dando um beijo nas bochechas cheia de chocolate e ele riu. Meu Deus, que risada gostosa. A gente até mesmo esquece que o garoto é um chantagista. Ele riu com a boca toda melada. Seria a coisa mais nojenta se ele não fosse tão fofo.

Chegamos na delegacia e, assim que entrei, o garoto olhou sorrindo para um homem moreno, de cabelos pretos e um nariz meio achatadinho. Um gato, meu Cristo.

– HUNJIN! – Ele gritou, abrindo um sorriso largo e abrindo os braços vindo em nossa direção. O menino começou a pular nos meus braços, batendo palminhas e chamando por ele.

– Titio, titio!

Coloquei Hunjin no chão e ele saiu correndo para abraça-lo. O homem agarrou a criança no ar, porque a mesma deu um salto quando chegou perto o suficiente. Fiquei com medo dele esmagar Hunjin, porque era nítido a forma como ele o apertou com força. Sua expressão continha uma paz tão imensa. Ele estava muito feliz em vê-lo.

– Ai, que droga, meus olhos estão ardendo. – Olhei para cima, evitando que as lágrimas caíssem.

Quando abaixei o olhar, o homem vinha em minha direção com Hunjin nos braços e me estendeu logo as mãos.

– Como é seu nome, companheiro? Como posso agradecê-lo? – Ele dizia tudo rapidamente, sem esconder o sorriso maravilhoso no rosto. Ele falava comigo e brincava com a criança que dava cada gritinho.

– Ele é o Tio Min! – Hunjin respondeu, pedindo para voltar aos meus braços. E eu o peguei de volta.

– Me chamo Minjae! – Apertei a mão do homem – Se você não se incomodar, eu queria ficar aqui até que os pais dele apareçam. Ele disse que veio com um deles.

– Oh, claro! Sem problemas, imagino que esteja preocupado, assim como eles. – Ele me guiou até uma cadeira e se agachou na minha frente, batendo palminhas e cantarolando pro garoto.

Acabei ficando enfeitiçado por ele. Hunjin, que tio gato é esse que você tem e não me contou? Estou me sentindo muito traído.

Ele sorria para Hunjin que escondia seu rosto no meu pescoço e depois olhava pro seu tio todo sorridente.

– A propósito... – Ele se levantou e me olhou sorridente – Me chamo Jongin!

» Sehun «

O dia amanheceu e, pouco antes disso, Luhan havia adormecido. Então, me levantei com todo cuidado da cama pra não acordá-lo. Eu queria que ele descansasse mais um pouco.

Voltei para meu quarto e, assim que entrei, procurei logo pelo celular. Precisava ligar para Jongin, pois, assim que acordei, Hunjin fora o meu primeiro pensamento.

– Alô? – Jongin falou primeiro.

– Nada? – Falei com a voz já trêmula.

– Nada... – Ele respirou. – Falta apenas mais uma vila, Sehun! Eu tenho certeza que ele vai estar lá.

– Jongin, eu vou com você. Só vou tomar um banho rápido e vou.

– Espere. – Ele chamou. – Como está LuHan?

– Ele está dormindo.

– Não acha melhor acordar ele?

– Não, quero que ele durma. Eu vou com você, e eu só volto pro hotel com Hunjin.

Desliguei e fui tomar um banho. Sofri ao ter que limpar e fazer o curativo. Xinguei LuHan bem umas cinco vezes, pois foi o número de vezes que meus dedos bateram nos pontos.

Quando saí do banho, ouvi meu celular tocar e fui atender.

– Sehun! – A voz de Jongin estava animada. – Escuta!

– Papai?

Comecei a chorar. Meu Deus, era a voz dele. Era a voz do meu filho. Era voz de Hunjin do outro lado da linha.

– Hunjin! Meu deus, meu amor!

– Papai, cadê o senhor? – Ele perguntou, mas, eu não conseguia responder. Eu estava chorando tanto, que eu acho que meu filho só podia escutar meu soluço. – Papai, o senhor tá chorando? – Perguntou com a voz chorosa.

– É de felicidade, filho! É de felicidade de ouvir sua voz. – Consegui responder.

– Sehun, se arruma logo e vai acordar o LuHan! Vem buscar o filho de vocês. – Jongin falou e eu fiz exatamente o que ele disse.

Eu procurei vestir qualquer roupa, calçei meu tênis, peguei a chave do carro que havia alugado e minha carteira. Saí do meu quarto correndo e entrando com tudo no quarto de LuHan, mas, ele estava tão cansado que nem ao menos despertou. Então, eu engatinhei até seu lado na cama, e o enchi de beijos. Ele não gostou nem um pouco, abriu os olhos, mas já os semicerrando com cara de quem iria me matar.

– Que é? – Ele perguntou todo aspero.

– Amor...

– Que foi? – LuHan passou a abrir mais os olhos, já notando o grande sorriso estampado em meu rosto. – Sehun, por que está rin... – Eu não consegui segurar as lágrimas, então, LuHan se sentou na cama confuso, porém, não demorou muito pra que ele sacasse. – Acharam meu filho? – Perguntou já chorando.

– Sim! – Confirmei rindo e com o rosto banhado de lágrimas. Eu o abracei, e ele me apertou no abraço.

– Onde ele está? – Ele se afastou de mim, saindo do abraço e se colocando de pé já atrás de uma roupa, mas eu o impedi de se vestir.

– Primeiro, vá tomar um banho.

– Sehun, não posso tomar banho agora, eu preciso ir ver meu filho.

– Jongin está com ele, Lu! – Segurei em seu rosto. – Você precisa parecer bem pra encontrar nosso bebê.

– Mas...

– Vai logo, homem! – Enxuguei suas lágrimas e o empurrei para dentro do banheiro.

•••

Assim que chegamos na delegacia, vimos Jongin segurando nosso menino, e este brincava com o tio e com um rapaz.

– Hunjin! – LuHan o chamou, e assim que Hunjin escutou a voz do pai, ele começou a gritar de alegria e pular nos braços de Jongin batendo palminhas, e com as mãozinhas gordas ele chamava pelo pai.

LuHan correu e pegou Hunjin no colo. O abraçou, e eu senti que ele podia respirar em paz agora. Eu abracei os dois. LuHan chorava baixinho, beijando cada centímetro do pescoço de Hunjin, que ria, pois ele é muito sensível e sente cócegas facilmente.

– Eu nunca mais vou perder você... – LuHan disse assim que afastou para olhar em seu rosto. – Você está bem? Está com fome? Se machucou em algum lugar? – LuHan o enchia de perguntas e eu sorria por vê-lo tão feliz e preocupado.

– LuHan, pare de fazer tanta pergunta pra ele, vai acabar o assustando. – Jongin falou enquanto sorria. – Ele está bem. Minjae cuidou bem dele.

Minjae? Fiquei confuso, assim como Luhan, que olhou para seu irmão.

– Ele não deve estar com fome, eu dei bastante comida pra ele antes de virmos pra cá. – O rapaz que estava com eles disse. – E também não tem machucados em sua pele, eu conferi direitinho.

– Desculpe mas... quem é você? – Perguntei.

– Esse é o Minjae. – Jongin respondeu. – Foi ele quem achou o Hunjin e cuidou dele.

LuHan, ainda com Hunjin nos braços, foi até o rapaz e o abraçou bem forte. Fiquei com uma pontada de ciúmes. Precisava abraçar tão forte e encher o cara de beijos pelo rosto inteiro?

– Muito obrigado por ter cuidado do nosso filho, Minjae. Eu nem sei como te recompensar. – LuHan falou ao terminar de abraçá-lo e beijá-lo. O cara estava espantado.

– N-não precisa, sério, Hunjin é uma criança muito adorável, não deu trabalho algum. – Minjae falou meio envergonhado. – Foi tudo tranquilo. A não ser a parte do banho.

Eu ri. Hunjin detestava tomar banho de manhã. Ele se contorcia todo. Eu tinha que subornar ele pra entrar no banho.

– O que você teve que prometer pra ele? – LuHan perguntou.

– Minhas tartarugas de chocolate. – Ele respondeu sorrindo.

Hunjin pediu meu colo assim que LuHan fez-lhe uma carranca. Peguei meu filho do braço de LuHan antes que este o beliscasse.

– Quero te agradecer também, Minjae. – Falei. – Se não fosse por você, sabe Deus o que teria acontecido ao Hunjin. Muito obrigado mesmo.

Ele fez uma reverência e sorriu. Logo depois, foi até Hunjin e lhe deu um beijo na testa.

– Até mais, pequeno Hunjin. Foi bom te conhecer. – Hunjin se inclinou pra dar um abraço em Minjae e depois o soltou.

– Você já vai? – Hunjin perguntou.

– Sim. – Minjae respondeu e riu. – Seus pais chegaram, então eu preciso ir.

Hunjin ficou triste ao saber que Minjae já ia embora, e assim que o rapaz viu os olhinhos de Hunjin marejarem, ele tirou uma tartaruga de chocolate do bolso e deu pro meu filho, que abriu um sorriso enorme.

– Eu já vou, tá bom? – O rapaz falou por fim.

Hunjin mandou um beijinho para Minjae, que pegou no ar e levou até a testa. Então, ele sorriu pra nós, e demorou o sorriso em Jongin. Ainda bem que o LuHan não notou, porque com certeza ele iria dizer pra Kyungsoo o quanto o marido dele fez sucesso. Ele se despediu de todos, e assim, saiu da delegacia.

•••

Fomos todos almoçar juntos, assim que saímos da delegacia. LuHan acabou tomando a tartaruga de chocolate de Hunjin, pois já estava perto do almoço e nada de besteiras antes de comer. Hunjin chorou, e eu acabei brigando com LuHan, porque ele tinha feito nosso filho chorar e mal tínhamos acabado de encontrá-lo.

– O que custa você deixar o menino comer um chocolate antes de almoçar? – Perguntei enquanto caminhávamos pela rua com Hunjin nos braços.

– Custa que ele vai ficar mal acostumado. Você pensa que eu não sei que é sua culpa? – LuHan rebateu.

– Minha culpa? – Perguntei incrédulo. – Por que?

– Foi você quem acostumou o menino assim, enchendo de besteira na hora que ele bem quer.

– Mentira! Não é sempre que eu faço isso, okay?

– "Não é sempre que faz isso". – Falou em tom debochado. – Deixa de ser cínico, Sehun, você mima ele. Mas, eu vou logo avisando que comigo não tem essa. Eu não vou criar filho birrento.

Entramos no restaurante, e LuHan puxou Hunjin para sentar ao seu lado na mesa, porque ele sabia que eu tiraria todos os vegetais do prato dele.

– Papai, cadê o tio Xing? – Hunjin me perguntou assim que sentamos.

Como vou explicar pra ele que Yixing foi embora com Irene porque estavam com "medo" do LuHan? Melhor não falar isso, né?

– Ele teve que voltar pra casa, filho. – Respondi e ele fez uma cara confusa. – O tio Xing precisou voltar porque da escola, e-ele tem um trabalho muito importante pra apresentar lá. – Inventei alguma coisa antes que ele perguntasse algo de novo.

– O tio Yixing trabalha na escola? Mas, ele disse que iria brincar comigo. – Ele fez um biquinho demonstrando desapontamento.

– Não, Hunjin! – Eu ri. – O seu tio precisou fazer algo na escola que ele estuda. Igual quando você precisa pintar as tarefinhas.

– Ah... Então ele não pintou as tarefinhas?

– Sim, filho.

– E a omma? Cadê ela, papai?

LuHan fez uma careta quando escutou o "omma". Eu acho fofo quando ele age assim. Se ele souber disso, com certeza me mata na hora.

– Já disse que ela não é sua omma. – LuHan falou.

– Mas a professora disse que...

LuHan não deixou o menino terminar de falar.

– Sua professora não sabe de nada! – Ele disse.

– LuHan! – Jongin o repreendeu.

– Que foi? – Perguntou. – Preciso lembrar que preciso ter uma conversa com essa mulher quando eu voltar. Falar que ela tem que manter a boca fechada e pensar muito antes de dizer alguma besteira.

Revirei meus olhos e tornei a falar com Hunjin, que estava perdido naquela conversa.

– Irene também precisou voltar, bebê. – Falei bagunçando seus cabelos. – Alguém tinha que acompanhar o Yixing, já que ele ainda é de menor. Mas, olha, fique sabendo que eles estão com muitas saudades de você, viu?

Ele afirmou com a cabeça e sorriu. LuHan fechou a cara e passou a olhar pros lados.

– Não vejo a hora de ir pra casa e dormir. – LuHan falou. – Jongin, que horas nós vamos emb-

– Vamos embora?! – Hunjin o interrompeu. – Por que a gente já vai embora? Eu não quero ir.

– Você não tem querer. – LuHan o respondeu.

– Mas eu não quero! – Hunjin birrou.

– Filho, o papai está cansado, okay? Que tal nós irmos pra casa deitar e...

– Não, não e não! – Hunjin o interrompeu de novo, e eu acho que LuHan só não o repreendeu porque está muito exausto mesmo. – Eu quero brincar.

– Hunjin, brinca em casa! – Luhan já estava perdendo a paciência.

Hunjin saiu do lado do pai e veio até a mim, puxando pela camisa e me abraçou.

– Filho. – Comecei a falar. – Quando chegarmos em Seul... – Ele me olhou com uma carinha tão triste ao ouvir a palavra "Seul", que na mesma hora parei de falar aquilo. – Bom... Tá bem, por mim nós ficamos. LuHan...?

– Sehun! – LuHan falou.

– O que custa? – Perguntei.

– Ai, tá bem, tá bem! – Enfim respondeu e Hunjin gritou de alegria.

– Hm... Lu? – Jongin o chamou. – Sinto muito, mas não vou poder ficar aqui com vocês. Tenho que voltar pra Seul pra resolver algumas coisas do trabalho. Eu só vou almoçar com vocês, e vou pro aeroporto.

– Mas, já? – Luhan falou triste.

– Já, Lu... – Respondeu. – Preciso voltar.

Depois do almoço, nos despedimos de Jongin e LuHan quase não largou o irmão, o agradeçendo por tudo o que ele tinha feito.

– Eu fiz isso porque eu sei que você faria o mesmo por mim. – Jongin disse, antes de entrar no táxi. – Vou esperar você lá em casa em, campeão? – Perguntou para Hunjin e apertou suas bochechas.

Quando já não víamos mais o táxi em que Jongin entrou, me virei para Hunjin, que estava nos braços de Luhan, e limpava com um lenço sua boquinha, pois ainda estava suja de comida.

– Então, senhor Hunjin, pra onde quer ir? – LuHan perguntou o olhando.

– Hm... – Hunjin fez uma cara pensativa. – Primeiro, eu quero mais tartaruguinhas de chocolate iguais as do tio Min! – Ele falou sorrindo. – E depois, eu quero ir pra praia.

Praia? Ai, Deus.

Pensei que LuHan ia dizer não, já que quando Hunjin havia desaparecido, o mar tinha se tornado um dos nossos piores inimigos. Porém, ele apenas sorriu e concordou com a cabeça.

– Certo! Mas, nada de entrar demais no mar, entendeu? – LuHan lhe disse.

– Combinado.

Assim que compramos as tal tartarugas de chocolate, pegamos um ônibus e fomos para praia. Como não havíamos trazido roupa de banho, eu acabei comprando três calções de banhos nas barraquinhas que ficavam na praia.

LuHan e eu ficamos sentados na areia, enquanto víamos Hunjin correr e gritar com as ondas que quebravam e vinham em sua direção.

– Hunjin! – O chamei. – Mais pra cá, filho, não entre na água sem a gente. – Falei assim que notei que ele estava se aproximando ainda mais do mar.

Hunjin se afastou um pouco do mar, então, veio até mim me pedindo pra comprar uma pá e um balde de brinquedo que ele tinha visto na barraca onde compramos as roupas. Ele ficou todo contente quando eu voltei com os brinquedos na mão. Aproveitei e comprei duas águas de côco, porque eu sabia que LuHan gostava, e meu filho também.

LuHan começou a brincar com Hunjin na areia, e depois foram dar um mergulho. Preferi ficar sentado, já que se eu entrasse na água, meu braço arderia por conta do sal.

Fiquei vendo eles brincarem na água, e ver a cena do meu filho feliz por estar se divertindo com o pai era algo que eu não via há muito tempo.

Voltamos para o hotel assim que começou a noitecer. Hunjin e LuHan dormiram no ônibus. Quando chegamos, eu coloquei meu neném na minha cama, ele estava exausto depois de passar a tarde correndo e pulando. LuHan foi para seu quarto, e eu fui tomar um banho.

Demorei no banho, a água estava tão boa. Pela primeira vez nesses últimos dias eu me senti calmo e livre de todas as preocupações. Quando saí do banho, LuHan estava sentado na cama ao lado de Hunjin vendo-o dormir.

– Será que ele vai acordar ainda hoje? – Ele perguntou assim que notou que eu estava de volta ao quarto.

– Eu acho que não, ele brincou demais. – Respondi.

– Hum...

– O que foi? – Perguntei enquanto enxugava meu cabelo.

– Eu quero conversar com você, vamos pro meu quarto?

Estranhei, mas, concordei com a cabeça.

– Tudo bem, vai na frente, só vou terminar de me secar aqui. – Falei e ele obedeceu.

Terminei de me secar e fui para o quarto dele, como havíamos combinado. Assim que entrei, senti novamente o cheiro forte de cigarro.

– De novo? – Perguntei.

LuHan estava sentado no chão ao lado da cama, e olhava pro teto. Sentei do seu lado e tentei tirar o cigarro de sua mão, mas ele ameaçou me queimar.

– Você acha mesmo que eu trouxe só uma carteira? – Perguntou. – Jongin também joga as minhas foras, mas, eu sempre tenho "reservas".

– Pare de fumar, isso não vai te faz bem.

– Mas é pra fazer mal mesmo. Você acha que eu fumo pra me fazer bem? – Ele me olhou arqueando uma das sobrancelhas, enquanto tinha um sorriso nos lábios.

– Idiota! – Falei empurrando seu ombro.

– Já ligou pra Irene? – Ele perguntou.

Droga, eu ainda nem tinha falado com ela.

– Não. – Respondi.

– Sehun, nós precisamos conversar. – Seu tom baixo e grave me deixou preocupado. Até endireitei a postura para ouvi-lo.

– Sobre?

– Sobre você, sobre mim... sobre nós. – Ele tragou o cigarro, soltando a fumaça em seguida. – Ontem, aquilo foi um erro, você sabe.

– LuHan...

– Não, Sehun. Você não entende?

– Entender o quê? Que eu te amo? Não, LuHan, eu não entendo. Eu não sei explicar o porquê de te amar tanto, mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tudo que passamos juntos. Tivemos péssimos momentos, sim, mas tiveram os momentos bons, e deles saiu a nossa razão de estarmos aqui hoje. O nosso filho, LuHan.

Ele negou com a cabeça e respirou fundo, acho que estava tentando não chorar.

– Você está sendo equivocado. Sinto muito te dizer isso, mas está agindo por impulso. A Irene, ela sim é a pessoa com quem você vai casar e passar o restante de sua vida. Sei lá, seja pra ela o que você não foi para mim. E eu também não quero, Sehun, eu não quero... você. – Ele cuspiu todas aquelas palavras como se fossem nada.

– Está mentindo!

– Não, eu não estou. Estou sendo realista! Você não pode, e não vai, voltar comigo. Por favor, case com Irene, seja feliz. Faça ela feliz. É tudo o que eu quero. – Falou e passou a olhar pra frente. – Isso é uma despedida, Sehun. Não quero que tente absolutamente nada para mudar isso.

Aquelas palavras me afetaram de um jeito, que fiquei sem reação. Só soube ficar o olhando, incrédulo com sua decisão. Então, LuHan queria que eu me afastasse mais ainda dele?

– Por que está fazendo isso, LuHan?

– Sehun, nós fizemos sexo e você ainda me pergunta? Você está com outra pessoa, isso significa que a traiu! E comigo...

– Por que você está fazendo isso comigo? Você não ouviu o que eu disse antes? LuHan, eu te amo. Por favor, você precisa entender...

– Entender o quê?! Que você vai se casar com outra e que ainda gosta de mim? Ah, me poupe!

– Você não entende! LuHan, eu...

– Não, eu não entendo, Sehun.

– Eu...

– Você já pediu ela em casamento? Esse anel no seu dedo... – Ele apontou pra minha mão, é só então eu lembrei que estava com aquilo.

– LuHan, por favor...

– Sehun, você pediu ela em casamento ou não? – Perguntou após se levantar.

– Sim...

Droga!

– Quando você pediu? – Ele andava de um lado ao outro do quarto com o cigarro na mão.

– Assim que chegamos em Jeju.

– Nossa, que perfeito, né? Deve ter sido lindo de se ver... - Falou rindo sarcasticamente. – E quando vão se casar?

– A Irene ficou tão feliz com o pedido que quis marcar logo para o mês que vem.

– Coitada, não merece passar por isso... – Falou rindo, mas sua voz saiu chorosa.

– Por que você está fazendo isso comigo?

– EU QUE TE PERGUNTO, SEU CRETINO! E nem que você estivesse solteiro, eu não ia aceitar voltar pra você, tá me ouvindo? TÁ ME OUVINDO? – Meus olhos encheram-se de lágrimas ao ouvir aquelas palavras. – Só eu sei o quanto sofri durante o tempo em que fomos casados, não quero passar por tudo aquilo de novo, não quero ter que acordar todos os dias ao teu lado e lembrar do que vivi há dois anos atrás.

– LuHan, você não está pensando direito...

– Sai daqui.

– Você precisa saber o que eu tenho pra dizer...

– Eu acho bom você sair antes que eu grite de novo e acorde o hotel inteiro! – LuHan foi em direção à porta e a abriu. – SAI!

– PARA! – Gritei pra ele e levantei. – Para de me mandar embora da sua vida. Eu sei que você quer que eu fique. Se você não quisesse, nada entre nós teria acontecido ontem.

Ele não disse mais nada, só ficou olhando o chão enquanto esperava eu sair. Então, fiz o que ele queria e saí do quarto.

Estou mesmo sendo equivocado com meus sentimentos?

Continua...

 



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