História Ainda Te Amo! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Amizade, Amor, Anna X Tom, Bruxaria, Como Tudo Começou, Drama, Magia, Morte, Passado
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Palavras 1.924
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 4 - A Visita Exótica ( Parte Final)


Fanfic / Fanfiction Ainda Te Amo! - Capítulo 4 - A Visita Exótica ( Parte Final)

 

 

Aquele dia foi o começo de tudo, até aquele dia Tom e eu achávamos que erámos aberrações, até receber aquela carta de que erámos bruxos, mas ainda tínhamos dúvidas, uma delas: O que é um bruxo?

 

-Para começar, irei me apresentar, meu nome é Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore , professor de transfiguração!- disse sorrindo.

Oi? Professor de que?

-Professor de que?- perguntou Tom lendo meus pensamentos.

-Transfiguração – repetiu como se fosse á coisa mais óbvia do mundo.

-Sim, mas o que é transfiguração?- perguntou Tom com seu “bom” humor.

-Ah sim, transfiguração é uma das matérias de Hogwarts- Respondeu e eu olhei para Tom, aquela era outra de nossas perguntas. Tom me olhou e assenti, eu logo me apressei á perguntar:

-Me desculpe à pergunta, mas... - eu fiquei relutante, olhei Tom novamente que me incentivava a continuar, dizendo com o olhar que estava tudo bem.  O.K, se acalme Anna –....O que é Hogwarts? – perguntei e logo expliquei - Sabemos que é uma escola de bruxos, mas, queríamos compreender um pouco mais...

-Hogwarts é o lar de todos os bruxos, muitos bruxos não têm para onde voltar ou ir, ela é como uma casa que abriga e ajuda aqueles que a pedem e acreditam nela! – respondeu gentilmente.

-Sabia! É um lugar maravilhoso – Respondi animada e olhei Tom, que sorriu em compreensão.

-Sim!.- respondeu Dumbledore, mas percebi que ele queria dizer algo, por isso tratei de ficar quieta – Agora que vocês já sabem que são bruxos, irão estudar em Hogwarts! Mas claro que podem voltar se quiserem – Disse.

-Voltar?- perguntou Tom indignado– para esse lugar? Tudo o que queremos é ir embora!- Respondeu e eu assenti sentindo o mesmo.

-Eles nos tratam como aberrações, aqui ninguém gosta de nós–Expliquei.

-Eu compreendo, mas vocês precisam de um lugar para retornar nas férias – Respondeu.

-Não podemos ficar na escola? Podemos fazer o que o senhor quiser! –implorei.

-Isso eu teria que ver com o diretor, mas tenho certeza de que ele deixaria, mas por enquanto…- Começou e nos olhos pelos seus óculos de meia lua.

-Entendo –Respondi entendendo aonde ele queria chegar, ele assentiu e se virou para Tom.

-Espero que você goste muito de Hogwarts- disse gentilmente.

-Qualquer lugar é melhor do que aqui! – respondeu.

-Mesmo? – perguntou parecendo surpreso - Tive a impressão que quisesse guardar lembranças de seus colegas! – Ao dizer isso, Tom empalideceu.

-Como assim lembranças?- perguntei sem entender, o senhor Dumbledore me olhou e depois para Tom.

-Pelo visto não disse a ela- Começou e Tom o olhou - Sobre seu costume – Explicou.

-Que costume?- perguntei perdida na conversa, Tom me olhou por alguns instantes e se levantou bruscamente da cama olhando feio para o senhor Dumbledore, foi até o armário abrindo-o e pegou uma caixa, a mesma caixa que tinha o visto guardar antes do professor chegar.

Tom parou alguns instantes observando a caixa, ele a abriu e jogou tudo o que tinha na cama, um dos objetos caiu com o impacto perto de meus pés, eu me abaixei e o peguei, ficando logo surpresa.

-Isso é...-  Comecei olhando o pequeno globo de neve, eu me levantei e olhei rapidamente os objetos na cama, sim, eram todos das crianças do orfanato, eram objetos que tinham desaparecido “misteriosamente” ninguém sabia quem tinha pego, por que a pessoa não deixava rastros, eu olhei Tom abismada.

-Como fez isso sem ninguém perceber?- perguntei.

-As cobras me ajudaram – Sussurrou.

-Cobras?- perguntou Dumbledore arqueando a sobrancelha eu o olhei.

-Sim, Tom sabe falar com as cobras, ele me ensinou um pouco da língua, mas eu acho o dialeto complicado – respondi e me virei para ele – Por que as usou? Pensei que elas só fizessem coisas boas – perguntei.

-Me ajudar já não é uma coisa boa?- perguntou me olhando como se não entendesse minha reação.

-A roubar?- perguntei.

-Mesmo assim, me ajudou! – respondeu e eu o olhei boquiaberta.

-Ajudar a fazer o bem Tom, isso não lhe diz nada?- perguntei irritada.

-Eu não fiz bem em roubar? Eles nos roubam também! – respondeu me olhando como se eu fosse louca por não entender.

-Tom – o censurei.

-Se continuarem brigando não chegaram a lugar nenhum! – Interferiu Dumbledore, cortando o que poderia ser o começo de uma briga – Tom não fez bem em roubar, espero que ele tenha entendido que isso é errado- disse e Tom o olhou fixamente, pelo visto ele não entendeu.

-Entendi!- Respondi, tenho sérias dúvidas, pensei, Tom me olhou e disse:

-Me desculpe – eu o olhei surpresa – Não pensei que ficaria irritada, eu só queria dar uma lição neles! – Disse com sinceridade, e eu me senti boba por ter ficado irritada.

-Tudo bem- sussurrei envergonhada. Tom sorriu, e foi como se o tempo tivesse parado com o sorriso dele, eu só sai do transe que me encontrava quando Dumbledore se levantou e disse:

-Ótimo!, Amanhã uma pessoa irá leva-los a Hogwarts, as aulas começam em 1° de Setembro, mas acho que querem ir mais cedo – disse e nós assentimos, hoje é 29 de Agosto. - Pedirei a esse alguém de minha confiança para guia-los em suas compras também!- nós nos entreolhamos.

-Compras?- perguntou Tom

-Mas, não temos dinheiro – Disse sem entender.

-Não se preocupem com isso – disse – provavelmente só os verei na escola, então até lá, Boa Sorte!- Depois de se despedir ele saiu pela porta.

-Simpático não?- perguntei sorrindo

-Intrometido também – respondeu Tom e eu revirei os olhos, é hoje vai ser uma longa noite, e foi! Tom só ficou falando em como o professor Dumbledore se intrometeu nos assuntos dele, e eu só pensava uma coisa: Como ele sabia o que Tom escondia se nem eu que vivo com ele sabia? Isso me fez pensar que Tom não acredita em mim, e o que isso ocasional? Uma noite mal dormida, eu não parava de pensar, por que Tom não me disse nada?

 

 

Como prometido a pessoa de confiança do professor Dumbledore chegou,  assim que soubemos disso, eu e Tom pegamos nossas malas que havíamos arrumado ontem e descemos para recebê-lo, claro que Tom levou todas as malas, fato que me deixou brava.

-Eu já disse Anna, você não vai aguentar essa mala! – disse pela milésima vez.

-E nem você vai! – respondi e ele revirou os olhos, eu continuei descendo de cara feia, ele parou e suspirou pesadamente, eu sorri de costas para ele.

-Não tem como ir contra você! – disse e eu me virei só que não reparei que ele estava bem atrás de mim, então quando eu subi nossos rostos ficaram bem próximos e nossos lábios a centímetros um do outro, naquele momento eu só conseguia pensar em como ele era lindo. Seus olhos cor de ébano me fascinavam e eu não conseguia parar de olha-lo, era como se o mundo parasse só para eu poder observa-lo, mas como nem tudo é um mar de flores, como a carrasca que era Lia logo interrompeu o “momento”.

-É melhor descerem logo, nós queremos começar a festa- disse com zombaria, Tom me colocou de lado e a olhou com um olhar de causar medo, ela deu um passo para trás vacilante e disse:

-Q-quer dizer, d-desçam quando quiserem! – depois saiu correndo, eu olhei Tom surpresa.

-Como consegue?- perguntei

-O que?- perguntou sem entender

-Causar medo na Lia – respondi.

-Não sei, eu só a olho com superioridade – Respondeu.

-Superioridade – repeti como se fosse uma anotação – acha que eu consigo causar medo em alguém?- perguntei, Tom me olhou pelo que pareceu uma eternidade, depois pegou uma mecha do meu cabelo e a colocou atrás da orelha, tocando meu rosto, depois me olhou no fundo dos olhos:

-Seria mais fácil fazer qualquer homem perder o juízo!- disse e logo se afastou descendo com todas as malas, mas eu não liguei para as malas desta vez, por que estava corada demais.

 

Depois de me recompor, o que demorou muito, muito mesmo, eu desci, assim que cheguei à sala, vi não só uma pessoa, mas sim três! Eu queria olhar Tom para lhe perguntar se estava surpreso, mas não consegui. Olhar ele me fazia lembrar-me sua frase: “Seria mais fácil fazer qualquer homem perder o juízo”, eu balancei a cabeça tirando os pensamentos, se concentre Anna, por mais que seja impossível.

Na sala havia um menino alto, muito alto mesmo, que se levantou e me estendeu a mão, eu tive que ficar nas pontas dos pés, eu sei que sou baixa, mas precisava dessa situação? O menino era gentil e até se abaixou um pouco para me cumprimentar, ele fez a mesma coisa com Tom, mas ele não precisou ficar na ponta dos pés, o segundo menino era loiro e me estendeu a mão e eu retribuí, ele era bastante sério, a segunda era uma menina com duas Marias Chiquinha, ela nos cumprimentou rapidamente e voltou para o lugar, ela parecia está com pressa. Assim que nos sentamos o menino gentil começou:

-Olá, prazer em conhecê-los, meu nome é Rúbeo Hagrid – disse sorrindo.

-Eu sou Allan – disse o loiro indiferente.

-E eu sou Murta Elizabeth Warren- disse a menina eu sorri.

-Que nome bonito-Disse com sinceridade.

-Eu sei que não acha isso! – Respondeu revoltada e eu a olhei sem entender

-Não, eu acho bonito sim! –Respondi ela me olhou desconfiada.

-Se apresentem. – ela praticamente ordenou.

-Ela quis dizer, por favor – disse Hagrid gentilmente, nervoso com a situação.

-Não quis não! – Murmurou Elizabeth

-Eu sou Anna Charlotte Potter-Respondi sorrindo.

-E eu sou Tom Marvolo Riddle – Respondeu Tom.

-Seu nome é de dar medo – disse Elizabeth, Tom a olhou.

-E o seu pior ainda, é só ouvir falar em Murta que todo mundo sai correndo – disse e ela o olhou boquiaberta, eu apenas suspirei.

-Viu só Hagrid? Eu disse que caçoariam de mim, eles são desprezíveis, eu disse que ninguém nunca gosta de mim! – disse e começou a chorar, Hagrid suspirou.

-Corta o drama Eliza – disse Allan.

-NINGUÉM ME AMA! – gritou chorando me deixando surpresa, Tom apenas a olhou sem um pingo de pena.

-Você que começou Eliza! –Respondeu Hagrid e ela o olhou. Incrível as lágrimas sumiram.

-Mas, Hagrid ...- começou magoada.

-Continuando – disse Hagrid a cortando, ela se calou e cruzou os braços de cara feia – Nós somos os representantes que os ajudaram, era só eu e o Allan, que ia me ajudar, mas ....- Começou e olhou Eliza ela ficou mortificada:

-O que? Você acha que pode se divertir e me deixar mofando no quarto? Qual é Hagrid – Respondeu.

-Bem, vocês entendem o motivo, nós os acompanharemos ao Beco Diagonal, Não precisam se preocupar com o dinheiro, O Banco Gringotes nos deu uma boa quantia para as compras – disse sorrindo.

-Isso são lugares?- perguntei ao me perder nos nomes.

-Mas é claro garota burra!–respondeu Eliza, acho que ela não foi com a minha cara.

-Não a chame assim Eliza – censurou Hagrid – vamos?- perguntou sorrindo, nós nos levantamos e íamos seguindo-os quando Tom me fez parar, segurando minha mãe, ele disse quando eu ainda estava de costas:

-Tem certeza? Se sairmos por essa porta, nossa vida mudará! – sussurrou em meu ouvido.

-T-tenho!– respondi corada

-Se quiser parar com essa história, a hora é agora! – disse e eu me virei para ele, logo dizendo:

-Tenho! Eu quero ir para um lugar, onde nós não sejamos mais considerados aberrações, um lugar onde fazemos a diferença! – disse, Tom me olhou por alguns instantes e depois assentiu, largando minha mão e indo em direção a porta, eu o segui, mas pensando melhor, eu deveria ter dito para ficarmos, por que muitas coisas não teriam acontecido, como o que aconteceu naquele dia!

CONTINUA...

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo, BYE BYE!
Me desculpem os erros!


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