História Akai Ito - Capítulo 119


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 91
Palavras 3.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 119 - O Baile de Hilda


Fanfic / Fanfiction Akai Ito - Capítulo 119 - O Baile de Hilda

O final de semana do baile chegou. Os Cavaleiros não gostavam nem um pouco de treinar, preferiam sair com as servas para a cidade, mesmo que alguns não se impressionassem com o clima frio. Alberich ainda assolava os cancerianos por intermédio de seus poderes.

No Santuário Diotime estava gostando da companhia de Eleonora, mas sentia-se magoada pela sua relação com Aiolos. Madalena e Alnilan ainda estavam presos e Aldebaran ainda cuidava do menino que começava a desconfiar que algo não estava certo com os pais.

 

-Ele é bem ciumento com as coisas, mas se algo ficar fora do lugar eu digo que eu vim tirar pó. – Diotime sorriu, estava no quarto do Cavaleiro com a mais velha. A mulher admirava os detalhes, não resistiu em abrir o guarda roupa.

-Oh, que lugar inusitado para se deixar fotos. – Eleonora sorriu, haviam várias fotos, crianças, momentos descontraídos, festas. – Que fotografia linda, é você meu bem? – Perguntou apontando, lá estava o Cavaleiro vestido de Fera.

-Não.... – Diotime sorriu.

-Me-Me desculpe eu não queria causar nenhum tipo de desconforto. – Preocupada.

-Ah, não é isso ele que é-é um idiota. – Respondeu. – Digo.... – Se enrolou.

-Era. – Pausa. – Namorada dele? – Eleonora perguntou.

-É.... Quase isso. – Respondeu. – É uma pessoa muito especial. – Comentou. – Eu-eu acho que devo ser sincera com a senhora, quem sabe depois que conversar com ele, não possa ajudar, se bem que torço para essa viagem dele ajeitar as coisas. Nosso namoro é faixada. – A ruiva disse.

-Faixada? – Curiosa.

-Sim, só estou aqui para fingir ser uma namorada, ele pediu isso para afastar essa moça, ele a ama, mas se enrolou tanto, fez tanta coisa errada, tem medo do que sente, por isso a quer longe. – Diotime explicou.

-Que coisa horrível. – Ela comentou.

-É sim. Eu tento ajudar, mas é bem difícil, ela é Amazona e está na missão com ele, espero que as coisas se acertem lá, agora ele tem vontade de voltar com ela, explicar as coisas, mas tem medo, pois ela vai ficar mais magoada com ele ainda por essa mentira. – Suspirou. – Espero que não me veja com maus olhos eu.... Precisava de um lugar para ficar até ajeitar umas coisas.

-Posso entender. Mas me conte mais, estou curiosa agora. – Eleonora fechou a porta o guarda roupa e sentou-se na cama, Diotime a acompanhou.

 

-Pronto. – Monna satisfeita terminando de arrumar a roupa de Saga.

-Você está linda. – Sorriu.

-Obrigada, poder sair se máscara ajuda muito. – Riu.

-Sim, mas me sinto enciumado ao pensar que os outros estão vendo o seu rosto. – Sério.

-Ora, você viu primeiro que eles, não conta? – Curiosa.

-Conta, mas mesmo assim, agora eles sabem o quanto você é bonita. – A fitava.

-Bobo. – Monna sorriu aproximando-se para beijá-lo. – Você ficou muito bem nesta roupa. – Beijinho.

-Obrigado. – Agradeceu beijando a testa dela. – Vamos para a sala deste andar, esperar os outros?

-Vamos. – Ela concordou dando o braço a ele. Quando chegaram, Nathalie, Milo, Anny e Afrodite já estavam lá.

-Anny, você está linda. – A geminiana a elogiou.

-Obrigada. – Sorriu, Afrodite a fitou com cara de obvio.

-Odeio essas festas. – Milo reclamou.

-Ora, por que? – Saga curioso.

-Essas roupas, esse mimimi.... – Resmungou, Nathalie revirou os olhos verdes.

-Realmente essas roupas não são confortáveis. – O Geminiano concordou. – Mas é por uma noite.

-Vocês são muito frescos. – Afrodite sorriu.

-Kira deve estar achando o mesmo que Milo.... – Anny riu para as amigas que riam também.

....

-Tá, não quero saber. – Kira encarou o canceriano que a elogiou.

-Mas foi só um elogio. – Se explicou.

-Podemos ir logo? – O encarou.

-Claro, tudo bem. – Respondeu abrindo a porta para ela, Kira saiu sem dizer mais, chegaram na sala onde os outros estavam. Ela aproximou-se das garotas para conversar.

-Chegamos. – Shura anunciou entrando com a capricorniana.

-Que vestido, que vestido.... – Afrodite ia dizer a oriental.

-Lindo, Kimi. – Saga o encarou.

-Oh, obrigada. – Ela respondeu, fuzilou o pisciano com o olhar.

-E-elas ficam assustadoras sem máscara. – O pisciano resmungou.

-Claro. – Milo riu.

-Milagre Aiolia chegar por último, vive com presa. – Máscara riu.

-Drik estava indecisa com os sapatos e o cabelo, deve estar pedindo a opinião dele, ainda. – Monna explicou.

-Geminianos.... – Anny.

-O que tem? – Saga a fitou,

-Sempre divididos. – Shura riu.

-Isso aí. – A pisciana respondeu.

-Chegamos. – Drik entrou na sala sorrindo acompanhada do leonino, a demora valeu a pena.

-Estávamos falando de vocês. – Milo sorriu.

-Falando o que? – Aiolia o fuzilou.

-Sobre a dificuldade de Drik em escolher roupas, nada demais. – Nathalie.

-Bom, vamos parar de fofocas e seguir para o salão, nossa deusa irá com os Cavaleiros de Bronze. – Afrodite levantou-se.

-Típico. – Alguns dos garotos resmungaram em coro.

 

-Athena, como suas servas estão lindas. – Hilda sorriu.

-Estão mesmo. – Ela concordou sorrindo, acenando levemente com a cabeça para os casais que chegavam. Eles espalharam-se pelas mesas pequenas e redondas que havia no salão, havia outras pessoas, deduziram ser os nobres, a corte de Asgard.

-Odeio a forma como ficam olhando para nós, me sinto horrível. – Kira sussurrou a Anny.

-Não se sinta, estão admirando, apesar de eu sentir medo. – A pisciana riu.

-Como nós temos sorte, não é? – Afrodite riu ouvindo a conversa.

-Ora, não me use para se exibir. – Anny o encarou.

-Eu não disse isso. – Sério.

-Mas deve ter pensado com certeza. – Máscara da Morte se adiantou.

-Isso mesmo. – Anny concordou.

-Mudando de assunto, acham que pode acontecer alguma coisa nesse baile? – Kira normalmente.

-Hum.... Vocês descobriram mais alguma coisa? – O pisciano curioso.

-Não. – Máscara respondeu. – Acho que foi só uma pergunta.

-Quem sabe, é bom ficarmos atentos. – Anny respondeu.

 

-Esse clima realmente me incomoda. – Saga comentou.

-A quem não? – Milo.

-Parece mesmo que a qualquer momento algo grande vai acontecer, esperemos que não. – Monna respondeu.

-É, queremos mesmo aproveitar essa festa. – Nathalie sorriu. Os dois Cavaleiros reviraram os olhos.

-Não façam essas caras, para vocês pode ser chato, mas podermos andar sem aquelas máscaras é muito divertido. – A ruiva comentou.

-Realmente, vocês não entendem. – A ariana disse séria.

-Tudo bem, desculpem, percebemos como estão se divertindo. – Saga.

-Mesmo assim prestem atenção, tem tudo para isso ser uma armadilha. – Milo as fitou.

 

-Esse vestido ficou mesmo bem em você, Drik. – Kimi lhe disse.

-Oh, obrigada, você também está linda, não ligue para o que os garotos dizem.

-Sabe que não ligo. – Riu. – O que foi? Preocupados? – A capricorniana fitou os dois Cavaleiros.

-Um pouco, estávamos conversando mais cedo e tememos que estejam armando algo para esse evento. – Shura lhe explicou, Aiolia assentiu.

-É, tem clima mesmo. – Drik concordou. As vezes eles trocavam olhares de uma mesa a outra, os Cavaleiros de Bronze também. – Estamos preparados. – Séria.

-Uhun.... Por enquanto vamos continuar com a brincadeira. – A capricorniana sorriu.

-Sim, mas estou com fome, que horas vão liberar a comida? – Aiolia curioso. Riram.

-Acho que logo, os convidados ainda estão chegando. – A geminiana explicou.

-Anime-se, parece que estão servindo fondue nas mesas. – Shura comentou.

-Que ótimo. – O leonino animado.

 

Os convidados iam chegando, passavam pela mesa onde estavam sentadas Hilda e Athena e cumprimentavam as duas, tudo parecia bem por enquanto. Comida e bebida eram servidas nas mesas. Depois que as portas do salão foram fechadas o banquete foi aberto e uma música instrumental mais animada começou a ser tocada pela banda.

 

-Por que o Cavaleiro de Lira não nos agracia com uma canção? – Hilda propôs, o capricorniano gelou, não sabia tocar lira. Kimi levantou-se.

-Permita-me, senhora, Shura ensina a mim e outras servas na Templo de Athena, gostaria de tocar se me permitir. – Kimi disse com calma e leveza.

-Claro, seria ótimo também, quem sabe em outra oportunidade. – A platinado sorriu e fitou o Cavaleiros, todos soltaram o ar aliviados.

-Sim senhora. – Shura respondeu. Kimi caminhou até onde a banda estava e pegou uma lira que lhe entregaram. Começou a tocar tirando dela uma melodia alegre. Os convidados apreciavam. Mime levantou-se e entrou juntamente a ela, alguns convidados levantaram-se para dançar aos pares.

 

-Por favor. – Alberich estendeu a mão direita a morena, Máscara da Morte segurou o pulso dela.

-Tu-tudo bem, se controle. – Disse baixo a ele e pegou a mão do Guerreiro Deus, sorriu vitorioso ao canceriano e saiu com ela.

-Também não gosto da expressão dele, parece que está no controle de tudo. – Afrodite comentou.

-Fiquem calmos.... A corte de Asgard está aqui, eles não andam satisfeitos com o comando de Hilda, eles não tentariam nada grande, não aqui no salão. – Anny lembrou.

-Acha que ela se importa? – Máscara curioso.

-Não sabemos, mas vamos contar com isso, por enquanto. – A pisciana disse. – Vamos dançar também, Afrodite. – Ela sorriu a ele, o pisciano assentiu, assim ficariam de olho na movimentação.

 

-Gostando dos sonhos, Kira? – Alberich quase sussurrou.

-Aquilo não me afeta em nada. São apenas sonhos. – Respondeu enquanto se movimentava com ele pelo salão.

-Só? – Sorriu. – Sei que está mentindo, você e ele. – A encarou.

-Pense como quiser. – Respondeu. O Guerreiro apenas ria. Kimi e Mime tocavam as liras se complementando, quando terminaram foram aplaudidos.

-Obrigada. – Kimi gentilmente a ele.

-Eu que agradeço, por acaso.... Gostaria de ver um concerto da orquestra da cidade comigo? – Perguntou sorrindo. Ela corou, pensando bem, passear pela cidade com um Guerreiro Deus podia ser uma boa ideia para observar.

-Claro, será ótimo. – Kimi respondeu. Mime sorriu.

-Eu lhe aviso então. – Ele disse e se afastou.

...

-Eu vou sair com o Guerreiro de Benetnasch. – Kimi sentando-se a mesa.

-O QUE? – Shura alto.

-Xiu! – Drik repreendeu.

-Ele me convidou para ver a orquestra da cidade, pensei que seria uma boa oportunidade para ficar de olho. – Ela respondeu. – Me-me desculpe Shura. – Corou ao ver o olhar dele.

-Ele não quer só ficar de olho como você. – Drik riu. – Aí me desculpem. – Pediu sob o olhar dos capricornianos. – É uma boa maneira de investigar, está certa em aceitar. – Concordou.

-E se for uma armadilha? – Shura sério.

-Eu sei me cuidar, fique calmo. – Ela respondeu. – Está tudo bem, se ele tocar no assunto eu digo que sou comprometida. – Fitou o amado.

-Como se isso resolvesse. – Resmungou.

-Oh, por que dessas caras? – Aiolia chegando com um prato cheio a mesa.

-Kimi vai sair com Mime. – Drik sorria.

-O que? Por que? – O leonino sentou-se sem entender.

-Ele me convidou, achei bom para averiguar a cidade sem a presença de Hilda. – A oriental respondeu.

-Parece interessante. Se quiser podemos ir na retaguarda, sabe? Caço aconteça alguma coisa. – Propos.

-Com isso eu concordo, é o que vamos fazer. – Shura decidido.

-Eu concordo, desde que tenham descrição, não podem colocar tudo a perder com ele desconfiando que sabemos de algo. – Ela os encarou.

-Isso é verdade. – Drik bebericando de seu cálice.

 

Santuário...

 

-Atchim. – Kanon espirrou. – Naomi.... Não sei se é boa ideia cuidar de mim, não quero que se resfrie, o médico disse que deveria se resguardar. – Reclamou, ela colocava um termômetro embaixo do braço direito dele.

-Eu sei bem o que o médico disse. – Respondeu. – Não se preocupe eu ficarei bem, estou me cuidando. – Disse.

-Mas e se ficar doente? O que eu vou fazer? E se piorar e se....

-Kanon, chega. Está tudo bem, se acalme. – A loira pediu rindo. – Hum.... Está com 38,5.... Vou lhe dar um antitérmico, o que mais sente? – Perguntou o fitando.

-Dor de garganta, cabeça pesada, acho que dor no corpo. – Listou a respondendo.

-Acho que analgésico também, se amanhã de manhã não estiver melhor vamos ao centro médico, pedirei para um mensageiro ir visitar Aldebaran e Asellus. – Sorriu. – O que acha de sopa? – Kanon fez careta, não gostava de ficar doente, se sentir frágil.

-Tudo bem, sopa aprece ótimo. – Respondeu.

-Está bem, vou lhe medicar e farei o jantar. – Sorriu, Kanon fez o mesmo, tinha vontade de beijá-la agora. Ele assentiu e a viu sair.

 

Madalena suspirava, estava preocupada com o menino, queria notícias da mulher, queria sua casa, suas coisas.

-Não fique assim, querida, tenho certeza de que os dois estão bem. – Alnilan lhe disse.

-Mas.... – Resmungou.

-Aldebaran cuida de uma casa sozinho a anos, ele sabe se virar e Asellus não é mais uma criancinha, ele está se recuperando, mas não precisa de cuidados extremos. E Kira está com onze Cavaleiros e mais cindo Amazonas, é uma Amazona hábil, ficará bem em Asgard. De qualquer forma, não poderíamos fazer nada por ela daqui. Relaxe, nossos filhos estão bem. – O homem disse a tranquilizando, Madalena aproximou-se o abraçando.

-Eu amo você. Obrigada.

-Também te amo. – Retribuiu o abraço dela. Beijou-a sem seguida.

 

-Tio Aldebaran.... Por que não me conta logo o que houve com meus pais? – O menino o encarou, viam a um filme na sala.

-.... Isso não é assunto para mim, quando voltar peça a eles para lhe explicarem tudo. – Respondeu. O menino respirou fundo, já tinha 13 anos e o tratavam como uma criancinha.

 

Baile....

-Sente-se bem? – Máscara perguntou quando Kira voltou a mesa.

-Um pouco tonta, apenas. – Respondeu. – Ele fez de propósito. – Resmungou.

-Beba um pouco de água, quer comer? Busco para você. – Preocupado.

-Seria ótimo. – Respondeu bebendo.

-Tá. – O canceriano concordou levantando-se.

-Kimi tocou maravilhosamente, não foi? – Anny chegando a mesa.

-Sim. – A morena concordou.

-Tudo bem? – A pisciana a fitou.

-Um pouco de tontura. Aquele maldito me rodou pelo salão todo. – Explicou.

-Ele está mesmo perturbando vocês, não é?

-Sim, não quer que descubramos mais nada. – Kira a fitou.

-Já sabemos o suficiente, está tudo bem.

-Mas precisamos saber quem mais está envolvido, se outro Guerreiro Deus ou outra pessoa, isso é importante, precisamos saber em quem confiar, se souberem que ela está sendo manipulada podem ficar ao nosso lado. – A morena explicou.

-Eu sei, mais cedo ou mais tarde descobriremos, se esforçar agora só vai lhe deixar pior, a festa está tranquila, aproveitemos por enquanto. – A pisciana sorriu, Kira sorriu de volta, gostava de como ela a confortava. – A comida está divina.

-Sim, pelo menos podemos nos distrair. – Sorriu.

 

-Bom? – Nathalie sorriu ao ver o escorpiano comendo.

-Apesar dos pesares. – Pausa. – A comida é divina. – Respondeu.

-É sim. – Ela concordou, lembrou-se dos banquetes de sua casa, deveria escrever ao deus informando que estava tudo bem.

-Pensativa? – Curioso.

-Ah, preciso escrever ao meu pai, nada demais. – Disse, viu ele revirar os olhos azuis.

-Não faz assim, sabe que ele se preocupa comigo. – Séria.

-Eu sei, só não gosto disso, sei lá é estranho. – A fitou.

-Ele é meu pai, Milo, me criou desde que eu era praticamente um bebê. – Da mesma forma. – Obvio que seria preocupado, se apagou a mim.

-Eu sei. – Repetiu.

-Ótimo, pare de paranoias. – Riu. Saga e Monna dançavam ainda.

 

-Está tudo de seu agrado, Athena? – Hilda curiosa.

-Oh, claro. Sua recepção tem sido impecável, não só para mim quanto para meus Cavaleiros e servas. – A menina sorriu.

-Ficamos mesmo contentes, a paz entre nós é muito importante. – Séria.

-É sim, também fico feliz por isso. – A fitou. Não demorou muito para as duas serem tiradas para dançar também.

 

A festa assim ia se passando.

 

-Não fique com essa cara, sabe que fiz por bem. – Kimi fitando Shura, estavam no quarto dela, já haviam se recolhido.

-Eu sei, mas não gosto de pensar que ele está dando em cima de você ou que isso pode ser uma armadilha. – Sério.

-Quero ver como está a situação real dessas pessoas, Shura, sair sem Hilda apenas com um Guerreiro Deus pode ser ótimo, ele pode até deixar escapar alguma coisa. É apenas um concerto e como Aiolia propôs vocês podem nos seguir discretamente. – O fitou. – Amo você, só estou pensando em como otimizar o meu papel.

-Você é uma guerreira excelente. – O capricorniano sorriu.

-Obrigada. – Da mesma forma, foi ajeitar-se na cama. – Eu amo você, só você. – Sussurrou no ouvido esquerdo dele.

-Amo você. – Shura respondeu, virando-se para lhe acariciar os cabelos negros.

 

-Obrigada.... – Kira resmungou, o canceriano havia colocado água quente em uma bacia para os pés dela que estavam um pouco inchados. Eles também não demoraram a se recolher.

-Não é nada. – Sorriu, ela desviou o olhar.

-Você não precisa ser tão ruim comigo, só estou cuidando de você. – Disse, não aguentava a indiferença dela, devia dizer que sentia saudades da atenção dela, dos carinhos e tudo mais.

-Eu não sou ruim, já lhe agradeci, não é? Nem deveria, por que nas atuais circunstancias isso não passa de sua obrigação. – Responde colocando os pés na água.

-Teve notícias de seus pais? – Máscara mudou de assunto.

-Ontem, Kanon telefonou para Saga, ele e Naomi estão indo vê-los, ainda estão presos. – Disse. – Eu telefonei a Shion, mas como disse.... Ele mal me ouviu, fico preocupada com meu irmão, sabemos que Aldebaran cuida dele muito bem, mas. – Pausa. – Com certeza vão ter que contar tudo a ele. – A morena suspirou.

-Não fique assim, uma hora ele ia ter que saber o que houve, ele pode ficar um tempo com você ou com Aldebaran, porque com certeza vai ficar do seu lado. – Disse sorrindo.

-Isso é verdade. – Ela concordou. – E... Sua namorada? – Normalmente.

-Nada, nenhum telefonema. – O canceriano respondeu, a ruiva era meio desligada mesmo, deveria ligar uma vez por semana ou a cada dois dias, mas deveria estar muito “ocupada” no Santuário.

-Sei. – Ela não prolongou o assunto.

-Bom, sente-se bem? Precisa de mais alguma coisa? – Máscara perguntou a fitando.

-Não, estou bem. Não precisa se preocupar. – Respondeu. Ele apenas assentiu, tinha vontade de se aproximar, mas sabia que ela o afastaria, ou ficaria irritada. Depois de relaxar os pés, ela os secou, colocou uma meia e ajeitou-se na cama.

-Também está com medo de dormir? – Máscara normalmente.

-U-um pouco, o problema é que isso cansa. – Pausa. – Parece que passo a noite acordada. – Reclamou, ele concordou.

-O que ele faz? – Curioso.

-Suas barreiras não funcionam, não é? – O fitou.

-Não. – Sincero.

-Não é psíquico, é outra coisa. Também não sei o que ele faz, mas seria bom descobrirmos. Isso está começando a me incomodar. – A morena bocejou.

-Se quiser eu bato nele. – Sorriu.

-Sabe que isso só traria problemas, não é?

-Claro que eu sei, estava brincando, mas ficar sentado apenas esperando me incomoda. – Confessou.

-Eu sei, todos estamos entediados e com uma sensação ruim sobre isso, mas não há muito a fazer, a não ser esperar. – Ela ia dizendo baixinho, estava mesmo com sono.

-Descanse. – Máscara disse, aproximou-se beijando delicadamente a testa dela, Kira não protestou, afinal já estava dormindo.

 

Monna, Saga, Nathalie, Milo, Drik e Aiolia ainda estavam no salão, ainda conversavam, petiscavam e dançavam. Seiya, Shun e Shiryu sentaram-se as mesas com eles. Hilda e Athena também aproveitavam a noite assim como quatro Guerreiros Deuses que permaneceram no salão.

 

-Shun, seu irmão já foi dormir? – Monna normalmente, sentou-se ao lado dele.

-Sim. – Riu. – Ele é muito antissocial. – Suspirou.

-Oh, eu entendo. – Sorriu. – Por que não vem dançar. – Estendeu a mão a ele.

-Saga não vai se importar? – O menino perguntou preocupado.

-Acho que não, como vê está conversando animadamente com Bado. – A ruiva apontou. Apesar da situação, eles realmente tinham muito em comum, era ótimo trocar experiências com os guerreiros de outros exércitos.

-Então tudo bem. – O virginiano sorriu lhe dando a mão.

 

Hilda observava a pequena movimentação, ainda havia pessoas de sua corte também que agora estavam mais animadas e a vontade, sem tanta gente. De repente ela sentiu-se feliz, como se tudo estivesse certo, em paz. Porem essa sensação durou pouco.

 

-Estamos indo, boa noite. – Nathalie disse as amigas. – Boa noite minha deusa, senhora. – Disse para Athena e Hilda.

-Boa noite. – Coro, Milo apenas assentiu. Retiraram-se.

-Querida.... Suas servas e seus Cavaleiros se relacionam? Percebi alguns muito próximos. – A platinada curiosa.

-Alguns sim. – A menina sorriu.

-Entendo, que gracinha. – Comentou.

-São sim. – Concordou.

 

Milo e Nathalie passavam por um corredor quando a loira viu Alberich, puxou Milo.

-O que foi? – Perguntou a fitando.

-Alberich e-e mais alguém, vamos segui-los. – O fitou, Milo assentiu, contavam que ele não estivesse monitorando ninguém pelo clima de festa, o Guerreiro entrou em uma sala, pelo que o Cavaleiro e a Amazona se lembravam era uma espécie de escritório. A porta estava entreaberta.

-Está tudo ocorrendo bem, senhor. Como pode ver depois disso a corte vai ficar mais feliz com Hilda. – Alberich dizia.

-Sim. Pararão de reclamar e investigar a súbita mudança dela, isso é mais que perfeito. E os Guerreiros de Athena? – Perguntou.

-Quem é? – Nathalie curiosa, conseguia identificar a voz de um homem que aparentava idade.

-Durval. – Milo a encarou, ela arregalou os olhos verdes, o conselheiro.... Sempre o conselheiro.

-Estão quietos, por enquanto, como eu disse eles sabem que não podem conosco. Os dois com poderes psíquicos eu estou tentando neutralizar. – O Guerreiro esclareceu.

-Ainda? – Curioso.

-São muito resistentes, mas creio que logo não aguentaram mais a pressão, os dois escondem muito bem, mas sei do que tem medo. Logo estarão indo embora. – Sorriu perverso.

-Esperemos que sim. – O mais velho sorriu.

-Vamos.... Não queremos que nos encontrem. – Milo disse a puxando, ela assentiu e saíram apressados.

-Ouviu algo? – Durval curioso. Alberich elevou seu cosmo.

-Droga.... Dois Guerreiro de Athena correndo ao Sul.

-AH.... – A ariana gritou e caiu desfalecida no chão.

-Nathalie, Nathalie. – Milo chamava a chacoalhando, suspirou, não era seguro ficar ali, pego-a no colo e seguiu para o quarto da loira.

 

O Salão só foi completamente vazio perto das 06:00h. 


Notas Finais


Espero que gostem ^^


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