História Akai Ito 3 - PRIMEIRO AMOR - Capítulo 2


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
Tags Drama, Escolar, Hdo, Pjo, Romance
Visualizações 199
Palavras 2.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu prometi começar a postar em um mês, mas como o prólogo já estava meio pronto, resolvi postar um pouco mais cedo, porem os capítulos começarão como o previsto.

Espero que gostem desse pedacinho do passado do Percy <3

Capítulo 2 - Prólogo


 

 

  "[...]eu esperava sustentar nossos olhares 

por mais tempo possível, porem ela os desviou[...]"  

 

Fevereiro de 2008

 

Sempre achei o primeiro dia de aula irritante, porque é sempre a mesma coisa todo ano. Você perde a aula conhecendo as pessoas da sua sala  e o seu professor, olha ao redor e procura o grupo que você poderá se dar melhor durante o ano, escolhe as garotas mais bonitas para fazer uma nota mental e tentar algo com elas mais tarde, e por fim tenta se apresentar como o melhor da sala.

Bem, pra mim, foi sempre assim desde a sexta serie, quando as garotas começaram a me notar porque comecei a deixar de ser um garoto magricelo e tímido. Adotei uma personalidade um pouco mais ousada, e passei a criar estratégias para sempre estar a vista de todos. Eu gostava de ser a atração das garotas, ser invejado pelos garotos e ser útil para todos, mas principalmente, além de todas essas coisas, o que eu mais gostava era de se cogitado. Eduquei-me da seguinte forma: Eu seria um dos garotos mais estudiosos da minha turma, porque além de chamar atenção dos professores, isso me colocava em uma linha de frente única para as garotas que precisassem de um reforço na matéria, e com isso eu poderia ganhar muito mais que olhares desejosos. Eu seria reservado, sempre educado, sempre disposto, mas nunca, absolutamente nunca seria dominado.

- Seja inteligente, seja reservado, mas nunca dominado – Eu respondi ao Jason, quando ele perguntou-me qual era o segredo em ser um cara popular.

A escola era nova, uma das melhores da cidade. Um departamento apenas para o ensino médio e também a escola que praticamente quase todos meus amigos que cresceram comigo começou a frequentar. Não parecia que eu estava em um ambiente novo, e sim que o ambiente novo acabou vindo até a mim.

- É muito fácil falar isso quando não se está apaixonado, Percy – Jason ironizou – Conhece minha história com a Piper, sabe que não posso simplesmente esquecer tudo.

- Não pode, mas deveria – Dei alguns tapinhas leves em seu ombro.

Jason era atualmente meu melhor amigo, um garoto branquelo e loiro, totalmente diferente da sua irmã mais velha, que possuía cabelos tão negros que traziam um reflexo azulado sobre o sol. A única coisa que se assemelhavam entre o Jason e a Thalia, eram os olhos azuis brilhantes.

Antes da Thalia ir morar com uma tia na Alemanha, Jason não era tão próximo de mim. O temperamento da sua irmã, e a língua afiada que ela tinha, fazia com que ele ficasse um pouco sem graça no meio dos amigos. Eu particularmente sempre gostei da Thalia, era uma garota sincera e autoconfiante, nunca irei me esquecer do apelido que ela deu na Silena, só porque a mesma sempre se importou demais com sua aparência. Coisa que a Thalia nunca se importou consigo mesma.

- Você realmente acha que eu deveria? – Jason perguntou apreensivo

- Jason, esse é o único conselho que tenho pra te dar. Não existe amores insubstituíveis – Dei de ombros – Porque não aproveita que a Reyna foi o pivô de toda essa confusão e se consola com ela?

O garoto me fitou sem acreditar no conselho que ouviu

- Quer mesmo que todas as minhas esperanças de reconquistar a Piper acabe?

- Temos quinze anos, amigo. Temos que aproveitar a vida, não nos prendermos a paixões de adolescência.

- Ah claro! – Ele revirou os olhos – Porque você é o cara perfeito aos olhos das pessoas que te enxergam por fora. Aposto que a maioria das garotas com quem você se relaciona, acha que você é virgem.

Eu ri

- Não, é serio! – Ele insistiu – Eu tenho certeza que elas acham isso. Afinal quem acreditaria que o gênio meio nerd da escola perdeu a virgindade com a empre...

- Ei! – Eu o interrompi – Seja reservado, seja reservado – Eu repeti em um sussurro agressivo – Nada de falar da minha vida por aqui, estamos em uma escola nova.

- Conhecemos metade das pessoas que estudam aqui – Ele ironizou

- Não importa, a outra metade não conhecemos

Jason sabia que era perda de tempo discutir comigo, então suspirou um pouco frustrado com o rumo da conversa.

- Ok, Jackson... Talvez eu tente dar um tempo com a questão da Piper, mas não quero deixar de ser amigo dela.

- Ninguém precisa deixar de ser amigo de ninguém – Eu concordei – E a Piper com certeza um dia vai se tocar que não adianta fugir de você, apenas... Seja paciente.

- Você acha?

Ele deu um sorriso esperançoso. Pobre Jason, porque ele insiste em não desistir? Seria tão mais fácil e cômodo. Eu nunca insistiria em algo que eu não tivesse certeza que conseguiria com relação a garotas. Jamais!

- Olá meninas – Silena nos abraçou por trás – Mais um ano de luta ao lado de vocês, não adianta mesmo mudar de escola. Achei que me livraria dos encostos...

- O que podemos fazer? – Dei de ombros – Você é a minha alma gêmea Silena

- Ai que nojo – Ela revirou os olhos – Sabiam que essa escola tem uma seleção para vaga de bolsista? – Mudou de assunto

- Sabia – Jason respondeu e eu concordei

- É uma vaga pra mais de quatrocentas pessoas inscritas – Ela fez uma expressão de “eu nunca passaria”

- Então teremos alguém pra competir o score com o Percy – Jason riu

- Me amigos – Léo acenou quando nos viu – Quanto tempo.

- Nos vimos ontem – Revirei os olhos

- Mas não dormiram comigo – Ele piscou e apontou os dedos em forma de armas para nós.

- Você precisa melhorar suas piadas – Jason deu um leve tapinha em suas costas

- Tão bom no primeiro dia de aula encontrar vocês bem no primeiro horário – Silena ironizou – Já viram a Piper, ou a Reyna?

Jason desviou o olhar

- Devem ter ido ver a grade das aulas, e quais turmas pertencem. – Respondi

- Coisa que devíamos estar fazendo, não é? – Ela perguntou. Concordei com a cabeça.

- Vamos esquecer as chicas velhas, e vamos dar um close naquela chica ali – Léo apontou seus dedos em formas de arma para uma garota que não conhecíamos.

Ela tinha cabelos acobreados, uma pele levemente bronzeada e olhos azuis.

- Ela é gata – Jason disse

- Gata – Concordei

- Ela é Calypso – Léo cantarolou

- Ela é o que? – Silena riu

- Calypso – Ele deu de ombros – Vocês acham que eu já não fiz uma pequena investigação sobre ela? Só descobri o nome, mas já é alguma coisa.

- Calypso, tipo... O da mitologia grega? – Perguntei

- Não sei, tem Calypso na mitologia grega? – Ele fez uma careta

- Meu Deus, preciso dar um apelido para essa garota, ou ela vai sofrer bullying nessa escola – Silena levantou as mãos em protesto.

- Vai! – Léo deu um empurrãozinho nela – Vai dar um apelido a ela, vai lá, seja amiga dela e nos apresente. Vai – Ele continuou dando empurrãozinhos leves.

- Vocês acham que eu tenho cara de ponte pra os rolos que vocês desejam? – Ela colocou a mão sobre a cintura

- Sim – Léo e eu respondemos ao mesmo tempo

- Eu odeio vocês – Ela suspirou e virou-se de costas

- Eu te amo, tucano! – Léo gritou o apelido que a tempos a Thalia havia colocado nela

- Vai pro inferno, seu magrelo filho da mãe – Ela gritou de volta

- Esta chica me ama – Ele sorriu

- Muito mesmo – Revirei os olhos e ri

Dei mais uma olhada na garota, ela era realmente linda. Nossos olhares se encontraram sem querer, e seu rosto corou. Eu sorri de uma forma agradável e ela sorriu de volta, e só tirou sua atenção de mim quando a Silena se aproximou dela. Na mesma direção em que ela estava, meus olhos acabaram caindo sobre uma figura totalmente diferente dela.

- Quem é aquela garota? – Acabei perguntando em voz alta

- Quem? – Léo imediatamente procurou a figura. – Onde?

Corei. Na verdade eu não queria ter dito aquilo, mas meu pensamento acabou sendo alto demais.

- A loira? – Jason a fitou.

Ele a encontrou no mesmo instante em que eu perguntei. Como se ele soubesse exatamente a quem a pessoa se referia, ou ele também havia percebido ela?

- Loira? Onde? – Léo ainda procurava

- A que está segurando vários livros – Jason moveu os ombros de Léo para a direção da garota

- Ah... – Ele disse desapontado – Meio sem graça ela.

- Um pouco – Jason concordou.

A garota estava lendo um papel, e tentando andar em linha reta. Tropeçou varias vezes até chegar ao mural da grade escolar no meio do pátio. Eu acabei rindo ao ver seus tropeços, e era verdade, ela era sem graça. Magricela e um pouco apagada em relação as diversas garotas ao seu redor.

- Vamos checar nossa turma – Jason sugeriu

Concordei com a sugestão e fomos em direção ao mural. Ridículo da minha parte eu ter tido a curiosidade em ver a garota mais de perto. Certifiquei-me de que nenhum dos meus amigos tivesse reparado nisso, e tentei não olhar muito para a figura que estava um pouco mais perto agora.

- Isso! – Ouvi Jason comemorar baixinho – Estamos na mesma turma.

- Você e eu? - Perguntei

- A Piper – Ele disse como se fosse obvio – Ah... Você não, próximo ano talvez

Revirei os olhos e me senti um pouco frustrado.

- Fiquei na mesma turma que o Charles e o Frank – Chequei meu nome - E você? – Perguntei ao Léo

- Não fiquei na mesma turma que vocês. – Fingiu estar se lamentando

- Pela sua cara, deve ter ficado na mesma sala que a novata – Deduzi

- Garoto esperto – Ele sorriu

Alguém se bateu em meu ombro, e percebi que era a garota sem graça que eu havia reparado.

- Desculpa – Ela sorriu sem mostrar os dentes

Arregalei os olhos assim que eles se encontraram com os dela. Eles eram azuis? Verdes? Não... Nenhum dos dois, eram cinzas talvez. Perdi-me tanto em querer decifrar sua tonalidade que nem ao menos respondi a ela, o que soou meio rude.

A garota também não se importou com tal atitude, e voltou sua atenção para o mural, ficando na ponta do pé para verificar o topo da listagem.

- Precisa de ajuda? –     Perguntei

- Não, obrigada. Eu me viro – Ela respondeu sem nem ao menos olhar pra mim

Isso não era comum. Eu estava mais acostumado com olhares brilhantes e sorrisos tímidos quando alguma garota falava comigo. Senti-me até meio sem graça com o quanto minha presença não lhe causou nenhuma reação. A garota esticou seus pés, e correu seu dedo pela enorme lista até parar em um nome. Annabeth Chase, esse nome acabou se fixando em minha mente sem motivo nenhum, e eu continuei como um idiota parado ao lado dela observando cada detalhe de seus movimentos.

Ela primeiro sorriu, depois encarou o mural afastando-se com um passo para trás, ajeitou seus livros nos braços e suspirou satisfeita, e juntamente com o sorriso exposto, seus olhos se alargaram. Definitivamente eles eram cinzas.

O sinal tocou tirando minha atenção da visão de seus olhos, e em segundos eu estava sendo puxado pelos meus amigos. Com toda agitação dos estudantes no pátio não pude nem ver para qual direção a garota tinha ido, e isso me frustrou mais do que o necessário. Até que por alguns milésimos de segundos eu os vi dentro de toda aquela multidão, e seus olhos estavam literalmente ligados aos meus... Algo como um frio na espinha me fez arrepiar, e eu esperava sustentar nossos olhares por mais tempo possível, porem ela os desviou, como se não estivesse enxergando ninguém além da multidão.

- Algum problema? – Jason perguntou

- Não – Balancei a cabeça para voltar à realidade – Acho que não.

***

Depois de todas as aulas terminadas, Jason e eu ficamos no estacionamento esperando minha mãe vir me buscar. Não esperava a hora de completar dezesseis anos e poder tirar minha habilitação provisória.

Meus olhos se desviaram da conversa com o Jason, quando percebi que a Piper se aproximava ao lado da garota de mais cedo. As duas conversavam timidamente e pareciam estar se conhecendo.

- A Piper conhece aquela garota? – Perguntei

- A bolsista?

- Bolsista? – Perguntei confuso

- Sim, ela está na nossa turma. Ela é a bolsista que passou na seleção de vagas

- Ah

- Ela é muito nerd – Jason resmungou – Soube responder todas as perguntas históricas de literatura do professor. Foi assustador...

- A Piper é amiga dela?

- Não, as duas sentaram juntas hoje... Só isso – Ele deu de ombros

- Hmm – Toquei o queixo – A Silena, é?

- Não, todo mundo conheceu essa garota hoje – Ele fez uma careta – Na verdade a Silena pegou uma cisma com ela na terceira aula, porque foi corrigida na frente de todos. Foi meio rude, mas foi engraçado.

Fiz um bico frustrado. Passou rapidamente pela minha mente, usar a Silena para chegar na garota, mas agora as chances foram bem diminuídas

- Porque o interesse? – Ele perguntou

- Nenhum interesse, só curiosidade – Dei de ombros – Acha mesmo que eu teria interesse nela? – Ri, mas foi de nervoso mesmo.

Jason riu

- Não mesmo

- Minha mãe chegou, vamos! – Eu o puxei.

Entrando no carro olhei em direção as garotas, novamente nossos olhos se encontraram, mas se desviaram em seguida. Que merda era essa? Porque ela não me notava? E pior! Porque eu me incomodava com isso? Era tão frustrante... E tão fascinante ao mesmo tempo.

Ela era diferente, e depois disso eu comecei a pensar que ela era única.


Notas Finais


Autora:

habilitação provisória* - Nessa história (E também nas demais) a maioridade penal é de dezesseis anos, o que significa que nessa idade a pessoa já poderia ter uma habilitação provisória, uma permissão para rodar apenas na cidade em que reside, e só aos dezoito poderia ter a permanente e ter permissão para viajar para outras cidades.

Capitulo 01. previsão para: 04/09/17


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