História Akai Ito - Capítulo 30


Escrita por: ~ e ~mareuu

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Exibições 203
Palavras 1.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Me desculpem por tamanha demora do capítulo, fiquei a semana toda com bloqueio e aproveitei para me dedicar aos estudos. Talvez eu solte a outra parte do capítulo (pois dividi em duas partes) no meio da semana!
Capítulo dedicado a 1ndecis4, representando todos os leitores que comentam, que sofrem, que amam, que se divertem com a fic. Obrigada a todos vocês, eu e mareu amamos cada um <3

Capítulo 30 - Thirty


Aquela foi a primeira de quatro sessões de orgasmos que Paola e Ana tiveram. Não foi apenas sexo, teve amor, muito amor. A maneira que os corpos deslizavam lentamente causando prazer em ambos dos corpos, como Paola tocava carinhosamente os cabelos de Ana, os sorrisos minutos depois de terem chegado em seus ápices. Aquilo era amor, em pequenas coisas que faziam. Das mais simples, até as mais profundas.

O apartamento era silencioso, bagunçado e tinha cheiro de paixão. O mesmo cheiro de quando você chega de uma longa viagem e quando abre a porta de casa, sobe aquele aroma de seu, de casa, de bem-estar. A casa de Ana não era exatamente os cômodos em que habitava, sua casa estava deitada em sua cama, nua e sorridente. Sua casa era uma pessoa, e ela não precisava de mais nada a não ser Paola. Ela era seu lar.

Ana observava, ainda sonolenta, a silhueta de Paola ao seu lado. As costas levemente arranhadas lhe trouxe a tona todas as lembranças da noite passada. Não poderia sentir-se mais feliz, tinha a mulher amada ao seu lado, adormecida.

Passou as mãos carinhosamente pelos fios desordenados de Paola, querendo acordá-la, pois tinha a completa certeza de que a argentina queria passar todo o dia livre com a sua filha.

 

– Bom dia. – Parou de arrumar os cabelos da namorada e começou a se ajeitar na cama, pois ainda tinha o corpo completamente torto por causa da posição que dormira. Paola gemeu em frustração e levou seu braço direito para trás, alcançou a mão de Ana, voltando a colocar a mão dela em seus cabelos novamanete. Ana riu e aproximou seu corpo no de Paola. Encaixou sua cabeça no vão do pescoço da argentina, querendo sentir seu cheiro.

 

– Que horas são? – Indaga Paola.

– Não sei, provavelmente umas nove.

 

A argentina suspirou profundamente antes de virar todo o seu corpo para Ana. Ficaram incontáveis segundos se observando, nenhuma palavra era dita, também não era necessárias. Era juras de amor em forma de olhares, como sempre faziam. Ninguém precisava saber, somente as duas.

 

– Posso lhe pedir uma coisa? – Ana ficou pensativa instantaneamente.

– Até duas. – Sorriu Paola. Em transe com o quão linda Ana podia ser pela manhã, sem maquiagem alguma.

– Não conta para a Francesca agora não, sobre nós.

 

Paola uniu as sobrancelhas e apoiou a cabeça em sua mão. Estava curiosa com aonde Paola queria chegar com aquela conversa.

 

– Sabe... Eu quero contar a ela. – Ana disse com pesar. – Quero ver a reação dela. Será se ela ainda me aceita?

– Essa é a pergunta mais besta que você pode fazer, Francesca te ama. – Paola suspirou, e sorriu quando lembrou que sua filha havia aprovado seu cônjuge. Isso raramente acontecia.

– Eu sei, só queria ver seu brilho nos olhos falando sobre sua filha. – Sorriu a apresentadora apaixonada.

 

+

 

¿Dónde está mi madre?

 

Francesca havia chegado em sua casa mais cedo que o esperado. Denominou sua amiguinha como “tediosa”, por isso achou melhor ficar em casa esperando sua mãe; mal sabendo que Paola já estava no Brasil.

 

– Sua mãe está chegando, loirinha. – Respondeu a babá.

– O que vou comer no almoço? – Francesca balançava as pernas freneticamente em cima da bancada, sabia o quanto sua mãe odiava quando ela sentava lá. Mas aproveitou que ela não estava em casa para aprontar algumas.

– Você nem tomou café ainda e está pensando no almoço? – Gargalhou a moça. Retirou a criança da bancada e a colocou na cadeira. Serviu as frutas que Paola havia pedido para ela dar e pegou seu celualr, viu que tinha cinco mensagens da patroa. Duas delas agradecendo por ontem e as outras dizendo que ja estava a caminho de casa. – Sua mãe está chegando.

 

Francesca encarou sua babá e desvencilhou rapidamente da cadeira. Correu até a porta de entrada e se sentou ali, recusando a se sair. Um sorriso gigantesco surgiu no rosto da loira, começou a roer as unhas; um hábito que só fazia quando estava ansiosa ou nervosa. Jaqueline tentou tirar a menina dali mas foi impossível, ela deixava todo o corpo molengo e ignorava o esforço dela.

Foram cerca de quinze minutos até Fran ouvir o barulho das chaves. Ela se levantou imediatamente e ficou esperando a porta ser aberta. Assim que aconteceu, supreendeu-se por Ana também estar presente, sua felicidade estava duplicada.

Correu para os braços de sua mãe e ficou longos minutos ali, sentindo o cheiro tão conhecido dela. Paola fazia um pequeno carinho na cabeleira loira da criança, enquanto sentia os corações sincronizarem.

 

– Senti tanta falta sua, mi hija. – Paola confessou. Afastou seu rosto para poder encarar os olhos oceanos que tanto amava. Francesca tinha um sorriso que aqueceu seu coração..

– Oi, princesa. – Ana abriu seus braços e sentiu o pequeno corpo de Francesca colidir com o seu. – Como está?

– Vocês voltaram a namorar? – Indagou a pequena, esnobando a pergunta de Ana Paula.

 

Ana soltou-se de Francesca e encarou Paola. O olhar compreensivo e afirmativo da argentina foi o necessário para a aprovação de que Ana poderia contar toda a verdade. Pegou na pequena mão da loirinha e a guiou para o sofá. Esperou que Jaqueline e Paola também estivessem presentes.

 

– Princesa... Eu e a sua mãe ficamos muito próximas de uns tempos para c...

– E vocês estão namorado, não estão? – A loirinha segurou o grito que estava em sua garganta, mas o soltou quando Paola concordou com a cabeça. Não teve outra reação a não ser gritar de felicidade e pular para o colo de ambas. Jaqueline as observava sorridente, imagiando quando teria uma família tão linda e completa como aquela.

– Que tal nós irmos almoçar no Arturito? – Paola indagou. Além de passar um tempo com as duas pessoas que mais amava, estaria perto dos seus funcionários. – Você vem, Jaque?

 

A babá apenas negou com a cabeça.

 

– A gente vai comer de grátis. – Comemorou a loirinha.

– Vou ir para casa, tirar uma folga dessa sapeca aqui. – Jaqueline explicou.

 

+

 

Como esperado, em menos de vinte e quatro horas, os jornais já se enchiam com notícias de que as duas foram vistas juntas. Nenhuma delas notaram algum fotógrafo escondido, ou pessoas as olhando torto. Tudo foi numa perfeita paz, mas é claro que aquilo não duraria, ninguém pode ser feliz num mundo tão cruel como esse, por que seria diferente com elas?

Ana Paula recebia a cada cinco minutos um comentário de ódio na sua página do Facebook. O público só gostava de ver coisa ruim, que tudo desse errado na vida de todo mundo enquanto a sua ficava numa perfeita maravailha, mas eles não pensavam que enquanto desejava o ruim para os outros, tinha alguém desejando o mesmo para ele. Se as pessoas divulgassem a volta do namoro como da mesma forma que a separação, o mundo seria muito melhor.

 

– Ainda está vendo esses comentários? – Paola retirou a toalha enrolada de seu cabelo e a pendurou em um lugar qualquer. Caminhou em passos agéis até sua cama, onde o corpo de Ana também habitava.

– Eles dizem coisas horríveis. – Ana largou o celular e encarou sua namorada. Sorriu ao vê-la tão exausta, ficava linda do mesmo jeito. Deslizou seus dedos pelos cabelos ainda molhados da argentina e os viu sumindo entre os fios negros da mulher.

– Por isso eu não uso muito essa tecnologia. – Resmungou.

– Pois devia, seus fãs sentem muita saudade de você no Twitter.

– Fãs? – Riu Paola. Ainda não conseguia digerir que havia pessoas que a adoravam, que gostavam do seu trabalho e pela pessoa que ela era. Era tudo muito novo, e ela não sabia se aguentaria.

– Eles são as coisas mais preciosas que você pode ter. – Ana disse. – Eles estão sempre lá por você e para você. Quando você adoece ou fica muito tempo sem dar um olá eles já ficam preocupados. É como ter centenas de filhos, mas cada um com o seu jeitinho. – Gargalhou em algumas partes. – Quando nós nos separamos, apenas as mensagens de força deles serviam, pois além de fãs, eles também são sua família, seus melhores amigo. Portanto Dona Carosella, trate de entrar mais nas redes.

Sí mama. – Brincou.

 

Em menos de cinco minutos, Francesca apareceu e pediu para dormir com as duas. Os olhinhos vermelhos de sono conquistou o coração de ambas. Ana Paula puxou a menina e lhe colocou no meio das duas, se aconchegou nos braços de sua mãe enquanto Ana lhe fazia um carinho suave, dando mais sono ainda na loirinha.

 

– Ela conquista a gente de qualquer jeito, não é? – Ana sorriu. – Me conquistou para dormir aqui, e depois para dormir conosco. Com quem será que ela aprendeu a ser tão chantagista?

– Bom, comigo não foi. – Paola segurou o riso.

 

A conversa iria continuar se não fosse pelo celular de Paola apitando mensagem nova. Ficou curiosa com quem estaria lhe mandando mensagens altas horas da noite e assim que desbloqueou o celular, seu pesadelo havia voltado.

 

Acho que vc ñ aprendeu nada com as ameaças que fiz, eu te avisei Carosella, eu te avisei...

 

Era o pai de Francesca novamente. Paola sentiu todo seu corpo gelar e a sensação de angústia lhe veio a tona. Sentiu medo da tamanha seriedade que o homem estava tendo, ele iria buscar Francesca. De um jeito ou de outro.

 

– Paola? – Ana a chamou pela terceira vez. – Está tudo bem? Quem é?

 

Não. Pensava a argentina.

 

– Sim. – Ela respondeu. – É apenas a operadora me mandando mensagens, vamos dormir.

 

E ela mentiu novamente, havia dito a Ana que nunca mentiria novamente, mas ela infelizmente o fez. 



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