História Akai Ito - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Namjin, Sugamin, Taekook, Vkook, Yoonmin
Exibições 153
Palavras 3.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA QUEM VOLTOU EM MENOS DE UM MÊS KSADJSKFJKSDK eu mesma moonlight mello
(meu nome é gyovanna ta só pra quem quiser saber msm, ignorem isso aq))
E GENTE ACONTECEU UM MILAGRE!!1
eu saí das duas mil palavraaaasssssss vamos glorificar de pé irmãos amém
eu não posso prometer que tenha 3k ou mais no próximo mas eu vou me esforçar <3
E
ele já está sendo escrito, amém de novo

agora vão ler
bejo

Capítulo 4 - IV


Fanfic / Fanfiction Akai Ito - Capítulo 4 - IV

A leve — e fria — brisa me atinge, balançando um pouco meus claros fios de cabelo e me trazendo uma calma da qual eu estava necessitando demais nos últimos dias. Fecho os olhos e me deito no concreto duro — e um tanto sujo — do telhado do colégio, aproveitando da sensação do vento e o barulho dos pássaros que ali passam.

Dizem que as pessoas cegas, por não terem a possibilidade de enxergar, possuem os sentidos mais aguçados, como a audição — elas são capazes de ouvir melhor as coisas à sua volta. Se fecharmos nossos olhos e ficarmos atentos, podemos ouvir coisas que, enquanto estávamos enxergando, ignorávamos. Isso é uma coisa que, pelo menos para mim, é incrível e relaxante.

Quando estamos enxergando, não prestamos atenção nas folhas das árvores balançando e batendo umas nas outras aos poucos quando são encontradas pelo vento, nem percebemos como os sons que os pássaros fazem podem acalmar tanto.

 

Os pequenos e às vezes quase imperceptíveis detalhes são tão importantes quanto os maiores.

 

— Não vai pra aula? — Ouço uma voz conhecida e abro os olhos, observando Namjoon se sentar ao meu lado — O sinal já bateu.

— Eu já vou. — Arrumo minha postura e subo meu corpo, também sentando-me — O que você está fazendo aqui?

— Vim te chamar, oras. — O mais novo se levanta e bate suas mãos na calça para eliminar a sujeira, estendendo sua destra para mim em seguida — Anda, vem logo. Você não pode ficar matando aula.

— Você nem é da minha classe, Namjoon.

— E quem se importa? — Seguro em sua mão e me levanto, ajeitando minhas roupas — Eu sempre te vejo matando aula e tenho certeza que não é preciso estar na mesma classe que você pra saber que suas notas estão num estado crítico.

— Isso é jeito de falar com seu hyung? — Indago, nos dirigindo até as escadas que levam ao pátio do colégio.

— Bom, quando seu hyung está sendo um irresponsável que só sabe ficar fora da sala durante as aulas, é, sim.

— Eu não estou sendo irresponsável. — Namjoon inclina um pouco a cabeça para o lado e olha para mim com os olhos semi cerrados e as sobrancelhas um tanto quanto arqueadas — Tá, talvez eu esteja sendo um pouco, e tenha sido na maioria das vezes. Mas eu não tenho culpa. Ultimamente, eu tenho precisado me acalmar, e o telhado é a melhor opção.

— Se acalmar? — Diz um pouco mais a frente, terminando de descer as escadas — O que aconteceu? — Pergunta, preocupado, enquanto vou até o bebedouro e abro a pequena torneira prata instalada na parede, me inclinando um pouco para baixo e bebendo um gole da água gelada.

— Depois eu te falo, okay?

— Eu vou cobrar. — Diz em um tom de brincadeira, mas conheço-o o suficiente para saber que ele vai realmente ficar no meu pé para que eu desabafe, nem que seja um pouquinho. Namjoon sempre foi a pessoa que me ajudou na maioria dos meus problemas e me apoiou nas minhas épocas ruins, então eu nem me incomodo.

— É, eu sei. — Suspiro e me viro em direção ao corredor que leva até minha sala de aula, murmurando um 'merda' quando vejo as horas no — não tão grande — relógio do pátio, percebendo que a aula de ciências acabou de começar, ou seja, terei que aguentar um dos professores mais irritantes por um período inteiro. — Até mais tarde. — Digo em um tom um pouco mais alto enquanto começo a andar sem a menor pressa até minha classe. Namjoon responde um 'até' e por fim, ouço seus passos ficarem distantes.

Me viro para trás e cogito a ideia de voltar para onde estava, mas opto por continuar meu caminho até à maldita sala de aula, para ter a maldita matéria, com aquele maldito professor. Não que ciências seja uma matéria chata; muito pelo contrário. É uma das matérias que eu mais admiro, porém, não estou com um humor bom para aprender absolutamente nada hoje, além de que o professor dificulta tudo.

— Está atrasado, Min Yoongi. — O professor diz, olhando para seus papéis, quando adentro a classe. Reviro meus olhos e suspiro. Eu deveria ter voltado lá pra cima.

— São apenas três minutos de atraso. — Digo, me sentando em meu lugar que, infelizmente, não se encontra mais na última carteira da última fileira da sala e sim, na terceira carteira da segunda fileira, porque algum dos professores simplesmente fez, sem necessidade, uma mudança nos lugares de todas as pessoas da classe.

— O senhor chega atrasado e ainda quer responder os de autoridade maior? — O mais velho indaga, aumentando um pouco o tom de voz. Por sorte, ele não percebeu meus fones de ouvido, que estão escondidos entre alguns poucos fios de cabelo e o capuz da jaqueta da qual estou usando. Aumento o volume da música no celular por debaixo da blusa e pego meu caderno, anotando algumas coisas desnecessárias enquanto o professor continua discutindo sobre minha postura e pontualidade.

O restante das aulas se passa como sempre — apenas eu, trancado em meu mundo enquanto faço desenhos e versos desconexos apenas para passar o tempo e ouço as mesmas músicas de sempre, já que, por mais que eu tente, não consigo prestar atenção nas aulas. Meus pais já foram convocados diversas vezes pela direção. Eles dizem que o melhor a se fazer seria contratar um professor particular para que, além de receber aulas na escola, eu receba em casa também. Porém, na situação financeira em que minha família se encontra, essa não é uma opção muito boa. Já passei noites lendo livros e assistindo à vídeo-aulas, mas eu simplesmente não consigo absorver as informações recebidas. Parece que provavelmente repetirei esse ano, a menos que tenha algum outro jeito e que este não envolva dinheiro.

 

 

 

 

 

 

— E aí, vai me falar ou não? — Namjoon diz enquanto anda ao meu lado em direção à saída. Hoseok e Jimin estão um pouco mais à frente, e os outros, provavelmente já foram.

— O motivo principal está bem na sua frente. — Suspiro, pegando um chiclete no bolso e oferecendo-o para Namjoon enquanto masco outro.

— Valeu. — Diz enquanto leva o doce até a boca — Aconteceu alguma coisa esse final de semana? Enquanto ele estava na sua casa.

— Não. — Respondo sem muito ânimo — Ele ficou jogando videogame com Ji Oh enquanto eu assistia. Depois, eu tive que levar ele pra casa dele. Quando eu voltei, Ji Oh estava tendo uma crise de falta de ar, mas não foi nada muito importante. Fora isso... acho que não aconteceu nada.

— Nada mesmo?  — Me lança um olhar desconfiado — Tenho impressão de que você esta me escondendo alguma coisa.

— Nada, Namjoon. — Bufo, já irritado com esse ‘quase-questionário’ — Agora dá pra parar de me fazer perguntas?

— Desculpa, eu só estou preocupado. — Dá um leve sorriso para mim, o que não faço questão de retribuir — Eu vou parar de ficar no seu pé, mas... se precisar de alguma coisa, é só me chamar, okay?

— Okay. Obrigado. — Paro em frente o portão do colégio e suspiro — Então... acho que já vou indo. — Aceno para o mais novo, que retribui — Até amanhã.

Começo a andar, sentindo o frio invadir meu corpo por dentro do pano fino da jaqueta que uso. Me amaldiçoo mentalmente por não ter trazido nenhuma outra blusa e suspiro, pegando meu fone de ouvido, colocando-o e plugando-o no celular. Sinto todo o barulho externo ser substituído por uma melodia calma e agradável. Fecho os olhos, aproveitando da sensação que a música me traz. Isso é uma das poucas coisas que admiro com todo o meu coração, se não a única. A música está presente na minha vida acredito que desde que me entendo por gente. Aos meus quatro anos eu já apresentava interesse por instrumentos e coisas do tipo. Meus pais me colocaram em um curso de piano quando completei oito anos, e desde então, dentre todos os instrumentos musicais, os de teclas se tornaram meus favoritos.

 

 

— Filho, se arrume, nós vamos sair! — Ouço minha mãe dizer no andar de baixo e eu aperto o botão escrito ‘start’ no controle do videogame, pausando o jogo do qual eu estava entretido antes da mais velha me chamar — Vem logo!

— Por quê? — Digo em um tom mais alto para que ela escute enquanto vou até meu guarda roupa — Onde vamos?

— É surpresa! Agora se apresse! — Respondo com um ‘estou indo’ e procuro por uma blusa, escolhendo uma de cor vermelha com um desenho de dinossauro no centro. Retiro meu uniforme do qual deveria ter me livrado há horas e visto a que escolhi, ficando com a mesma calça. Coloco meus tênis e desço, recebendo a mais velha com um sorriso radiante no rosto.

Nós vamos até o carro, no qual meu pai estava nos esperando todo esse tempo e adentramos o veículo. Fecho a porta de trás e coloco o cinto, me enrolando um pouco por estar ansioso seja lá para o que meus pais estão aprontando.

Não retiro meus olhos da janela por todo o trajeto, lendo as placas que consigo — por o carro estar em uma velocidade não tão rápida, porém, ainda é difícil para uma criança de oito anos de idade —, vendo lojas, algumas coloridas e outras sempre com a coloração mais para o preto e cinza. Reconheço que estamos no centro da cidade por haver muitos prédios. Levo um pequeno susto ao ver que o carro parou, em frente à um lugar grande, com muitas janelas. Vejo uma pequena placa de madeira ao lado da entrada do estacionamento, na qual está escrito ‘Seoul Arts School’ em letras garrafais. Não faço a mínima ideia do que esse nome significa, o que só me deixa mais confuso.

— Vem, pode descer. — Minha mãe diz, abrindo a porta do carro para mim. Agradeço e me coloco ao seu lado, entrando dentro do grande prédio com o nome estranho.

Estamos em uma sala que aparenta ser de espera, ou uma recepção. É um lugar grande e bonito. As paredes são de coloração bege, quase branco. Há dois sofás de couro preto em volta de uma pequena mesa de centro, em cima dela um vaso preto com uma planta de flores brancas. Ao lado da porta de entrada existe um grande balcão, um pouco mais escuro que as paredes do lugar. Não consigo ver muita coisa em cima dele por conta da minha altura. O máximo que consigo enxergar são algumas folhas que estão no canto, quase caindo.

Vou até um dos sofás e me sento, esperando meus pais conversarem com uma moça de óculos, que agora consigo ver por estar um pouco mais longe do balcão. Pego uma revista na pequena mesa de centro e folheio a mesma, não encontrando nada de interessante.

— Não tem nem um gibi... — Resmungo, colocando a revista de volta na mesinha e suspiro — que chato.

— Vamos, Yoongi? — Minha mãe diz após alguns minutos entediantes de espera. Olho para a mais velha com um olhar cansado, a mesma me retribui com um sorriso e me estende a mão.

— A gente vai embora? — Digo, já esperando que a resposta seja sim. Ao contrário do que eu imaginei, meus pais nada respondem e me levam até um corredor com algumas salas com portas de vidro. Dentro de algumas, posso ver adultos e adolescentes pintando quadros, alguns dançando, outros tocando violão.

— Agora sim, podemos contar o que viemos fazer aqui. — Dessa vez é meu pai quem diz, parando em frente à uma sala com algumas crianças em uma roda de cadeiras, conversando com uma mulher de cabelos castanhos que segura um piano de brinquedo — Lembra quando você me disse que queria aprender a tocar, ou teclado, ou piano?

— Lembro sim! — Digo, animado.

— Bom, agora você vai! — Ele diz e eu abro um dos meus maiores sorrisos enquanto arregalo os olhos, os mesmos estão provavelmente extremamente brilhantes agora. Minha mãe dá leves batidas na porta de vidro, o que faz a atenção de algumas crianças e da moça se virarem para nós.

— Olá! — A de cabelos castanhos cumprimenta meus pais e me dá um sorriso — É o nosso novo aluno?

— Ele mesmo. — Minha mãe diz, afagando meus cabelos. Abraço sua perna por ver que há muitas crianças ali dentro — Quando ele começa?

— Amanhã mesmo. — A mulher sorri novamente, o que me faz ficar um pouco mais confortável. Seu sorriso é bonito, além de que ela parece ser calma. Deve ser uma boa professora — Tudo bem para você, pequeno? — Ela se agacha, ficando um pouco maior que eu, mas não dá muita diferença. Aceno positivamente com a cabeça, mesmo sem saber muito bem do que ela está falando.

Os adultos começam a conversar entre si enquanto eu admiro os instrumentos dentro da — não tão pequena — sala, que irei fazer parte em breve. Me viro e começo a andar pelo corredor, observando dentro das outras salas. Aqui parece ser um lugar legal...

— Yoongi hyung? — Ouço uma voz conhecida e viro rapidamente para trás, encontrando com Jimin. Sorrio e o abraço  — O que está fazendo aqui?

— Eu vou começar a fazer aulas de piano aqui! — Respondo em um tom claramente empolgado — E você?

— Minha mãe está vendo se consegue me colocar aqui, eu vou ter aulas de dança. — Ambos começamos a conversar sobre como o lugar parece ser legal.

A conversa dura por alguns minutos, até que meus pais avisam que precisamos ir embora. Ao contrário de como cheguei — confuso e um tanto entediado —, vou para casa feliz, tanto porque vou começar a ter aulas de piano quanto porque Jimin também ira frequentar o mesmo lugar que eu.

 

 

— Que merda... — Resmungo mais porque Jimin está presente em todas as minhas lembranças do que eu ter deixado a chave de casa cair em uma poça d'água. Suspiro e me agacho, pegando a mesma e balançando-a no ar para eliminar a água extremamente suja dali. Ao fazer isso, algumas gotas caem no meu moletom, deixando-o com pequenas manchas pretas — Parabéns, Yoongi. Burro.

Ando mais um pouco e finalmente chego em casa. Destranco o portão e tranco-o novamente quando já estou do lado de dentro. Coloco a chave na mochila, que jogo em qualquer lugar da sala quando adentro o lugar. Me jogo no sofá, sentindo uma sensação estranha.

Me sinto vazio, como se faltasse algo em minha vida. De fato, eu acho que falta. Todos os meus dias têm sido os mesmos — acordo, vou para a escola, volto da escola e fico em casa. A coisa mais diferente que faço é ir na Blue Ha'z com os garotos quando é final de semana, porém, não tenho mais ânimo nem para isso. Antigamente eu ia à festas, saía com meu irmão, não era tão fechado como hoje. Talvez antigamente eu fosse mais feliz.

— Mãe? — Digo em um tom alto enquanto me dirijo até a cozinha, notando que não há ninguém em casa. Vou até a geladeira e procuro algo para comer, mas nada que me atraia.

Subo as escadas e vou até o quarto de Ji Oh, assim, tendo certeza que estou realmente sozinho. Em sua cama está seu tão conhecido inalador ao lado de alguns remédios, o que me faz pensar que talvez eles tenham ido ao hospital. Ji Oh está tendo muita falta de ar ultimamente, o que me deixa preocupado, muito preocupado.

Mais ou menos três anos atrás, ele teve que fazer uma cirurgia de urgência, onde seu estado era extremamente grave. Havia muito líquido em seus pulmões, lhe causando assim uma insuficiência respiratória. Ji Oh ficou um pouco mais de um mês no hospital, e eu, obviamente fiquei com ele todos os dias. Nunca fui tão apegado à alguém como sou apegado por esse garoto. Passei dias e noites sem sair de seu lado e sem a menor sombra de dúvidas passarei de novo se for preciso. Meus pais uma vez me disseram que até acharam estranho a minha reação quando Ji Oh nasceu — eu tinha apenas quatro anos, então, era de se esperar que eu ao menos tentasse chamar atenção. Porém, foi totalmente ao contrário. Eu o mimei até mais que nossos próprios pais; estava sempre ao seu lado, inventando brincadeiras e o ajudando nas tarefas escolares, e isso continua até hoje. A família é definitivamente uma das coisas que o mundo precisa aprender à valorizar com mais intensidade.

Me viro e vou em direção ao meu quarto, tirando os sapatos e deixando-os ao lado do guarda roupa enquanto retiro minha jaqueta — esta que não faço questão de guardar no momento, então apenas jogo-a ao lado dos sapatos, me sentando na cama enquanto solto um longo suspiro, jogando o corpo para trás em seguida. Pego meu celular e seleciono uma música para tocar enquanto a sensação vazia que senti mais cedo me invade novamente, dessa vez numa intensidade milhões de vezes maior. Não entendo o porquê de eu estar me sentindo assim, nem porque tão repentinamente. Estou me tornando um solitário depressivo e nem me dei conta disso?

Time may take us, take us far away.— Murmuro ao som da música que sai do celular ao meu lado, fazendo, sem nenhum motivo aparente, as lágrimas rolarem por minhas bochechas e irem de encontro ao colchão no qual estou deitado. É, com certeza, virei um solitário depressivo. — Surely time, time can bring us back together...

 

It may be over for now

But I am sure I'll see you again

One day my friend

When lights fade away

The memory remains

Time may take us take us far away

Surely time time can bring us back together

Like an old school reunion

I'll be standing at the door

And you'll still look the same

...

 

 

 

 

...a gravidade da situação! — Ouço a voz de minha mãe no andar debaixo e só assim me dou conta de que acabei adormecendo e não os ouvi chegar. Jogo meu corpo para cima com um pouco de dificuldade, me sentando. Coço meus olhos e tento me concentrar na conversa, que aparenta ser sobre algo importante para que minha mãe fale em um tom relativamente alto — São mais de setecentos dólares apenas em remédios e exames, Min Yong Joon! O que vamos fazer? Você não pode simplesmente ignorar isso como têm ignorado a maioria dos seus problemas!

Suspiro, tendo minhas dúvidas esclarecidas. Novamente, estão discutindo sobre como irão conseguir continuar pagando os tratamentos de Ji Oh, o que está apenas me cansando cada vez mais.

Me levanto e vou até o quarto do mais novo, observando-o dormir enquanto abraça o travesseiro. A luz da lua que sai da janela ilumina seu rosto e posso ver que seus olhos estão inchados e vermelhos, deixando evidente que ele estava chorando. Adentro o quarto por inteiro com cuidado e me deito ao seu lado, passando a mão por seus cabelos enquanto abraço-o aos poucos.

— Eu sei que é difícil. Está sendo difícil pra mim também. Mas vai ficar tudo bem, eu prometo. Eu vou... — Sussurro, sabendo que apenas as estrelas poderão me ouvir enquanto as lágrimas decidem cair pela milésima vez no dia — eu vou estar aqui. — Termino, selando uma promessa comigo mesmo, tendo a certeza absoluta de que não irei quebrá-la.

 

Porque não importa o que aconteça,

 

Nem o quão difícil seja.

 

Eu irei estar ao seu lado.


Notas Finais


- pra quem quer saber o irmão do yoongi tem câncer pulmonar
- pra quem quer saber² a letra que passa no capítulo é da música One Heart/Million Voices do New Empire (gente ouçam sério é maravilhoso)

eu tô focando bastante na família do yoongi mas calma que logo logo o menino park começa a ter mais destaque na estória
acreditem, é preciso.
mas me digam, o que acharam do cap?
comentem aí que eu vou respondINCLUSIVE TO INDO RESPONDER OS COMENTÁRIOS DO ÚLTIMO CAPITULO DESCULPA A DEMORA

te amo vocês <3


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