História Akai Ito - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki
Tags Ichiruki
Exibições 51
Palavras 669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Escolar
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


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Capítulo 7 - Under The Water


Fanfic / Fanfiction Akai Ito - Capítulo 7 - Under The Water

Ichigo On

Quando eu era mais novo minha melhor amiga era a Tatsuki. Nós praticávamos judô juntos, e a gente era muito próximo, só que quando se é criança você prefere brincar do que conversar, mas mesmo assim, fora a minha mãe, Tatsuki era a pessoa que mais me conhecia.

Depois da morte da minha mãe, eu e Tatsuki nos afastamos. Ela nunca mesufocava, sempre entendia que eu precisava de espaço, mas esse espaço acabou ficando cada vez maior, criando um enorme abismo, não só entre eu e ela, mas com todos à minha volta. Então, eu até que fiquei grato por fazer dupla com a Kuchiki, porque é melhor ser analisado por uma completa estranha do que por pessoas que me conhecem.

Puxei minha mesa para o lado dela e formamos dupla. Um sem olhar para o outro. Provavelmente ela deve estar tão animada quanto eu pra essa aula.

O professor esperou  até que todos formassem suas duplas para passar o que deveríamos fazer hoje.

"- Bom pessoas, hoje a aula será um pouco mais tranquila. Vocês só precisam conversar para conhecer um ao outro, para fluir o relacionamento da dupla. Mas lembrem-se: tomem anotações de tudo aquilo que acharem importante para a a análise."

Ok, então hoje vai ser só aquela enrolação. Olhei para Rukia, que estava escrevendo meu nome no caderno. Ela suspirou e continuou em silêncio, provavelmente esperando que eu começasse. Tá, que seja!

"- Então..." - comecei. Droga! Não fazia ideia do que perguntar.

" - É uma droga isso não é? Ser forçado a conhecer alguém", disse timidamente ela.

" - É",- suspirei aliviado." - Que bom que não sou só eu que acho isso."

"- Olha, eu sei um jogo que pode deixar isso mais fácil. Podemos jogar por uns cinco minutos e depois fingimos que estamos anotando."

" - Ok, que jogo?"

" - O jogo das perguntas. Você faz uma pergunta pra mim, e eu respondo perguntando. Você decide se  responde ou não, mas tem que terminar perguntando. Uma vez de cada."

" - Tá bom, acho que entendi. Hmmmmm... Quantos anos você tem?"

" - 17. E você?"

" - Também. Onde você morava?"

" - Em Tóquio. Você sempre morou aqui?"

" - Sempre. Por que veio pra cá?"

" - Meu irmão queria que eu fizesse o último ano em um lugar tranquilo, e ele nasceu aqui, então essa foi a melhor opção. Que tipo de música você gosta?"

" - Não ligo muito pro estilo, e sim pra letra, mas em geral rock. Você fez aula de desenho?"

" - Não" -, disse, ruborizando. "- Eu aprendi sozinha. Você sabe desenhar?"

" - Sou mestre nos bonecos de palitinho. Qual sua banda preferida?"

" - Daughter, e a sua?"

" - The Black Keys. Qual sua cor preferida?"

" - Azul. Com quem você mora?"

Droga. Preciso evitar AQUELA conversa.

" - Meu pai e minhas irmãs." Uma pergunta que mude de assunto, rápido! " - Qual sua altura?"

" - 1,50. Seus pais são separados?"

" - Não." - suspirei, e o abismo começava a se formar. Uma raiva imensa tomou conta de mim.

" - Desculpa. Eu não... É muito difícil perder alguém."

Cerrei os punhos. Ela só pode estar de brincadeira.

" - Difícil?" - ri sem humor nenhum. " Você não faz ideia!"

" - Na verdade sim."

" - O que uma menininha como você sabe algo sobre perda? Porque parece que você sempre teve tudo na mão."

O olhar de Rukia escureceu, enquanto ela dizia: " - Meus pais morreram quando eu era só uma criancinha, vivi com minha irmã mais velha até ela se casar, e por um acaso ela morreu também, então agora vivo com meu meio irmão, que é tão fechado que age como se já estivesse morto, então não, Kurosaki, eu não sei absolutamente nada sobre perda!"

Fiquei boquiaberto, enquanto via Rukia fazer algo que eu conhecia muito bem: Estava se isolando em seu próprio abismo.

 


Notas Finais


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