História Akai Ito - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens JR, Yugyeom
Tags Akai Ito, Fio Vermelho Do Destino, Jinyeom, Starter, Yugnior
Exibições 271
Palavras 2.167
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá~
Eu ia falar um monte de coisa, mas esqueci todas hahaha
Enfim, essa oneshot faz parte do projeto starter, onde todo mês serão postadas fics de algumas escritoras com temas propostos, então, dêem uma olhadinha na tag! Não vão se arrepender ^^
Acho que acabei fugindo do tema proposto, mas essa ideia tava na minha cabeça, eu precisava escrever! E estava sem tempo para planejar alguma coisa mais "tchan"...
De qualquer forma, é um casal diferente que não vejo com tanta frequência por aqui, mas decidi me arriscar porque acho eles tão nhonhonho.
Perdão pelos erros. Fanfic não betada.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único


“Um fio invisível conecta os que estão destinados a se conhecer...
Independentemente do tempo, lugar ou circunstância…
O fio pode esticar ou emaranhar-se,
mas nunca irá partir.”

 

— Já ouviu falar sobre o Akai Ito? — franzindo as sobrancelhas e pensando, o pequeno garoto de oito anos, que se sentava ao lado da senhora de cabelos grisalhos, negou com um menear. — É uma lenda de origem chinesa. Significa “fio vermelho”.

— Fio vermelho? Não é mais uma daquelas lendas assustadoras, né, vovó?

A mulher riu ao notar o quão apavorante a possibilidade era para o neto.

— Claro que não, querido. Muito pelo contrário, é algo muito bonito e interessante — explicou. — Dizem que um fio vermelho invisível é amarrado em nossos tornozelos pelo Deus Xia Lau Yue assim que nascemos.

— Por que ele faria isso?

A senhora sorriu, satisfeita em ver o interesse do menino.

— Para nos conectar à nossa alma gêmea. Sabe o que isso significa?

O garoto desviou o olhar da avó, pensando a respeito antes de voltar a encará-la.

— Não.

— Significa que todos estamos ligados a alguém, que vamos conhecer, amar e passar o restante de nossas vidas — esclareceu com calma. — Quando as pessoas encontram suas almas gêmeas, elas se apaixonam perdidamente assim que se olham. É o que chamam de amor à primeira vista. E não haverá nenhuma outra pessoa que a fará mais feliz do que a que está conectada pelo fio vermelho do destino.

— O vovô é sua alma gêmea?

— Não tenho dúvidas disso.

— E como tem tanta certeza?

— Ora — a senhora franziu um pouco as sobrancelhas finas —, isso você só vai descobrir quando encontrar a sua. Mas tenha em mente que vocês vão se apaixonar um pelo outro no primeiro instante em que se esbarrarem.

 

“Bendita seja sua boca, vovó, mas isso ainda parece soar mais como uma praga”.

Afinal, apesar dessa história toda de Akai Ito, amor à primeira vista e meus avós terem se apaixonado ao trocarem o primeiro olhar, eu ainda achava isso uma grande bobagem. Ainda que tenha acontecido comigo, tudo o que eu conseguia pensar era que não passava de algum tipo de praga ou maldição da minha avó. Só isso explicava a forma como meu coração bateu tão forte quando o vi pela primeira vez, ou como fiquei quase sem ar quando seu sorriso infantil foi dirigido a mim.

Não faz mais do que seis meses desde que conheci Kim YuGyeom. Apesar de todo o seu tamanho e idade, ele mais parecia uma criança feliz, que adorava infernizar as pessoas. A primeira vez em que fomos apresentados foi através de JaeBum, meu melhor amigo. Os dois eram primos de terceiro grau e YuGyeom tinha acabado de terminar o colegial, então, como estávamos no período de férias, ele veio passar aquele tempo com JB, que há muito tempo não via, e consequentemente nos conhecemos. No começo, era confuso para mim, porque não sabia se eu ficava feliz ou um pouco desesperado com isso. Vejamos: é uma bela merda sentir seu coração falhar uma batida quando seus olhos se encontram com os de alguém, ainda mais quando esse alguém lhe encara com curiosidade além do normal, daquela forma inocente que me deixa com a sensação de estar sendo um pedófilo.

YuGyeom não é uma pessoa normal. Não digo isso porque ele é maluco ao ponto de provocar JaeBum chamando-o sem honorífico - ele realmente odeia isso -, mas sim pelo o que aconteceu pouco tempo depois de nos conhecermos. Naquele mesmo dia. Não conversamos muito, mas trocamos algumas poucas palavras em meio a conversa com JB e seu namorado escandaloso, YoungJae. Eu conseguia sentir suas íris curiosas em mim o tempo todo e isso me deixou mais do que nervoso, e não de uma forma que eu desejava. Quando eu retribuía seu olhar, ele nem ao menos disfarçava e desviava. Ao contrário, ele sorria e eu ficava com a vontade louca de sair correndo para o mais longe dele possível apenas para conseguir respirar normalmente e pensar com clareza.

O pior foi quando ficamos sozinhos. JaeBum tinha saído para acompanhar YoungJae em casa, e pelo histórico de vezes em que ele foi e demorou a voltar - por motivos óbvios - eu sabia que essa seria mais uma dessas ocasiões.

Ficamos um tempo em silêncio, sentados no chão e encarando a tv que exibia um filme qualquer. Na verdade, eu era o único que estava tentando assistir aquilo, porque YuGyeom mais me olhava do que tudo e era complicado prestar alguma atenção ao que passava com ele daquele jeito. Afinal, por que diabos ele precisava me encarar tanto? Chegou a um ponto onde me cansei e retribui, arqueando uma sobrancelha.

— O que foi? — lembro de ter perguntado, e ele sorriu.

— Nada.

— E você está me encarando por nada?

Ele riu, baixinho e de um jeito tão infantil que se não fosse pelo seu tamanho, eu desejaria o pegar e colocar em um potinho para proteger do mundo, mimar e apertar as bochechas enquanto o alimentava com biscoito de chocolate.

— Você é bonito, hyung. Por isso — sim, eu corei vergonhosamente com aquilo. E a forma com que sua voz entoava, sem qualquer malícia, apenas a pura sinceridade, serviu para me deixar ainda mais sem graça. — JinYoung hyung, eu acho que gosto de você.

Naquele momento, eu já não estava lá muito bom para racionalizar as coisas, tanto que levei uma vida para digerir aquilo até abrir um sorriso um pouco incerto.

— Bem, eu acho que também gosto de você.

— É mais do que gostar, hyung.

Arqueei as sobrancelhas, bastante confuso. Ou apenas me fazendo de idiota, já que eu sabia o que ele queria dizer com aquilo. Eu sentia.

— Como assim? — YuGyeom, que estava sentado não tão longe de mim, se virou na minha direção, espalmando as mãos no chão e se aproximando até nossos rostos ficarem suficientemente próximos a ponto de nossos narizes quase se encostarem. — O que você…?

— JinYoung — ele sussurrou, como se estivesse prestes a me contar algum segredo —, acho que me apaixonei por você.

Eu levei mais um bom tempo para digerir aquilo, fitando-o diretamente nos olhos castanhos, vendo aquele brilho intenso e que me soava tão inocente refletido neles. Pode soar como um absurdo ou como se eu estivesse tentando me iludir, mas conseguia realmente ver sinceridade naquilo. Eu não era tão carente assim a ponto de sentir algo por alguém logo de cara e por ficar mexido com algumas palavras como aquelas. Ele sorriu mais uma vez, eu não retribui. Ele se aproximou lentamente até nossas bocas se roçarem, esperando antes de finalmente as unirem - talvez para ver uma reação contrariada minha, o que não veio. Não passou de um selar, mas senti minhas entranhas se remexerem com a maciez de seus lábios. Meu coração se aqueceu com aquele simples toque e me deixou desnorteado.

Quando ele se afastou, eu deveria estar com a maior cara de pateta do mundo, porque YuGyeom riu de um jeito fofo, mordendo o lábio inferior em seguida para desviar seu olhar do meu, fitar o chão por um segundo e me encarar por rabo de olho de um jeito não tão fofo assim - ainda me sinto um pedófilo só de pensar que aquilo soou meio sexy.

E só poderia ser praga da minha querida e amada avó.

Eu, Park JinYoung, me apaixonar por um garoto de dezessete anos com corpo de adulto e jeitinho de criança, à primeira vista. Era praga! Das bravas!

Depois daquele dia, não consegui tirar YuGyeom da minha cabeça. Até tentei evitar sair com JaeBum, porque eu sabia que o mais novo estaria junto. Em breve, as férias acabariam e ele iria embora, então poderia seguir minha vida tranquilamente e o esqueceria com o tempo.

Nunca fui tão trouxa por pensar isso.

Quem diria que ele conseguiu uma vaga na mesma universidade que a minha?

O pior de tudo foi que ele se juntou ao nosso grupo de amigos, brotava em todos os lugares que eu ia como se visse um rastro meu. Sério! Era impossível me esconder desse garoto, ele me achava sempre. Parecia até ter sentidos a mais em relação a mim. Claro que não desisti até o último instante. Ele era petulante, me irritava, não tinha educação alguma às vezes, zoava com tudo e era um bebê chorão.

Foi impossível escapar.

Kim YuGyeom era lindo à sua maneira, e eu jamais poderia negar aquilo que sentia por muito tempo com ele insistindo tanto.

Eu amava quando ele se aproximava sorrateiramente por trás e sussurrava um “hyung” próximo ao meu ouvido, fazendo minha pele inteira se arrepiar - ainda que eu brigasse com ele, fingindo odiar isso, mas ele só ria e dizia que sabia a verdade. Que eu adorava. Também amava o calor dos seus lábios quando sobrepujavam os meus sem um pedido, ou o jeito protetor com que seus braços me envolviam. A forma como suas mãos me tocavam. Todos os seus sorrisos; os gentis, divertidos, inocentes, brincalhões, pervertidos, infantis. Como eu amava e amo essa praga.

É, acabamos juntos com muita insistência de YuGyeom e muitas tentativas de fugas falhas da minha parte. Ele era teimoso e meu coração era insistente.

— Hyung — soltei um “hm” ao ouvir sua voz baixa. Estávamos deitados na cama do meu quarto semi-escuro graças ao abajur aceso. Ter seus braços ao meu redor junto com o cobertor que nos protegia do frio me deixava mais do que feliz. Se havia momentos que eu mais apreciava, eram esses. Com ele.

Sem uma continuação para o que ele fosse dizer, me remexi na cama e o encarei sobre os ombros, notando que me olhava.

— O quê? — ele riu, talvez notando minha fingida falta de paciência. — O que foi?

Voltei o olhar para frente quando YuGyeom me apertou ainda mais forte em seus braços e arrancando uma reclamação minha.

— Meu rabugento hyung.

— Yah, está mesmo me insultando? E pare de me apertar tanto.

— Tão rabugento — repetiu, voltando a me apertar.

— Yah, Kim YuGyeom, está querendo morrer?

Ele não escondeu mais uma risada, divertindo-se em me provocar, como sempre. Acabei sorrindo sem querer. Droga, mesmo fazendo uma merda dessas eu me sentia todo bobo e feliz.

— Sabe — ele começou, parando de me agarrar forte —, eu tenho que confessar uma coisa.

Franzi as sobrancelhas, curioso e um tanto receoso. Nunca se sabe o que pode vir das “confissões de Kim YuGyeom”. Teve uma vez em que minha vizinha estava furiosa por terem colocado uma enorme goma de mascar no pelo do seu poodle, Chim, e para a minha surpresa, ou não, YuGyeom me confessou um dia depois que havia sido ele. É claro que briguei, ainda que tivesse rido muito da minha cara, e o obriguei a pedir desculpas a ela a base dos puxões de orelha. Tenho a sensação de que estou namorando uma criança de cinco ano…

— E o que você quer confessar dessa vez?

— Não se preocupe, hyung — ele riu. Sua mão se encontrando com a minha, puxando-a para fora da coberta e entrelaçando nossos dedos. — Juro que não fui eu quem colocou fogo na peruca da senhora do 425.

— YuGyeom, foi você!

— Ninguém mandou ela deixar Chim fugir para o corredor com a peruca. Eu fiz um favor tirando aquela coisa da boca dele.

— YuGyeom!

— Não é isso que eu quero confessar.

— Meu Deus, o que mais você aprontou?

Quando ele apoiou o queixo no meu ombro, encarando nossas mãos juntas, acabei o imitando.

— Eu vejo.

— Hm? O quê? — a pressão exercida em sua palma aumentou de forma calorosa, mas não afastou a minha confusão.

— O fio vermelho.

— Você ‘tá zoando com a minha cara? — por um momento eu quis o socar, mas ao notar o quão sereno estava ao fitar nossas mãos, acabei me acalmando um pouco.

Eu reconhecia o namorado estranho que eu tinha.

— Desde o primeiro dia, eu vi. Uma fina linha em nossos dedos. No meu e no seu mindinho.

— Burro, não seria no tornozelo?

— JinYoung hyung, estou falando sério.

— E eu sou a fada do dente. Qual é, Yug? — ele sorriu divertido.

— Aish, cabeça dura. Estou dizendo que estamos conectados e que consigo ver o fio que nos liga. É tão difícil assim de acreditar?

— Talvez eu devesse te acompanhar ao psiquiatra.

— Hyung! — ele me cutucou a cintura com a mão livre e eu me encolhi rindo junto com ele.

— Tudo bem, tudo bem — voltei a encarar nossas mãos firmemente entrelaçadas, pensando a respeito. — Bem, eu não vejo nada.

— Confie em mim — YuGyeom pediu, beijando minha bochecha e eu fiz um muxoxo contrariado. — Eu sou seu, e você é todinho meu.

— Ah, sabia que era apenas uma desculpa para dizer algo do tipo. Você não tem jeito, YuGyeom.

— E você me ama mesmo assim, hyung.

Não consegui negar contra as suas palavras, vendo seu sorriso se tornar vitorioso antes de me beijar.

 

“Vovó, se a senhora me jogou realmente essa praga louca, obrigado. Não ligo se é Akai Ito ou não, só não o desfaça nunca!”.


Notas Finais


Espero que alguém tenha gostado :3
Kissus :*

E olhem a tag...


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