História Akai Ito. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags Acidente, Akai Ito, Amor, Bts, Colegial, Crença Japonesa, Drama, Escolar, Hoseok, J-hope, Namoro, Tristesa
Exibições 2
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Induced to a deep sleep


Chego em casa e meu pai está jogado no sofá, percorro com meus olhos aquele corpo estirado, o terno em um canto e os sapatos em outro.

— Mamãe vai te matar, você sabe. — eu digo retirando um pé de sapato da porta de entrada.

Ele levanta o olhar, me encarando cansado. Meus irmãos descem as escadas, enérgicos.

— Cadê a mamãe? — pergunto escutando o silêncio vindo do segundo andar. Essa era a hora que ela gritaria para os meninos não correrem na escada.

— Ela está na mercearia… E sim, ela já brigou comigo. Já vou recolher minhas coisas. — ele se levanta completamente morto, grunhindo.

O observo subir às escadas, totalmente desmotivado, as costas arqueadas, suspirando.

— O que aconteceu? — pergunto retirando a minha mochila das costas e a jogando sobre o sofá.

— Papai levou uma bronca do chefe por ter se atrasado, e ele estava dizendo “A promoção que eu tanto queria”. Eu não entendi nada, para ser sincera. — A Ana Laura disse sentando-se no sofá. — Mamãe estava uma fera, se eu fosse você tiraria essa mochila daí.

Subo as escadas, meu pai estava na sacada, as duas mãos sobre o rosto. Aproximo-me dele e fico em silêncio ao seu lado, eu observava os carros passando pela rua calma. Ela costumava ficar movimentada quando o final de semana se aproximava filhos vindo, depois de semanas, ver os pais, os netos no banco de trás imaginando o quão divertido é ficar com a vovó, o que o vovô iria inventar para eles brincarem.

Os mais adolescentes desejando que o fim de semana acabasse logo, pensando se o 3G tem uma boa cobertura em um bairro tão afastado. Quando estes vinham ver os avôs.

— O que foi? — meu pai pergunta fazendo com que eu tire a minha atenção dos carros.

— Comigo nada. — apoio meu queixo em minhas mãos enquanto eu olho para ele. — E com você?

— Eu cheguei atrasado hoje, meu chefe disse que “pontualidade é algo invejável” - ele imita a voz do chefe, que com certeza carregava tanto sarcasmo quanto ele. -, ele nunca havia sido sarcástico comigo. Isso é deplorável.

— Quando você fala assim soa infantil. — Reprimo uma risada. — O senhor explicou que é porque teve que levar os meninos à escola? — ele acena positivamente. — Então, acho que já foi o suficiente, ele entende que você é um pai presente e que seus filhos estudam na escola mais afastada do bairro.

Ele volta a ficar em silêncio, parece estudar minhas palavras.

Meu pai anseia por essa promoção há tanto tempo, só no ultimo mês ele havia trabalhado três fins de semana, somente por que o chefe estava doente, “Eu faço questão.”, ficou quatro vezes depois do horário para arquivar umas papeladas, “Não vamos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, não é mesmo”.

Meu pai chegava cada dia mais cansado, cada dia mais estressado, o clima aqui em casa estava pesado, meus pais brigavam todos os dias. Tive que dar vários choques de realidade em meu pai até ele perceber que aquilo só estava o prejudicando. Cego pelo dinheiro.

Saio da companhia do meu pai, o deixando sozinho. Ele deveria pensar, e só eu sei o quanto ele se sente pressionado pelos pais. O único da família que se formou e conseguiu uma carreira invejável, já era de se esperar que ele se cobrasse tanto.

Chego à sala de estar e vejo a Cinthia chegando com algumas sacolas em mãos. Eu a ajudo pegando algumas.

— Como seu pai está? Quando eu saí ele parecia perturbado. — ela pergunta quando chegamos à cozinha e depositamos as compras sobre a mesa.

— Paranoico com a possibilidade de não ganhar a bendita promoção... Você sabe como ele se esforçou para conseguir créditos com o chefe. — ela estava com a feição nervosa, provavelmente estava se sentindo culpada por deixar os meninos com ele, sem avisos prévios.

— Você acha que ele está bravo comigo? — ela puxa uma cadeira sentando-se logo em seguida. — Eu não deixei nada arrumado, apenas falei que ele levaria as crianças a escola, e fim. — ela passa as mãos pelos cabelos arrumando-os rapidamente.

Quando eu vi Cinthia pela primeira vez ela era uma mulher cuidadosa com a aparência, as marcas de expressão não eram aparentes e ela irradiava uma luz, era algo bem característico de seu rosto. Apenas. Depois que ela teve os gêmeos ela simplesmente esqueceu-se dela e começou a viver para os gêmeos, marido e enteada.

— Não, acho que não. Mas vá conversar com ele, ele está na sacada. — ela assente com a cabeça e sai da cozinha.

Começo a guardar algumas coisas nos armários quando ouço meu celular tocar. Era uma mensagem do Hoseok.

My Hope, My Angel: Aluguei um filme bem água com açúcar para a nossa noite especial. <3

Eu havia me esquecido completamente da noite com o Hoseok. Todas as sextas à noite nós costumávamos ver filmes ou fazer maratonas de series, me pergunto como eu pude esquecer, nós fazemos isso TODOS OS DIAS.

Me: Qual? Estou curiosa. Irei fazer brigadeiro e comprarei Nuttela e sorvete. Quer de que sabor?

Pego minhas chaves e caminho em direção à porta.

My Hope, My Angel: Compra do seu preferido, a última vez fui eu que escolhi.

Me: Ok :)

Caminho pela rua e vejo algumas poucas crianças correndo pela rua atrás de cachorros.

— Bom dia, Messias. — digo quando entro no pequeno comercio que havia no condomínio.

Pego as coisas necessárias e um sorvete de flocos, o meu favorito.

— Como está a família. — Messias pergunta mostrando o seu melhor sorriso. O sorriso de um verdadeiro fofoqueiro.

— Vai bem, obrigada. — digo lhe entregando o dinheiro.

— Festinha em casa hoje? — ele pergunta enquanto empacota minhas compras. — Noite do pijama com aquele garotinho, o… Como é o nome dele…?

— Hoseok, Jung Hoseok. — pego minhas compras e caminho para a saída.

— Felicidades para o casal! — ele diz acenando.

— Não somos um casal.

Caminho para casa em passos largos, Hobi já estava na porta de casa, ele segurava algumas sacolas de plástico, imagino que lá dentro havia alguns filmes, e ao seu lado estava Thalita, ele segurava alguns cadernos, “O maldito trabalho de literatura”.

Olá senhorita. Estamos aqui há horas. — Talita disse colocando a mão esquerda na cintura.

— Não entraram porque não quiseram, af. Vocês já são de casa.

Nós entramos rindo, muito. Hoseok imitava, pela decima vez, o jeito que eu ficava olhando para o Pedro.

— Isso não tem graça. — eu disse colocando algumas coisas sobre o balcão da cozinha. — Vamos começar esse trabalho logo? — pergunto a Thalita.

Ela assente e nós sentamos sobre a mesa de jantar, ele retira alguns livros da bolça e nós começamos a tentar escolher um para o trabalho de literatura.

 

Algumas horas depois nós havíamos terminado uma parte do trabalho.

— Vamos comer… — eu digo soltando a caneta em minha mão. — Nossa já são quase seis horas…

— Sério?! — ela se levanta em um pulo recolhendo as coisas dela.

— O que foi?

— Hoje eu e o meu namorado iremos sair para jantar. — ela diz com o sorriso de orelha a orelha, o Marco pode até ser um babaca ciumento, mas ele faz a minha amiga muito feliz na maioria das vezes. Isso me deixa feliz.

— Uuh! Algum motivo especial? — pergunto erguendo as sobrancelhas.

— Só o nosso terceiro ano juntos… — ela diz fazendo uma dancinha. — Ah! Depois de algumas tentativas falhas eu sinto que, finalmente, encontrei o amor da minha vida.

— Espero que esteja certa, vocês fazem um casal tão shippavel.

Eu a acompanho até a porta enquanto ela fala sobre o restaurante onde eles vão comer, ela estava muito empolgada.

Quando volto a minha atenção ao interior de casa eu me lembro do meu compromisso com o Hobi.

Será que ele foi embora? , penso pegando meu celular, pronta para ligar para ele, mas eu escuto uma risada escandalosa vindo do andar de cima.

Subo as escadas e abro a porta do quarto do meu irmão, eles estavam jogando algum jogo de corrida, ou luta. Hoseok estava com uma das mãos no rosto do meu irmão enquanto Ana apertava os botões descontroladamente. Com certeza é um jogo de luta.

— Hoseoook! Você e a Ana estão roubando! — meu irmão gritava tentando tirar as mãos do Hobi de seus olhos. — Você não se garante Ana? — meu irmão provoca.

— Que coisa feia! — eu digo batendo com a mão na porta, e por um segundo todos paralisam. — Você não disse que conseguia ganhar esse jogo de olhos vendados, Samuel? — pergunto provocativa.

— Vai se catar é só um modo de dizer. — ele diz jogando uma almofada em minha direção.

— Vamos Hoseok? — pergunto. — Ou você desistiu da nossa maratona de series?

— Por nada nesse mundo… — ele se levanta bagunçando o cabelo do meu irmão levemente enquanto ainda ria do mini chilique dele.

Nós caminhamos até a cozinha e eu contei a ele sobre os planos da Samantha e do Marco.

— E depois do jantar, já sabe né? — ele fala com um olhar malicioso.

— Nada a ver… Quer dizer, eu não perguntei… e ela não me falou... Na verdade eu não estou muito a fim de ficar tão intima assim do casal, fico feliz por ela ter me poupado dos detalhes.

Nós preparamos um pouco de pipoca e brigadeiro para acompanhar o sorvete. Eu pego um pouco de ketchup na geladeira.

— Você e suas combinações estranhas. — ele diz olhando diretamente para minha mão. — Isso vai ficar horrível.

— Um: Não vai não e dois: você não é obrigado a comer, mas vai…

— O q… NÃO! — ele grita quando eu coloco um pouco de ketchup na pipoca. — Eca! — eu pego as pipocas em que eu coloquei e coloco na boca dele.

— Bom né? — eu pergunto enquanto ele mastiga. Ele apenas assente e eu faço uma cara de convencida. — O segredo é não esperar muito, a pipoca fica murcha e o gosto não fica tão bom.

Nós entramos no meu quarto e eu fecho as cortinas e ele liga a Tv e monta o DVD, jogo alguns travesseiros no chão.

Nós nos deitamos um ao lado do outro. O primeiro filme era um romance água com açúcar, segundo drama, terceiro animação e quarto terror.

Quando começamos a ver o filme de terror eu já estava suficientemente assustada com o começo, era algo creepy e com muito jumpscare.

Hobi passou o braço por meu pescoço e eu me recostei em seu peito observando atentamente a sua respiração calma. Que me embalava aos poucos a um sono, meus olhos ficaram pesados e a minha visão se embaçara. 



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