História Akai Ito: o fio vermelho do destino. - Capítulo 4


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Peter Parker, Pós Guerra Civil, Steve Rogers, Stony, Superfamily, Tony Stark
Visualizações 137
Palavras 2.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hi ❤ *Não me matem!*

Peço desculpas pela imensa demora.. Não tenho justificativa alguma para compensar a agonia que devem ter sentido.. Espero que gostem do capítulo e tentarei postar o próximo o mais rápido que eu puder , não quero deixá-los esperando por tanto tempo.

Enfim , esse capítulo é mais descrição.. Sem muito diálogo , estou apenas preparando o terreno para o próximo. Boa leitura a todos, nos vemos lá embaixo!

Título: Muito tempo...

Capítulo 4 - Long Time...


Fanfic / Fanfiction Akai Ito: o fio vermelho do destino. - Capítulo 4 - Long Time...

 

Anthony se aproximou do berço e acomodou Peter de lado, ele dormia tão profundamente que nem notou quando deixou a pelúcia em forma de aranha ao lado dele antes de cobri-lo. O pequeno tinha ganhado ele da tia Natasha, como a ruiva gostava de ressaltar.

Era até impressionante de se ver o quão rápido as pessoas se afeiçoaram ao jovem Peter.

Ele já estava um mês inteiro ali na Torre e, felizmente ou não, ainda não havia se encontrado com Steve, pois o mesmo estava em uma missão. Sabia que o dia que se encontrariam se aproximava cada vez mais, mas a presença de Peter roubou toda a atenção do moreno.

Com a banheira cheia Stark se permitiu apreciar a água quente em seu corpo cansado. Apesar de estar acostumado com os horários de Peter, ainda era bem cansativo para si. Uma coisa que não impedia ele de se tornar ainda mais ligado ao menor, muito pelo contrário, já não conseguia ver os seus dias sem cuidar daquela pequena vida tão dependente de si.

Ainda mais agora que o pequeno aprendeu a engatinhar – antes ele vivia se arrastando pelos cantos – não tinha quem segurasse ele, e aí de quem o fazia. Ele tinha um ótimo pulmão e sempre que fosse preciso fazia uma bela de uma apresentação. Tony se lembrava bem de quando o deixou no chão da sala, alguns dias antes, com alguns brinquedos e foi só virar o rosto por um segundo que o encontrou no corredor para os quartos, ainda bem que tinha S.E.X.T.A-F.E.I.R.A. para lhe avisar se não estava frito.

O resto dos Avengers, apenas Steve e Visão não estavam presente, também não foram imunes ao encanto que o menor transmitia. Eles estavam sempre dando brinquedos e mais brinquedos, Tony tinha até separado um quarto apenas para guardar eles, mas Peter devia se sentir cansado de tanta amolação que os novos tios davam a ele – desconfiava Tony –, pois foi depois da segunda semana que estava no Complexo que o pequeno aprendeu que quando chorava a plenos pulmões era que eles o deixavam em paz para fazer sua rotina diária pela casa, sendo acompanhado pelo moreno é claro.

Às vezes se tornava um pé de guerra para ver quem alimentaria ou daria banho no pequeno, apenas trocar as fraldas era deixado de lado e apenas para Tony, só que nem sempre Peter deixava. Na maioria das vezes parecia que ele preferia que o filantropo fizesse essas coisas ou que ele mesmo tentasse fazê-las. Eram naqueles pequenos detalhes que Tony vislumbrava naqueles enormes olhos amêndoas a perspicácia que a idade dele não permitia ter, ele muitas vezes parecia entender o que ocorria a sua volta, mas no instante seguinte era apenas uma criança de nove meses. Claro que quando ele queria comer algo sozinho, não tinha cristo que o fizesse desistir e depois só um banho para resolver a confusão de sujeira que Peter se tornava, mas Tony sabia que aquilo fazia parte de crescer e se divertia muito ao vê-lo se esforçar.

Era graças a esses gastos de energia que Peter dormia tão bem à noite, fora os cochilos da amanhã e da tarde. Nos primeiros dias era normal encontrar Tony pela casa com o menor nos braços, às três horas da manhã. Agora quando isso ocorria era por conta de uma cólica ou fome e o moreno estava bem craque para distingui-las.

Quando o gênio se mudou novamente para o Complexo, um dia depois que veio falar com Fury, contratou uma médica de plena confiança para acompanhar o crescimento de Peter e ele sempre ligava para ela sanar alguma dúvida que tinha, o que eram muitas. Ele seria eternamente grato porque ficar pesquisando o que poderia ou não dar de comer para o outro estava se tornando bem difícil, preferia ter uma profissional lhe dizendo as coisas a confiar plenamente na internet.

Não que o moreno quisesse ficar ali na Torre, bem longe disso. Sentia uma agonia a cada dia que passava, parecia que a sua parte racional e sentimental estavam em guerra, pois não sabia o que iria fazer ou como iria agir quando Steve chegasse e foi pensando nisso que quis comprar um apartamento para ele e Peter, mas tanto Fury quanto Pepper foram bem persistentes quanto à segurança do menor. E quanto a isso Tony não iria contra.

No mês passado quando parou em frente ao prédio tudo o que povoava a mente de Tony era que iria ficar frente a frente com Steve Rogers, mas tudo o que estava esperando por ele eram Fury e Natasha. A ruiva pelo que pareceu já estava por dentro de tudo e logo Tony também ficou sabendo, menos de alguns segredos que os amigos não queriam que ninguém, além de Nick, soubesse. O que deixou o moreno bem curioso, mas se os amigos queriam assim, assim seria.

Fury não enrolou e, após Tony deixar Peter que havia adormecido no seu antigo quarto sob a vigia de S.E.X.T.A-F.E.I.R.A., eles se acomodaram na sala e o moreno contou-lhe tudo.

Tudo havia começado bem antes do Acordo de Sokovia e por isso que, quando ele estourou e o Stark ficou com a mente ocupada demais, foi que as coisas pioraram de vez para o lado dos Parker. Apenas um pouco depois quando tudo se acalmou foi que Richard conseguiu entrar em contato com a S.H.I.E.L.D., nessa época Peter já estava aos cuidados do tio e da tia, Ben e May Parker.

Richard e Mary estavam trabalhando em um projeto secreto na Oscorp sob o comando direto de Norman Osborn, que tinha como objetivo a cura para o câncer. De acordo com Richard a mulher de Norman estava em seus últimos estágios do câncer e os médicos não podiam fazer nada além de conter a dor que a mesma sentia vez ou outra. Esse foi o principal motivo para que o homem começasse com os experimentos, o que foi muito fácil já que a empresa dele trabalhava há anos com experimentos humanos, tudo por trás dos panos obviamente.

Como Richard e Mary trabalhavam a maior parte do tempo em laboratórios fazendo os seus experimentos em pequenos animais, como camundongos e aranhas, não souberam que Norman estava tramando. Conforme a pesquisa foi se tornando cada vez mais sucedida e descobrindo o real motivo por trás do homem para quem trabalhavam, Richard viu o mal que aquela simples descoberta poderia fazer.Foi ali que ele e a esposa resolveram deixar o filho aos cuidados do irmão e da mulher deste, pois sabiam o risco que corriam ali.

Quando alcançaram a taxa de cem por cento em êxito com a experiência e o sucesso na cobaia, um único ser humano, foi que Mary ficou assustada com o que haviam criado e temendo o pior Richard – antes que Norman soubesse – pegou todo o registro do resultado do projeto e ambos fugiram.

A S.H.I.E.L.D. providenciou o refúgio dos dois, mas não imaginaram que Norman iria tão longe ao ponto de ir atrás do irmão de Richard e matá-lo para conseguir o que queria. No fim acabou com todos mortos e como o noticiário diziam, acidente de carro, botijão explodido em casa residencial, meras artimanhas para se safar. Pena não ter nenhum vestígios que os ligassem a Norman Osborn.

A única coisa boa naquilo tudo era que a pesquisa se perdeu por completo e pelo que sabiam Norman não tinha descoberto a existência de Peter, que foi salvo graças ao aviso de Mary a Tony.

Stark junto a uma equipe da S.H.I.E.L.D. haviam feito alguns testes em Peter e examinado o sangue dele, mas não deu nada de anormal. O moreno tinha ficado bem preocupado quando se lembrou do que a tia do menino tinha dito naquela noite, sobre o bebê ter sido exposto ao experimento dos pais.

Enfim, com todas as cartas na mesa, Stark pediu para que Fury cuidasse da papelada para que ele fosse o guardião legal do menor sem que pessoas de fora soubessem. Não foi difícil e depois de uma semana o moreno estava com os documentos em mãos que comprovavam que agora Peter era seu filho.

Tony soltou um longo suspiro ao despertar daquelas lembranças recentes. Ele ainda estava na banheira e com a água quase fria que o deixou arrepiado, resolveu que estava na hora de sair e se deitar. Tinha que estar bem preparado para o próximo dia, Natasha tinha lhe dito que Steve estava a caminho de casa.

Ao deitar na cama Tony sentiu um tremor lhe descer a espinha, seu coração palpitou e sua mão suou fria. Só de pensar no loiro ele já ficava daquela forma, como seria vê-lo cara a cara?

 

 

°~… °… ~°

 

 

Já tinha se passado um mês. Um mês que demorou muito para passar na opinião de Steve Rogers que tudo o que mais queria era voltar para casa. Sentia falta do Complexo, dos amigos... Ele tinha sido despachado no lugar de Natasha, ao que tudo indicava havia outra missão mais urgente para a ruiva e sobrou para ele e Visão. Mas depois de completar a sexta missão consecutiva, Steve estava no seu limite. Ele agradecia muito a primeira missão, ela manteve sua mente bem longe de certo moreno, mas agora... Tudo o que queria era voltar.

O loiro sentia que estava mais exausto psicologicamente do que físico, já que tinha o fator de cura ao seu favor. Como era uma missão tinha deixado o celular retro para trás e agora, um mês longe, ficava pensando se Tony não entrara em contato. Sabia que sofreria quando visse que não teria nenhuma chamada perdida do outro, só que não podia fazer nada com as esperança que cultivava, dia após dia. Era uma característica que fazia parte do seu ser.

Por isso que naquela manhã quando Nick falou que podiam voltar ao Complexo, Steve quase pulou ali mesmo. Só não o fez porque, além de vergonhoso, estava ao vivo com seu chefe acompanhado de muitas outras pessoas. Mas ele era bem capaz disso tamanha a vontade de voltar que tinha.

Quando Steve e Visão saíram da aeronave da S.H.I.E.L.D. para voltar ao Complexo já tinha anoitecido. Por algum motivo desconhecido por si, Steve sentia-se bem ansioso, eufórico até, talvez por conta da última ligação de Natasha, a ruiva parecia nervosa e queria lhe contar algo que pelo o que notou, não podia. Queria saber o que era.

Tanto a ruiva quanto os outros tinham sido proibidos pelo Fury de contar sobre a atual situação de Tony para os dois, ele estava tomando precaução para que nada vazasse dali porque tinha o dever de manter pelo menos Peter vivo, já que falhara com os pais do menino. Deu o veredito que ele mesmo contaria quando ele chegassem.

Estavam se preparando para irem embora para a Torre quando foram informados que Nick queria conversar com os dois e Steve quis imediatamente ir ao encontro do moreno, afinal poderia se tratar da recente missão concluída por eles, mas pela primeira vez deixou isso para outra pessoa – Visão cuidaria de tudo – e seguiu com sua moto para o Complexo.

Enquanto seguia pelas avenidas, Steve se convencia do que faria na manhã seguinte. Ele tinha passado o mês inteiro pensando no Stark.

“Como se você deixasse de pensar nele...” se repreendeu mentalmente.

Após suas ligações serem ignoradas por Tony, o loiro havia ficado bem triste, pois sabia que merecia isso e muito mais. Só que a vontade que tinha de ver o moreno logo o animou, sabia que poderia ser expulso, até mesmo ganhar alguns disparos da Armadura de Ferro, muito xingamentos era bem óbvio... Não importava, Steve queria vê-lo. Deus sabe como o queria ter cara a cara. Suas lembranças não eram o suficiente, parecia que a fisionomia dele desaparecia aos poucos de sua mente.

Precisava muito vê-lo.

Na manhã seguinte iria imediatamente ver Pepper, ela saberia bem onde o moreno estava se escondendo e torcia profundamente que a mesma lhe desse o endereço do outro. Se não, ai sim teria um colapso nervoso.

Com a coragem lhe enchendo o peito, Steve acelerou a moto. Ao longe avistou a Torre dos Avengers. Só após guardar a moto e pisar no elevador que o loiro se sentiu alivio por ter finalmente voltado. Olhou para cima vendo os números dos andares passarem, sentiu o coração acelerar e suas mãos suarem, engoliu em seco.

— O que... está acontecendo...? – sussurrou para si quando o andar finalmente chegou e as portas se abriram. O interior continuava o mesmo de um mês atrás, pelo menos pelo que se lembrava. Saiu seguindo direto para a sala onde a luz se ascendeu automaticamente, pelo horário todos deviam estar dormindo.

Foi o que Steve achou ao se locomover para o seu quarto até ouvir um som abafado vir da cozinha. Curioso deu meia volta nos passos e parou no vão da porta onde ficou estático com o que viu ali. Tony estava de costa para si segurando um bebê, que o olhou com aqueles lindos olhos amendoados abrindo um enorme sorriso banguela, enquanto o moreno se empenhava a fazer uma mamadeira com apenas uma mão.

— Tony...? – seu sussurro assustou o outro que deixou a mamadeira virar e derramar quase todo o leite, mas fora rápido o suficiente para erguê-la antes disso.

— Aaa-aa-da – Peter resmungou erguendo um braço sobre o ombro de Tony, como se culpasse Steve pelo ocorrido. O loiro não pode deixar de sorrir diante a fofura daquele pequeno ser, apesar do furação de confusão que corria por sua mente. Quem era aquela criança?

— Steve... – foi tirado do devaneio pela voz do outro. Deus... Como sentira falta daquele timbre levemente rouco. Seus olhos se encontraram, azul com castanho, foi como se o mundo parasse e só estivessem os dois ali.


Notas Finais


Então... *Sinto que minha morte está sendo minuosamente planejada...*

Pois é , altas trestas para o próximo capítulo... Prometo não demorar!
Beijocas! =* E até o próximo! ô/


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