História Akai Ito: O Fio Vermelho do Destino - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Akai Ito, Jhope, Jung Hoseok, Min Yoongi, Suga, Yoonseok
Visualizações 37
Palavras 2.131
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Misticismo, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OOOOOOOIIIIIIEEE
Olá pessoas, primeiro, dois avisos.
O +18 é só pelo Yaoi, sem lemon.
As partes em negrito são flashbacks.

AGORA É PRA VALER. OOOOOOIIIIEEE
TUDO BOM? ESPERO QUE SIM!
Gente, eu já tive essa ideia faz um tempinho mas eu tive que fazer alterações e como sempre, virou one-shot, acho que é a única coisa que consigo escrever.
Eu ia fazer Jikook, mas minhas outras duas histórias são Jikook, ENTÃO, ESSA VAI SER YOONSEOK PQ EU AMO TAMBÉM ♥


Indicação de música para ler a história:

Ruelle - War of Hearts
Ou
Birdy - Not About Angels (música que toca em A Culpa é das Estrelas)
Ou
BTS - Let me Know

Agora sim, pode ir ler, espero que gostem ^-^ ♥

Capítulo 1 - O Fio Vermelho do Destino


Fanfic / Fanfiction Akai Ito: O Fio Vermelho do Destino - Capítulo 1 - O Fio Vermelho do Destino

De fato, a história era realmente verdade, quando Min Yoongi e Jung Hoseok nasceram, o Deus do amor amarrou um fio vermelho no dedo mindinho de cada um.

Um invisível que conecta os que estão destinados a ficarem juntos...

Independentemente do tempo, lugar ou circunstância.

O fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir.

Vale lembrar que, o fio não determina quando e onde a outra pessoa será encontrada, diz apenas que será encontrada. Não importa o tempo que leve. A distância jamais vai separá-los por estarem unidos por algo mais forte, que nunca se parte. Mas será que nem a morte partiria aquele laço entre duas almas?

E era por isso que neste exato momento, Yoongi estava no cemitério, ajoelhado naquela grama úmida da chuva que caíra durante a madrugada, diante de uma lápide, cuja escritura dizia:


Jung Hoseok, filho amado.


Logo abaixo, uma foto de seu rosto, aquele rosto que tanto aquecia o peito de Yoongi, e um lindo sorriso jovem era estampado em sua face. Afinal, ele morrera com apenas 23 anos com câncer.

— Eu tentei eu juro que tentei! Já se passou um mês que você se foi e eu não aguento mais. — Era impossível controlar as lágrimas grossas que molhavam suas bochechas e quando chegavam ao seu queixo, caiam por cima das caixinhas de remédios que trazia consigo. — Quando eu acordei aquela manhã, á sete anos atrás, a primeira vez que dormimos juntos, eu vi o seu sorriso, aquele sorriso, e eu sabia que queria viver o resto da minha vida com você. Eu me lembro do jeito que você me olhava antes, do jeito que sorria pra mim, o brilho nos seus olhos ao me olhar, agora nada disso está presente em meus dias secos e sem emoção alguma, sempre falavam, mas eu não acreditava, pois era verdade, a emoção da minha vida era você, apenas você conseguia tirar o melhor sorriso de mim. Você era minha esperança, o meu Hope. Eu ainda pertenço a você, mas você não pertence a mim. É impossível não ficar chorando como estou agora todos os dias, quando me deito na cama e abafo meus gritos no travesseiro que você deitava, quando cada lembrança, de tudo que já vivemos juntos vem a tona em meu cérebro. Dividimos muitos momentos desde que nos conhecemos, é impossível não recordar. É tão estranho que uma pessoa possa te fazer tão feliz e te trazer tanta dor ao mesmo tempo. Quando você disse seu último adeus, eu morri por dentro. Todas as noites eu deito na cama, sozinho, sem ter você ao meu lado. Mas se nós nos amávamos, porque a vida te tirou tão cedo de mim? Não queria que nada disso mudasse, nunca. Mas não é assim que a vida funciona não é mesmo? Eu te amo, eu sempre te amei. É difícil dormir porque cada vez que eu durmo, eu sonho com você, que você está ali comigo, que nunca irá embora, mas daí eu acordo e percebo que é só um sonho. Tentamos de tudo, mas nada funcionou, então você partiu. Desde que você se foi, não ouve um minuto que eu não tenha pensado em você, eu sinto sua falta mais que tudo. As suas últimas palavras foram para que eu seguisse em frente e encontrasse alguém melhor, eu ponho isso na minha cabeça, mas na verdade eu não consigo te deixar ir. Mas mesmo assim , obrigado Hoseok. Obrigado por me amar todo esse tempo, por receber o meu amor, por fazer desses nove anos que passei ao seu lado os melhores de toda a minha existência, por me fazer completo por tanto tempo, por me trazer alegria nos meus dias mais sombrios e me dar forças para continuar. Tudo que eu tenho hoje, tudo que eu conquistei foi por sua causa. Se eu me mantive de pé até hoje, vivo e sorrindo, foi porque eu tinha você! Obrigado Jung Hoseok, por me manter vivo por tanto tempo. Eu sei que você me pediu para seguir em frente, mas eu não tenho como fazer isso sem você. Com certeza, eu vou te amar até depois da morte.


Dito isso, ele secou as lágrimas e observou por mais algum tempo as caixinhas de remédio em sua mão e a sua garrafa com água trazida de casa.

Por fim, abriu a caixinha e começou a por os comprimidos um por um na boca e beber sua água para ajudar o remédio a descer melhor pela garganta. Ao final, já havia tomado mais de trinta comprimidos, com certeza, aquilo seria mais do que o suficiente para causar uma overdose de remédios. Se encostou na lápide e fechou os olhos, apenas esperando a hora de sua morte. Não fazia sentido viver em um mundo sem Jung Hoseok. Em seu bolso, um pequeno papel rabiscado com seus garranchos dizia:

"Se você me achou aqui e está lendo isso, pegue minha carteira no outro bolso da calça, nela tenho os meus documentos e o número da minha mãe. Pessa a ela que me enterrem ao lado de Jung Hoseok.

Muito obrigado.

Min Yoongi."


Apenas as lembranças se passavam na mente de Yoongi. Ele tinhas as memórias muito frescas de quando conheceu o mais novo, um com quinze e o outro com catorze anos, no parque central de Daegu graças a um imprevisto. Pelo menos eles achavam que era um imprevisto. O destino já traçava seus planos desde que nasceram.

Um forte amor foi nascendo daquela linda e pura amizade e dois anos depois, o mais velho pediu Jung em namoro no mesmo lugar onde se conheceram.

Mais tarde, quando os dois já namoravam fazia quatro anos e o amor só crescia, Hoseok pediu o menor em casamento naquele mesmo parque. Duas semanas depois eles estavam casando, no lugar mais marcante de suas vidas, embaixo da famigerada árvore de cerejeira no centro do parque. Aquele era o dia mais feliz na vida de ambos.

Dois anos e meio depois — Yoongi lembrou de quando o marido descobriu o câncer — Hoseok foi diagnosticado com câncer, que só avançava com o tempo, nem a quimioterapia pôde acabar com aquilo, então exatamente cinco meses depois de descobrir o câncer, Hoseok morreu em uma cama de hospital enquanto Yoongi estava em casa, se arrumando para ficar aquela noite com o marido no hospital.

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Min Yoongi P.O.V 


— Que lindo, Hoseok! — E a essa altura, eu já chorava de emoção. Era o nosso aniversário de um ano de namoro. Hobie disse que tinha uma surpresa para mim, quando cheguei nesse parque e retirei a venda que cobria meus olhos pude perceber escrito na grama com pétalas de rosas: "Eu te amo Suga". Suga era o apelido carinhoso que apenas Hobie me chamava, ele dizia que era porque eu era branquinho e doce como um açúcar. — Eu também te amo Hobi. — Iniciamos um beijo carinhoso no meio do parque, era o parque onde nós dois nos conhecemos a três anos atrás. 


Ele separou seus lábios dos meus e retirou uma caixinha de veludo do bolso.


— Calma, eu não vou te pedir em casamento. — Ele deu uma pausa dramática. — Ainda... — Sorriu e voltou a falar. — Já namoramos faz um ano, mas não a nada que prove nossa união, é claro que eu sei que não precisamos provar pra ninguém porque eu vivo no seu coração e você no meu, mas mesmo assim, quero que todos saibam que eu sou seu e você é meu. E se algum dia estivermos separados por algum imprevisto, você sempre vai ter isso para se lembrar de mim.


Ele abriu a caixinha e me mostrou o anel, pequeno e delicado, dentro havia algo escrito.

Te amarei para sempre. Hobi.


E no dele estava escrito:


Te amarei para sempre, Suga.


Tinham nossos nomes gravados para não esquecermos um do outro, era por isso que eu amava Jung Hoseok, ele pensava em cada coisas genial, cada pequeno gesto dele, valia muito pra mim. Ele colocou o com o seu nome em meu dedo e eu repeti a mesma coisa, colocando o que continha o meu nome em seu dedo.

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No nosso quarto aniversário de namoro, fomos ao mesmo lugar do primeiro, eu só não entendia porque Hoseok queria ir lá, se a cada ano íamos em um lugar diferente.


Mas naquele dia fui surpreendido, não era algo sem explicação, logo depois tive minha duvida esclarecida, ele queria me pedir em casamento, e eu, sem pestanejar, aceitei.


Duas semanas depois, foi o melhor dia da minha vida.

Eu finalmente estava casado com o amor da minha vida. Nos casamos embaixo de uma árvore grande, um árvore de cerejeira, que ficava no centro do parque, reservamos o local, contratamos um padre para fazer a cerimônia e convidamos todos os familiares e amigos.

Aquele com certeza era o melhor dia da minha vida.

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— Yoon, eu sei que estou fraco por causa do câncer e que posso morrer a qualquer momento, mas antes de morrer, eu quero ir em um último lugar. — Ver o meu Hobi, debilitado daquele jeito em uma cama de hospital, esmagava meu coração em meu peito de uma forma devastadora. Assenti para que ele me dissesse. — No parque, aquele que nos conhecemos e que realizamos nosso casamento. — Aquilo foi realmente profundo, mas eu não iria negar. Me levantei da poltrona em que eu estava e peguei umas roupas do Hobie e ajudei-o a se vestir, ele estava fraco por causa do câncer, não podia pegar frio.


Assim que levei ele ao parque na cadeira de rodas, já que ele não conseguia andar sem ajuda e o parque era bem perto do hospital. Ele pediu para irmos até uma árvore que tinha no meio do campo, foi exatamente embaixo dela que nos casamos a três anos atrás. De repente Hoseok tirou um canivete do casaco, eu nem sabia como aquilo estava ali, então ele começou a escrever algo no tronco da árvore de cerejeira.


Jung Hoseok Min Yoongi


Em volta ele fez um coração. Olhou para mim e sorriu.


— Quero que venha aqui quando sentir a minha falta, eu te amo e sempre vou te amar, Yoonggie. Não importa o que aconteça comigo, apenas siga em frente e seja feliz, não se prenda a um morto.


E no dia seguinte, quando troquei o horário de visitas com a Sra. Jung, eu estava em casa de tarde me arrumando para passar outra noite no hospital com Hobi. Porém, recebi uma ligação quando saí do banho, era da mãe dele, naquele momento deixei o telefone se espatifar no chão, ela tinha me ligado para avisar que o Hobi tinha ido para um lugar melhor nesta tarde. Ele se foi e levou meu mundo junto com ele.

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Abri os olhos, atordoado por ter lembrado dos dois momentos mais felizes da minha vida e por último, o mais triste. Só não entendia porque eu estava de olhos abertos, eu não havia morrido?

Eu estava em um lugar extremamente claro, tudo era muito iluminado, eu estava em uma rua, eu tinha a impressão que já havia ido ali muitas vezes, mas nunca foi tão claro. Não sabia ao certo onde estava. Comecei a prestar atenção nas pessoas, todos tinham asas longas e brancas. Olhei para as minhas costas, eu também tinha um par lindo de asas. Okay, eu estava morto e havia ido para o céu?

Quando fiquei atento á minha mão, pude ver um fio vermelho amarrado em meu dedo mindinho, segui com o olhar e percebi que ele seguia pela rua e depois sumia na esquina.

Comecei a me mover para saber onde aquele fio me levaria, quando virei na esquina, finalmente percebi onde eu estava. Eu estava no parque!

Olhei para o centro, aquela mesma árvore de cerejeira, e, sentado embaixo dela, um homem de cabelos negros brincando com a grama. Eu conheceria aquelas madeixas negras em qualquer ocasião. Vi o meu fio vermelho e ele estava ligado aquela pessoa. Sempre esteve.

Corri para alcança-lo.

— HOBI! — Gritei. Pude ver que ele tinha asas também. Agora sim ele era um anjo, o meu anjo. Ele olhou rapidamente para ver o dono da voz que o chamava. Era a mesma pessoa, aquele que tanto alegrava meus dias. Era o meu Hoseok.

— Yoonggie! — Ele arregalou os olhos e veio em minha direção, nos abraçamos muito forte, eu não queria mais o soltar, nunca mais. Agora sim estávamos em um lugar melhor, em um lugar melhor juntos.

Me senti completo novamente, como não me sentia desde que Hobi tinha sido tirado de mim. O fio agora estava curto, estavamos juntos novamente. Eu havia chegado ao meu destino!

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De fato, nem a morte foi capaz de romper aquele laço entre a alma de Jung Hoseok e Min Yoongi.

Eles foram destinados a ficarem juntos desde que nasceram, nem que a vida pregasse uma peça neles e tirasse um do outro. Ele ficariam juntos até a morte. Juntos para sempre. 


Notas Finais


Se eu chorei? Confesso, chorei. MAS EU QUERO SABER SE VOCÊS CHORARAM, OU SE GOSTARAM, ME CONTEM!

Eu n podia dar final triste pro meu Yoonseok sagrado ♥

Muito obrigada por lerem ♥
Beijos, amo muito vocês ♥

→ Akai Ito é uma lenda que diz que quando a pessoa é destinada a outra, ambas têm um laço vermelho que as ligam, no dedo mindinho. O laço pode embaraçar, emaranhar, mas ele nunca quebra. O laço não é visível a olho nu, mas está lá desde o momento do nascimento. Quanto mais longo estiver o fio, mas longe as pessoas estão e mais tristes estarão. Sequer a morte o rompe, apenas o alarga para se encontrarem em outra vida

Existem duas versões:

→ Na versão chinesa, a original, o fio vermelho na verdade é uma corda (também invisível) que une as almas gêmeas pelo tornozelo e não pelo dedo mindinho. A lenda chinesa conta que um homem andava pelas montanhas a caminho de visitar a sua noiva, quando um velho apareceu dizendo ser o Deus Xia Lao Yue. O tal Deus tinha o poder de ligar, por meio de uma corda vermelha invisível, almas gêmeas, e disse ao homem que a pessoa que ele estava indo visitar não era o grande amor de sua vida. Ele apontou um bebê e disse que era àquela pessoa que a corda o ligava. O homem não acreditou e com muita raiva mandou colocar fogo na casa do bebê, para que ele morresse. O homem, então, se casou com sua noiva e foi muito infeliz. Anos depois, ficou viúvo e acabou conhecendo uma mulher com quem se casou e foi muito feliz. A mulher em questão era aquele bebê, que ficou órfão e só sobreviveu ao incendio porque a mãe o embrulhou em um saco molhado.

→ A versão nipônica (Japonesa) conta que um garoto caminhava em direção a sua casa, numa noite escura, quando um velho, o Deus Xia Lao Yue, o abordou. O menino não deu muita importância quando o velho disse que ele precisava encontrar sua jovem esposa. Na verdade, ele disse ao velho que nunca iria se casar. Ouvindo isso, o velho revelou ao garoto que ele se casaria com a jovem a qual ele estava amarrado, pelo dedo mindinho, por um fio vermelho invisível. O menino, pela primeira vez, conseguiu ver o fio e do outro lada, havia uma menina, sentada na porta de sua casa. Indignado, o menino não aceitou o fato e atirou uma pedra no rosto da menina, machucando-a. Anos depois, o menino virou homem mas não conseguia se apaixonar por nenhuma mulher de sua aldeia. Todos achavam que ele nunca encontraria seu verdadeiro amor. Uma noite, ele caminhava pela rua escura quando notou a silhueta de uma mulher e no mesmo instante se apaixonou por aquela visão. A mulher em questão era conhecida por ser uma das mais belas da aldeia, mas que raramente saia de casa, pois tinha vergonha de seu rosto. O homem se casou com a moça sem nunca ter visto seu rosto. Quando a cerimônia de casamento acabou, e eles estavam sozinhos, o homem perguntou a esposa porque ela nunca mostrava o rosto. Ela respondeu que quando era pequena, um rapaz havia lhe atirado uma pedra, deixando uma cicatriz na sobrancelha. Naquele momento, o homem se lembrou do Deus Xia Lao Yue e seu fio vermelho invisível.


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