História Aki ga tatsu - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, Jhope, Oneshot, Sobi, Suga, Yoongi, Yoonkook
Exibições 12
Palavras 925
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo único


A casa estava mergulhada no silêncio absoluto e as luzes estavam apagadas, sendo que a única iluminação disponível na sala de estar era a luz cinzenta daquele fim de tarde com nuvens escuras e alguns pingos de chuva.

Sentado no sofá, Hoseok jurava conseguir ouvir os seus próprios pensamentos em meio aquele silêncio aterrador. Quando será que o Yoongi vai chegar?

Suspirou, deixando a cabeça pender para trás e descansar no encosto do confortável sofá.

Ah, aquela casa parecia tão grande agora. Fora uma tolice compra-la, afinal, podiam ter ficado no pequeno apertamento onde Yoongi vivia na altura da faculdade. Mas acharam que o amor justificava a causa. "Precisamos de uma casa maior. Um dia vamos ter um bebé e ele vai precisar de um quarto só para ele e de um jardim para brincar. Podemos até comprar um cão, Yoongi-ah." E Yoongi havia concordado com um sorriso nos lábios. Porém, hoje sabia que esses sonhos haviam sido jogados ao vento por ambas as partes. Nem ele nem Yoongi queriam mais ter um bebé ou um cão.

– Aish! – O moreno resmungou entre dentes no exato momento em que ouviu a porta da rua bater. Em menos de um minuto, a figura mais baixa e magra de Yoongi adentrou na divisão. Trazia umas calças escuras com rasgos nos joelhos e aquele casaco verde tropa que Hoseok lhe havia oferecido no Natal do ano passado. Achava que o loiro ficava incrivelmente bem com ele vestido, mas agora notava que já não fazia diferença.

Yoongi aproximou-se e deixou-se cair no sofá ao lado de Hoseok, soltando um longo suspiro. Talvez Hoseok devesse perguntar por onde ele andou durante toda a tarde, mas na verdade ele não queria saber. Tal como queria saber do beijo que o namorado não lhe dera.

– Porque estamos às escuras? – O loiro perguntou depois de um longo período de silêncio. Hoseok não estava a olhar mas sabia que ele tinha a testa enrugada (conhecia-o demasiado bem). Encolheu os ombros como resposta, sentindo-se sem forças e sem vontade para proferir até o mais pequeno som.

Na sala mal iluminada ambos permaneceram calados, encarando as paredes brancas e soltando esporádicos suspiros – como se fossem dois desconhecidos numa sala de espera do hospital. Hoseok queria saber quais eram os pensamentos do mais velho, mas sentia que já não tinha mais esse direito. Além do mais, se perguntasse, sabia que Yoongi se ia limitar a um "nada de especial" acompanhado de um encolher de ombros e uma grande dose de indiferença. Mas não podia levar as atitudes do companheiro como injustas, pois ele agia exatamente da mesma forma. Com indiferença. Yoongi, agora, era-lhe indiferente.

Houve um tempo em que Hoseok quis concertar a relação. Ele não pretendia jogar todo o tempo que estivera com Yoongi fora. Queria lutar por ele. Porém, com o passar dos meses, percebeu que afinal não valeria assim tanto a pena. Os cabelos macios de Yoongi, a sua pele branquinha e suave, os seus lábios bonitinhos e doces, o nariz pequenino e o seu ar frágil e, ao mesmo tempo, tão determinado e duro já não valiam mais a pena. As horas intermináveis de conversa por chamada quando ainda não moravam juntos, os passeios de mão dada pelo parque, os beijos roubados e as juras de amor eterno já não valiam a pena. Yoongi já não valia a pena.

Ultimamente, tudo o que faziam juntos era partilhar a cama e a mesa das refeições. Esporadicamente, faziam sexo. Sim, Hoseok não achava mais que eles faziam amor. Nenhum dos dois se entregava. Eram apenas corpos que procuravam o prazer comum que qualquer outro lhes poderia proporcionar.

– Vamos vender esta casa. – Hoseok falou por fim. Notou a hesitação na sua própria voz. A casa havia sido paga com o dinheiro que juntaram depois de um ano de trabalho e mais os fundos que tinham guardados nas suas contas particulares. Agora que pensava, tinha sido mesmo uma tolice gastar esse dinheiro com aquela casa. Só podiam estar cegos naquela altura para não perceberem isso.

– Vender a casa? – Lá estava aquela ruga na testa de Yoongi. Hoseok assentiu com a cabeça e o loiro acabou por encolher os ombros mostrando, mais uma vez, a sua indiferença perante o assunto.

– Yoongi, podemos fazer amor no sofá?

Yoongi rodou o rosto na direção do namorado, confuso com a rapidez com que o mesmo havia mudado de assunto e com a pergunta. Hoseok rodou também o seu rosto e, pela primeira vez naquela tarde, encararam-se. Yoongi ainda era bonito, claro, mas isso não chegava.

– Eu gosto da sala. – Justificou-se perante a pergunta silenciosa de Yoongi. O loiro acabou por encolher os ombros e desviar novamente o olhar do namorado.

– Como queiras. – Respondeu sem interesse. – Mas pode ficar para mais tarde? Estou cansado e preciso de um banho. – E, sem esperar por uma resposta, levantou-se do sofá e desapareceu para o corredor.

Hoseok viu-se novamente sozinho no silêncio daquela casa demasiado grande.

Sabia que, depois do jantar, iriam fazer sexo no sofá da sala e, depois, iriam para a cama. Ambos se deitariam sem trocar nenhuma palavra. Cada um virado para seu lado cairiam no sono sem nem se importarem com o fato da paixão se ter extinguido há muito tempo. Sem compreenderem o porquê de antes ser tão bom quando dormiam agarrados quando, naquele momento, tudo isso parecia tão errado.

A paixão havia esfriado e estava a congelar aquela relação.

A pergunta era: até quando? Até quando iriam eles continuar a arrastar aquele relacionamento que já havia terminado à tanto tempo. 


Notas Finais


oiee

eu tinha este rascunho à séculos no meu computador e hoje decidi termina-lo. não posso dizer que fiquei 100% satisfeita com o resultado final e estive numa espécie de luta interna a tarde toda "publico ou não?"

independentemente disso, e do fundo do coração, espero que tenham gostado.

obrigada a quem leu, muito amor


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