História Alados e Humanos - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Ficção, Magia
Exibições 15
Palavras 1.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vou demorar para terminar o primeiro capítulo, pois estou muito ocupado e as idéias estão misturadas. Então vou me concentrar primeiro para poder fazer no ritmo ideal.

Capítulo 1 - David


Há três mil anos atrás uma batalha sangrenta entre Pegasus, Darkrols e humanos dividiram o mundo, transformando a terra em mar, o sol em lua e a chuva em fogo. O céu cinzento brilhava com o clarão dos raios, a chuva caia forte criando poças de sangue, crianças, mulheres, homens gritavam, não conseguiam conter a fúria dos deuses. A foice cortava o corpo abrindo as costas dilacerando as asas de Handan, um brilho azul desaparecia. Adel não acreditava no que tinha visto, seu irmão desaparecendo, então voou com muita fúria atrás de Gorr e empurrou sua lança, fazendo um buraco imenso no peito, uma chama vermelha desaparecia. O mar criava ondas gigantescas, o vento levava as casas, chuva, fogo, neve, o mundo não tinha controle, humanos tentavam se defender contra os demônios, mas o voo rasante de Zard tirou a vida de trinta e seis humanos. – contou Sr. Quitu Haori – o coração de Sami Haori palpitava forte, ela não queria mais saber do próximo ataque. 

- E de... de... de... depois vo... vovô o q... que acon... con... con... con... aconteceu – perguntou David Haori.

Lan’dan lutava contra dois Darkrols, já tinha aniquilado três depois de ver seu irmão desaparecendo, deu um golpe que desequilibrou os dois demônios e foi voando atrás de Zard, quando... Vamos crianças, deixem seu avô descansar, e pai não conte essas histórias sombrias para eles, pois não vão conseguir dormir, principalmente a Sami, por favor – interrompeu Idra Haori. Então todos se despediram dizendo:

- Boa noite vovô durma com os anjos.

- Boa noite meus potrinhos – respondeu com a voz rouca Sr. Quitu.

Todos caminhavam para fora do quarto, Sr. Quitu já se virava para a cama, enquanto David se aproximou do seu avô e cochichou no seu ouvido.

- M... me co... con... conte m... mais so... sobre os d... dar... dar... Darkrols.

O Sr. Quitu contraiu as sobrancelhas, franziu a testa e não entendeu porque seu neto queria saber sobre os demônios.

- Venha David! Deixe o seu avô dormir – reclamou Idra.

O seu avô gostava de ficar no seu quarto-atelier, envolvido pelos tecidos, lãs de madeira, lãs de árvore, pele de animais, tesouras. Sua cama era feita de ouro branco e lã de árvore com desenhos de anjos e cavalos alados voando pelo céu, em frente uma biblioteca cheia de livros, sua janela apontava para a lua brilhante, que clareava seu tapete de pele de raposa sobre o chão de madeira. Toda vez que ia dormir assoprava a vela e agradecia pelo dia – obrigado Gabriel.

Todos já estavam em suas camas, David não parava de pensar na história, Lan’dan... Zard... Então, de repente sua irmã aparece.

- Posso dormir hoje com você irmão, estou assustada com as histórias do vovô, não quero mais ouvi-las – perguntou Sami.

- Claro, mas por que você não quis dormir com Iara – redarguiu David.

- Porque gosto mais de você irmão, me sinto protegida – respondeu Sami.

- Até mais do que Leon, o forte – perguntou com risos David.

- Sim, até mais do que ele – respondeu com risos Sami.

Era tarde e frio e logo os dois dormiram. Já era manhã, Iara ia à cama de cada um deles acordar-los logo cedo para colherem leite, manga e buscar pão quente feito pelo Bibel doido de pão – as crianças o chamavam assim – diretamente da fornalha. Todos reunidos na mesa de madeira, ouvindo as canções dos irmãos Gadrin atravessando a janela, com um lindo banquete cheio de frutas, suco, pão quente, vinho, e o brilho dos canecos, talheres e pratos de prata, refletidos sob a luz do sol e atrás deles o brasão do Cavalo de Pegasus. Logo, Devan Haori emergiu a voz.

- Hoje é um lindo dia, vou caçar um javali e levar Leon e David.

- Leva-me papai, eu quero ir também – animou-se Sami.

- Não mocinha, você não é homem. Uma dama tem que se comportar – interrompeu Iara Haori.

- Isso mesmo, sua irmã está certíssima, você quer ser ferida por um javali – perguntou Idra.

- Não mamãe, mas David me protegeria – respondeu com a voz baixa Sami.

- Rararaaraa... Esse gordo só serve pra comer o javali inteiro – gargalhou Leon Haori.

- Imbecíl! – jogou o suco no rosto de Leon e saiu correndo aos berros – disse enraivada Sami.

Leon tentou revidar, porém Devan obstruiu com o braço em seu peito e o assunto encerrou. Todos ficaram calados e comeram o saboroso banquete, no entanto, David interrompeu o silêncio da janta.

- E... eu n... não v... vou!

- Você vai! Isso é uma ordem! – falou alto Devan.

David era um jovem rapaz inteligente, menor que seu irmão, gostava muito de comer, seu cabelo era preto e curto, sua barriga pançuda e sua gaguice definia sua característica de longe, não sabia manusear uma espada, porém ‘’devorava’’ os livros. Caminhando pela praça a procura de sua irmã, o som aumentava e ouvia-se a canção “As penas que caiam do céu” com uma voz doce e atraente de Dora Gadrin, a seguir os cavalos relinchavam no estábulo – Reon ofereceu um cavalo para David, mas logo dispensou – o sol brilhava, o céu estava limpo, os pássaros cantavam, os irmãos Gulius brincavam em volta do poço, David só queria saber de sua irmã e logo perguntou para Lessle Gulius.

- Vo.. vo... você viu... viu... mi... mi... minha irmã po... po.... por aí.

- Vi sim ddd – o apelidaram assim. Ela saiu correndo lá pra fora da Vila chorando, perguntei o que tinha acontecido, mas ela continuou correndo. – respondeu Lessle.

- O... o... obriga ga... gado – retribuiu David.

Ao sair da Vila uma mistura de cores vermelha e roxa refletia nos olhos negros de David, as árvores flamboyant e jacarandá deixavam o lugar mais belo, mas lá no alto da serra a mais bela de todas se destacava entre várias, a “Lágrimas do Anjo” – uma árvore bela com folhas e flores brancas, caule cinza escuro que jamais deixou de aflorar – deixava a imaginação de David fluir após ter lido o capítulo “O choro de Gabriel” do livro “Os Lendários Pegasus”. Após uma hora procurando Sami, ele observou uma menina magra e pequena, com cabelo castanho curto encaracolado usando um vestido branco com um cavalo alado em suas costas, segurando uma flor avermelhada com uma luva de pele de raposa e uma pena branca escondendo sua deformação, sentada debaixo de uma chama-da-floresta. No entanto, David gritou de longe.

- Sa...Sami! Va... vamos vo... voltar pra ca... casa.

- Eu não gosto quando zombam de você – respondeu triste Sami.

- Já es... estou a... a... acostu... tumado, ven... venha –  disse David.

Então, ela levantou e foi andando arrastando a bota de couro curtido sobre as folhas murchas da árvore e enxugando as lágrimas.

- Se eu fosse você irmãozinho fugiria comigo e seríamos os irmãos mais felizes deste mundo caçando animais e escrevendo novas histórias – disse Sami.

- N... não, po...po..pois n... no... nossos pa... pais fi...fi...ficariam tri...tri...tristes e vo..vo...vovô tam..tam...também – explicou David.


Notas Finais


Olá pessoal, ainda não terminei o capítulo, sem tempo. Fica um gostinho da introdução. Grato


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