História Alcateia dos Ladrões - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eaw pessoas lindas, quem ressuscitou para postar um capítulo novo?
Sim, desculpa a grande demora auhsaush
Boa leitura e até as notas finais ;)

Capítulo 11 - Convite inesperado


- Não irei repetir a pergunta novamente, QUEM ESTÁ AÍ?

Um som metálico cortou o silencio e novas passadas começam a ser ouvida, Alexia também se armou com uma faca.

Uma sombra surgiu próxima a porta, parecia ser masculina pela estatura e silhueta do corpo, gradativamente um corpo foi surgindo, era mesmo de um homem, cabelo negro e levemente grande penteado para trás, vestia roupas simples e escuras, mas havia algo estranho nele, havia algo na cabeça como se fossem dois triângulos negros projetados para cima. Ele estava com as mãos para cima sinalizando rendição. Luan colocou a faca sobre a mesa e chegou perto e olhou nos seus olhos, suas íris pareciam dois orbes negros.

- Noir? – indagou Luan.

- Que? – respondeu o homem, com calma.

- Filho da mãe quase me matou do coração e quase que eu te mato também seu vagabundo.

- Desculpa, mas ter um corpo humano é novo para mim....

- Ou quase humano – interrompeu Alexia.

- Como assim? – indagou Noir, ele começou a se tocar sua cabeça, até que acha os triângulos. – Isso são orelhas de gato.

- Então você agora é um humano cruzado com gato – relatou Luan – você não consegue sumir com as orelhas.

O olhar de Noir estava longe, não prestando atenção aos seus colegas.

- Noir! – chamou Alexia.

- Ãh? – respondeu o homem, meio que automaticamente.

O homem andou até a cadeira e ali ficou, ainda com um olhar vazio e disperso, parecia viajar em alguma memória. Alguns segundos tempos ele apertou as têmporas e transmitia uma sensação de dor pela expressão do rosto e se transformou em um gato novamente, mas estava desacordado.

Luan pegou o animal e levou-o para o quarto, colocou sobre o seu colchão e voltou para a cozinha.

- Acho que ele se lembrou de algo – disse Luan, se sentando à mesa – possivelmente do seu passado. Na primeira vez que eu o encontrei, ele não conseguia lembrar-se de quase nada.

- Como você sabia que era ele? – indagou Alexia, acompanhando o seu amigo à mesa – Podia ser um impostor.

- Ainda não precisamos se preocupar com esse tipo de problemas e eu sei por que temos uma ligação diferente, um tanto mística, e eu conheço pelos olhos. Uma vez escutei que você pode reconhecer alguém somente pelos olhos.

- Então se existisse uma gêmea de mim, você conseguiria nos distinguir somente pelos olhos?

- Não sei – respondeu Luan, pensativo – É que entra outros fatores para diferenciar as pessoas, mesmo sendo idênticas, há sempre algo peculiar entre eles.

- Mas se me clonarem.

- Isso não existe Alexia.

- Animais falantes e que se transforma em outros também não existia e temos o Noir deitado ali.

- Verdade. Se você completamente idênticas, não saberia como diferenciá-las. Por que tanta curiosidade sobre isso.

- Só curiosidade.

- Então também tenho uma pergunta para você – disse Luan, com uma voz firme. – O que ocorreu de fato no centro de distribuição para vires com tantos hematomas?

- Eu briguei com os caras para pegar a comida – respondeu ela, com uma levemente tensa.

- Somente isso?

O silencio tomou conta da cozinha, Alexia estava mexendo uma colher entre os dedos e o seu olhar estava distante, até que o seu amigo a retirou do devaneio.

- Se precisar conversar sobre algo ou simplesmente desabafar – disse Luan, se levantando – estarei aqui para te escutar.

Quando o jovem virou o corpo para sair do cômodo, ela segurou o punho dele, surpreendendo-o. Alexia não falou nada, mas Luan chegou perto e a abraçou, ela tremia.

- Tentaram me agarrar lá – disse a jovem, com voz a entrecortada. – Quando consegui me soltar, eles correram atrás de mim e me socaram. Me chamaram de tudo que possa imaginar. Um cara tinha uma faca, por pouco não fez algo pior. Já estava sem esperança de conseguir fazer algo, só queria sumir.

Luan continuou abraçando ela, agora mesmo que ela precisava desse acolhimento, ele ficou em silencio, ou por não saber o que responder, ou por não querer falar nada.

- Mas – continuou a jovem, com a voz mais calma – uma memória não deixou que eu desistisse. Sabe qual é Luan?

- Não, qual?

- Quando você estava na praça, as suas palavras naquele dia horrível parecia ter dado um novo sentido a vida, você mesmo diante a uma morte não deixastes se abalar.

- Mesmo eu estando com medo – murmurou ele.

- Isso me deu a iniciativa de batalhar novamente. Então eu mesmo estando com medo, lutei contra eles, quebrei os dentes de um deles e os outros saíram aos arrastos e carregando o desdentado desmaiado.

- Ohhhh que amor esses dois – disse uma voz sarcástica, era Noir como um gato. – Parece um casal.

Luan rapidamente pegou a colher e jogou, sem olhar para onde estava mirando, acertando próximo a Noir, que saltou de susto.

- Tá, não ta aqui quem falou – respondeu o gato, saindo de fininho para o escritório.

- Estas melhor? – perguntou Luan, se afastando um pouco para ver o rosto da amiga, os olhos um pouco vermelhos e o rosto também.

- Sim – respondeu ela, com um pequeno sorriso. – Obrigado.

- Amigos servem para isso – disse o jovem, com um sorriso no rosto.

O dia se transcorreu normalmente, Luan acabou pegando a vez da Alexia na saída de conseguir comida e dinheiro, ela ainda estava um pouco traumatizada. No outro dia, ela disse que queria sair para conseguir comida, o colega deixou, mas ele o seguia de longe, somente vigiando os arredores. Os dois se encontraram depois, ela voltou para casa e ele continuou na rua.

Um jovem, aparentemente de classe mais alta, estava atravessando a rua do bairro sem se preocupar com o movimento dos veículos, também porque quase não existiam pessoas de classe baixa portando carros, somente uns muitos sucateados para fazer entregas. Ele era um alvo muito chamativo no meio do local, enquanto as pessoas do arredor usavam roupas simples e usadas, ele já estava trajado com um blazer e uma calça de alfaiataria bem cortados e um tênis bem casual.

Todos olhavam e cochichavam algo quando ele passava, era um estranho e bem vestido, isso já podia se considerar uma ameaça em potencial para o local, o garoto olhava para os lados parecendo admirar o lugar, mas o que havia de se admirar em um bairro pobre?

No meio dos devaneios, ao atravessar a rua não percebeu uma camionete próxima, só a notou quando era tarde demais para ter uma reação. O desconhecido foi arremessado para a calçada, mas não por causa do veiculo, mas sim por outro garoto que salvou sua vida, alguns segundos antes do iminente atropelamento o garoto conseguiu impulso suficiente para saltar do meio da calçada e levar consigo o desconhecido para o outro lado.

- Ei! –chamou o jovem salvador – Estás bem?

- O que aconteceu? – indagou o desconhecido.

- Simplesmente você quase foi atropelado.

Ele parecia forçar para lembrar o acontecimento, levantou e começou a limpar as suas calças, logo que passou a mão sobre o joelho esquerdo seu corpo enrijeceu, a calça rasgou por causa do atrito com a calçada e feriu o joelho, havia outro machucado no braço dele que estava sangrando.

- Merda! – murmurou ele.

- Você esta sangrando – disse o jovem – vamos eu faço um curativo, consegues me acompanhar?

- Já fostes muito prestativo me salvando, – falou o desconhecido, com um tom aristocrata – poucos pessoas fariam isso, principalmente para alguém como eu.

- Então deixe terminar o favor, vou fazer um curativo nesses machucados.

O jovem ainda estava agachado no chão, ao se levantar quase caiu novamente, mas o desconhecido o segurou, mas demonstrava que estava sentindo dor pela expressão no seu rosto.

- Estás bem? – indagou o desconhecido.

- Sim, foi somente uma tontura, acho que foi por causa da adrenalina. Vamos a minha casa não é muito longe.

O desconhecido cambaleava um pouco, no caminho para casa do jovem o desconhecido começou a olhar para aquele garoto, notou que ele também havia se machucado porque havia pontos de sangue na camiseta e também notou que o jovem falhava algumas passadas, possivelmente uma torção em alguma junta da perna.

- Por que tanta preocupação comigo e não se consigo mesmo? – indagou o desconhecido para si mesmo, baixinho. – Por que colocar sua vida em risco para salvar outra? Isso não é normal.

Minutos depois, eles chegaram a casa, ela era razoavelmente grande comparada com as outras, a tinta branca estava desbotada e ainda havia algumas teias de aranha na varanda.

- É humilde, – falou o jovem – mas tem o seu valor.

- Não me importo com isso, desde que sirva para abrigo está bom.

O jovem olhou para o desconhecido com uma cara de dúvida e estranheza.

Os dois entraram, o jovem falou para ele esperá-lo na cozinha que logo viria com os curativos. Assim vez, ao decorrer a casa ele passou um gato preto, ele fez um gesto para chamar a atenção do gato, mas ele saiu correndo quando o notou, já na cozinha havia uma garota lavando uns pratos, que estava tão centrada no afazer que não notou o jovem sentando à mesa.

- Olá – disse o jovem.

A jovem rapidamente pegou uma faca de serra que estava lavando e apontou para o jovem, ela parecia ter levado um susto porque estava ofegante e com um leve tremor nas mãos.

- Não precisas matar ele – disse o jovem, com uma caixa de ferramentas na mão –  já quase foi morto hoje beijando uma camionete.

- Desculpa, – disse a garota – é um pouco a força do hábito, sempre tentam se aproveitar de jovens desatentas e guarda baixa, sem querer te ofender.

- Isso é verdade, – relutou o desconhecido – mas de minha parte não precisas se preocupar, linda dama. E também não cobiço as mulheres já comprometidas.

O garoto sentiu algo de estranho nessa frase, mas não se importou. O gatinho preto ronronava e passava entre as pernas do garoto, ele deu um tapinha no ombro esquerdo e se abaixou, o animal pulou e ficou ali.

- Qual é o seu nome? – Indagou o jovem com o seu gato/papagaio de pirata.

- Leo Abdir e o seu?

- Luan Borges e essa é Alexia Garcia, espera um minuto como assim mulheres comprometidas?

- Ela não é sua namorada?

- Não – os dois responderam juntos, o animal parecia estar rindo da situação, também já estava no chão saindo pela tangente.

- Ela é minha irmã cara – disse Luan, serio. - Não de sangue, mas é quase.

Alexia olhou para o seu colega, alguns segundos se passaram até entender o que ele estava falando.

- Vamos fazer esse curativo de uma vez, – interrompeu Luan – antes que infeccione e cause mais problemas.

- É melhor – respondeu Leo.

- Pode doer um pouco porque terei que tirar algumas pedrinhas.

- Por acaso você sabe o que estas fazendo – disse Leo, relutante.

- Por enquanto nenhum curativo ou pontos meus e da Alexia deram problemas.

- Como assim...

Leo apertou os dedos na base da cadeira, afim de transferir a sensação de dor e aguentar para não reclamar. Minutos depois os curativos estavam prontos e o semblante do jovem relaxou.

- Doeu muito?

- Estava suportável – respondeu Leo, já se levantando. – Obrigado por tudo, posso lhe dar uma recompensa por tudo isso.

- Obrigado, mas isso não é nada para me recompensar.

Alexia cutucou seu amigo abaixo das costelas, mas ele não se mexeu e Leo aparentemente não notou.

- Então irei convidá-los para um baile que irei realizar dentro de alguns dias, serão os meus convidados de honra. Eu insisto.

Luan olhou para Alexia, que fazia um leve sinal de negação com o rosto.

- Está bem, se insistes, – disse Luan – mas não temos roupas para esse nível de ocasião.

- Isso não se preocupe, posso arrumar um belo traje para os dois, terno com um bom corte para você e um deslumbrante vestido para essa linda dama.

- Obrigado pela gentileza de nos emprestar as roupas – agradeceu Luan.

- Emprestar? – falou Leo – Eu irei levar vocês para comprar as roupas.

- Não precisa tudo isso – disse Alexia, com uma voz levemente nervosa.

- Claro que precisa – respondeu Leo. – Desculpa o incomodo, mas tenho que partir.

Luan foi na frente para abrir a porta, Leo estava falando com Alexia, a jovem tentava se manter na defensiva e olhava para o colega, transmitindo uma mensagem silenciosa. Os dois chegaram até a porta, Leo apertou a mão de Luan e beijo a da jovem, saiu da casa e Alexia fechou a porta. Um minuto se passou até que a jovem se pronunciou:

- VOU TE MATAR LUAN!

 


Notas Finais


Ficou um pouquinho grande, comparando os os demais capítulos auhsausha
Obrigado pela leitura e não se acanhem em perguntar e comentar ^^
Até a próxima o/
Abraço


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