História Alcohol - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sumi. Eu sei. Mas eu estava resolvendo umas coisas para minha viagem ao Chile e logo depois viajei. Além de ter tido problemas em realizar minha matrícula nas matérias semestrais da minha universidade, então, mil desculpas pela demora! Mas aqui está.

Capítulo 4 - Capítulo 4 - UCLA Pool Party



Não sei explicar muito bem como o restante daquela semana transcorreu. Eu sei que precisei me dividir em várias para conseguir dar conta do fluxo de trabalhos e livros que eu tinha de ler até o fim do mês (que era dali três dias). 


Mas quando aquela sexta chegou - abençoada sexta - eu estava completamente pronta para participar das festividades e me embriagar tanto quanto o possível. 


Cheguei naquela velha republica com cheiro de pinho e sexo - é sério, o odor de hormônios era tão forte que eu sequer podia imaginar - e comecei a procurar por minha companhia daquela noite e ela infelizmente não começava com J. 


— Jaaaaane! — reconheci a voz soando atrás de mim, parecia chocada em descobrir que eu tinha capacidade de parecer uma Barbie. 


— Hey! Como vai? — sorri para o garoto, o abraçando apertado, recebendo em minha mão um copo azul vibrante e descartável assim que ele se afastou. 


— Muito bem! Menina, você tá maravilhosa, uma deusa, minha nossa. — apenas pude rir, sem jeito, esperando que ele dissesse com certeza que o copo era para mim e que eu poderia beber. 


— Caramba. Isso daqui tá muito bom! — confirmei, após tomar um longo gole. 


— O nome disso é amnésia. Espero que dê mesmo! — ele já estava parecendo alterado e, em minha ingenuidade, tudo que eu pude pensar foi: Eu vou ficar de babá essa noite. 


Enquanto me enturmava com os veteranos, entre um gole e outro, e via que mais pessoas de minha sala iam se aproximando de mim, alguns que ainda nem haviam me dirigido a palavra naquelas semanas de aula resolveram fazer as honras, por horas, eu tive tanto assunto que sequer havia dado atenção para o celular. 


Mas sempre acontece algo com tudo que consumimos e, quando eu senti que minha pobre bexiga estava prestes a explodir, eu fui ao banheiro e dei uma checada no celular. 


"Você está aí?"
"Já foi para a festa?"
"Ainda está sóbria?"
"Oi, sim! Sim, ainda sóbria. Isso daqui tá uma loucura. Você podia dar um pulo aqui depois que acabar seja-lá-o-que-está-fazendo."
"Você quer que eu vá?"
"Seria legal. A galera toda tá aqui."
"Se der eu vou. Agora, preciso voltar ao trabalho."
"Ok."


Sai do banheiro, dando de cara com Philip, um jamaicano que sempre estava com Jason, mas nunca falara comigo. Ao menos, não até aquele momento. 


— Você é a Jane, não é? — seu hálito com de halls extra forte e gim acertou meu rosto com tanta força que eu precisei respirar pela boca. 

— Ah... sim. Philip, não é?  — ele sorriu, assentindo com rapidez, para depois levar a mão até a cabeça e se apoiar no meu ombro. 


— Eu estou de olho em você. Jason me pediu pra cuidar de você... então, tenho que cuidar de você. — eu franzi a testa, carregando Philip até um dos sofás da sala - que a essa altura tinha gente se pegando em todos os cantos -. 


— Olha... eu acho mais fácil que eu cuide de você, senta aí, vai. — o coloquei sentado e me levantei, olhando ao redor em busca de Alec e respirei fundo ao vê-lo de joelhos ao lado de um vaso de comigo-ninguém-pode. 


— Porra, Alec. — me aproximei do mesmo e fiz cara de nojo ao ver que a pobre planta estava cheia de vômito. — Eu vou te levar ao banheiro, venha. — o segurei pela cintura e passei seu braço por meu ombro, o arrastando como uma marionete até o banheiro da república.

 
O coloquei ajoelhado de frente para o vaso e então segurei seus fios escuros, olhando-o colocar tudo para fora. Resolvi ligar o chuveiro, e assim que o fiz, comecei a tirar a jaqueta, camisa, tênis e até as calças do garoto. 


Quando ele estava apenas com as cuecas, eu o coloquei debaixo da água fria e o observei protestar enquanto o mantinha ali sem nenhum esforço. 


— Eu preciso do seu celular. Vou ligar pros seus pais te buscarem, você tá ficando pálido. — ele fez menção de falar algo, mas apenas vomitou na parede do banheiro. 


— Qual a sua senha mesmo? — perguntei com nojo do que estava vendo. Acho que beber até cair não é tão bom como dizem ser. 


— Dezoito, zero, sete. — eu assenti, respirando pela boca para conter minha própria ânsia enquanto tateava os bolsos do menino para pegar o aparelho celular. 


Assim que o encontrei, procurei pelo pai do jovem bêbado que era o meu amigo. 


— Alô, aqui é a Jane. Eu estou em uma festa com o Alec e ele está um pouco... mal... o senhor pode vir buscá-lo? — o homem do outro lado resmungou e, visivelmente irritado, disse que mandaria o motorista. 


— Gata... — pela primeira vez, Alec conseguiu pronunciar algo. Desliguei o telefonema e o observei, curiosa com que viria a seguir. 


— Dorme lá em casa, Jane. Por favor. Senão meu pai vai ficar uma fera. — aquilo me pegou de surpresa, apenas abri a boca em um "o" e desliguei o chuveiro. 


— Se veste. Vou ligar para os meus pais e perguntar se eles não se incomodam. — o vi se sentando no vaso, batendo queixo e peguei meu celular em meu próprio bolso, esperando que - após discar o número e colocar para chamar - minha mãe atendesse. 


Enquanto eu explicava toda a situação para minha velha, eu estava me sentindo furiosa por:

1) Ter que insistir com um bêbado que ele precisava das roupas para ir embora.
2) Avisar Jason que ele não me veria ali porque eu já estava de saída.
3) Arrastar aquele humano - mais parecido com um trapo velho - até o carro e pedir o motorista para parar de cinco em cinco minutos para que ele não vomitasse nos bancos de couro. 


Precisava admitir para mim mesma que ver a casa de Alec me fez sentir uns milhões mais pobre. Fazer o que se a sala dele era maior que a minha casa inteira? 


Gentilmente, a empregada nos conduziu até o quarto dele e me explicou como eu poderia chegar a um dos quartos de hospedes. Eu agradeci e, quando me virei para ajudá-lo a se trocar, vi uma menina loira na porta. 


— Quem é você? Caramba, não acredito que o Alec fez a namoradinha nova trazer ele até em casa. E tá de porre na cama. — ela murmurou, tirando uma foto com o celular.


— Eu não sou namorada dele. Sou Jane, uma amiga. E você? — estendi a mão, notando que as mangas de minha jaqueta estavam ensopadas. 


— Kaya. Irmã desse bosta. — ela apontou para o garoto com o queixo, sorrindo. — A essa altura do campeonato, ele já está dormindo. Vem comigo que eu te empresto um pijama e você pode... você sabe... se trocar e dormir. 


— Irmã? Não sabia que ele tinha uma. — respondi, enquanto a seguia, vasculhando aquele casarão com os olhos. 


— É. Somos gêmeos. Eu estudo em Yale. Mas vim para casa, pro fim de semana. 


Assenti com a informação, quando paramos em frente do que deveria ser o closet dela, mas parecia bem mais com uma casa pequena. Ela abriu uma das gavetas e me entregou um pijama ainda na embalagem.

 
— Releve meu irmão e pode ficar com isso pra você. Desculpe a vergonha, nem todo mundo da família é como ele. — ela riu baixo, piscando discretamente. 


Naquela noite, eu me sentei na cama gigante do quarto de hospedes e peguei meu celular, notando uma mensagem de Jason. 


"Espero que você esteja bem. Tenha uma boa noite. E um bom descanso." 


Sorri com aquele pequeno gesto, parecia que ele se importava comigo afinal. 



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