História Aleatória (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Jungkook, Personagens Originais, V
Exibições 443
Palavras 2.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA ELAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!! DANDO UMA DE LOUCA DE NOVOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!

Capítulo 1 - Capítulo 1


CAPÍTULO 1 

S/N 

— Ok, pessoal, nos vemos amanhã... - Digo assim que desço em meu ponto e me dirijo até minha casa. E, quando abro a porta, meu sorriso automaticamente se desmancha. E isso já se tornou algo normal de se acontecer todo santo dia. 

Muita gente deve pensar, assim que me vê desse jeito, que eu estou apenas com frescura, que é apenas uma fase ou que sou uma aborrescente, algo normal pra minha idade. Porém, na minha cabeça, isso é apenas uma calúnia, e das grandes.  

Ultimamente, um sorriso vale muito mais do que valia antigamente para mim. Ele apenas surge em minha face para pessoas que convivo o tempo inteiro, ou seja, escola e afins. Porém, as verdadeiras pessoas que viveram comigo desde que nasci, meus pais, parecem não merecer mais o meu sorriso.  

Aprendi esses tempos na aula de Química que, para que uma molécula de certa substância possa se locomover, é preciso certa quantidade de energia. O mesmo acontece com um sorriso meu, ele precisa desse mesmo valor de energia, porém convertido em uma simples palavra: amor. E, de uns tempos para cá, não é exatamente isso o que está acontecendo com meus pais e até mesmo outros familiares. Mesmo na escola, onde me divirto e rio sem parar, muitas vezes quando sorrio, é falso, porque sinto a energia mentirosa e/ou estou triste. 

Sinceramente, adolescência é um saco... Um pé no saco. 

Quem me dera poder voltar no tempo, ser aquela menininha que fazia várias poses para as fotos em família, e que agora só quer viver em seu próprio mundinho; Quem me dera poder voltar no tempo, ser aquela menininha que brincava com as bonecas no quarto e sorria para elas num ato tão carinhoso, e que agora apenas se contenta com famosos distantes numa simples tela do computador, achando que um dia tudo aquilo se tornaria realidade; Quem me dera poder voltar no tempo, ser aquela menininha que assistia os desenhos animados e ao mesmo tempo pedia para a mãe que viesse brincar junto dela, continuando mesmo que a mais velha negasse, e que agora não aguenta mais a voz materna em seu ouvido, clamando por atenção quando só pensa em ficar sozinha. 

Adolescência é um saco... Um pé no saco. 

Minha irmã mais nova vive falando "Ah, como eu queria ter a idade dela...". Mal sabe ela que está fazendo um pacto com o demônio, pedindo celulares e amizades de mentira em troca de sua infância. Ah, é uma bobinha mesmo... 

E repito: adolescência é um saco... Um pé no saco. 

— Oi, mãe. - Digo um pouco seca assim que adentro a sala e a vejo mexendo em seu celular. 

— Oi... Tudo bem na escola? - Reviro os olhos. Ela ainda insiste nessa mesma pergunta? Jogo minha mochila no canto do sofá e coloco meu moletom por cima dela. 

— Hm-hm. - Respondo a mesma e já sigo meu caminho para o quarto dela, onde ficava o resto do dia mexendo em minhas redes sociais. Porém, como o normal, escuto seus passos vindo em minha direção e, mais uma vez, reviro os olhos. 

— Como foi a aula? - Ela se senta na cama, continuo com meu olhar para a tela do notebook enquanto abria o Facebook. 

— Legal... - Respondo e coloco os fones, já deixando a música pronta para dar o play e aumentar o volume até o último. Porém, ela sorri e chega mais perto. Respiro fundo, para assim não me irritar. 

— Pegou suas notas? - Afirmo com a cabeça e jogo o papel em sua direção, aproveitando que não ouviria reclamações. Mas, sempre existe um mas... - Cinco em geografia, S/N? - Ela pergunta para mim, num ar de deboche. Ah, não. Vai começar... - Você tinha tirado sete no bimestre passado, filha! - Ela chacoalha o papel e tenho de me segurar, mordendo o lábio inferior fortemente. - Você só decai a cada dia que passa, S/N, simplesmente uma vergonha... - Ela nega para mim, e eu continuo mexendo no computador. - Custava tirar uma nota igual da de matemática? - Ela olha para o papel irritada. - Espero que o problema não seja conversa, S/N, você está andando muito com aquele grupinho... - Assim que ela diz suas duas últimas palavras num tom de nojo, a encaro seriamente e a mesa sai do quarto. 

Solto o ar que havia prendido, fechando os olhos e parando de me mover. Inspiro e expiro várias vezes lentamente, tomo calma, e vou até o banheiro, fechando a porta rapidamente e a trancando. Assim que me sento na privada, me ponho a chorar. Isso já era hábito, meus pais sempre conseguiam estragar o pingo de felicidade que eu sentia... 

Era sempre os mesmos motivos: notas da escola, que no caso são umas das melhores de toda a turma, minha irmã, que sempre reclamava e gritava comigo, meu jeito solitário, que para mim era completamente a melhor opção para não me irritar com eles. O incrível é que eles sempre, sempre conseguiam me deixar para baixo... Não sei se eles fazem de propósito ou é uma macumba. 

Quando minhas lágrimas cessam e seco o rosto até parecer que eu tinha ido apenas ao banheiro fazer minhas necessidades, volto para o quarto e fecho a porta, respirando fundo novamente para ter minha compostura de volta. Abro o notebook e entro novamente no Facebook, curtindo uma publicação ou outra de meus colegas da escola. Isso simplesmente estava entediante hoje, não estava me entretendo... Porém, uma única salvação surge assim que uma sugestão de aplicativo surge em minha tela, me assustando um pouco. 

"Hang Out Wiith Someone New" 

— Um aplicativo para conhecer pessoas novas? - Pergunta para mim mesma num tom baixo, pensando se a ideia seria produtiva ou apenas uma perda de tempo. Sem pensar duas vezes, clico e rapidamente me inscrevo. 

Assim que crio minha conta, sou levada para uma página em que haviam várias sugestão de pessoas, que eram próximas de mim. Eram muitas, e muitas pareciam fakes, fotos ridículas que obviamente vinham do Tumblr. Olho para minhas outras opções, e entro numa confusão... Quem eu escolheria? 

— Será que eu deveria? - Pergunto olhando para todos os lados. Será que eu realmente deveria estar fazendo aquilo? - Mas... - Não consigo terminar minha frase com o susto que levei com um grande botão vermelho que surgiu em minha tela. Por cima dele, estava escrito em grandes letras brancas "Aleatório". - Que porra é essa? - Digo assustada com a mão por cima do peito. Meus olhos paralisaram por cima do botão, eu estava fascinada com o intenso vermelho e aquilo parecia me chamar, para que o apertasse logo. - Quer saber? Foda-se. - Clico aquilo e sou levada para um chat, onde a pessoa que eu havia "escolhido" me mandou uma mensagem. 

"Olá." 

Apenas uma simples palavra... Mas eu não entendia o por quê de meu coração ter disparado numa velocidade tão rápida. Molho os lábios, repensando que foi um erro ter criado aquela maldita conta. Digito rapidamente minha mensagem e assim que iria apertar enviar, fecho um olho com medo do que a pessoa provavelmente iria me responder em seguida. 

"Olá." 

Não consigo piscar, parecia que eu estava conversando com o meu futuro esposo, sei lá, eu estava muito nervosa. Assim que aparece que a pessoa estava digitando, tenho mais um pequeno espasmo em minha mente e fico ansiosa para receber logo a mensagem da pessoa. 

"Tudo bem com você?" 

Arfo em resposta e fico olhando meu teclado. Eu não estava bem, havia me estressado com minha mãe em menos de cinco minutos atrás. Mas, como todo mundo sempre faz, ao meu ver, respondi a mesma coisa que sempre respondo para todo mundo. 

"Sim... E com você?" 

Envio a mensagem e checo meu celular, apenas para fingir que não estava nervosa. Revejo as conversas do grupo da sala, apenas as mesmas coisas sobre os deveres da semana e etc. Assim que volto meu olhar para a tela, vejo duas mensagens. 

"Estou bem sim..." 

"O que faz de bom?" 

Meu Deus, essa conversa está indo de mal à pior... Digito rapidamente e respondo. 

"Nada... E você?" 

Em questão de segundos, recebo a resposta. 

"Nada também..." 

"Sabe, essa conversa realmente está ficando chata... Aposto que recebeu o anúncio do aplicativo no Facebook e, como não tinha o que fazer, criou a conta e apertou o botão aleatório. Acertei?" 

Fico de boca aberta. Como é que... Essa pessoa lê mentes, não é possível! Como alguém consegue descobrir algo assim tão depressa, apenas vendo o rumo que nossa conversa estava tomando? 

"E você lê mentes... Acertei também?" 

Mordo os lábios, pensando se eu fui muito seca ou se fui muito atirada. Sério, se tem uma coisa que eu não sei é ser engraçada, não sirvo para fazer os outros rirem... 

"Apenas estou passando pela mesma situação..." 

Dou um sorriso. Então eu não sou a única que fica vagabundeando a tarde inteira sem ter o que fazer... Bom saber disso. 

"Fico feliz em saber que não sou a única." 

Mando ainda sorridente. Parece que eu realmente encontrei a pessoa certa para conversar... Será que seria pedir demais ter alguém assim para conversar todo santo dia? 

"Uh, então estou conversando com uma menina... Bom saber disso." 

Engulo em seco. Meu Deus, eu só fiz merda em criar essa conta e apertar no aleatório, eu estou agora conversando com um pervertido, pior, um pedófilo, pior ainda, um estuprador de meninas que não tem o que fazer!  

"E por que isso seria bom?" 

Rapidamente, recebo a resposta. 

"Talvez porque eu precise de conversas diferentes das que tenho com meus amigos homens..." 

Dou uma risadinha. Que raio de resposta foi essa? 

"Eu poderia sugerir que você é um menino, mas posso estar sendo preconceituosa e na verdade você é uma lésbica..." 

Fico com um sorriso confiante, achando que minha resposta realmente foi engraçada, e logo recebo uma resposta. Na verdade, uma imagem. E que imagem... Era simplesmente um menino lindo, seus traços poderiam ser julgados por perfeitos, um sorriso fofo e quadrado ao mesmo tempo. Seu cabelo era num tom meio loiro, meio castanho, e seus olhos continham um brilho excepcional. 

"Sua resposta. Ficou esclarecido que nasci com um pênis ao invés de uma vagina?" 

Rio de seu comentário desnecessário, porém continuo encarando a foto que ele havia mandado. 

"A propósito, sou o V." 

Assim que ele me manda isso, fico completamente triste. Isso é um nome por acaso? Um menino tão lindo assim poderia ser chamado por uma simples e insignificante letra? 

"V de Viado ou de Vadio?" 

Pergunto, tentando ser um pouco irônica. Logo, recebo sua mensagem. 

"É V de Viril mesmo... Brincadeira. É meu apelido que criei para o aplicativo... Sabe, eu estava cansado de ficar tentando e tentando arranjar um user válido, daí quando eu me irritei, acabei colocando V." 

Sorrio. Ele parecia ser fofo, e não apenas por seu rosto. 

"Já que é assim... Pode inventar um apelido pra mim. Acabei pegando as sugestões, e agora eu sou a amiga003." 

Envio e subo um pouco a conversa para admirar sua foto novamente, porém tenho de descer tudo de novo para ver sua mensagem nova. 

"Posso te chamar de Aleatória? Afinal, você realmente foi uma escolha aleatória..." 

Dou risada de sua resposta e fico encarando aquela simples mensagem novamente, subo para ver seu sorriso angelical, e logo o respondo. 

"Ok, mas só porque não temos outra opção..." 

Fico esperando ansiosa por sua resposta, porém ele demora muito. Após dez minutos de espera, finalmente recebo sua mensagem. 

"Beleza. Vou ter que ir. Até logo, Aleatória..." 

Dou um sorriso e envio uma de minhas fotos, onde estou apenas sorrindo com uma maquiagem perfeita e meu cabelo está numa trança lateral. 

"Até, V..." 

Eu iria desligar meu computador, porém sua última mensagem me deixou desestabilizada e desacreditada com o que estava diante de meus olhos. Eu não conseguia acreditar que aquela garoto, um garoto daquele, havia me mandado uma mensagem que, mesmo simples, me deixou um pouquinho mais feliz do que o comum. Mesmo sendo pouquinho, já fazia um grande diferença. 

"Acho que agora tenho um motivo para poder sonhar sorrindo e pensando que fiz a escolha certa ao apertar o aleatório."


Notas Finais


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