História Alegria roubada - Capítulo 1


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Jasico, Pernico
Exibições 140
Palavras 1.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, será Pernico... Por enquanto. Tudo pode mudar porque eu sou louco.

Boa leitura!!

Capítulo 1 - Belas adormecidas


Acordei com a luz do Sol que entrava pela janela. Levantei e calcei as pantufas azuis e muito confortáveis que ganhei de minha mãe, no natal. Espreguicei e bocejei, apertando os olhos para me acostumar à claridade.

Em meu décimo dia no dormitório universitário de Nova Roma, eu não podia estar mais empolgado. Havia estudado como um condenado para o exame de seleção, e ainda por cima enquanto tentava sobreviver ao ensino médio, que deixei de frequentar por muito tempo por conta da última guerra. Mas o importante é que consegui, e agora, oficialmente matriculado no primeiro ano de Oceanografia, a única coisa que sentia faltar era a presença Annabeth, que mesmo estando na cidade não morava comigo. Ela estava alojada nos dormitórios femininos e estudava arquitetura.

Caminhei até a arara e peguei minha toalha, seguindo para o banheiro me arrumar. Aulas logo de manhã...

...

Caminhar pelas ruas de Nova Roma era estranhamente tranquilo. Estranho, porque pela primeira vez eu andava por uma cidade sem suspeitar de tudo e todos, sem esperar que um guarda se revelasse o minotauro ou outro monstro mitológico, por exemplo. Na verdade, nem era muito bom ficar pensando neles, e eu sabia bem disso por experiência própria. Chacoalhei a cabeça e me forcei a pensar em outras coisas, como por exemplo, na tarefa que eu ainda não fizera.

Dei de ombros. Haveria tempo de sobra para isso. Dobrei uma esquina, e o cheiro que tomava aquela rua me deu uma bofetada.

...

O gregos que me perdoassem, mas nada superava as cafeterias dos romanos. Pãezinhos frescos e sempre quentes, não importava a hora do dia. Panquecas com calda de chocolate e sanduíches de peito de peru. Uma infinidade de maneiras que vendiam café, de cappuccino estilo Starbucks, ao simples misturado com leite... Um paraíso.

Olhei um salgado de queijo exposto numa vitrine, e ele me olhou de volta. Virei cliente daquela loja logo que cheguei à cidade, tanto que a dona do lugar já até me esperava toda manhã. Contava que minhas economias durassem até eu arrumar um emprego. Como tinha acabado a folga para mim e agora eu era obrigado a me virar morando sozinho, eu tomava café naquela lojinha e almoçava no refeitório da universidade. Por sorte, nada ali era muito caro.

— Bom dia — Paolo, o atendente, estava de costas para mim. Virou-se com um sorriso, um pote de vidro cheio de sementes de café nas mãos.

Tinha minha altura e pele morena. Os cabelos um pouco longos e castanhos, da mesma cor que seus olhos. Era meio magro e tinha os dedos longos, que trabalhavam com rapidez no preparo dos pedidos.

Estranhei não ver Eliza — a dona — ao lado dele. Mas não criei caso, afinal, ainda era só um cliente.

...

A cafeteria era pequena, mas muito aconchegante, sendo a minha preferida. A parte de dentro — um cubículo 3x2 — ficava separada da rua por um balcão de tijolos, sobre o qual colocavam os salgados e bolos em vitrines. Os clientes comiam do lado de fora, em banquinhos protegidos do Sol por um toldo que se estendia para a calçada.

— Bom dia, Percy. O que vai ser hoje?

— Aquele salgado de queijo — apontei. — E um cappuccino médio.

— Um minuto.

Paolo foi para o fundo loja, onde ficavam as máquinas de café. Com a prática que tinha, terminou depressa o cappuccino e o trouxe para mim numa caneca descartável. Pegou o salgado e me entregou em um pacote de papel.

— Obrigado — recebeu o dinheiro trocado e guardou na registradora. No fim, não consegui conter a curiosidade: — Onde está Eliza, Paul?

Deu de ombros e se debruçou sobre o balcão.

— Não sei... Ela nunca falta.

— Hum... — isso eu sabia. Em todas às vezes que eu comprara lá, ela sempre estava. — Bem, se puder falar que mandei “oi” quando ela chegar...

— Claro — disse ele.

Até ficaria conversando, mas como estava “levemente” atrasado, peguei o salgado numa mão e o café na outra, pondo-me no caminho para a universidade a passos rápidos.

...

Enquanto andava e bebericava do cappuccino, percebi uma coisa sinistra: não era só Eliza que aparentemente havia sumido. Para todo o lado que eu olhava só via homens e quase nenhuma garota. Eu até contei: apenas três mulheres, uma delas a senhorita Gertrudes, minha amarga vizinha que botaria medo até numa hidra. Será que havia acontecido algo com o resto delas? Quem sabe estavam numa festa do pijama... Uma festa bem grande em que convidaram a cidade toda ...

Ri levemente, imaginando Annabeth vestindo calças folgadas com estampa de corujinhas e uma camisa gasta, engatando com as amigas fofocas sobre os namorados.

Mas imaginar uma justificativa dessas só mesmo como piada, porque não havia explicação lógica para o o sumiço de todas elas. Olhei de um lado para outro: realmente, nenhuma garota a caminho da universidade, ou mulheres cuidando de uma loja, ou mães segurando a mão de suas filhas... Estaquei no meio da rua.  Tão rápido a ideia me ocorreu, meu sorriso vacilou.

Algo sério acontecia, e seja lá o que fosse, Annabeth estava no meio.

...

Larguei o café e o salgado quase inteiro numa lixeira e corri para uma praça das imediações, onde eu sabia que tinha uma fonte pequena e pouco visitada. Lugar ideal para uma mensagem de Íris. Quando cheguei, ofegante e suado, fui para o centro e cacei um dracma de ouro no bolso. Apressado, orei rapidamente para a deusa do arco-íris e joguei a moeda na água, que esguichava da boca duma estátua de cupido.

O ar tremeu levemente e a imagem de Annabeth surgiu no telão. Eu relaxei quando a vi. Parecia bem.

 

...

Dormia como um anjo, de costas para a mensagem. Mesmo desacordada continuava linda, os cabelos caindo no travesseiro e brilhando como ouro. Seu ombro levemente a mostra, mas todo o resto do corpo coberto por um lençol branco. Suspirei, como um idiota apaixonado.

Mas então, uma ideia cruzou minha mente, me perturbando enquanto eu a admirava.

Annabeth nunca, nunca perderia a hora para a faculdade.

 

...

— Annie — desconfiado, a chamei. — Acorda. Você está atrasada.

Silêncio. Ela nem se mexeu.

— Annabeth...?

Nada. O pânico tomou conta de cada célula minha.

— Annabeth! — bradei. — Se for uma brincadeira, não tem graça!

— Annie... Por favor, acorda! — minhas mãos tremiam levemente. A forma quieta que ela ressonava agora me enchia de desespero. — Eu vou até aí!

Esperei  com isso que ela acordasse, falando ser uma pegadinha. Eu fecharia a cara e ela riria de mim até cansar, para depois me ganhar com sua lábia de filha de Atena. Bem, era isso que torcia para acontecer, mas ela continuou da mesma forma.

Cerrei os dentes e desfiz a imagem abanando o ar com a mão. Porém, antes que eu começasse a correr em direção ao dormitório feminino, outro "holograma" barrou meu caminho. Era Frank, que aprendera a usar a mensagem de Íris semanas atrás.

— Agora não dá! Eu estou ocupado — ainda levantei a mão para cortar a ligação, mas ele começou a falar como um louco.

— Percy, espera! — atropelava as palavras. — É Hazel, e Reyna também! Elas... Elas não acordam por nada! Parecem até que estão em coma!

Arregalei os olhos.

— Annabeth está do mesmo jeito! Sabe que droga está acontecendo?

— Não exatamente, mas já falei com Quíron. No mundo todo, muitas mulheres não estão acordando, e ele disse ter a ver com Hipnos — o deus do sono... Claro! — Foi só o que pôde, ou ao menos o quis me contar. Ele quer falar com você também!

 — Depois. Vou ver como está Annie — ele tentou balbuciar algo, mas o cortei. — Estarei aí assim que puder.

Não esperei sua resposta. Desfiz a mensagem e comecei a correr, meu coração a mil.


Notas Finais


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